Escola Sem Violência

Jogo da cana em roda dupla, Santiago do Cacém 2025

Escola Sem Violência

Bullying não é brincadeira

Escola Sem Violência,
Escola em Harmonia

Indicação especial:
20 de outubro (Dia Mundial do Combate ao Bullying)

A Educação para a Cidadania é fundamental na construção de uma Escola Sem Violência, pois promove valores como o respeito mútuo, a empatia, a tolerância e a valorização das diferenças. Estes são os pilares para prevenir e combater o bullying, que é uma manifestação de violência e desrespeito.

Os jogos cooperativos Reciclanda são ferramentas pedagógicas que ajudam a materializar estes princípios. Ao focar no “jogar com” em vez do “jogar contra”, estes jogos, que também promovem a educação ambiental, estimulam o trabalho em equipa, a solidariedade e a comunicação. O sucesso depende do contributo de todos. Jogos cooperativos criam um ambiente de sucesso partilhado, fortalecendo a autoestima e ensinando os alunos a gerir conflitos de forma pacífica e inclusiva.

Poema

A música em si mesma já contribui para uma escola harmoniosa e sem violência. A mensagem é mais eficaz se o poema for cantado ou recitado à maneira de rap com acompanhamento de percussão reutilizada.

Nem na escola nem em casa
se conversa a gritar.
Quando jogas, se tu ganhas,
é melhor saber ganhar.

Violência não combina
com sucesso escolar.
É preciso estar alerta
e saber como apoiar.

Relações entre colegas
são tecidas de empatia.
Não gosta de fazer bullying
quem sentir cidadania.

Resolver as divergências
só resulta a conversar.
Defender-se é importante,
crucial é respeitar.

Se falares com pessoas
nas quais sentes confiança
vais estar feliz na escola
e crescer em segurança.

António José Ferreira

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Jogos

Cooperação inclusiva

O cego no labirinto de cordas

Em pares, um aluno é vendado e deve percorrer um labirinto no chão, guiado apenas pelas instruções verbais do colega.

O jogo estimula a confiança e a clareza na comunicação. 

O ninho (barco à deriva)

O grupo coloca-se numa área delimitada (como um tapete), que vai ficando cada vez menor. O desafio é encontrar formas de se manterem todos dentro do “ninho” sem deixar ninguém de fora.

O jogo ensina a inclusão e a gestão do espaço comum. 

Corrida de estafeta cooperativa

Em fila, os alunos realizam um percurso de estafeta. A cada rodada, o aluno que termina junta-se ao colega, dando-lhe a mão, e o percurso seguinte é feito em dupla, depois em trio, quarteto, e assim por diante, até que todo o grupo chegue junto.

O jogo foca-se no sucesso do grupo todo, não na competição.

Construção coletiva

O grupo recebe materiais (blocos, caixas, papel), com o desafio de construir algo (por exemplo, a “escola ideal”) em conjunto. Todos devem participar e as decisões sobre a estrutura têm de ser tomadas de forma consensual.

O jogo desenvolve a escuta ativa e o respeito pelas ideias dos outros. 

Quando bem conduzidos e seguidos de uma reflexão sobre a experiência, os jogos de cooperação tornam-se poderosas ferramentas na Educação para a Cidadania, diminuindo a exclusão e a incidência de bullying.