Recursos e textos de apoio à Expressão Musical no 1º Ciclo do Ensino Básico

Jogos de salto à corda

Literacia e recreios ativos

O salto à corda grande é um espaço de cidadania. Acompanhado de lengalengas e contagens é uma ferramenta de grande valia para recreios ativos que promovem o desenvolvimento global. Quando saltam, as crianças  desenvolvem competências psicomotoras; quando declamam, desenvolvem competências linguísticas; quando contam, desenvolvem competências matemáticas; quando esperam, desenvolvem competências socioafetivas;  quando tomam a iniciativa, tornam-se empreendedoras.

Quando não há um adulto, para dar à corda, crianças mais competentes podem fazê-lo.

Na Reciclanda e na Lenga, a atividade física, a música, as literaturas de tradição oral, a sustentabilidade, o desenvolvimento e a diversão unem-se para a animação dos recreios.

Entra no jogo

Entra no jogo,
faz o que gostas:
mão na barriga,
outra nas costas.

Salta à corda:
só te faz bem!
Torna-te atleta,
chega aos cem!

(António José Ferreira)

A renda

A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
Do mês de janeiro.

Janeiro 1; fevereiro, 2; março, 3…

O barqueiro

Ao entrar no barco,
Disse-me o barqueiro:

– São 80 euros.
Dê-me o dinheiro.

– Tome 1, tome 2, tome 3…

Apetece-me salada

Apetece-me salada
Com a fruta que houver:
Com laranja, com maçã,
Com banana, com romã,
Com ameixa, com melão,
Com papaia, com mamão.

Convite

– Quero convidar-te!
– Convidar-me para quê?
– Para jantar comigo.
– Em que dia é?
– Dia 20!

1, 2, 3, 4, 5, 6…

A pulga

Era uma vez uma pulga
Que morava num gatinho.
Salta o gato, caça o rato,
Salta a pulga para o vizinho.

Salta 1, salta 2, salta 3, salta 4…

No avião

No avião entra o primeiro.
No avião entra o segundo.
No avião entra o terceiro,
Do avião sai o primeiro.
Do avião sai o segundo.
Do avião sai o terceiro.

O gato da Margarida

Margarida tem um gato
que lhe lava o sapato
com água e bicarbonato.
Um, dois, três, quatro.

Dona Micas

Dona Micas tem um gato.
Cheira o bife e olha o prato.
Salta o gato, leva o bife.
– Volta cá, ó meu patife!

Mariana quer casar

A menina Mariana
tem um noivo e quer casar
mas não quer que ninguém saiba
com quem anda a namorar.

O seu noivo é fofinho
mas ainda é um fedelho
e, se reparares bem,
tem os dentes de coelho.

– Tu não queres casar comigo?
– Sim, não! Sim, não!…

Pão de ló

Pão de ló com queijo,
Eijo, eijo, eijo, eijo…

(Saltando à corda cada vez mais rápido)

Pulga Saltarica

Salta a pulga Saltarica,
no primeiro cão que achou.
Desde que ele tem a pulga,
quantas vezes se coçou?

Coçou 1, coçou 2, coçou 3, coçou 4…

Quando chega à escola

Quando chega à escola,
Diz o professor:
– Salta com um pé!
– Salta com o outro!
– Dá a meia volta!
– Dá a volta inteira!
– Põe a mão no chão!
– Mão no coração!

Quantos?

– Quantos anos viverei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos filhos eu terei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos cursos eu farei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantas línguas falarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos carros comprarei?
– Quantos jogos ganharei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Que instrumentos tocarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

1, 2, 3, 4, 5…

A rainha da corda

Sou a rainha da corda,
já estão fartos de saber.
Deito o meu lenço ao chão
e torno a recolher.

Esquilo

Salta ágil o esquilo
entre os ramos da floresta.
Quando o esquilo salta,
para mim é uma festa.

Solteira, casada

Solteira, casada,
viúva, namorada.
Quantos filhos achas
que vais ter tu?

1, 2, 3, 4…

Tesourinhas

Tenho umas tesourinhas
que se abrem e se fecham.
Toco o céu e toco a terra,
eu me agacho e saio fora.

(O saltador faz os gestos correspondentes.)

Lengalengas e o salto à corda

Recitada ou cantada, a lengalenga acompanha o salto à corda.

Na falta de mais cordas, uma criança pode saltar individualmente enquanto os outros aguardam a sua vez cantando ou recitando; com uma corda presa a um ferro e um adulto a lançar a corda; ou com duas crianças a lançar a corda e uma ou mais crianças a saltar.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, o conhecimento do Estudo do Meio e da Matemática.

As brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.”
(Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo)

Histórias da corda grande

Nos dois anos em que fui professor de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular na Escola de Cabanões, a Sílvia Faria punha-se nos momentos lúdicos a dar à corda e muitas crianças faziam fila para saltar. Com uma grande disponibilidade, prendia uma corda ao poste de uma baliza e era um regalo ver as crianças a competirem para conseguir o seu máximo pessoal. A solução era simples e barata, mas eu nunca a tinha visto. Houve na escola um miúdo que chegou a saltar 400 vezes, o que me impressionou vivamente. Anos mais tarde, tive duas crianças que ultrapassaram os 1000 saltos seguidos numa colónia de férias.

Não seria uma pequena revolução em termos de saúde e desenvolvimento global se em todas as escolas, no recreio houvesse alguém a dar a corda para os que livremente quisessem saltar? Há falta de recursos humanos nas escolas, mas nas AEC muito se pode fazer. Há muitas escolas que têm cordas individuais mas com uma corda grande e adequada, o salto torna-se muito mais aliciante.

Um dia, encontrei na praia dos pescadores de Espinho várias cordas num amontoado de lixo quando fui com a família ver a recolha das redes com peixe da pesca por arrasto. Reciclei e guardei várias cordas. Sucesso foi quando uma menina ultrapassou os 1000 saltos seguidos. Mas também quando uma criança com doença rara (que nem um salto dava) conseguiu 20 saltos. Quando uma criança obesa se esforçava. Quando professoras também queriam saltar. Quando crianças em pares ultrapassavam 50 saltos. Quando uma criança de 4 anos dava 20 saltos. Ou quando uma criança conta ao professor titular e aos pais a sua proeza.

Enquanto cantam e e contam, as crianças desenvolvem competências em Português, na Matemática e mesmo no Inglês. Desenvolvem-se a nível motor e sócio-afetivo. Aprendem a respeitar e a esperar a vez. Estimulam os colegas com dificuldade.

Há quadras que acompanham os saltos estão relacionadas com animais cuja locomoção inclui saltos. E assim as crianças refletem e assimilam conteúdos de Estudo do Meio, sem disso se aperceberem.

Em casa, as famílias também podem fazer muito pelo desenvolvimento global se promoverem, como outros jogos obviamente, o salto à corda. É um remédio para o sedentarismo que muitas vezes toma conta de adultos e crianças e aproxima pais e filhos.

António José Ferreira

Trilogia de portais do brincar musical

Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca constituem uma trilogia de portais de serviço educativo. Promovendo o brincar sustentável, inclusivo e musical, são a maior plataforma do género no País. Visitada nos 5 continentes, a Meloteca promove a economia circular, inspirando a criação de instrumentos, objetos multissensoriais, brinquedos e jogos. Educa para a Cidadania e promove a literacia com a rima e o ritmo das literaturas de tradição oral. A Reciclanda apresenta-se de Norte a Sul na forma de livro, instalação, residência, oficina, laboratório e conferência. Foi convidada pela presidente da Associação de Docentes de Educação Especial para o Congresso Internacional “Educação Inclusiva” (2026) em Lisboa, onde se apresenta durante três dias com uma inovadora instalação e laboratório.

Espaço a brincar

Os jogos são cruciais para o desenvolvimento de competências espaciais na infância. Promovem a coordenação motora, a capacidade de resolver problemas, o raciocínio, a criatividade e a consciência espacial através da manipulação de objetos e da exploração do ambiente. Ajudam a criança a compreender o mundo à sua volta e a preparar-se para áreas como arquitetura e engenharia.

Articuladas entre si, Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca são sítios cada vez mais próximos dos municípios e agrupamentos de escolas, dando contributos originais nas áreas de educação para a cidadania, educação ambiental, animação dos recreios e literacia ligada à música.

Benefícios dos jogos para as competências espaciais

Coordenação motora:

Atividades como correr, saltar, equilibrar-se e jogos que exigem manipulação de objetos desenvolvem a coordenação mão-olho e as capacidades motoras finas.

Resolução de problemas:

Jogos como quebra-cabeças e construções desafiam as crianças a pensar criticamente, experimentar soluções e ver os problemas sob diferentes perspetivas.

Pensamento crítico e criatividade:

Ao explorarem diferentes soluções e abordagens em jogos, as crianças desenvolvem a criatividade e a capacidade de pensar de forma inovadora, adaptando-se às circunstâncias.

Consciência espacial:

Jogos e brincadeiras que envolvem movimento e ocupação de espaços ajudam a criança a construir uma percepção de si própria no espaço e a compreender a relação entre objetos e pessoas.

Desenvolvimento cognitivo:

As atividades lúdicas estimulam o crescimento cognitivo geral, melhorando a atenção e a memória, e fornecendo uma base sólida para o raciocínio espacial necessário para carreiras futuras.

Competências sociais:

Jogos de equipa ou que envolvem regras promovem a interação social, a colaboração, o respeito pelo outro e a organização do grupo.

Dentro, fora

Dentro, fora,
vem e vai.
Junta, afasta,
entra, sai

Dentro, em cima,
dentro, fora,
pé coxinho,
vai embora.

O gestor do jogo faz um círculo ou quadrado no chão – ou utiliza uma figura geométrica. Diz as palavras de forma espaçada: quem se enganar sai da jogada.

Cada macaco no seu galho

Cada macaco
no seu galho.
Vê se não falhas,
eu não falho.

Em pares, trios, ou roda, cada participante agarra um bastão com a mão esquerda. Ao comando “um, dois, três“, larga a sua cana e vai agarrar a outra, pela direita. Pode dizer em língua do currículo ou língua materna de um dos participantes, promovendo a inclusão e o conhecimento de línguas diversas.

Jogo da cana, Reciclanda em Albufeira 2025

Jogo da cana, Reciclanda em Albufeira 2025

Dlim

Dlim dlão, dlim dlã,
toca o sino na Lousã.

Dlim dlão, dlim dlã,
toca o sino na Sertã.

Dlim dlão, dlim dlã,
toca o sino na Covilhã.

Dlim dlão, dlim dlã,
toca o sino na Golegã.

Dlim dlão, dlim dlã,
toca o sino em Vila Chã.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Baião.

Dlim dlão dlim dlão,
toca o sino em Marvão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Mação.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Mesão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Monção.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Mourão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Pinhão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Olhão

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Azeitão

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Gavião

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Portimão

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Ribeirão

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Povoação

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Famalicão

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Abragão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Algueirão.

Dlim dlão, dlim dlão,
toca o sino em Ansião.

Dlim dlão, dlim dlem,
toca o sino em Ourém.

Dlim dlão dlim dlem,
toca o sino no Cacém.

Dlim dlem, dlim dlem,
toca o sino em Sacavém.

Dlim dlem, dlim dlem,
toca o sino em Pevidém.

Dlim dlem, dlim dlem,
toca o sino em Ourém

Dlão dlão, dlim dlim,
toca o sino em Sandim.

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Mondim.

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Almeirim

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Cedovim.

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Bensafrim

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Alcoutim

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Lazarim.

Dlão dlim, dlão dlim,
toca o sino em Lalim.

António José Ferreira

Trilogia de portais do brincar musical

Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca constituem uma trilogia de portais de serviço educativo. Promovendo o brincar sustentável, inclusivo e musical, são a maior plataforma do género no País. Visitada nos 5 continentes, a Meloteca promove a economia circular, inspirando a criação de instrumentos, objetos multissensoriais, brinquedos e jogos. Educa para a Cidadania e promove a literacia com a rima e o ritmo das literaturas de tradição oral. A Reciclanda apresenta-se de Norte a Sul na forma de livro, instalação, residência, oficina, laboratório e conferência. Foi convidada pela presidente da Associação de Docentes de Educação Especial para o Congresso Internacional “Educação Inclusiva” (2026) em Lisboa, onde se apresenta durante três dias com uma inovadora instalação e laboratório.

Sugestão amiga

Depois de entrar na Lenga, no computador, no lado direito ao cimo, clique nos três pontinhos. Pode guardar a Lenga como se fosse uma aplicação no seu computador; criar um atalho; copiar a ligação e partilhar o sítio com amigos.

Lenga

Lenga, guardar e partilhar

Brincadeira de túnel

Quando a escola melhora o recreio,
o recreio melhora a escola.

Brincar é um ato de cidadania.

Neste túnel há perigos

[ António José Ferreira ]

Neste túnel há perigos
que tu nem estás a ver.
Tem cuidado co’as serpentes
que estão prontas a morder.

Neste túnel há perigos
que não estás a imaginar.
Tem cuidado com as cobras:
têm veneno p’ra matar.

Antes de cada jogada, as crianças recitam expressivamente ou cantam.

Jogo

As crianças estão em pé, lado a lado, em dois grupos, voltadas umas para as outras. Algumas formam o túnel com as mãos por cima, outras, intercaladas, são serpentes. Um explorador anda a conhecer a selva e tem de ser cuidadoso para evitar as mordeduras. Os répteis tentam tocar com os nas costas do explorador. Se este se aperceber agarra-lhe a mão capturando-a. Quando for mordido, o cientista escolhe um colega para o substituir, e assim sucessivamente.

Caninana spilotes, créditos António Bordignon

Caninana spilotes, créditos António Bordignon

A brincadeira foi inspirada numa prática em que jogadores do Futebol Clube do Porto, em dia de aniversário do Taremi, formaram um túnel em que o aniversariante passou, recebendo palmas e palmadas suaves nas costas. O objetivo do jogo aqui recriado é brincar com gentileza.

Nesta rua só há mimos

[ António José Ferreira ]

Nesta rua há muitos mimos
que não se podem mexer.
Se quiseres fazer mimos
faz os mimos sem eu ver.

As crianças são mimos (estátuas vivas) em posição de túnel. Uma delas passa pelo túnel. Se o “turista” vir alguma criança a mexer, ela deixa de ser mimo e trocam de posições. Os vencedores são os mimos que nunca foram apanhados a mover-se.

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.

Jogos de salto

Rimas de saltar para crianças

Quadras sobre animais que têm competência de salto

Lê dois versos de cada vez, em andamento moderado; depois diz de cor (de memória). Lê cada quadra inteira; depois, di-la de cor.

As crianças estão num espaço amplo, de preferência ao ar livre, entre uma linha de partida e uma linha de chegada. Depois de cantarem, ou recitarem em conjunto, as crianças dão três saltos tendo de cair sempre com os pés fixos ao chão. O vencedor é o que for mais longe, ganhando 100 pontos.

Para saltar mais mais longe, de um salto só, com os pés fixos ao chão, em direção a uma meta ou no próprio lugar.

Os jogos testam a atenção e concentração, desenvolvendo a atenção ao outro não chocando com ele, aplicando conhecimentos do Estudo do Meio.

“Animais que saltam” promove o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e socioafetivo. A cantar ou recitar, destacando palavras ou sílabas.

Cabra

Salta a cabra da montanha
sem ter medo de arriscar.
Começou em pequenina
a dar saltos de brincar.

Cabra juvenil saltando

Cabra juvenil saltando

Cabrinha

À distância adequada umas das outras, as crianças recitam ou cantam:

A cabrinha saltou
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha saltou
e agora não tem medo.

A cabrinha desceu
não tremeram os seus pés.
Cabrinha, cabrinha,
que brava que tu és.

Em “saltou”, as crianças saltam, em “desceu” as crianças saltam baixando um pouco a cabeça. Para desenvolver outras competências, “cabrinha” será para as meninas, “cabrito” para os rapazes e “rebanho” para todos.

Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa

Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa

De estatura mediana, com pelagem preta ou castanha muito escura, pelos curtos, muitas vezes brilhantes, a Cabra Preta de Montesinho deve o seu nome oficial ao Parque Natural de Montesinho, um símbolo importante da região. Em pastoreio de percurso, as cabras obtêm alimento nas zonas mais elevadas e pobres prestando um excelente serviço de ecossistema na limpeza de matos e consequente diminuição do risco de incêndio. (TerRa)

Chita

É veloz como ninguém,
tem um corpo muito esguio.
Com o impulso que ela dá
salta um pequeno rio.

Chita saltando

Chita saltando

Pode fazer-se na sala de aula, saltando em tu, por exemplo; ou nos versos que rimam. Neste caso, quem saltar mal ou fora de tempo perde uma de 7 vidas previamente dadas a todos.

[ António José Ferreira ]

Cigarrinha

– Dá um salto, cigarrinha,
e outro salto na pastagem.
Dá maneira que tu saltas
será rápida a viagem.

Com um tambor, o professor percute com precisão na última sílaba tónica de cada verso e as crianças saltam caindo com pés fixos no chão. Quem mexer os pés depois do salto, perde a jogada.

Gazela

Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.

Gazela saltando

Gazela saltando

Lémur

Salta a chita e o lémur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre.
Também salta a impala!

Lemur saltando

Lemur saltando

Macaco-aranha

De uma árvore p’ra outra
o macaco está a saltar.
Quem não conseguir dar saltos
não se pode alimentar!

Macaco-aranha, créditos Ivan Kuzmin/ShutterStock

Macaco-aranha, créditos Ivan Kuzmin/ShutterStock

Raposa

Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salta o gato, o leopardo,
salta a pulga. Saltas tu?

Raposa saltando

Raposa saltando

Salta uma, saltam duas

Salta uma, saltam duas,
três castanhas a estalar.
Dá-me uma, dá-me duas,
dá-me outra p’rò meu par.

O grupo forma uma roda, cantando com a melodia de “Lá vai uma”. No meio há três voluntários. O primeiro salta em “uma”; o segundo em “duas”; o terceiro em “castanhas”. No fim da jogada, os que se enganaram são substituídos por outros.

Um, dois, três

1. Um, dois, três,
vou saltar outra vez.

2. Um, dois, três,
para a frente, outra vez.

3. Um, dois, três,
para trás, outra vez.

4. Um, dois, três,
para o lado, outra vez.

5. Um, dois, três,
c’os dois pés outra vez.

6. Um, dois, três,
pé coxinho, outra vez.

7. Um, dois, três,
comprimento, outra vez.

Uma pipoca a estourar

[ Tradicional do Brasil ]

Uma pipoca a estourar numa panela,
vem logo outra e começa a responder.
Aí começa um tremendo falatório
e já ninguém se consegue entender.

Refrão:
É tal o ploc, (pulo para a frente)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para trás)
É tal o ploc, (2 pulinhos para a direita)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para a esquerda)

Em alternativa, os saltinhos podem representar-se:

com as mãos dadas normalmente;
de braço dado;
com as mãos nas pernas dos colegas da esquerda e da direita;
com a direita passando pela frente do peito e agarrando a direita do colega
da esquerda; e a esquerda agarrando a direita do colega da direita.
No solo, as crianças podem fazer sons com a boca representando as pipocas;
no refrão podem saltar espontaneamente, ou livremente mas na pulsação, ou seguidas.

Sugestões

O professor canta fazendo e todos fazem e cantam. Depois o professor canta um dueto, aleatoriamente, e todos fazem o mesmo. Aponta uma criança, que terá de proceder do mesmo modo, e assim sucessivamente.

Veja mais AQUI:

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Canções de estátua

Brincar em grupo é um ato de cidadania.

As canções de estátua são dinâmicas musicais de enorme valor pedagógico na infância, concentrando-se no desenvolvimento do autocontrolo e da escuta atenta.

A sua importância reside na exigência de que a criança passe de um estado de movimento intenso (dança) para uma imobilidade total (“estátua”) no momento exato em que a música para. Este exercício melhora a capacidade de inibição motora, um pilar das funções executivas.

Além do mais, a atividade estimula a concentração e a escuta ativa, pois a criança deve monitorizar continuamente o som para saber o momento de parar. Promove a consciência corporal e a criatividade (ao escolher a pose da estátua, quando as regras do jogo o permitem) num contexto lúdico. É uma ferramenta eficaz para regular a energia da sala, trabalhando a disciplina de forma divertida e auto-regulada.

Canções de estátua da autoria de António José Ferreira

Baila, baila

Fazer música na escola
é uma grande diversão.
Baila, baila com o par,
faz-te bem ao coração.

Canção de estátua, EB Fernando Guedes, Lenga 2022

Canção de estátua, EB Fernando Guedes, Lenga 2022

MUSATIVIDADE

O professor diz dois versos, depois a quadra inteira e as crianças repetem, até saberem ambas as quadras.
As crianças estão num espaço amplo em pares, com as mãos levantadas à maneira do malhão, dando meias voltas e batendo os pés no chão.
As crianças cantam com uma melodia original simples.
Depois o professor improvisa quatro compassos em tambor ou clavas. Enquanto o professor toca as crianças dançam. O professor muito forte o último compasso e as crianças “congelam”.
A última a parar os movimentos perde uma de três vidas dadas previamente a todos. A quem fica sem vida, resta uma hipótese: que um colega lhe dê uma vida.

O som me leva

[ António José Ferreira ]

1. O som me leva,
faz-me dançar,
seja sozinho
ou com o par!

A dançar
É bom viver.
Vou com a música
sem o saber.

MUSATIVIDADE

As crianças cantam e dançam.
Quando o professor ou uma criança indicada bate com a baqueta num bombo um padrão rítmico combinado, todos ficam como estátuas;
se em vez desse fizer outro, também combinado, as crianças dão um salto.

Indicada para o dia 29 de abril, Dia Mundial da Dança

Saiba mais AQUI!

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Canções de chapéu

Brincadeiras cantadas de equilíbrio com chapéu a brincar

Béu, béu

[ Tradicional/adapt. António José Ferreira ]

Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for novo, trá-lo cá,
Se for velho deixa-o lá.

Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for lindo, trá-lo cá,
Se for feio deixa-o lá.

MUSATIVIDADES

1. Sentadas à mesa, as crianças escutam com atenção e dizem as quadras; depois ouvem o professor cantar com uma nota só e imitam-no; ou declamam.
2. Quem estiver a cooperar e já consegue dizer recebe do professor uma tampa de balde de azeitonas, circular, de plástico. Cada criança vai ganhando o seu chapéu, merecendo-o com as atitudes.
3. Quando todos souberem, as crianças põem o chapéu na cabeça. Se o deixarem cair, só o podem colocar na cabeça novamente na jogada seguinte.
4. Quando o professor vê que é conveniente, as crianças dispersam-se pela sala, com o “chapéu” na cabeça e andam sem agarrar. Quem o deixa cair senta-se e ficam em jogo os que não deixam o chapéu cair.

O meu chapéu não tem bicos

[ Adapt. António José Ferreira ]

O meu chapéu não tem bicos,
Não tem bicos o meu chapéu.
Se ele tivesse alguns bicos,
O chapéu não era meu.

O meu chapéu é redondo,
É redondo o meu chapéu.
Se ele não fosse redondo,
O chapéu não era meu.

MUSATIVIDADE

O professor professor entrega a cada criança uma tampa circular reutilizada, de balde de azeitonas (ou outro).

As crianças memorizam o texto e cantam, com a melodia conhecida de “O meu chapéu tem três bicos.

Para que as crianças não se distraiam com a tampa ao cantar, o professor estabelece, para isso o tempo próprio para o fazer. As crianças colocam-se em pé atrás da sua cadeira em sala de aula. Só poderão colocar na cabeça quando o professor disser: “preparar” (colocar na cabeça), “largar” (deixar de apoiar com as mãos), “partir” (sair do seu lugar e ir andando sem deixar cair ao chão. Para controlar o tempo da jogada, o professor pode improvisar durante 8 compassos. Quem mantiver o chapéu durante esse tempo, ganha um ponto (ou 10, se a turma já for competente com as somas de dezenas).

Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia

Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia

Se quiseres ir à praia

[ António José Ferreira ]

Se quiseres ir à praia,
não te esqueças de lavar
um boné ou um chapéu
e o protetor solar.

MUSATIVIDADE

As crianças cantam ou recitam de forma expressiva. Cada uma tem uma tampa de balde de azeitona ou tremoço. Quando o professor diz espaçadamente “preparar, largar partir”, as crianças colocam a tampa/chapéu na cabeça e movem-se de uma área (casa) para outra designada praia. Quem deixar cair três vezes o chapéu fica impedido de ir à praia. Os que mais aproveitam a praia são os que chegarem primeiro.

Saiba mais AQUI!

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincadeiras de Carnaval

Canções com brincadeira para o Carnaval

Hoje eu sou o que quero

[ António José Ferreira ]

1. Hoje eu sou o que quero,
Sou a minha fantasia.
Toda a escola se enfeita
Com muita cor e alegria.

Refrão:

Dança, dança! É bom dançar!
O dia de hoje não tem outro igual.
Vamos todos a desfilar
e as brincadeiras ninguém leva a mal.

2. Os heróis e as heroínas
Todos se vão encontrar.
Até ladrões e polícias
Hoje vão a desfilar.

3. O Carnaval se anima,
com foliões a dançar!
Enche-se a rua de gente
vendo o desfile a passar.

Pode cantar-se com a melodia de “Samba lelê” disponível no Youtube.

É Carnaval

[ Autor desconhecido ]

É Carnaval, vamos lá brincar,
com papelinhos e muitas serpentinas.
Pé pé pé pé, vamos lá tocar,
com a corneta os sons mais engraçados.

É Carnaval, tudo fica bem
quando dançamos a fazer palhaçadas.
Ai como é bom sonhar também
e recordar amigos mascarados.

É Carnaval, vamos lá brincar
com papelinhos e muitas serpentinas.

 

Eu adoro o Carnaval

[ António José Ferreira ]

Eu adoro o Carnaval.
Tenho um fato especial,
um disfarce original
colorido, sem igual.

Gosto de animação,
de cantar uma canção,
de andar na diversão,
de ser muito brincalhão.

Eu adoro de desfilar
de rir muito e provocar.
Este é o tempo de brincar,
ser diferente e disfarçar

MUSATIVIDADE

Alternadamente, nas sílabas sublinhadas nas primeira estrofe (e nas outras de modo semelhante), dedos da mão esquerda no lado esquerdo do tórax;
dedos da mão direita no lado direito do tórax;
mão esquerda na beira da mesa;
mão direita na beira da mesa + dedos da mão esquerda no lado esquerdo do tórax;
dedos da mão direita no lado direito do tórax;
mão esquerda na perna esquerda;
mão direita na perna direita.

Inventei uma dança

[ Trad. Brasil, adaptado ]

1. Inventei uma dança gira,
vem daí que esta dança é brutal.
É a dança mais alegre
de todo o Carnaval.

Refrão:
Tchu tchu tchu
tcha tcha tcha.
Este Carnaval está a animar.
Tchu tchu tchu
tcha tcha tcha.
Quem entra na dança
não quer parar.

Neste tempo todos querem

[ António José Ferreira ]

Neste tempo todos querem
ser aquilo que não são.
Há quem faça de polícia
e quem queira ser ladrão.

Nunca faltam as princesas,
bruxas há aqui também.
O sonho é muito importante
e não faz mal a ninguém.

Neste tempo

[ António José Ferreira ]

Carnaval dos Peixes” foi criado em 2020 para um projeto de Carnaval sobre o mar.

Neste tempo todos querem
ser aquilo que não são:
há quem faça de sardinha
e quem seja tubarão.

Peixes há que têm veneno,
o goraz, o peixe-aranha.
(Quando fores ao Brasil
tem cuidado co’a piranha.)

Tu que pescas no oceano
fica longe da sereia
e evita as dentadas
do siluro e da moreia.

Se escolhesse ser um peixe,
eu era um peixe-palhaço
porque sendo eu quem sou,
palhaçada já eu faço.

Há no mar muitos perigos,
peixe-pedra e ratão.
Mas o que é mais perigoso
é haver poluição.

Peixe-leão

O Cacá é um palhaço

[ António José Ferreira ]

O Cacá é um palhaço,
Gosta de tocar Viola.
É um grande amigalhaço,
Joga muito bem a bola.

O Cacá é divertido
E alguns dizem que é pateta.
O que ele anda é distraído
Com a nova bicicleta.

MUSATIVIDADES

1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.

2. Diz uma quadra toda e a turma repete.

3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.

4. O professor dá duas bolas a uma criança voluntária que fará de malabarista.

5. Quando a criança deixar cair as bolas cair ao chão, passa a vez a outro colega.

Máscara de criança, Pumpkin

Máscara de criança, Pumpkin

O palhaço troca o passo

[ Popular/Alda Casqueira Fernandes ]

O palhaço troca o passo,
veste a camisa põe o laço.
Dá meia volta, cai ao chão.
Mas que grande trapalhão.
+
O palhaço adora cores,
é encarnado o seu nariz.
Faz tantas coisas engraçadas
que eu fico mais feliz.

[ António José Ferreira ]

O Senhor Entrudo

[ António José Ferreira ]

O Senhor Entrudo
por ser comilão
ficou barrigudo
como um melão.

Refrão:
Pum tskà pum,
a banda a tocar.
Pum tskà pum,
a escola a desfilar.

Faço palhaçadas
pelo Carnaval.
Se são engraçadas
ninguém leva a mal.

Hoje uma princesa
sai c’o mosqueteiro.
Vai uma chinesa
com o marinheiro.

Põe o teu disfarce

[ António José Ferreira ]

Põe o teu disfarce,
vem brincar comigo!
Mesmo de pirata
eu sou teu amigo.

Serpentinas

[ António José Ferreira ]

1. Serpentinas
vamos nós lançar.
Pelas ruas
vamos desfilar.

Refrão:
Carnaval,
ninguém te leva a mal.

Viva os palhaços

[ Tradicional ]

1. Viva os palhaços,
viva o Carnaval.
Viva a alegria
que a ninguém faz mal.

Tá tá tá tá, tá tá tá tá,
tá tá tá tá tá tá.

ou Tum tum tum tum

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Recursos musicais Meloteca para a infância

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.

Dança das cadeiras

Jogos de cadeira são ações de cidadania.

Dança das cadeiras e recreio ativo

No recreio colocam-se algumas cadeiras em círculo, de costas para dentro. As crianças em pé, junto à sua cadeira, dizem (ou cantam) uma quadra, acompanhada pelo gestor do jogo com um tambor, alternando andamento rápido com andamento lento ou moderado. Quando o gestor de jogo bate um padrão combinado, o grupo tenta sentar-se. Quem ficou sem cadeira sai do jogo, e tira-se uma cadeira, ajustando as outras.

A cadeira está livre

A cadeira está livre,
logo vai ‘star ocupada
E o último a sentar-se
perderá esta jogada!

MUSATIVIDADES

1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz a quadra toda e a turma repete.
3. A quadra pode ser cantada de improviso pelo professor, ou com duas notas, ou até em “recto tono” (com uma nota só).
4. As crianças dispersam-se pela sala, e põem todas as cadeiras em posição de receber alguém para se sentar.
5. Depois, o professor apresenta um padrão rítmico que será a “senha” para as crianças se poderem sentar. O último a sentar-se na jogada senta-se e fica fora de jogo.
6. Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que:
quem empurrar; quem falar; quem guinchar; perde o jogo e vai sentar-se.
7. O jogo vai ficando com cada vez menos jogadores.

Bailarinos

Quero ser um bailarino,
vou aprender a dançar.
E já posso ir ao Baile,
se quiseres ser meu par.

Dançar dá saúde

É tão bom para a saúde
ouvir música e dançar!
Dança e mexe o corpo todo,
dança só, se não tens par.

Esta dança é divertida

Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!

• O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Diz a quadra toda e a turma repete
• Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que quem empurrar, quem falar, quem guinchar, perde o jogo e vai sentar-se.
• As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
• As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
• As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
• O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando
espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
• Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
• O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.

Muitas vezes eu dancei

Muitas vezes eu dancei
outras tantas vou dançar.
Esta dança das cadeiras
é mesmo espetacular!

Ó Raquel Alvim

Ó Raquel Alvim,
ó Raquel Alvão.
Já não há cadeiras,
sentem-se no chão.

As cadeiras estão dispostas de modo que as crianças possam sentar-se facilmente sem se magoarem. Quando o professor diz as quadras, é obrigatório as crianças estarem em movimento pela sala, dizendo-as também. Quando o professor percute um padrão muito rápido, combinado com a turma, todos se sentam rapidamente. O último fica de fora na jogada seguinte. Embora sejam raros, os apelidos existem.

Jogo de cadeiras, EB1 Arnelas, Vila Nova de Gaia, Lenga 2022

Jogo de cadeiras, EB1 Arnelas, Vila Nova de Gaia, Lenga 2022

Quem vai ao mar

Quem vai ao mar,
perde o lugar.

Quem vai ao vento,
perde o assento.

Quem vai à feira,
perde a cadeira.

Quem vai ao vinho,
perde o banquinho.

Sente o som

Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!

Tanto aqui dancei

[ António José Ferreira ]

Tanto já aqui dancei,
tenho muito p’ra dançar.
Vou bailar em outra terra
se me derem um lugar.

MUSATIVIDADE

  • O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
  • Diz a quadra toda e a turma repete.
  1. O professor estabelece desde o início que quem empurrar, falar ou guinchar perde o jogo e senta-se.
  2. As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
  3. As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
  4. As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
  5. O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
  6. Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
  7. O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.

O valor pedagógico da brincadeira

Apesar de ser uma brincadeira simples, a popular dança das cadeiras carrega um valor pedagógico e social significativo, especialmente no desenvolvimento infantil. Vai muito além da simples diversão, trabalhando diversas competências e habilidades.

Valor pedagógico

O jogo contribui para o desenvolvimento integral da criança em várias frentes:

Desenvolvimento motor:

Agilidade e coordenação:

As crianças precisam de se mover (andar, dançar, correr) à volta das cadeiras e sentar-se rapidamente quando a música para, o que exige agilidade, equilíbrio e coordenação motora.

Consciência corporal e espacial:

É preciso ter noção do próprio corpo, do espaço ocupado pelas cadeiras e pelos outros participantes, para se movimentar sem esbarrar e localizar uma cadeira vazia.

Capacidade de reação:

A brincadeira estimula o reflexo e a prontidão para agir imediatamente ao estímulo auditivo (a paragem da música).

Desenvolvimento cognitivo:

Atenção e concentração:

Os participantes devem manter-se atentos simultaneamente à música, ao movimento e à disposição das cadeiras.

Percepção auditiva:

A habilidade de ouvir atentamente e distinguir quando a música para é central no jogo.

Noção de ritmo:

A parte da “dança” permite explorar o ritmo musical através do movimento corporal.

Tomada de decisão e estratégia:

Embora simples, a criança precisa decidir rapidamente para qual cadeira ir, calculando a distância e a concorrência.

Compreensão de Regras:

A dança das cadeiras possui regras claras (andar enquanto a música toca, sentar quando para, quem fica sem cadeira sai). Participar ensina a criança a compreender, aceitar e seguir normas estabelecidas para o funcionamento de uma atividade coletiva.

Valor Social

Socialmente, a brincadeira é uma ferramenta poderosa para o aprendizado da convivência:

Socialização e interação:

É uma atividade coletiva que promove a interação, a diversão partilhada e pode ajudar a “quebrar o gelo” entre crianças que não se conhecem bem.

Gestão de emoções e frustração:

Na versão tradicional (competitiva), a eliminação é inevitável. Isso coloca a criança perante a frustração de perder. Aprender a lidar com essa emoção, a não desistir de brincar e a parabenizar quem ganha é uma lição social valiosa.

Ensina sobre o ganhar e o perder de forma lúdica.

Respeito mútuo:

Para que a brincadeira funcione sem conflitos, é fundamental o respeito pelo espaço e pelo corpo do outro (não empurrar, não puxar).

Competição vs. cooperação (Versão cooperativa):

Versão tradicional:

Fomenta a competição saudável, onde cada um busca o seu lugar.

Versão cooperativa:

Existe uma variação muito rica onde, a cada paragem da música, retira-se uma cadeira, mas ninguém é eliminado. O desafio passa a ser o grupo conseguir que todos se sentem (ou pelo menos toquem) nas cadeiras restantes, exigindo ajuda mútua, partilha de espaço (sentar no colo, apoiar-se) e pensamento criativo. Esta versão anula a exclusão e foca na solidariedade, trabalho em equipa e inclusão.

Os jogos Reciclanda usam lengalengas que desenvolvem competências linguísticas e musicais.

Em suma, a dança das cadeiras é uma atividade pedagógica completa que, sob a aparência de um simples jogo, desenvolve capacidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais fundamentais.

Recursos musicais Meloteca para a infância

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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Brincadeiras de bomba

Brincadeiras musicais de bomba para crianças do 1º Ciclo

Bomba, olha a bomba

Bomba, olha a bomba,
olha a bomba, bomba, bomba.
Tem cuidado que ela explode.
Olha a bomba, bomba… Já!

[ António José Ferreira

O objetivo do jogo é passar pela bomba (bola) sem que esta acerte em qualquer parte do corpo. O professor está no meio com uma bola presa na ponta de uma corda e fá-la andar à sua volta. As crianças estão à volta e, para não serem atingidas, devem saltar no momento certo e à altura correta por cima da “bomba”. Sempre que a bomba acertar “explode” e a criança que a fez “explodir” sai do jogo. (Sílvia Faria)

Jogo da bomba, professora Sílvia Faria em Avintes

Jogo da bomba, professora Sílvia Faria em Avintes, 2019

Bomba

Bomba, una bomba,
una bomba, bomba, bomba.
Ten cuidado porque explota.
Una bomba explota… ya!

A versão em Espanhol foi criada no contexto de inclusão de uma criança vinda da Venezuela que não sabia ainda falar Português.

Em alternativa à bola na ponta da corda, mais divertida mas mais difícil de fazer, faz-se o jogo com uma bola leve e fofa. E já, as crianças dispostas em círculo à distância adequada passam a “granada” que só explode se cair ao chão. Quem passa, deve passar amigavelmente de forma que o colega consiga agarrar. Se mesmo assim, quem recebe deixa cair perde uma de sete vidas dadas pelo professor no início. Enquanto passam, a turma conta de 10 em 10. Conseguir chegar às centenas será uma vitória coletiva da turma ou do grupo.

Proposta B

Uma delas tem a bomba (pode ser o Bomb dos Angry Birds, ou uma bola adequada). Todos se podem mexer, exceto o que tem a bomba. Se a bomba tocar numa criança, passa ela a ter a bomba. Se não acertar, continua. Não vale acertar na cara.

Atividade musical inspirada em jogo que a professora Sílvia Faria realizava na EB 1 de Cabanões com bola presa na ponta de uma corda que ela mesma preparou.

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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Canções de barqueiro

Brincadeiras musicais de barqueiro

As canções de barqueiro, como a popular brincadeira “Bom barqueiro”, são tesouros pedagógicos que incidem profundamente na cidadania e na valorização do recreio.

Em termos de cidadania, estas dinâmicas ensinam a complexidade da tomada de decisão e as suas consequências sociais. O cerne do jogo é a escolha entre dois grupos (“maçã ou morango”, por exemplo), obrigando a criança a escolher um lado e a aceitar o resultado. Este processo ensina sobre a polarização (formação de grupos), a lealdade e a responsabilidade da decisão. O momento de capturar a criança que “passa” desenvolve a negociação e o entendimento de regras e turnos, essenciais para a convivência democrática.

Na valorização do recreio, estas canções transformam um espaço aberto num palco de interação complexa e organizada. A música e a ação física promovem a cooperação, a liderança (dos barqueiros) e a participação de grupo. São jogos tradicionais que resgatam o valor da cultura popular e o prazer do movimento sincronizado. Ao exigir escuta ativa e concentração para a sequência da canção e a coordenação dos movimentos, o recreio torna-se um laboratório de habilidades sociais, motoras e cognitivas, elevando o seu estatuto para além de um simples tempo livre.

Ao entrar no barco

– Ao entrar no barco,
Disse-me o barqueiro:

– São 80 euros.
Dê-me o dinheiro.

– Tome 1, tome 2, tome 3…

[ Recriada por António José Ferreira ]

Recitada ou cantada, a lengalenga precede o salto à corda.

A voz e o corpo da criança, bem como os objetos do seu quotidiano, são os recursos privilegiados para o desenvolvimento musical neste ciclo de ensino. As atividades musicais deverão ser exploradas a partir dos elementos musicais de melodia, harmonia, ritmo, pulsação, divisão, métrica, dinâmica, textura, forma e timbre.” (Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo).

Além dos benefícios já referidos, a atividade desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

Jogo do Barqueiro, professora Sílvia Faria, EB de Cabanões

Jogo do Barqueiro, professora Sílvia Faria, EB de Cabanões

Bom barqueiro

As crianças dispõem-se em coluna de cinco a doze elementos, apoiando os braços nos ombros da criança da frente. A primeira criança da coluna é a mãe. Fora da coluna, duas crianças, que fazem de barqueiros, colocam-se uma em frente da outra, com os braços levantados, e as mãos dadas, formando uma ponte ou arco. Atribuem a cada uma um nome, combinado entre si sem os outros escutarem: um nome de fruta (banana ou laranja), flor (rosa ou jacinto), cor (vermelho ou azul), instrumento (violino ou guitarra). As outras crianças passam em coluna, por baixo da ponte dos barqueiros, enquanto cantam:

“Bom barqueiro, bom barqueiro,
deixai-me passar,
tenho filhos pequeninos,
não os posso criar”.

Os dois barqueiros respondem, cantando:

“Passarás, passarás,
mas algum ficará,
se não for o da frente,
há-de ser o de trás”.

Em “trás”, os braços baixam e prendem a criança que está aí nesse momento, por cima dos ombros em “trás”. Os barqueiros perguntam à criança presa, em voz baixa, qual dos nomes (anteriormente combinados por eles) e ela escolhe, não mencionando, qual o barqueiro correspondente a cada nome. Consoante a escolha, a criança vai para trás do barqueiro, correspondente ao nome que ele escolheu. O jogo continua, até que todas as crianças da coluna se coloquem atrás dos barqueiros, formando dois grupos. Ganha o barqueiro que tiver mais passageiros.

[ Tradicional ]

Que linda falua

1. Que linda falua
que lá vem, lá vem.
É uma falua
que vem de Belém!

2. Eu peço ao barqueiro
que deixe passar,
que eu tenho filhinhos,
ai, p’ra sustentar.

3. Então passará,
mas alguém ficará.
Se não for a mãe,
ai, um filho será.

MUSATIVIDADE

Em espaço amplo e sem obstáculos, duas das crianças ficam à parte e escolhem, sem que as outras oiçam, um nome para si; pode ser o nome de um animal, de um fruto ou planta, de um país, de uma flor, de um instrumento musical ou de outra coisa familiar a todos.

Estes dois jogadores dão as mãos e elevam-nas, formando um arco. Os restantes fazem uma fila e dirigem-se para o “arco” cantando a canção. Quando passam por baixo do “arco”, fica lá a última criança da fila. As crianças que formam o arco dizem à que ficou retida para escolher um dos nomes que elas escolheram para si (pode ser, por exemplo, “ananás” e “morango”). Esta criança coloca-se atrás da criança que tiver o nome que ela escolheu. Quando todas as crianças estiverem atrás de um dos elementos do arco, formam-se dois grupos. De seguida faz-se um risco no chão, a dividir os grupos. Todos dão as mãos, ficando os líderes (o “arco”) de cada um dos grupos de mãos dadas sobre a linha separadora. A um sinal, todas as crianças puxam na direção do seu grupo. Perde o grupo que, puxado pelo outro, ultrapassar o risco.

Quero ir à outra margem

[ António José Ferreira ]

– Quero ir à outra margem
Visitar minha afilhada.
– A viagem é barata:
Não lhe custa mesmo nada.

– Quero ir à outra banda
Visitar a minha prima.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma rima!

– Quero ir à outra banda
P’ra ver a minha madrinha.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma adivinha.

Quero ir à outra banda
Visitar a minha mãe.
– A viagem é barata.
Basta-lhe que cante bem!

Quero ir à outra banda
Visitar a minha avó.
– A viagem é barata.
Custa-lhe uma nota só!

– Quero ir à outra banda
Visitar o meu avô.
– A viagem é barata:
Faz de conta que és robô!

– Quero ir à outra margem
P’ra ver o meu padrinho.
– A viagem é barata:
Só lhe custa um carinho.

– Quero ir à outra margem
Para ver o meu irmão.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma canção.

– Quero ir à outra margem
Visitar o afilhado.
– A viagem é barata:
Só lhe custa um ditado.

Canção para passar à outra margem, do tipo “Bom Barqueiro”. O passageiro diz os dois primeiros versos de uma quadra à sua escolha e o bilheteiro deixa passar ou não conforme disser bem ou mal. Se disser mal volta para a fila.

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