A música e a exploração de instrumentos são fundamentais para o desenvolvimento global da criança. Desde cedo, a música estimula o desenvolvimento cerebral, melhorando as conexões neuronais e impulsionando a memória, a concentração e o raciocínio lógico, o que se reflete positivamente na aprendizagem de matemática e línguas. O contacto com instrumentos, mesmo os de percussão mais simples, é crucial para a coordenação motora fina e grossa, o equilíbrio e o sentido rítmico. Emocionalmente, a música e a prática instrumental oferecem às crianças um meio de expressão de sentimentos e uma via para gerir a ansiedade. A educação musical não visa apenas formar músicos, mas desenvolver cidadãos mais sensíveis, criativos e com um vasto leque de competências para a vida.
Era um baterista
Era um baterista,
Punha-se a tocar:
Taca taca tum
Taca taca tchã!
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. As crianças atentam na figuração seguinte:
5. Uma linha longa representa uma pulsação, som longo, se assim quiseres chamar-lhe; no tempo de uma pulsação cabem duas linhas curtas (divisão da pulsação).
Fazer música contigo
Fazer música contigo
dá-me grandes alegrias.
Torna a escola divertida,
faz felizes os meus dias.
Meu amigo toca a solo
Meu amigo toca a solo
E assim gosta de tocar.
Todo o dia ele pratica
P’ra ser espetacular.
Eu queria fazer duo
C’o colega preferido
Para darmos um concerto
E tu ver’s que é divertido!
MUSATIVIDADE
O professor diz os versos, dois a dois, e a turma repete; depois uma quadra e, finalmente as duas quadras.
Quando, no fim das quadras, o professor disser “solo”, “duo”, “trio” ou “quarteto”, as crianças organizam-se como intérpretes a solo (separadas), ou em duo, trio, quarteto. Enquanto o professor não mudar, as crianças fazem de conta que tocam um instrumento no agrupamento respetivo.
Ao formar o grupo, as crianças não correm a abraçar os colegas mas procuram formar o grupo musical tocando como se estivessem em palco. Quando um agrupamento já está completo, não pode receber mais músicos, nem pode haver mudanças. As crianças que ficarem sem agrupamento perdem uma vida.
Ricardo Silva e Vânia Moreira, 2013
Muito se canta
Adaptações rítmicas e variações sobre a expressão antiga “Muito bem se canta na Sé, uns sentados, outros de pé”
Muito se canta
e toca na sé,
uns sentadinhos
e outros em pé.
Muito se canta
e toca no Porto.
Música triste,
talvez para um morto.
Muito se canta
e toca em Lisboa,
música má
e música boa.
Muito se canta
e toca em Pombal,
uns muito bem
e outros bem mal.
Muito se canta
e toca em Viana,
música sacra
e outra profana.
Muito se canta
e toca em Marvão
velhas cantigas
só para os que estão.
Muito se canta
e toca em Cinfães.
Quem desafina
irrita os cães.
Muito se canta
e toca em Leiria:
ora é tristeza,
ora alegria.
António José Ferreira
Música mexida
Música mexida,
Música maluca,
Música que toco
Com as mãos na darabuca.
Música tocada,
Música vocal,
Música que lembra
Um momento especial.
Música do mundo,
Música amiga,
Música que faço
Quando canto uma cantiga.
Música em concerto,
Música na rua,
Festa na aldeia
Ou serenata à luz da lua.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/vania-moreira_ricardo-silva-02082013.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 14:11:582026-04-17 08:35:39Canções sobre música
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas com bola
As brincadeiras cantadas que envolvem o uso de uma bola em grupo e em roda são de grande importância para o desenvolvimento integrado da criança, articulando aspetos motores, cognitivos e sociais.
Desenvolvimento motor e coordenação:
O manuseio da bola (lançar, receber, chutar ou passar) em sincronia com o canto e o ritmo musical exige um elevado grau de coordenação óculo-manual ou óculo-pedal. A criança tem de ajustar o seu movimento ao ritmo da canção, melhorando a precisão, o tempo e o controlo motor. A disposição em roda reforça a orientação espacial e a perceção de distância entre pares.
Cognição e ritmo:
A dimensão cantada é essencial para o desenvolvimento do ritmo interno e da atenção sustentada. A criança deve concentrar-se na letra, no ritmo e, simultaneamente, na ação da bola. Este exercício de atenção dividida é vital para a capacidade de multitarefa e para a organização do pensamento.
Socialização e cidadania:
Sendo uma atividade de grupo, a brincadeira promove intensamente a cooperação e o respeito pelas regras. A bola simboliza a partilha; o falhanço no passe afeta o grupo, ensinando a responsabilidade coletiva e a tolerância à frustração. Cria-se um ambiente de inclusão onde cada criança, independentemente da sua destreza, tem o seu momento de participação, fortalecendo o espírito de equipa e a coesão social.
A bola bate
[ António José Ferreira ]
A bola bate, bate,
Dá ritmo à canção.
Cuidado com a bola,
não vá rolar p’lo chão.
MUSATIVIDADE
1. As crianças observam a representação gráfica e executam. Retângulo ao alto representa um som forte; quadrado, som fraco.
2. As crianças estão em círculo. O professor começa por realizar: “agarra e bate”, ou “gar ba”, com uma bola de basquete.
3. Fá-lo passando a uma criança que devolve ao professor. Este passa à seguinte, e assim sucessivamente.
4. Quando as crianças forem capazes, agarram e passam ao colega (da direita).
5. Para desenvolver competências e incluir os esquerdinos, passará depois pela esquerda (no sentido dos ponteiros do relógio).
Bola “Stop” é divertido
Bola “Stop” é divertido,
é um jogo especial,
mas se levas com a bola
para ti será fatal!
JOGO
As crianças estão em círculo, lado a lado. O professor lança a bola dizendo o nome de uma criança. Esta apanha a bola o mais rápido que puder e diz, sem demora, “stop”. Enquanto não disser “stop”, os outros afastam-se o mais possível. À palavra “stop” todos param. O que tem a bola dá três passos largos em direção a um jogador mais próximo e tenta atingi-lo com a bola. Quem não parar à voz de “stop”, perde; se o que tem a bola não acertar perde e o que levar com a bola também perde. Os que fogem da bola só podem mexer um pé para se desviar da bola. Voltam a formar círculo as vezes que o adulto achar conveniente. (Sílvia Faria)
Passa a bola
[ António José Ferreira ]
Passa a bola, passa, passa,
Passa a bola ao teu par.
Vais fazer rolar a bola
Quando o bombo ressoar.
JOGO
As crianças estão lado a lado em duas linhas paralelas, voltadas umas para as outras. Pertencem alternadamente, por exemplo, à equipa verde ou à equipa azul. Em cada extremidade está uma bola (uma verde e outra azul). A equipa que fizer chegar primeiro a sua bola à extremidade contrária é a vencedora.
Em alternativa, as bolas partem da mesma extremidade e a que chegar primeiro à extremidade contrária ganha. Passar mal a bola ou passar a um elemento da equipa adversária representa perda de tempo.
Rola a bola
[ António José Ferreira ]
Rola a bola, rola, rola,
rápida, no corredor.
O que apanhar a bola
será ele o vencedor.
JOGO
Num espaço amplo e limpo, no interior, “formam-se duas rodas, uma maior que fica por fora e outra mais pequena que fica dentro da roda maior formando um corredor entre as duas rodas. As crianças sentam-se, a roda maior virada para dentro e a roda menor virada para fora. No corredor coloca-se uma bola que as crianças terão de a fazer rolar com as mãos, pelo corredor. No lado oposto está uma criança que tentará apanhar a bola, correndo atrás dela pelo corredor. O jogo termina quando a bola é apanhada ou após um determinado período de tempo (2’). (Sílvia Faria)
Tendo em conta que os dois primeiros versos são do tipo trava-línguas, a quadra deve ser interpretada em andamento lento/moderado. A duração da jogada pode ser o tempo de cantar ou recitar duas vezes a quadra + 16 compassos binários simples de improvisação em tambor.
Jogo com bola, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões
Quero que a bola
[ António José Ferreira ]
Quero que a bola
não caia da colher
mas saberei ganhar
e saberei perder.
Preparar, largar, partir!
MUSICATIVIDADE
Com uma colher numa mão e uma bola reutilizada de desodorizante na outra, as crianças cantam. Quando o professor diz “Preparar, largar, partir”, colocam a bola na colher e agarrando o cabo da colher com uma só mão dirigem-se da linha de partida para a linha de chegada. Quem deixar cair a bola perde perde a jogada. Poderá voltar ao ponto de partida para desenvolver a competência.
Sente o ritmo
[ António José Ferreira ]
Sente o ritmo que há na rima,
Bate a bola, bate forte.
Fica atento e preparado
Para não bateres à sorte.
MUSATIVIDADE
1. As crianças observam a representação gráfica e executam. Quadrado representa a pulsação; quadrado dividido significa divisão da pulsação (neste caso, dois retângulos, duas colcheias)
2. As crianças estão em círculo. O professor começa por realizar: “agarra e bate”, ou “gar ba”, com uma bola de basquete.
3. Fá-lo passando a uma criança que devolve ao professor. Este passa à seguinte, e assim sucessivamente.
4. Quando as crianças forem capazes, agarram e passam ao colega (da direita).
5. Para desenvolver competências e incluir os esquerdinos, passará depois pela esquerda (no sentido dos ponteiros do relógio).
Meninas jogando com bola
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/criancas-jogando-a-bola-gestosa-lenga.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 14:52:352026-04-17 13:15:30Canções com bola
Canções e jogos com funções determinadas a realizar em momentos lúdicos diversos
Números e funções
[ António José Ferreira ]
Para cada número
há um movimento.
Já que tens ouvido,
fica bem atento!
O jogo das funções consiste no seguinte: são atribuídas funções (movimentos) a números, podendo ir até ao número 5 ou até ao número 10. Cada número tem uma função ao ser solicitado um determinado número as crianças terão que executar a função correspondente. Quem se enganar – ou o último a executar o movimento – sai do jogo. (Sílvia Faria)
Em alternativa, quem se enganar ou for o último perde uma de 3 vidas.
O professor combina com os alunos e, quando diz um dos números seguintes, as crianças
1 – dão um aperto de mão a um colega só.
2 – batem uma vez palmas com palmas de um colega.
3 – fazem grupos de três.
4 – põe as mãos no chão como se fossem quadrúpedes.
5 – fazem de conta que põem um brinco num colega.
Uno
[ António José Ferreira ]
Uno!
Uno, due!
Uno, due, tre!
Uno, due, tre, quattro!
Uno, due, tre, quattro, cinque!
Uno, due, tre, quattro, cinque, sei!
Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette!
Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto!
Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto, nove!
Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto, nove, dieci!
MUSATIVIDADE
Cada número em italiano é cantado com duas notas, lá e mi (colcheias) no caso dos dissílabos; lá, quando é monossílabo.
Cada número tem uma função.
Uno – o número 1 é representado pelo indicador direito que lembra o corno do unicórnio
Due – o número 2 é representado por dois dedos da mão direita lembrando os 2 cornos do boi
Tre – o número 3 é representado pelos três dedos centrais da mão direita lembrando um tridente
Quattro – o número 4 é representado pelos dedos da mão direita exceto o polegar lembrando quatro pés da mesa
Cinque – o número 5 é representado pelos cinco dedos da mão direita
Sei – o número 6 é representado pelo indicador a apontar o crânio a lembrar que sei coisas
Sette – o número 7 é representado pelo gesto de lançar uma seta.
Otto – o número 8 é representado pela mão atrás da orelha direita lembrando otorrino e ouvido (nada tem a ver com otto)
Nove – o número 9 é representado pelos dedos enlaçados a lembrar um nó
Dieci – o número 10 é representado pelas duas mãos lado a lado, com os 10 dedos abertos
O professor canta pausadamente, fazendo uma pausa entre cada sequência.
Mão vista frontal aberta, foto Freepik
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
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Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos
No leito do rio há pedras
No leito do rio há pedras
para chegar ao outro lado.
Salto sem cair ao rio
para não ficar molhado.
No leito do rio há poldras
para chegar ao outro lado.
A passagem é antiga
e passá-la é arriscado.
[ António José Ferreira ]
MUSATIVIDADE
A turma é dividida em duas equipas que terão de saltar de arco em arco (dentro e não fora ou em cima do arco). Agem como se os arcos fossem pedras colocadas no leito de um rio para a passagem de pessoas de um lado para o outro (poldras). Entre as duas margens há duas pontes com igual número de pedras/arcos. Será vencedora a equipa que mais rapidamente colocar todos os seus elementos na outra margem, sendo que aquele que tocar no arco ou fora dele ao saltar é obrigado a recuar ao arco anterior. A distância entre arcos é doseada conforme as idades e competências médias da turma.
A travessia das linhas de água pelo sistema de poldras, blocos de pedra fincados verticalmente no leito, permitindo vencer a água, e a corrente, passando de bloco em bloco até á margem contrária, é um sistema arcaico, perigoso e de uso limitado. Foi por estas razões vulgarmente utilizado em passagens secundárias. No entanto, o comprimento invulgar, cerca de cinquenta metros, da linha de blocos, maioritariamente provenientes de elementos arquitectónicos de época romana, e o seu elevado número, quarenta e três, no rio Pônsul (Idanha-a-Nova) conferem-lhe uma singularidade digna de nota. A travessia do rio a vau, neste ponto, parece em todo o caso ser muito antiga. Não se podendo, por ora, relacionar com a estrutura viária romana, é quase certo que integrou na época medieval, e períodos posteriores, itinerários para ocidente, nomeadamente, para Idanha-a-Nova e Castelo Branco. (CMIN)
Poldras do rio Pônsul, Idanha-a-Nova
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/08/idanha-a-nova-rio-ponsul-poldras-ft-cmin.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-08-30 19:43:052026-04-17 13:15:14Jogos de poldras
Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos
Pulsação, pulsação
[ António José Ferreira ]
Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais saltar.
Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais andar.
Num espaço amplo, o professor organiza um percurso de arcos, próximos ou um pouco afastados, em linha curva ou reta. As crianças cantam com melodia simples. Depois, enquanto um grupo canta, uma criança salta ou caminha de modo que os pés batam no chão a tempo, na pulsação, nas sílabas sublinhadas. Quem saltam fora de tempo perde uma de sete vidas.
Jogo da professora Sílvia Faria, Cabanões 2019
Trabalhas em equipa
Trabalhas em equipa?
Já és um vencedor.
Vais superar obstáculos
seja lá onde for.
[ António José Ferreira ]
Travessia
Jogo com arcos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria
Divide-se a turma por equipas, com cerca de 5 elementos. O número de arcos é igual ao número de elementos mais um. Os arcos estão disposto no chão em “fila”. Cada equipa tem à sua frente os seus arcos. Os alunos saltam de forma sucessiva, ocupando cada aluno um arco. Quando o primeiro saltador ocupa o último arco, significa que o primeiro arco ficou disponível. Assim, sem saírem dos respetivos arcos, o último aluno pega no primeiro arco que se encontra atras de si e passa-o ao colega da frente, que por sua vez passará ao colega da frente. Ao chegar ao primeiro, este coloco-o no chão à sua frente e salta para ele e todos os colegas de equipa saltam para o arco seguinte. Repetindo todo o processo até chegar à meta. (Sílvia Faria).
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/jogo-dos-arcos-cabanoes-silvia-faria-2018.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-06 22:24:092026-04-17 13:15:01Jogos de arcos
Canções para o jogo do lencinho a realizar em momentos lúdicos diversos
As brincadeiras cantadas do tipo lencinho são cruciais para o desenvolvimento global na infância, atuando nas dimensões motora, cognitiva e social.
Desenvolvimento motor e cognitivo:
A estrutura do jogo, que envolve uma roda de crianças sentadas e uma correndo por fora, exige uma combinação de agilidade, velocidade de reação e coordenação motora. A criança que corre deve ter uma perceção temporal apurada para saber quando soltar o lenço, e a criança escolhida deve reagir rapidamente para iniciar a perseguição. Este processo melhora as funções executivas, como a inibição motora (ficar sentado em silêncio) e a atenção sustentada (escutar a canção e o movimento).
Desenvolvimento social e emocional:
A canção estabelece um ritmo e um ritual de grupo, promovendo o sentimento de pertença e a cooperação. A brincadeira ensina de forma lúdica a lidar com a escolha (ser o próximo a correr), a expectativa (a espera do lenço) e a competição saudável (a corrida). É um exercício valioso para aprender a seguir regras, a respeitar a vez e a gerir a energia em grupo. O aspeto circular e inclusivo garante que todas as crianças, sentadas e participando no canto, se sintam parte da dinâmica.
Corre e foge com o lenço
Corre e foge com o lenço,
mas evita o adversário.
Um pontinho é muito bom,
dois é extraordinário!
[ António José Ferreira ]
Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia
O objetivo deste jogo é marcar o número máximo de pontos para que alguma das equipas seja a vencedora. Cada equipa encontra-se no extremo oposto do terreno. O juiz coloca-se no meio do terreno, com o lenço na mão e chama um número. Cada jogador tem um número atribuído. O jogador correspondente de cada equipa corre em direção ao lenço e tenta apanhá-lo. Neste caso, verificam-se as seguintes hipóteses:
Se fugir com o lenço para o campo da sua equipa, sem ser tocado pelo adversário, marca um ponto.
Se fugir para o campo da equipa adversária, sem ser tocado, marca dois pontos.
Se fugir mas for tocado pelo adversário é atribuído um ponto ao adversário.
Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia
O lencinho vai na mão
O lencinho vai na mão,
olha se ele cai ou não.
O lencinho está a passar.
Onde é que ele vai ficar?
As crianças posicionam-se em roda, com as mãos atrás das costas (podem estar de pé ou sentados, dependendo da idade).
Enquanto todos cantam, uma das crianças corre à volta da roda com o lenço na mão. As crianças que estão em roda não podem olhar para trás. Num determinado momento, a criança que tem o lenço deixa-o cair de forma discreta atrás de um colega. Logo que se aperceba que tem o lenço atrás de si, a criança põe-se a correr na tentativa de apanhar o colega, o que deverá acontecer antes deste ocupar o lugar vago. Se a criança que deixou cair o lenço for apanhada, vai para o centro da roda onde fica de cócoras
Passou o lencinho
Passou o lencinho.
Será que passou?
A mão do colega
O lenço lançou?
Lançou-o ou não?
Já vamos saber.
Agarra o lenço
E põe-te a correr.
Jogo do lencinho, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria 2019
Vai correndo o lindo anel
[ T. Nogueira ]
Vai correndo o lindo anel,
corre, voa, sem parar.
Onde está, onde se encontra?
Quem o pode adivinhar?!
Quem o pode adivinhar,
se é que não adivinhou?
Onde para o lindo anel
que da minha mão voou?!
As crianças estão numa roda. Uma das crianças tem um lenço com um anel. Enquanto as crianças da roda cantam, uma criança anda no exterior. Quando deixa o lenço com o anel, a criança dirige-se em direção ao lugar onde se encontra a criança atrás de quem se encontra o anel. Se chegar primeiro, o outro vai para o meio, como “galinha choca”.
Recursos musicais Meloteca para a infância
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas promotoras de imitação
Eu imito
[ António José Ferreira ]
Eu imito, tu imitas,
É assim a tradição.
Que me importa que me chamem
Macaco de imitação?
Eu imito, tu imitas,
Tanto se aprende assim!
Abre bem os teus ouvidos
E olha agora para mim.
Eu imito, tu imitas.
Quem é que nunca imitou?
Olha-me com atenção
P’ra saberes quem eu sou.
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos e as crianças repetem.
2. O professor diz uma quadra e as crianças repetem.
3. O professor diz as duas quadras e as crianças repetem, em andamento moderado e, finalmente mais rápido.
4. Uma criança competente marca a pulsação ou o compasso.
5. À frente, um voluntário faz gestos relativos a animais, a profissões, a músicos, e a turma imita-o, enquanto recita o texto.
6. O voluntário nomeia outro voluntário que esteja disponível com o dedo no ar.
Macaco rindo
Risadas e gargalhadas
Por vezes, uma pessoa dá uma boa gargalhada e, mesmo sem saber o motivo, colega ri-se também. Investigadores descobriram que macacos da espécie Theropithecus gelada (gelada, ou macaco-de-coração-em-sangue) imitam os companheiros quando fazem uma expressão facial semelhante à risada. A imitação utilizada como dinâmica tem muitas vantagens em termos de desenvolvimento socio-afetivo. Além da gargalhada, as crianças podem propor outras expressões não verbais a serem imitadas pela turma.
Neste grupo há um chefe
[ António José Ferreira ]
Este grupo tem um chefe
bem difícil de achar.
Veja, senhor detetive,
se o consegue encontrar.
Se preferir uma opção mais brincalhona do tipo trava-línguas:
Este grupo tem um chefe
bem difícil de achar.
Vá, detete-o, detetive,
se o consegue detetar!
Numa roda de crianças é escolhida uma, aleatoriamente, que será o detetive. O detetive tentará descobrir quem é o chefe do grupo. Após a escolha do detetive, este terá de ir para um local sem possibilidade de visualizar o grupo. Neste momento é escolhido, também aleatoriamente, o chefe. O detetive é chamado e entra para o centro da roda. O jogo começa com o chefe a comandar o grupo realizando vários movimentos que o restante grupo copia. O jogo termina quando o detetive descobre o chefe ou passado um determinado período de tempo (2’). (Sílvia Faria)
Jogo do chefe, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões 2019
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
A Meloteca (com a Loja Meloteca, Lenga e Reciclanda) tem vindo a criar brincadeiras para o desenvolvimento global da criança, pensadas desde o início para o Pré-Escolar e 1º Ciclo, em especial no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular. Com a Reciclanda, a Educação para a Cidadania e a urgência de uma dos recreios impulsionou a criação de dinâmicas sustentáveis que facilitam a socialização e contribuem para o sucesso escolar.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/jogo-do-chefe-silvia-faria-cabanoes-2019.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-03 11:15:392026-04-29 12:44:31Jogos de imitar
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas sobre a selva e animais que rastejam
Entre as folhas da floresta
Entre as folhas da floresta
se escondia uma serpente.
Quando ela abria a boca
assustava toda a gente.
Duas crianças agarram uma corda com cerca de dois metros. Mexem a corda junto ao solo de modo a parecer-se com o movimento rastejante da serpente e da cobra. As outras crianças estão numa fila e têm de passar por cima sem serem “mordidas” pela “serpente”. A que for mordida passa a dar à corda.
Em alternativa, pode fazer-se com caçadinha em que uma criança faz de cobra-rateira e os outros de ratos que podem refugiar-se em esconderijos inacessíveis à cobra previamente designados. Depois de recitada ou cantada a quadra, o professor diz “Já!” e começa a caçada. Quando a cobra apanha um rato – abocanhando o braço da presa com a mão em forma de boca de serpente.
Cobra-rateira sobre tronco, foto Meus Animais
Ó impala
Ó impala, tem cuidado
Com as águas do Nilo.
Bebe água e foge logo,
Que anda aí um crocodilo!
Crocodylus niloticus!
O jogo do crocodilo destina-se ao 1º Ciclo, podendo também ser feito no jardim de infância. Aprofunda as relações entre presa e predador na forma de brincadeira.
O professor ou educador diz um verso e as crianças repetem; em seguida dois; depois a quadra toda, até as crianças recitarem de memória.
Crocodylus niloticus! (com o nome científico) é o sinal de início de caçada. Pode ser especialmente interessante para o 4º ano em que são abordadas as influências de Roma e do Latim na língua e na cultura portuguesas. Nos outros anos, o sinal de partida pode ser “Vai!”, ou “Já!” ou “Go!” (Inglês).
Depois de as crianças conseguirem recitar ou cantar, dispersam-se um pouco de modo a manterem um metro de distância.
Voluntários farão de peixe, rã e cobra, e movem-se num espaço designado por rio Nilo. Outras poderão ser impala, gnu, búfalo, zebra e hipopótamo bebé. Uma criança fará de crocodilo do Nilo. Poderá atacar as presas quando elas atravessarem o rio, ou atacá-las em terra e arrastá-las para a água. Na sala há um ou mais locais seguros onde o crocodilo não alcançará as presas.
Quando o professor disser “Crocodylus niloticus”!, começa a caçada.
Enquanto o professor improvisar, em tambor de mão, o predador pode caçar. Quando terminar, dando um toque de regresso assertivo, combinado com a turma, as crianças voltam aos seus lugares iniciais. O “crocodilo” cessante nomeia um novo crocodilo, e assim sucessivamente.
[ Este jogo, indicado para o Dia do Animal, 4 de outubro, ajuda a assimilar e desenvolver competências de Estudo do Meio, ao longo do ano. ]
Crocodilo
Predador é o que caça
Predador é o que caça,
Presa é o que é caçado.
Se eu fosse um crocodilo
já te tinha devorado.
Predador é o que caça,
Presa é a que foi comida.
Anda sempre com cuidado
Se é que tens amor à vida.
MUSATIVIDADE
O professor diz um e dois dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Depois diz a quadra inteira e as crianças repetem. O professor verifica quem é o mais rápido a memorizar.
O professor canta com melodia de três notas (dó mi sol) e as crianças repetem e memorizam.
Depois, num espaço amplo, o professor nomeia um predador (crocodilo do Nilo) e todos os outros são zebras. Estas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro para zebras e inacessível ao crocodilo.
Depois de o crocodilo apanhar uma presa, o professor toca um padrão rítmico rápido e forte, de regresso, e nomeia outro predador. Não se deve deixar a caçadinha prolongar-se, para evitar o cansaço e permitir que todos possam fazer de predador.
Vai a tartaruga
Vai a tartaruga
Muito devagar.
Tem o tempo todo
Para lá chegar.
No seu andamento
Pode até ganhar
Se o seu adversário
Não a respeitar.
MUSATIVIDADE
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. O professor dá a cada criança uma carapaça, que deve ser colocada nas costas.
5. Improvisa em percussão um número fixo de compassos. A partir do momento em que começa a jogada, as tartarugas começam a mover-se. As que perderem a carapaça (deixando-a cair ao chão), perdem a jogada.
6. Crianças voluntárias vão ao palco apresentar o seu rep (ritmo e poesia), de forma criativa.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
As brincadeiras cantadas de caçadinha ou apanhada são fundamentais para o desenvolvimento global na infância, integrando movimento, cognição e socialização.
A sua principal importância reside no desenvolvimento do movimento e da coordenação motora. A fuga e a perseguição exigem agilidade, velocidade e planeamento motor. Estas atividades trabalham a orientação espacial e a reação rápida, melhorando as funções executivas ao forçar as crianças a tomar decisões imediatas sobre direção e estratégia.
Em termos cognitivos e emocionais, a componente cantada fixa regras e papéis (quem é o “caçador” e quem é a “presa”), promovendo a concentração e a escuta ativa.
No plano social, estabelecem regras claras de cooperação e competição saudável. Os momentos de fuga promovem a solidariedade entre o grupo, enquanto o “caçador” exerce a liderança do jogo. A brincadeira de caçadinha transforma a energia natural da criança num exercício estruturado de movimento, raciocínio e interação social. O jogo é ainda mais rico quando as crianças sugerem predadores e presas para a jogada seguinte.
Animais da selva
Animais da selva
têm de se cuidar.
Há um inimigo
pronto pr’a atacar.
Foge, ó gazela,
corre sem parar.
Vem aí o tigre
para te apanhar!
Foge!
Enquanto o grupo grande canta, um pequeno grupo faz sons da natureza. Ao ar livre, é designada uma área protegida, onde as gazelas estarão seguras, durante 20 segundos, e nomeado um predador. Depois de cantarem, o professor diz “Foge!”. O predador tentará caçar uma presa para se alimentar e alimentar a família. Quem for caçado perde a vida e o jogo, e vai para um local à parte. Durante a caçada, o professor pode improvisar em tambor. Os amigos de uma presa que está a ser atacada podem tentar distrair o predador. Oportunamente o professor toca a reunir as crianças à sua volta, com um som forte previamente combinado, e nomeia outra criança como novo predador. O novo predador pode escolher ser um predador diferente, mas tem de conhecer a respetiva dieta alimentar. Se quiser ser puma tem de saber de que se alimentam os pumas. O professor pode ajudar, e o aluno pode recolher mais informações em casa.
As apanhadinhas são indicadas para o Dia Mundial do Animal, 4 de outubro; Dia Internacional da Vida Selvagem, 3 de março; Dia Nacional do Mar, 16 de novembro (se forem marinhos).
A raposa e os coelhos
Ai que cauda tão vistosa!
Ai que lindo o focinho!
É decerto uma raposa
procurando coelhinho.
Fox!
A brincadeira musical da raposa faz sentido num espaço amplo ou, sobretudo, ao ar livre. Seja no 1º Ciclo ou no Jardim de Infância, as crianças vivenciam em jogo as relações de predador/presa na natureza e brincam com isso fazendo de conta.
O gestor do diz diz ou canta e a turma imita-o. Pode-se cantar com uma melodia simples, conhecida ou inventada; ou pode-se declamar simplesmente de uma forma expressiva e com ritmo. Depois, as crianças dispersam-se, mantendo uma distância de um metro.
Uma criança (ou duas) fará de raposa; as outras serão galinhas e coelhos. Há um local (galinheiro) para onde as galinhas poderão fugir e a raposa não conseguirá caçá-las. Outro local será a toca, onde os coelhos estarão em segurança.
O gestor do jogo explica que a raposa também come ratos, escaravelhos, ouriços, perdizes e lagartixas. Se alguém quiser, pode representar esses animais. Movem-se num espaço designado por “monte”. Para confundir e atrapalhar a raposa, uma criança fará de dono, podendo mesmo defender as galinhas.
Quando o professor disser “Fox”!, começa a caçada. Enquanto o professor improvisar, em tambor de mão, a raposa pode caçar. As presas que foram apanhadas ficam fora da jogada. Quando terminar, dando um toque de regresso assertivo no tambor, combinado com a turma, termina a caçada e as crianças voltam aos seus lugares. A raposa cessante nomeia nova raposa, e assim sucessivamente.
Jogo musical de caçadinha ao ar livre
Ai que cauda tão vistosa!
Ai que lindo o focinho!
É decerto uma raposa
Procurando coelhinho.
Fox!
A brincadeira musical da raposa faz sentido num espaço amplo ou, sobretudo, ao ar livre. Seja no 1º Ciclo ou no Jardim de Infância, as crianças vivenciam em jogo as relações de predador/presa na natureza e brincam com isso fazendo de conta.
O educador ou professor diz um verso e as crianças repetem; depois dois versos; finalmente, a quadra inteira. Fox, raposa em Inglês, será a palavra que dará início à caçada. Pode-se cantar com uma melodia simples, conhecida ou inventada; ou pode-se declamar simplesmente de uma forma expressiva e com ritmo. Depois, as crianças dispersam-se, mantendo uma distância de um metro.
Uma criança (ou duas) fará de raposa; as outras serão galinhas e coelhos. Há um local (galinheiro) para onde as galinhas poderão fugir e a raposa não conseguirá caçá-las. Outro local será a toca, onde os coelhos estarão em segurança.
O adulto explica que a raposa também come ratos, escaravelhos, ouriços, perdizes e lagartixas. Se alguém quiser, pode representar esses animais. Movem-se num espaço designado por “monte”.
Para confundir e atrapalhar a raposa, uma criança fará de “criança”, e não será atacada, podendo mesmo defender as galinhas.
Quando o professor disser “Fox”!, começa a caçada. Enquanto o professor improvisar, em tambor de mão, a raposa pode caçar. As presas que foram apanhadas ficam fora da jogada. Quando terminar, dando um toque de regresso assertivo no tambor, combinado com a turma, termina a caçada e as crianças voltam aos seus lugares. A raposa cessante nomeia nova raposa, e assim sucessivamente.
[ Este jogo, indicado para o Dia do Animal, 4 de outubro, ajuda a assimilar e desenvolver competências de Estudo do Meio, ao longo do ano. ]
Raposa
Animais da selva
Se és um animal da selva
tu precisas de saber
como deves atacar,
como podes defender.
Caça na savana
Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.
1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.
2. Fujam búfalo e gazela,
Corram, corram sem parar.
A correr há uma leoa
Que vos quer para o jantar.
3. Foge hiena, foge gnu,
Corre, corre sem parar.
A correr vai um leão
Pronto p’ra te devorar.
Uma criança faz de predador, as outras de presas. Há no recreio uma área protegida aonde o predador não consegue chegar. O predador só ataca quando o professor tocar um padrão rítmico combinado com a turma. Quando der o toque de fim de caçada todos voltam junto do professor e é escolhido um novo predador.
Coiote
Fica atento, ó veado,
Vós também, cobra e bezerro.
Andam por aí chacais:
Distração é um grande erro!
Comem carne, comem peixe,
Comem fruta os coiotes.
Caçam alces e ovelhas
Para si e p’ra os filhotes.
Depois de as crianças aprenderem a quadra/canção, um grupo executa, enquanto o outro participa na “caçada”. Animais muito atentos e rápidos, os coiotes usam a visão e audição para caçar. Têm preferência por coelhos, veados, alces, pássaros, cobras, lagartos, peixes, ovelhas, bezerros. Voluntários representam estas presas, enquanto outros fazem de coiotes, num espaço amplo mas devidamente limitado. Enquanto o grupo canta, decorre a “caça”. Se dois veados conseguirem juntar-se, costas com costas e com as mãos a representar a armação, o coiote não pode vencê-los. Quando o professor percute um padrão ritmo que funciona como senha, o coro para e a caçada acaba também. Os papéis de presa e predador mudam na jogada seguinte.
Falcão e lebres
Elas movem-se entre as ervas
A comer com atenção
P’ra não serem apanhadas
pelas garras de um falcão.
É curtinha a sua cauda,
As orelhas são compridas.
Tornam-se muito velozes
Sempre que são perseguidas.
Em espaço amplo, o professor diz a adivinha e verifica se alguém descobre a solução (lebre, parecida mas maior do que o coelho). O professor nomeia uma criança para fazer de predador (falcão) enquanto todos os outros farão de presas de um mesmo habitat. As presas podem refugiar-se num lugar (toca) previamente marcado como seguro e inacessível ao predador mas, para isso, têm de ser rápidas a chegar lá.
Foge, foge, ó coelho
A raposa e os coelhos
Foge, foge, ó coelho,
refugia-te na toca.
Anda aí uma raposa
que corre como uma louca.
[ António José Ferreira ]
Metade do grupo de crianças são “tocas” espalhadas por espaço amplo, com as pernas abertas. Os “coelhos” estão voltados para uma parede ou muro. Quando o professor dá sinal, os “coelhos” correm para a “toca”, colocando-se no chão entre as pernas de um colega. Logo a seguir, a “raposa”, nomeada previamente, persegue os coelhos, à voz do professor. O coelho que não conseguir uma toca pode ser apanhado pela raposa, perdendo. No fim de cada jogada, cada coelho que está em jogo passa a toca e cada toca passa a coelho. (Sílvia Faria)
Alguns animais da selva
Comem erva, outros não.
Quem come erva tem cuidado
Com o tigre e o leão.
O leão é tão veloz,
Ágil e inteligente.
Quando pensas que está longe,
Aparece de repente!
O professor nomeia uma criança para fazer de predador enquanto todos os outros farão de presas de um mesmo habitat. As presas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro e inacessível ao predador mas, para isso, têm de ser rápidas a chegar lá. Quando o professor acaba de cantar e diz “Foge!”, o leão ataca e as presas tentam chegar ao local seguro. Estas podem também jogar com a sua agilidade na fuga se sabem que são mais rápidas do que o predador (a vida é feita de riscos). O professor verifica quem são os alunos mais ágeis e que arriscam mais. Sem deixar a caçadinha prolongar-se, o professor nomeia, depois, outro predador.
Lobo
Logo que nasci eu era
cego, surdo, dependente;
só depois saí da toca
para me tornar valente.
Como ovelha, javali,
Alce, lebre e veado.
Para uma caçadinha
Estou sempre preparado.
O professor nomeia o predador (lobo) e todos os outros podem escolher entre veado, alce, javali, coelho, lebre, ovelha. De preferência é o predador a cantar ou dizer as quadras com expressividade e intensidade. No fim das quadras, começa a caçada. Se conseguirem, as presas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro para elas e inacessível ao lobo. Em seguida, sem deixar a caçadinha prolongar-se, o professor nomeia outra criança para fazer de lobo.
Pesca no mar
Fica atento, salmonete,
Tu também, ó bacalhau!
Fujam, cherne e corvina,
Peixe galo e carapau.
Ainda por aí um barco,
Anda à pesca da dourada.
Fica alerta cantarilha,
Tu também, ó peixe espada.
Fica atento, ó goraz,
Fica atento, ó linguado.
Se na rede tu caíres,
Vão levar-te para o mercado.
Há uma área que funciona como mar. As crianças designadas peixes podem andar nesse espaço, mas com cuidado. Uma criança faz de pescador. Se este lhes tocar, são pescadas e ficam fora de jogo.
Pesca no rio
Fujam carpa e enguia,
Fujam barbo e salmão.
Há um pescador à espreita
Para vos deitar a mão.
Fujam sável, peixe-gato,
E boga do Guadiana.
Há um pescador na margem
A pescar co’a sua cana.
Fica atento, ó bordalo!
Nada de morder o isco!
Há pescador à espera
de tornar-te um petisco.
Depois de as crianças aprenderem as quadras/canção, um grupo executa-a com acompanhamento de tambor – como apoio, sem cobrir as vozes, enquanto o outro participa na “pesca” de rio. Voluntários representam peixes referidos na cantilena, e uma ou mais crianças representam o “pescador”. Este encontra-se na “margem” e não pode entrar na água do rio mas tem um anzol, que é uma bola leve e maleável. Quando atingir um colega (“peixe”) nas costas ou na barriga, conseguiu “pescá-lo”. O espaço deve ser amplo mas devidamente limitado, de preferência no exterior. Enquanto o grupo canta, decorre a “pesca”; quando o professor toca um padrão rítmico combinado, que funciona como senha, acabou. Os papéis mudam na jogada seguinte.
Predador e presas
Predador é o que caça,
Presa é o que é caçado.
Se eu fosse um crocodilo
Já te tinha devorado.
Predador é o que caça,
Presa é a que foi comida.
Anda sempre com cuidado
Se é que tens amor à vida.
Num espaço amplo, o professor nomeia um predador (crocodilo do Nilo) e todos os outros são zebras. Estas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro para zebras e inacessível ao crocodilo. Depois de o crocodilo apanhar uma presa, o professor toca um padrão rítmico rápido e forte, de regresso, e nomeia outro predador. Não se deve deixar a caçadinha prolongar-se, para evitar o cansaço e permitir que todos possam fazer de predador.
Puma
Atenção, veado e lince,
Fujam alce e carneiro.
Anda por aí um puma,
Rápido e sorrateiro!
Répteis, aves, peixe, insetos,
Também estão na sua lista.
Estejam muito, muito atentos
Que ele é oportunista.
Depois de as crianças aprenderem as quadras/canção, um grupo executa com acompanhamento de tambor – como apoio, sem cobrir as vozes – enquanto o outro participa na “caçadinha”. Voluntários representam presas referidas na cantilena, e uma ou mais crianças representam o “puma” (animal que também tem o nome de onça parda). O espaço deve ser amplo mas devidamente limitado, de preferência no exterior. Enquanto o grupo canta, decorre a “caçada”; quando o professor toca um padrão rítmico combinado, que funciona como senha, acabou a caçada. Se dois alces ou veados se juntarem, costas com costas e com as mãos a representar as armações, o puma não pode vencê-los. Os papéis de presa e predador mudam na jogada seguinte.
Rebanho e o lobo
O Rebanho das ovelhas
Segue sempre o seu pastor.
Tem cuidado com o lobo
Que é um grande predador!
As crianças estão dispersas num espaço amplo, de preferência ao ar livre, não muito longe do professor. Uma criança fará de pastor, com um cajado maleável que não magoe. Outra criança fará de cão-pastor (cão da Serra da Estrela ou cão da Serra de Aires, raças portuguesas). Quando o cão se aproxima, o cão e o pastor reúnem o rebanho. Se o cão tocar no lobo, ele perde e acaba a jogada; e o mesmo acontece com o pastor. Se o lobo agarrar o pulso de uma criança, ganha uma ovelha para o jantar.
Se nasceste na savana
Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.
1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.
2. Fujam búfalo e gazela,
Corram, corram sem parar.
A correr há uma leoa
Que vos quer para o jantar.
3. Foge hiena, foge gnu,
Corre, corre sem parar.
A correr vai um leão
Pronto p’ra te devorar.
4. … Foge, foge ó gazela…
5. Foge, foge, javali…
Indicado para o Dia Mundial do Animal, 4 de outubro; e Dia Internacional da Vida Selvagem, 3 de março.
Uma criança faz de predador, as outras de presas. Há no recreio uma área protegida aonde o predador não consegue chegar. O predador só ataca quando o professor tocar um padrão rítmico combinado com a turma. Quando der o toque de fim de caçada todos voltam junto do professor e é escolhido um novo predador.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/raposa-vermelha-creditos-rudmer-zwerver-shutterstock.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-06 17:14:102026-04-17 15:38:34Canções de caçada
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas sobre a selva e os animais da autoria de António José Ferreira
A Meloteca (com a Loja Meloteca, Lenga e Reciclanda) tem vindo a criar brincadeiras para o desenvolvimento global da criança, pensadas desde o início para o Pré-Escolar e 1º Ciclo, em especial no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular. Com a Reciclanda, a Educação para a Cidadania e a urgência de uma dos recreios impulsionou a criação de dinâmicas sustentáveis que facilitam a socialização e contribuem para o sucesso escolar. Os jogos Meloteca incluem atividade, sustentabilidade, criatividade, inclusão, diversão e socialização.
ENTRE OS ANIMAIS DA SELVA
Entre os animais da selva
há um lobo a uivar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.
Entre os animais da selva
há um macaco a coçar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.
Entre os animais da selva
há uma cobra a assobiar;
será rei dos animais
quem melhor a imitar.
MUSICATIVIDADES
1. Crianças fazem de animais da selva (lobo, macaco, cobra) enquanto os colegas recitam.
2. As crianças imitam, na sua vez, o animal referido; o que for melhor recebe uma pandeireta que lhe é colocada na cabeça até novo rei ser nomeado.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salto o gato, o leopardo,
salta a pulga e saltas tu.
Salta a chita e o lemur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre,
Salta a chita e a impala!
Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.
MUSICATIVIDADES
O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Depois dizem a quadra inteira.
No exterior, o professor organiza a turma em equipas como o mesmo número de jogadores.
Entre uma linha de partida e uma linha de chegada, as crianças têm de saltar o mais longe possível. Mas devem cair com os pés “colados” ao chão, na última sílaba tónica de cada verso. O professor ajuda com tambor. A equipa que levar mais jogadores à meta ganha.
Brincadeira musical na EB1 de Igreja 1, Sandim
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/brincadeira-musical-eb-1-igreja-sandim-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 11:18:532026-04-17 13:13:57Jogos da selva