Cidadania em histórias

Peixe

Cidadania em histórias

Educação para a cidadania em estórias com ritmo

Com objetivos pedagógicos, artísticos e ambientais, o projeto destaca a urgência de preservar e melhorar as florestas, de reduzir o consumo, de repensar atitudes, de reciclar corretamente, de plantar árvores e de evitar incêndios.

Amiga da Língua Portuguesa e da leitura, a Reciclanda é um sítio irmão da Lenga, música para o desenvolvimento global da criança.

História da poluição

Foi há muito, muito tempo,
‘stava a História a começar.
Tinham homem e mulher
muito tempo p’ra caçar.

Ninguém tinha a sua horta
nem plantava o pomar,
mas havia belos frutos
que podiam apanhar.

No princípio não sabiam
fazer fogo p’ra aquecer;
mas um dia, com um raio,
um arbusto pôs-se a arder.

E mais tarde a humanidade
conseguiu fogo fazer.
E a carne grelhadinha
dava muito mais prazer!

Já sabia fazer fogo,
como havia de o conter?
Com incêndios, a floresta
tinha muito p’ra sofrer.

Quando a caça escasseava,
começou a produzir.
E a floresta onde caçara
passou a diminuir.

Abatia uma árvore,
outra árvore a seguir.
Sem saber, a humanidade
aprendeu a poluir.

Com o frio que chegava
precisou de se aquecer
e usava peles quentes
para o corpo proteger.

O homem do vale fez
muros p’ra se defender
criou armas eficazes
p’ra os animais abater.

Começou a polir pedra,
fez anzóis para pescar.
Até fez agulhas de osso
para a roupa costurar.

Já fazia esculturas
e gostava de pintar.
Tinha arte, inteligência,
descobriu que é bom tocar.

Com os troncos que rolavam
mudou coisas do lugar.
Coisas grandes e pesadas
foi possível transportar.

Da roda passou ao carro
com animais a puxar.
Bois, cavalos e elefantes
conseguiu domesticar.

Com o séc’lo XIX,
tudo estava a progredir,
e o homem já pensava
tudo poder conseguir.

Os comboios circulando,
tanto fumo a subir,
e as chaminés das fábricas
era sempre a poluir.

As cidades e as vilas
‘stavam sempre a aumentar.
Os esgotos e o lixo
iam p’ra qualquer lugar.

Monumentos escurecem
c’o a poluição do ar.
Quero terra limpa e justa
que se possa sustentar.

Hoje muitos são os carros
e os gazes que há no ar.
Enquanto isso, tanta gente
não tem teto onde habitar.

É tão bela a natureza,
cada ser com seu cantar.
Ama a terra e a água
como se ama o próprio lar.

Se quiseres ter saúde
p’ra correr e p’ra jogar,
poupa e reutiliza,
e o planeta vai mudar.

Poema/canção sobre a poluição criado para projeto numa escola do 1º Ciclo de Vila Nova de Gaia, apresentado ao público no Auditório do Olival com a EB1 dos Carvalhos.

O pescador e o peixinho

Pescando com a cana de pesca na margem do rio, um pescador apanhou um peixinho. Quando o agarrou para pô-lo no cesto, o peixe suplicou:

— Por favor, liberta-me!. Sou muito pequeno para me comeres. Se me devolveres ao rio, eu vou crescer e mais tarde poderás fazer uma refeição melhor.

Mas o pescador colocou-o no cesto dizendo:

— Eu seria tonto se te deixasse ir. Por pequeno que sejas, és melhor que nada.

Passados uns dias, o pescador pescou outro pequeno peixe, e procedeu do mesmo modo.

Os anos passaram, e todos os pescadores se queixavam que não havia peixe. O pescador pensou:

– E não é que aquele peixinho tem razão? Vou deixar os pequeninos crescerem.

Outros pescadores começaram a fazer o mesmo. No verão, recolhiam plástico que havia nas margens. E com o tempo, a pesca tornou-se sustentável.

Adaptação de fábula atribuída a Esopo por AJF

Peixe

Peixe de rio

A cana florida do Gama

Vasco da Gama era um jovem estudioso. Gostava de Matemática, Astronomia e Navegação. Lia muito e tinha grandes projetos. E falava com os rapazes da sua idade em encontrar o caminho marítimo para a Índia. Por ocasião de um Baile, um camponês foi ter com o Gama e perguntou-lhe:

“Então, menino Vasco, vai descobrir as Índias?…”

Vasco da Gama percebeu o tom irónico do homem. Irritado, pegou numa vara e exclamou:

“É tão certo eu descobrir a Índia como esta vara florir!”

A lenda diz que a aguilhada floriu. A história diz que Vasco da Gama chegou à Índia.

(Lenda da aguilhada florida, de Sines, adapt.)

O rouxinol

Há mais de mil anos, vivia num grande palácio o imperador da China. À volta, havia um jardim e uma floresta, de onde se via o mar. Entre as árvores cantava um rouxinol. Muitas pessoas iam de longe para ouvi-lo, e o seu canto a todos alegrava. Um dia, o imperador mandou buscá-lo e nomeou-o chefe dos músicos da corte. No império havia paz e harmonia.

Certo dia, o imperador do Japão ofereceu ao monarca chinês um rouxinol mecânico, em ouro e de pedras preciosas. As pessoas acharam-no fantástico e esqueceram o rouxinol verdadeiro e mais vulgar. Desprezado, o pássaro conseguiu fugir do palácio.

Na Primavera, as pessoas perceberam que o canto do rouxinol mecânico era monótono e não alegrava ninguém. O próprio imperador da China adoeceu.
Quando estava a morrer, ouviu o canto do rouxinol da floresta, que regressara para o salvar, apesar de ter sido injustiçado. O soberano recuperou a saúde e quis nomeá-lo Músico Chefe da Corte. O rouxinol recusou amavelmente: valia mais a floresta do que uma gaiola de ouro. Mas sempre que fosse necessário, poderia voltar ao palácio, com a sua paz e harmonia.

Hans Christian Andersen, adapt.

O reino do mal

Era uma vez um rei que só ambicionava mandar. Mas foi-lhe retirado o trono por ele não saber governar. Ao caminhar junto ao rio, viu castores, e como eram eficazes a trabalhar. Era a oportunidade de outro reino conquistar.

– Grande ideia – pensou ele.

Ferramentas foi buscar. Entregou-lhes machados e serras e sentou-se a observar. Tantas árvores caíram para o seu palácio conseguirem levantar. Mas da sua torre via lá ao longe o azul do mar. Veio a chuva muito forte, e o vento não parava de soprar. Lá se foi o palacete e o rei ficou novamente sem lar, nem mandar.

Encontrou uma doninha e viu uma oportunidade a não desperdiçar. Como achava perceber de engenharia, muitos túneis mandou escavar. Tinha novamente um trono e um reino a aumentar. Era próximo de um grande lago… Quem podia calcular? A água arrasou os túneis, pôs o trono a boiar.

Novamente o rei ficou sem poder mandar. Mas todo o mal que tinha feito, como iria compensar?

(Baseado na Curta Metragem Le Royaume)

Trilogia de portais do brincar musical

Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca constituem uma trilogia de portais de serviço educativo. Promovendo o brincar sustentável, inclusivo e musical, são a maior plataforma do género no País. Visitada nos 5 continentes, a Meloteca promove a economia circular, inspirando a criação de instrumentos, objetos multissensoriais, brinquedos e jogos. Educa para a Cidadania e promove a literacia com a rima e o ritmo das literaturas de tradição oral. A Reciclanda apresenta-se de Norte a Sul na forma de livro, instalação, residência, oficina, laboratório e conferência. Foi convidada pela presidente da Associação de Docentes de Educação Especial para o Congresso Internacional “Educação Inclusiva” (2026) em Lisboa, onde se apresenta durante três dias com uma inovadora instalação e laboratório.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Sugestão amiga

Depois de entrar na Lenga, no computador, no lado direito ao cimo, clique nos três pontinhos. Pode guardar a Lenga como se fosse uma aplicação no seu computador; criar um atalho; copiar a ligação e partilhar o sítio com amigos.

Lenga, música para o desenvolvimento global da criança

Lenga, música para o desenvolvimento global da criança