O salto à corda grande é um espaço de cidadania. Acompanhado de lengalengas e contagens é uma ferramenta de grande valia para recreios ativos que promovem o desenvolvimento global. Quando saltam, as crianças desenvolvem competências psicomotoras; quando declamam, desenvolvem competências linguísticas; quando contam, desenvolvem competências matemáticas; quando esperam, desenvolvem competências socioafetivas; quando tomam a iniciativa, tornam-se empreendedoras.
Quando não há um adulto, para dar à corda, crianças mais competentes podem fazê-lo.
Na Reciclanda e na Lenga, a atividade física, a música, as literaturas de tradição oral, a sustentabilidade, o desenvolvimento e a diversão unem-se para a animação dos recreios.
Entra no jogo
Entra no jogo,
faz o que gostas:
mão na barriga,
outra nas costas.
Salta à corda:
só te faz bem!
Torna-te atleta,
chega aos cem!
(António José Ferreira)
A renda
A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
Do mês de janeiro.
Janeiro 1; fevereiro, 2; março, 3…
O barqueiro
Ao entrar no barco,
Disse-me o barqueiro:
– São 80 euros.
Dê-me o dinheiro.
– Tome 1, tome 2, tome 3…
Apetece-me salada
Apetece-me salada
Com a fruta que houver:
Com laranja, com maçã,
Com banana, com romã,
Com ameixa, com melão,
Com papaia, com mamão.
Convite
– Quero convidar-te!
– Convidar-me para quê?
– Para jantar comigo.
– Em que dia é?
– Dia 20!
1, 2, 3, 4, 5, 6…
A pulga
Era uma vez uma pulga
Que morava num gatinho.
Salta o gato, caça o rato,
Salta a pulga para o vizinho.
Salta 1, salta 2, salta 3, salta 4…
No avião
No avião entra o primeiro.
No avião entra o segundo.
No avião entra o terceiro,
Do avião sai o primeiro.
Do avião sai o segundo.
Do avião sai o terceiro.
O gato da Margarida
Margarida tem um gato
que lhe lava o sapato
com água e bicarbonato.
Um, dois, três, quatro.
Dona Micas
Dona Micas tem um gato.
Cheira o bife e olha o prato.
Salta o gato, leva o bife.
– Volta cá, ó meu patife!
Mariana quer casar
A menina Mariana
tem um noivo e quer casar
mas não quer que ninguém saiba
com quem anda a namorar.
O seu noivo é fofinho
mas ainda é um fedelho
e, se reparares bem,
tem os dentes de coelho.
– Tu não queres casar comigo?
– Sim, não! Sim, não!…
Pão de ló
Pão de ló com queijo,
Eijo, eijo, eijo, eijo…
(Saltando à corda cada vez mais rápido)
Pulga Saltarica
Salta a pulga Saltarica,
no primeiro cão que achou.
Desde que ele tem a pulga,
quantas vezes se coçou?
Coçou 1, coçou 2, coçou 3, coçou 4…
Quando chega à escola
Quando chega à escola,
Diz o professor:
– Salta com um pé!
– Salta com o outro!
– Dá a meia volta!
– Dá a volta inteira!
– Põe a mão no chão!
– Mão no coração!
Quantos?
– Quantos anos viverei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos filhos eu terei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos cursos eu farei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantas línguas falarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Quantos carros comprarei?
– Quantos jogos ganharei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
– Que instrumentos tocarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!
1, 2, 3, 4, 5…
A rainha da corda
Sou a rainha da corda,
já estão fartos de saber.
Deito o meu lenço ao chão
e torno a recolher.
Esquilo
Salta ágil o esquilo
entre os ramos da floresta.
Quando o esquilo salta,
para mim é uma festa.
Solteira, casada
Solteira, casada, viúva, namorada.
Quantos filhos achas
que vais ter tu?
1, 2, 3, 4…
Tesourinhas
Tenho umas tesourinhas
que se abrem e se fecham.
Toco o céu e toco a terra,
eu me agacho e saio fora.
(O saltador faz os gestos correspondentes.)
Lengalengas e o salto à corda
Recitada ou cantada, a lengalenga acompanha o salto à corda.
Na falta de mais cordas, uma criança pode saltar individualmente enquanto os outros aguardam a sua vez cantando ou recitando; com uma corda presa a um ferro e um adulto a lançar a corda; ou com duas crianças a lançar a corda e uma ou mais crianças a saltar.
Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, o conhecimento do Estudo do Meio e da Matemática.
As brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.”
(Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo)
Histórias da corda grande
Nos dois anos em que fui professor de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular na Escola de Cabanões, a Sílvia Faria punha-se nos momentos lúdicos a dar à corda e muitas crianças faziam fila para saltar. Com uma grande disponibilidade, prendia uma corda ao poste de uma baliza e era um regalo ver as crianças a competirem para conseguir o seu máximo pessoal. A solução era simples e barata, mas eu nunca a tinha visto. Houve na escola um miúdo que chegou a saltar 400 vezes, o que me impressionou vivamente. Anos mais tarde, tive duas crianças que ultrapassaram os 1000 saltos seguidos numa colónia de férias.
Não seria uma pequena revolução em termos de saúde e desenvolvimento global se em todas as escolas, no recreio houvesse alguém a dar a corda para os que livremente quisessem saltar? Há falta de recursos humanos nas escolas, mas nas AEC muito se pode fazer. Há muitas escolas que têm cordas individuais mas com uma corda grande e adequada, o salto torna-se muito mais aliciante.
Um dia, encontrei na praia dos pescadores de Espinho várias cordas num amontoado de lixo quando fui com a família ver a recolha das redes com peixe da pesca por arrasto. Reciclei e guardei várias cordas. Sucesso foi quando uma menina ultrapassou os 1000 saltos seguidos. Mas também quando uma criança com doença rara (que nem um salto dava) conseguiu 20 saltos. Quando uma criança obesa se esforçava. Quando professoras também queriam saltar. Quando crianças em pares ultrapassavam 50 saltos. Quando uma criança de 4 anos dava 20 saltos. Ou quando uma criança conta ao professor titular e aos pais a sua proeza.
Enquanto cantam e e contam, as crianças desenvolvem competências em Português, na Matemática e mesmo no Inglês. Desenvolvem-se a nível motor e sócio-afetivo. Aprendem a respeitar e a esperar a vez. Estimulam os colegas com dificuldade.
Há quadras que acompanham os saltos estão relacionadas com animais cuja locomoção inclui saltos. E assim as crianças refletem e assimilam conteúdos de Estudo do Meio, sem disso se aperceberem.
Em casa, as famílias também podem fazer muito pelo desenvolvimento global se promoverem, como outros jogos obviamente, o salto à corda. É um remédio para o sedentarismo que muitas vezes toma conta de adultos e crianças e aproxima pais e filhos.
António José Ferreira
Trilogia de portais do brincar musical
Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca constituem uma trilogia de portais de serviço educativo. Promovendo o brincar sustentável, inclusivo e musical, são a maior plataforma do género no País. Visitada nos 5 continentes, a Meloteca promove a economia circular, inspirando a criação de instrumentos, objetos multissensoriais, brinquedos e jogos. Educa para a Cidadania e promove a literacia com a rima e o ritmo das literaturas de tradição oral. A Reciclanda apresenta-se de Norte a Sul na forma de livro, instalação, residência, oficina, laboratório e conferência. Foi convidada pela presidente da Associação de Docentes de Educação Especial para o Congresso Internacional “Educação Inclusiva” (2026) em Lisboa, onde se apresenta durante três dias com uma inovadora instalação e laboratório.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2026/04/salto-a-corda-grande-arnelas-gaia.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2026-04-17 13:11:142026-04-19 16:08:05Jogos de salto à corda
Jogos com música para o desenvolvimento global da criança em Atividades Lúdico-Educativas
Esquema de possível formação para professores, educadores e animadores em que cada atividade é constituída por:
Quadra
Padrão
Jogo
Canção
Todos os jogos têm variantes conforme sejam realizados ao ar livre ou em sala, e são escolhidos tendo em conta o perfil da turma. Foram criados para celebrações diversas ao longo do ano e alguns deles são brincadeiras escolares tradicionais recolhidos em escolas do concelho de Vila Nova de Gaia.
Muitos jogos têm associados objetos não especificamente musicais como bolas, tampas, baldes, cestos, paulitos, cordas, peluches que aumentam o interesse das crianças.
Devem ser selecionados de maneira a promoverem a autoestima de todos. Se há jogos em que algumas crianças têm muita dificuldade, há que promover a superação dos seus limites mas, ao mesmo tempo, propor jogos em que eles se destacam. Em vez de excluírem, em boa parte dos jogos atribui-se vidas que os alunos podem ir perdendo mas continuando em jogo para não penalizar quem já tem dificuldades. E se uma criança perde todas as vidas (7, 5, ou 3…) há a hipótese de um grande amigo lhe dar uma.
Destes jogos, uns são jogados à mesa, com tabuleiro, papel ou outros materiais; outros podem ser feitos na sala na sua disposição normal; outros devem ser feitos no exterior.
As quadras podem ser recitadas expressivamente, ou ditas como quem canta, ou cantadas com melodias simples, conhecidas ou originais, e acompanhadas ou por instrumentos reciclados ou por percussão corporal prática e eficaz.
Em sala
Quadra de passe picado
Em passe picado
eu passo a bola
e mostro saberes
que aprendo na escola.
Dinâmica para dizer rios, cidades, serras, nomes próprios, cantores, instrumentos musicais, animais, plantas, flores.
Quadra de passagem de palma
Passa a palma,
passa já.
Vai daqui
para acolá.
Dinâmica de palma em roda com apresentação
Quadra da fanfarra
Vai pela rua a fanfarra
a tocar na procissão.
As cornetas e os bombos
chamam logo a atenção.
Dinâmica para percussão em marcha
[ instrumentos de percussão reutilizados ]
Quadra de berlinde em arena
Há um jogo de berlinde
que se faz também com bola.
Numa arena reciclada
rola bem, berlinde, rola.
Dinâmica com berlinde ou bola de desodorizante em tampa circular
Quadra de pião
Gira o pião,
o pião que dança.
Quem for campeão
vai jogar em França.
Dinâmica com tampas de amaciador a fazer de piões
[ tampas de amaciador para todo o grupo ]
Quadra de rolhas
[ rolhas ]
O rato roeu,
roeu a rolha,
a rolha da Rita,
da Rita Ribeiro.
Dinâmica de passar rolha em roda sem perder a pulsação, agarrando e passando na sílaba tónica dos dissílabos.
[ rolhas de cortiça ]
Quadra de castanha
Assa uma, assa duas,
mais castanhas tens de assar.
Dá-me uma, dá-me duas,
dá-me outras p’ra levar.
Dinâmica de passagem de castanha em roda
Quadra de letra e função
Cada letra do alfabeto
traz com ela uma função.
Saberá o que fazer
quem está com atenção.
G (gorila)
Dinâmica com ações e sons de animais associados
Quadra de nomes
A cabrinha já saltou
para cima do rochedo.
A mãezinha a ensinou
a ultrapassar o medo.
Dinâmica para saltar a tempo com o feminino, masculino e nome coletivo (cabra, cabrito, cabrada)
Quadra de agrupamento
Convidei os meus amigos
que já tocam bandolim
p’ra tocarmos em concerto
no coreto do jardim.
Dinâmica em que as crianças se agrupam (ou não) conforme o professor disser solo, duo, trio, quarteto, quinteto, sexteto…
Quadra de notas
Dó ré mi fá sol lá si,
São as notas a cantar.
Se são graves ou agudas
Ouve bem para saltar.
Dinâmica de passos ou saltos de acordo com notas da escala
[ linhas de orientação no chão ]
Quadra de tampa percussiva
Uma tampa destampou,
outra há-de destampar
para percutir na mesa
e no corpo do seu par.
Dinâmica à mesa com duas tampas criativas para cada participante
[ tampas de amaciador ]
Quadra do feijão
Do meu feijoeiro grande
eu colhi este feijão.
‘Stá na esquerda ou na direita?
Adivinha qual a mão!
Dinâmica de adivinhação da mão
[ 1 para cada par ]
Quadra de colher
Quero que a bola
não caia da colher,
mas saberei ganhar
e saberei perder.
Dinâmica de transporte de uma bola em colher reciclada de um ponto de partida até até meta.
[ colher de madeira e bola de desodorizante reutilizadas ]
Quadra de maraca
Fiz em casa esta maraca
E a quem é que a vou dar?
A alguém que esteja pronto
e que goste de tocar.
Dinâmica de passagem de maraca de mão em mão, em roda, e execução
[ maraca ]
Quadra de pares
Bato punho com o punho
e a mão com outra mão.
Com o par eu me divirto
a fazermos percussão.
Dinâmica de palmas em pares com quatro gestos percussivos diferentes
Quadra de micro
Passa o micro, ó colega,
mas não deixes de pensar
qual a canção que apresentas
quando o micro te calhar.
Dinâmica de passagem de microfone de brincar em roda em que aqueles a quem calhar cantam um refrão
[ objeto com formato de micro ]
Quadra de cadeiras
Já dancei em muitas vilas,
Em cidades vou dançar.
Esta dança das cadeiras
É o que agora está dar!
Dinâmica de cadeiras em que o último a sentar-se na cadeira perde uma de cinco vidas
[ cadeiras ]
Quadra de cesto
Pega o cesto cheio de ovos
e vai lá vender na feira.
Tem cuidado pelo caminho
para não fazeres asneira.
Dinâmica de equilíbrio para transporte de tampa circular à cabeça
[ tampa ]
Quadra de batata
A batata foi ao forno,
a batata se queimou.
Ficou triste o cozinheiro
que já nada aproveitou.
Dinâmica para passar uma batata “quente” ao colega na roda.
[ batata ]
Quadra de congelamento
O uso polar caçava,
o urso polar caçou,
mas o frio era tanto
que o urso congelou!
Dinâmica de estátua quando um voluntário competente percute uma padrão previamente combinado
[ tambor ]
Quadra de comboio
Vem comigo no comboio
que se chama Cortesia.
Quando chego de manhã
digo sempre: “Olá! Bom dia!”
Dinâmica para destacar a cortesia em forma de comboio com as mãos nos ombros do colega da frente
Quadra de disco
Quem quiser ser desportista,
para ser um campeão,
tem de fazer exercício
no inverno e no verão.
Dinâmica para lançamento de disco desde uma linha de lançamento
[ uma tampa de balde de azeitonas ou tremoços para cada jogador ]
Quadra de bola
Bate a bola, bate forte,
sem perder a pulsação.
Tem cuidado com a bola
para não rolar no chão.
Dinâmica para bater a bola no chão passando ao colega.
[ bola ]
Quadra do planeta
Tem cuidado com a terra,
tem cuidado com o mar.
Não estragues o planeta
e aprende a reciclar.
Dinâmica com passagem de bola para sensibilização ambiental
[ bola maleável ]
Quadra de balão
Dá um toque muito leve,
dá um toque no balão.
Joga com a tua equipa
para não cair ao chão.
Dinâmica para manter o balão no ar, em equipa, em silêncio e com pés colados ao chão
[ balões ]
Quadra de concha
Vai andando o caracol
no seu passo muito lento
e entre as plantas do jardim
ele encontra o alimento.
Dinâmica para caminhar com tampa nas costas sem a deixar cair
[ tampas ]
Quadra de bola rolante
Roda a bola, roda, rola,
Põe a bola a rolar.
No recreio da escola
É que eu gosto de jogar.
Dinâmica para passar a bola a rolar a um colega dizendo o animal que começa pela primeira letra do seu nome
[ bola ]
Quadra de caranguejo
Na areia da praia marcho,
na água do mar eu nado.
Adivinha quem eu sou,
sabendo que ando de lado.
Dinâmica para andar de lado de uma linha de partida a uma linha de chegada
Quadra de centopeia
Centopeia, centopeia,
Tem cem pés, tem cem patinhas.
Entra nesta centopeia,
Mexe os pés, usa as mãozinhas.
Dinâmica para caminhar com as mãos nos ombros do colega e comer (tocar) vermes e caracóis.
Quadra do Sílabo
O dissílabo convida
Os amigos para dançar:
Saberás pelo teu nome
se o convite é para aceitar.
Dinâmica para identificar o seu nome como monossílabo, dissílabo, trissílabo ou polissílabo
Quadra de carta
Vou mandar uma mensagem
a um amigo especial.
Ele alegra-me e apoia
quando eu me sinto mal.
Dinâmica para mandar mensagem a um amigo.
[ envelope ]
Quadra de memória
É um jogo de memória,
vamos lá emparelhar!
Quando vês um instrumento
tenta descobrir o par!
Dinâmica de memória para emparelhar objetos com identidade voltada para baixo
[ jogo de memória para 4 grupos ]
Quadra de cores
Tem o céu muitas estrelas,
outras tantas tem o mar.
São espécies coloridas
que ultrapassam o milhar.
Dinâmica para encontrar a cor referida na sua roupa ou na proximidade
Quadra de caneta
Passa, passa a caneta
E aproveita p’ra pensar.
Vais dizer a tua rima
Quando a música parar.
Dinâmica para dizer rima com base no seu nome, ou de outra forma.
[ caneta gasta ]
Quadra de dragão
Sou dragão, sou poderoso,
tenho cauda de serpente.
Os meus olhos são de tigre
E assusto toda a gente.
Dinâmica para por o dragão a crescer quando a cabeça toca num colega que passa a ser a cabeça, e assim sucessivamente
Quadra da Europa
Nós temos bonitas danças,
a rusga e o corridinho,
o vira e a cana-verde,
a chula e o bailinho.
Dinâmica para identificar países num mapa imaginário ao ar livre
Quadra de limbo
Quem passou, passou,
se não passou, passasse.
Quem treinou, treinou;
se não treinou, treinasse.
Dinâmica inspirada em dança de Trindade e Tobago em que os jogadores devem passar por baixo de corda
[ corda ]
Quadra do galo
Tenta colocar as peças
numa mesma direção.
Ganhas, perdes ou empatas:
o que vale é a diversão!
Dinâmica para fazer o jogo do galo por equipas (ou em pares)
[ 9 arcos e 5+5 tampas de cor diferente ]
Quadra de Páscoa
Páscoa é tempo de cantar,
de brincar e ser feliz.
Vou oferecer-te um ovo
para ver se tu sorris.
Dinâmica com passagem de ovo em que cada um passa o seu e recebe outro perdendo uma de três vidas se passar mal
[ ovo Kinder ou outro ]
Quadra de funções
Para cada número
há um movimento.
Já que tens ouvido,
fica bem atento!
Dinâmica de audição atenta em que a 4 ou mais números é atribuída uma ação
Quadra de polícia
Neste tempo todos querem
ser aquilo que não são.
Há quem faça de polícia
e quem queira ser ladrão.
Dinâmica para perseguição policial a ladrão durante um tempo determinado para o Carnaval
Quadra do livro
Um bom livro é um amigo
que está sempre ao meu lado.
Aconselha-me e aponta
o que é apropriado.
Dinâmica para passagem de livro e dizer lengalenga ou trava-línguas
[ livro ]
Quadra de titãs
Empurrava o Renato,
Empurrava o João.
Tanto eles empurraram
Que um deles caiu ao chão.
Dinâmica de pares em que cada criança em pares tenta com as mãos fazer que o colega mexa os pés sem mexer os seus
Quadra de carapaça
Vai a tartaruga
muito devagar.
Tem o tempo todo
Para lá chegar.
Dinâmica de andamento lento com carapaça feita de tampa nas costas
[ uma tampa para cada jogador ]
Quadra de saqueta
A saqueta vai na mão.
Ouve se ela cai ou não.
A saqueta está a passar.
Onde é que ela vai parar?
Dinâmica de lencinho com saqueta reciclada
[ saqueta ]
Quadra de condução
Vais de mota ou de automóvel?
Então vai pela direita.
Para no sinal vermelho,
que o perigo está à espreita.
Dinâmica para assimilação de regras de trânsito, lateralidade e atenção ao outro
[ volantes ou guiadores ]
Quadra de túnel
Neste túnel há perigos
que nem estás a imaginar.
Tem cuidado que o teto
até pode desabar.
Dinâmica em que uma criança tem de passar num túnel com crianças com pés fixos ao chão sem levar com o desabamento das mãos
Quadra do cartucho
Já meti uma castanha,
mais castanhas vou meter.
O cartucho vai-se enchendo
de castanhas para comer.
Dinâmica para encestar bola de papel ou “castanha” presa por um fio a um cartuxo reciclado
[ cartucho ]
Quadra de manossolfa
A escala é uma escada
a subir e a descer.
Faço gesto com a mão
para não me esquecer.
Dinâmica para fazer cada gesto de mãos da escala associada à sua nota
Quadra das saquetas
Passa um saco, passa outro,
o terceiro e o quarto,
passa o quinto, passa o sexto.
Acabou! Já estou farto!
Dinâmica de passar saquetas recicladas com conchas, sendo uma delas de cor diferente, o que dá 100 pontos a quem o tiver no momento em que para a canção.
Quadras do Ímpar Par
Qual o número de letras
do teu nome vais mostrar.
Ímpar junta-se com ímpar
e um par com outro par!
Dinâmica para reunir crianças em pares conforme o professor diga Ímpar-Ímpar, ou Par-Par.
Quadras de Manossolfa
A um dó juntou-se um dó
no jogo do emparelhar.
Apareceu então o Ré
Que outro Ré quer ter por par.
Dinâmica em roda em que cada um inicia um novo par um emparelha uma nota com gesto de mãos
Quadra de desafio
O Adão tocava adufe
e um grupo quis formar.
Xavier do xilofone
convidou-o a tocar.
Dinâmica em que cada escolhe um instrumento que começa pela primeira letra do seu nome e desafia um instrumento/colega a fazer música.
Quadra do cocas
Qual o número da sorte?
Qual a letra do azar?
Quero ver o meu destino
e o que me vai calhar.
Ao ar livre
Quadra de encestar
Se és um basquetebolista,
para seres campeão,
tens de bater bem a bola
e lançá-la com a mão.
Dinâmica de encestar bolas ou tampas recicladas, brancas ou coloridas, por equipas, num cesto de papéis.
[ cesto de papéis e bolas de desodorizante, ou tampas de cores ]
Quadra de pontos cardeais
Ora eu visito o Norte,
ora sigo para Oeste.
Ora faço praia a Sul,
ora subo para Leste.
Dinâmica com movimento e deslocação conforme o ponto cardeal mandado
[ tampas verde, azul, amarela e vermelha ]
Quadra de alimentos
É tarefa dos coelhos
arranjarem que comer. Para quem é a cenoura,
para quem é que vai ser?
Dinâmica com lançamento de tampas por um grupo em direção a uma tampa de cor diferente.
[ tampas, uma delas de cor diferente ]
Quadra de corda
Vamos lá entrar no jogo
que o salto faz-te bem.
Sei que és um bom atleta
se tu saltas até cem!
Dinâmica de salto à corda (grande, presa a um poste)
[ corda grande ]
Quadra de salto
Salto eu e saltas tu,
para vermos quem mais salta.
Salta, corre e caminha:
o exercício faz-te falta.
Dinâmica para saltar na última sílaba tónica de cada verso de uma linha de partida a uma linha de chegada
Quadra de caçada
Se és um animal da selva
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.
Dinâmica de caçadinha criativa com predador, presas e área protegida
Quadra de disco
Voa o disco no recreio
da minha mão para a tua.
Não o lances muito alto,
não vá ele para a Lua.
Dinâmica para lançar disco em pares
[ tampas ]
Quadra de teclas
São 88 as teclas
que um bom piano tem.
Se entre as notas houver saltos,
tu vê lá se saltas bem!
Dinâmica para saltar na proporção de um intervalo entre notas, para a esquerda ou direita (Dó – Dó; Dó -Ré; Ré – Fá)
Quadra de barqueiro
– Quero ir à outra margem
visitar a minha amiga.
– A viagem é barata, só lhe custa uma cantiga.
Dinâmica de barqueiro adaptada em que só passa quem pedir corretamente e fizer a ação esperada
Quadra de localização
Ora vou à serra,
ora vou à praia.
Ora vou ao Porto,
Ora vou a Gaia.
Dinâmica para localização e acesso rápido a regiões
Quadra de pássaro
Tem coragem passarinho,
tem coragem, melro novo.
Salta agora do teu ninho
que já não estás no ovo.
Dinâmica com passagem amigável de peluche
[ pássaro de peluche ]
Quadra de poldras
No leito do rio há pedras
para chegar ao outro lado.
Salto sem cair ao rio
para não ficar molhado.
Dinâmica para salto de arco em arco individualmente ou por equipas
[ 5 ou 10 arcos ]
À mesa
Quadra da vida
Se soubeste a palavra
Que estava aqui escondida,
És o vencedor do jogo,
E ganhaste uma vida.
Dinâmica em que se deve acertar letras e palavras para não se ser enforcado
Quadra da palavra inesperada
As palavras têm ritmo,
têm vida e sentidos.
Têm música nas letras
e sons muito coloridos.
Dinâmica em que cada um diz uma letra de uma palavra e o colega acrescenta outra
[ folha A5 e lápis ]
Quadra de copo
Olha a taça, agarra e passa
sem perder a pulsação.
Ganha a taça quem trabalha
para ser um campeão.
Dinâmica de passagem de copo ou taça reciclados
[ um copo reciclado de amaciador da roupa para cada jogador ]
Jogo do comboio da gentileza
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/12/comboio-da-cortesia-ajf-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-12-19 13:57:122026-04-18 19:33:48Jogos na escola
Quando a escola melhora o recreio,
o recreio melhora a escola.
Brincar é um ato de cidadania.
Neste túnel há perigos
[ António José Ferreira ]
Neste túnel há perigos
que tu nem estás a ver.
Tem cuidado co’as serpentes
que estão prontas a morder.
Neste túnel há perigos
que não estás a imaginar.
Tem cuidado com as cobras:
têm veneno p’ra matar.
Antes de cada jogada, as crianças recitam expressivamente ou cantam.
Jogo
As crianças estão em pé, lado a lado, em dois grupos, voltadas umas para as outras. Algumas formam o túnel com as mãos por cima, outras, intercaladas, são serpentes. Um explorador anda a conhecer a selva e tem de ser cuidadoso para evitar as mordeduras. Os répteis tentam tocar com os nas costas do explorador. Se este se aperceber agarra-lhe a mão capturando-a. Quando for mordido, o cientista escolhe um colega para o substituir, e assim sucessivamente.
Caninana spilotes, créditos António Bordignon
A brincadeira foi inspirada numa prática em que jogadores do Futebol Clube do Porto, em dia de aniversário do Taremi, formaram um túnel em que o aniversariante passou, recebendo palmas e palmadas suaves nas costas. O objetivo do jogo aqui recriado é brincar com gentileza.
Nesta rua só há mimos
[ António José Ferreira ]
Nesta rua há muitos mimos
que não se podem mexer.
Se quiseres fazer mimos
faz os mimos sem eu ver.
As crianças são mimos (estátuas vivas) em posição de túnel. Uma delas passa pelo túnel. Se o “turista” vir alguma criança a mexer, ela deixa de ser mimo e trocam de posições. Os vencedores são os mimos que nunca foram apanhados a mover-se.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/caninana_spilotes-pullatus-creditos-antonio-bordignon.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-20 17:54:462026-04-18 19:34:55Canções de túnel
Quadras sobre animais que têm competência de salto
Lê dois versos de cada vez, em andamento moderado; depois diz de cor (de memória). Lê cada quadra inteira; depois, di-la de cor.
As crianças estão num espaço amplo, de preferência ao ar livre, entre uma linha de partida e uma linha de chegada. Depois de cantarem, ou recitarem em conjunto, as crianças dão três saltos tendo de cair sempre com os pés fixos ao chão. O vencedor é o que for mais longe, ganhando 100 pontos.
Para saltar mais mais longe, de um salto só, com os pés fixos ao chão, em direção a uma meta ou no próprio lugar.
Os jogos testam a atenção e concentração, desenvolvendo a atenção ao outro não chocando com ele, aplicando conhecimentos do Estudo do Meio.
“Animais que saltam” promove o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e socioafetivo. A cantar ou recitar, destacando palavras ou sílabas.
Cabra
Salta a cabra da montanha
sem ter medo de arriscar.
Começou em pequenina
a dar saltos de brincar.
Cabra juvenil saltando
Cabrinha
À distância adequada umas das outras, as crianças recitam ou cantam:
A cabrinha saltou
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha saltou
e agora não tem medo.
A cabrinha desceu
não tremeram os seus pés.
Cabrinha, cabrinha,
que brava que tu és.
Em “saltou”, as crianças saltam, em “desceu” as crianças saltam baixando um pouco a cabeça. Para desenvolver outras competências, “cabrinha” será para as meninas, “cabrito” para os rapazes e “rebanho” para todos.
Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa
De estatura mediana, com pelagem preta ou castanha muito escura, pelos curtos, muitas vezes brilhantes, a Cabra Preta de Montesinho deve o seu nome oficial ao Parque Natural de Montesinho, um símbolo importante da região. Em pastoreio de percurso, as cabras obtêm alimento nas zonas mais elevadas e pobres prestando um excelente serviço de ecossistema na limpeza de matos e consequente diminuição do risco de incêndio. (TerRa)
Chita
É veloz como ninguém,
tem um corpo muito esguio.
Com o impulso que ela dá
salta um pequeno rio.
Chita saltando
Pode fazer-se na sala de aula, saltando em tu, por exemplo; ou nos versos que rimam. Neste caso, quem saltar mal ou fora de tempo perde uma de 7 vidas previamente dadas a todos.
[ António José Ferreira ]
Cigarrinha
– Dá um salto, cigarrinha,
e outro salto na pastagem.
Dá maneira que tu saltas
será rápida a viagem.
Com um tambor, o professor percute com precisão na última sílaba tónica de cada verso e as crianças saltam caindo com pés fixos no chão. Quem mexer os pés depois do salto, perde a jogada.
Gazela
Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.
Gazela saltando
Lémur
Salta a chita e o lémur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre.
Também salta a impala!
Lemur saltando
Macaco-aranha
De uma árvore p’ra outra
o macaco está a saltar.
Quem não conseguir dar saltos
não se pode alimentar!
Macaco-aranha, créditos Ivan Kuzmin/ShutterStock
Raposa
Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salta o gato, o leopardo,
salta a pulga. Saltas tu?
Raposa saltando
Salta uma, saltam duas
Salta uma, saltam duas,
três castanhas a estalar.
Dá-me uma, dá-me duas,
dá-me outra p’rò meu par.
O grupo forma uma roda, cantando com a melodia de “Lá vai uma”. No meio há três voluntários. O primeiro salta em “uma”; o segundo em “duas”; o terceiro em “castanhas”. No fim da jogada, os que se enganaram são substituídos por outros.
Um, dois, três
1. Um, dois, três,
vou saltar outra vez.
2. Um, dois, três,
para a frente, outra vez.
3. Um, dois, três,
para trás, outra vez.
4. Um, dois, três,
para o lado, outra vez.
5. Um, dois, três,
c’os dois pés outra vez.
6. Um, dois, três,
pé coxinho, outra vez.
7. Um, dois, três,
comprimento, outra vez.
Uma pipoca a estourar
[ Tradicional do Brasil ]
Uma pipoca a estourar numa panela,
vem logo outra e começa a responder.
Aí começa um tremendo falatório
e já ninguém se consegue entender.
Refrão:
É tal o ploc, (pulo para a frente)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para trás)
É tal o ploc, (2 pulinhos para a direita)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para a esquerda)
Em alternativa, os saltinhos podem representar-se:
com as mãos dadas normalmente;
de braço dado;
com as mãos nas pernas dos colegas da esquerda e da direita;
com a direita passando pela frente do peito e agarrando a direita do colega
da esquerda; e a esquerda agarrando a direita do colega da direita.
No solo, as crianças podem fazer sons com a boca representando as pipocas;
no refrão podem saltar espontaneamente, ou livremente mas na pulsação, ou seguidas.
Sugestões
O professor canta fazendo e todos fazem e cantam. Depois o professor canta um dueto, aleatoriamente, e todos fazem o mesmo. Aponta uma criança, que terá de proceder do mesmo modo, e assim sucessivamente.
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Brincadeiras cantadas de equilíbrio com chapéu a brincar
Béu, béu
[ Tradicional/adapt. António José Ferreira ]
Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for novo, trá-lo cá,
Se for velho deixa-o lá.
Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for lindo, trá-lo cá,
Se for feio deixa-o lá.
MUSATIVIDADES
1. Sentadas à mesa, as crianças escutam com atenção e dizem as quadras; depois ouvem o professor cantar com uma nota só e imitam-no; ou declamam.
2. Quem estiver a cooperar e já consegue dizer recebe do professor uma tampa de balde de azeitonas, circular, de plástico. Cada criança vai ganhando o seu chapéu, merecendo-o com as atitudes.
3. Quando todos souberem, as crianças põem o chapéu na cabeça. Se o deixarem cair, só o podem colocar na cabeça novamente na jogada seguinte.
4. Quando o professor vê que é conveniente, as crianças dispersam-se pela sala, com o “chapéu” na cabeça e andam sem agarrar. Quem o deixa cair senta-se e ficam em jogo os que não deixam o chapéu cair.
O meu chapéu não tem bicos
[ Adapt. António José Ferreira ]
O meu chapéu não tem bicos,
Não tem bicos o meu chapéu.
Se ele tivesse alguns bicos,
O chapéu não era meu.
O meu chapéu é redondo,
É redondo o meu chapéu.
Se ele não fosse redondo,
O chapéu não era meu.
MUSATIVIDADE
O professor professor entrega a cada criança uma tampa circular reutilizada, de balde de azeitonas (ou outro).
As crianças memorizam o texto e cantam, com a melodia conhecida de “O meu chapéu tem três bicos.
Para que as crianças não se distraiam com a tampa ao cantar, o professor estabelece, para isso o tempo próprio para o fazer. As crianças colocam-se em pé atrás da sua cadeira em sala de aula. Só poderão colocar na cabeça quando o professor disser: “preparar” (colocar na cabeça), “largar” (deixar de apoiar com as mãos), “partir” (sair do seu lugar e ir andando sem deixar cair ao chão. Para controlar o tempo da jogada, o professor pode improvisar durante 8 compassos. Quem mantiver o chapéu durante esse tempo, ganha um ponto (ou 10, se a turma já for competente com as somas de dezenas).
Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia
Se quiseres ir à praia
[ António José Ferreira ]
Se quiseres ir à praia,
não te esqueças de lavar
um boné ou um chapéu
e o protetor solar.
MUSATIVIDADE
As crianças cantam ou recitam de forma expressiva. Cada uma tem uma tampa de balde de azeitona ou tremoço. Quando o professor diz espaçadamente “preparar, largar partir”, as crianças colocam a tampa/chapéu na cabeça e movem-se de uma área (casa) para outra designada praia. Quem deixar cair três vezes o chapéu fica impedido de ir à praia. Os que mais aproveitam a praia são os que chegarem primeiro.
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/brincadeira-de-chapeu-eb1-igreja-1-sandim-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 11:37:082026-04-18 19:53:15Canções de chapéu
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas com bola
As brincadeiras cantadas que envolvem o uso de uma bola em grupo e em roda são de grande importância para o desenvolvimento integrado da criança, articulando aspetos motores, cognitivos e sociais.
Desenvolvimento motor e coordenação:
O manuseio da bola (lançar, receber, chutar ou passar) em sincronia com o canto e o ritmo musical exige um elevado grau de coordenação óculo-manual ou óculo-pedal. A criança tem de ajustar o seu movimento ao ritmo da canção, melhorando a precisão, o tempo e o controlo motor. A disposição em roda reforça a orientação espacial e a perceção de distância entre pares.
Cognição e ritmo:
A dimensão cantada é essencial para o desenvolvimento do ritmo interno e da atenção sustentada. A criança deve concentrar-se na letra, no ritmo e, simultaneamente, na ação da bola. Este exercício de atenção dividida é vital para a capacidade de multitarefa e para a organização do pensamento.
Socialização e cidadania:
Sendo uma atividade de grupo, a brincadeira promove intensamente a cooperação e o respeito pelas regras. A bola simboliza a partilha; o falhanço no passe afeta o grupo, ensinando a responsabilidade coletiva e a tolerância à frustração. Cria-se um ambiente de inclusão onde cada criança, independentemente da sua destreza, tem o seu momento de participação, fortalecendo o espírito de equipa e a coesão social.
A bola bate
[ António José Ferreira ]
A bola bate, bate,
Dá ritmo à canção.
Cuidado com a bola,
não vá rolar p’lo chão.
MUSATIVIDADE
1. As crianças observam a representação gráfica e executam. Retângulo ao alto representa um som forte; quadrado, som fraco.
2. As crianças estão em círculo. O professor começa por realizar: “agarra e bate”, ou “gar ba”, com uma bola de basquete.
3. Fá-lo passando a uma criança que devolve ao professor. Este passa à seguinte, e assim sucessivamente.
4. Quando as crianças forem capazes, agarram e passam ao colega (da direita).
5. Para desenvolver competências e incluir os esquerdinos, passará depois pela esquerda (no sentido dos ponteiros do relógio).
Bola “Stop” é divertido
Bola “Stop” é divertido,
é um jogo especial,
mas se levas com a bola
para ti será fatal!
JOGO
As crianças estão em círculo, lado a lado. O professor lança a bola dizendo o nome de uma criança. Esta apanha a bola o mais rápido que puder e diz, sem demora, “stop”. Enquanto não disser “stop”, os outros afastam-se o mais possível. À palavra “stop” todos param. O que tem a bola dá três passos largos em direção a um jogador mais próximo e tenta atingi-lo com a bola. Quem não parar à voz de “stop”, perde; se o que tem a bola não acertar perde e o que levar com a bola também perde. Os que fogem da bola só podem mexer um pé para se desviar da bola. Voltam a formar círculo as vezes que o adulto achar conveniente. (Sílvia Faria)
Passa a bola
[ António José Ferreira ]
Passa a bola, passa, passa,
Passa a bola ao teu par.
Vais fazer rolar a bola
Quando o bombo ressoar.
JOGO
As crianças estão lado a lado em duas linhas paralelas, voltadas umas para as outras. Pertencem alternadamente, por exemplo, à equipa verde ou à equipa azul. Em cada extremidade está uma bola (uma verde e outra azul). A equipa que fizer chegar primeiro a sua bola à extremidade contrária é a vencedora.
Em alternativa, as bolas partem da mesma extremidade e a que chegar primeiro à extremidade contrária ganha. Passar mal a bola ou passar a um elemento da equipa adversária representa perda de tempo.
Rola a bola
[ António José Ferreira ]
Rola a bola, rola, rola,
rápida, no corredor.
O que apanhar a bola
será ele o vencedor.
JOGO
Num espaço amplo e limpo, no interior, “formam-se duas rodas, uma maior que fica por fora e outra mais pequena que fica dentro da roda maior formando um corredor entre as duas rodas. As crianças sentam-se, a roda maior virada para dentro e a roda menor virada para fora. No corredor coloca-se uma bola que as crianças terão de a fazer rolar com as mãos, pelo corredor. No lado oposto está uma criança que tentará apanhar a bola, correndo atrás dela pelo corredor. O jogo termina quando a bola é apanhada ou após um determinado período de tempo (2’). (Sílvia Faria)
Tendo em conta que os dois primeiros versos são do tipo trava-línguas, a quadra deve ser interpretada em andamento lento/moderado. A duração da jogada pode ser o tempo de cantar ou recitar duas vezes a quadra + 16 compassos binários simples de improvisação em tambor.
Jogo com bola, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões
Quero que a bola
[ António José Ferreira ]
Quero que a bola
não caia da colher
mas saberei ganhar
e saberei perder.
Preparar, largar, partir!
MUSICATIVIDADE
Com uma colher numa mão e uma bola reutilizada de desodorizante na outra, as crianças cantam. Quando o professor diz “Preparar, largar, partir”, colocam a bola na colher e agarrando o cabo da colher com uma só mão dirigem-se da linha de partida para a linha de chegada. Quem deixar cair a bola perde perde a jogada. Poderá voltar ao ponto de partida para desenvolver a competência.
Sente o ritmo
[ António José Ferreira ]
Sente o ritmo que há na rima,
Bate a bola, bate forte.
Fica atento e preparado
Para não bateres à sorte.
MUSATIVIDADE
1. As crianças observam a representação gráfica e executam. Quadrado representa a pulsação; quadrado dividido significa divisão da pulsação (neste caso, dois retângulos, duas colcheias)
2. As crianças estão em círculo. O professor começa por realizar: “agarra e bate”, ou “gar ba”, com uma bola de basquete.
3. Fá-lo passando a uma criança que devolve ao professor. Este passa à seguinte, e assim sucessivamente.
4. Quando as crianças forem capazes, agarram e passam ao colega (da direita).
5. Para desenvolver competências e incluir os esquerdinos, passará depois pela esquerda (no sentido dos ponteiros do relógio).
Meninas jogando com bola
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/criancas-jogando-a-bola-gestosa-lenga.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 14:52:352026-04-17 13:15:30Canções com bola
Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos
No leito do rio há pedras
No leito do rio há pedras
para chegar ao outro lado.
Salto sem cair ao rio
para não ficar molhado.
No leito do rio há poldras
para chegar ao outro lado.
A passagem é antiga
e passá-la é arriscado.
[ António José Ferreira ]
MUSATIVIDADE
A turma é dividida em duas equipas que terão de saltar de arco em arco (dentro e não fora ou em cima do arco). Agem como se os arcos fossem pedras colocadas no leito de um rio para a passagem de pessoas de um lado para o outro (poldras). Entre as duas margens há duas pontes com igual número de pedras/arcos. Será vencedora a equipa que mais rapidamente colocar todos os seus elementos na outra margem, sendo que aquele que tocar no arco ou fora dele ao saltar é obrigado a recuar ao arco anterior. A distância entre arcos é doseada conforme as idades e competências médias da turma.
A travessia das linhas de água pelo sistema de poldras, blocos de pedra fincados verticalmente no leito, permitindo vencer a água, e a corrente, passando de bloco em bloco até á margem contrária, é um sistema arcaico, perigoso e de uso limitado. Foi por estas razões vulgarmente utilizado em passagens secundárias. No entanto, o comprimento invulgar, cerca de cinquenta metros, da linha de blocos, maioritariamente provenientes de elementos arquitectónicos de época romana, e o seu elevado número, quarenta e três, no rio Pônsul (Idanha-a-Nova) conferem-lhe uma singularidade digna de nota. A travessia do rio a vau, neste ponto, parece em todo o caso ser muito antiga. Não se podendo, por ora, relacionar com a estrutura viária romana, é quase certo que integrou na época medieval, e períodos posteriores, itinerários para ocidente, nomeadamente, para Idanha-a-Nova e Castelo Branco. (CMIN)
Poldras do rio Pônsul, Idanha-a-Nova
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/08/idanha-a-nova-rio-ponsul-poldras-ft-cmin.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-08-30 19:43:052026-04-17 13:15:14Jogos de poldras
Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos
Pulsação, pulsação
[ António José Ferreira ]
Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais saltar.
Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais andar.
Num espaço amplo, o professor organiza um percurso de arcos, próximos ou um pouco afastados, em linha curva ou reta. As crianças cantam com melodia simples. Depois, enquanto um grupo canta, uma criança salta ou caminha de modo que os pés batam no chão a tempo, na pulsação, nas sílabas sublinhadas. Quem saltam fora de tempo perde uma de sete vidas.
Jogo da professora Sílvia Faria, Cabanões 2019
Trabalhas em equipa
Trabalhas em equipa?
Já és um vencedor.
Vais superar obstáculos
seja lá onde for.
[ António José Ferreira ]
Travessia
Jogo com arcos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria
Divide-se a turma por equipas, com cerca de 5 elementos. O número de arcos é igual ao número de elementos mais um. Os arcos estão disposto no chão em “fila”. Cada equipa tem à sua frente os seus arcos. Os alunos saltam de forma sucessiva, ocupando cada aluno um arco. Quando o primeiro saltador ocupa o último arco, significa que o primeiro arco ficou disponível. Assim, sem saírem dos respetivos arcos, o último aluno pega no primeiro arco que se encontra atras de si e passa-o ao colega da frente, que por sua vez passará ao colega da frente. Ao chegar ao primeiro, este coloco-o no chão à sua frente e salta para ele e todos os colegas de equipa saltam para o arco seguinte. Repetindo todo o processo até chegar à meta. (Sílvia Faria).
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/jogo-dos-arcos-cabanoes-silvia-faria-2018.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-06 22:24:092026-04-17 13:15:01Jogos de arcos
As brincadeiras cantadas de caçadinha ou apanhada são fundamentais para o desenvolvimento global na infância, integrando movimento, cognição e socialização.
A sua principal importância reside no desenvolvimento do movimento e da coordenação motora. A fuga e a perseguição exigem agilidade, velocidade e planeamento motor. Estas atividades trabalham a orientação espacial e a reação rápida, melhorando as funções executivas ao forçar as crianças a tomar decisões imediatas sobre direção e estratégia.
Em termos cognitivos e emocionais, a componente cantada fixa regras e papéis (quem é o “caçador” e quem é a “presa”), promovendo a concentração e a escuta ativa.
No plano social, estabelecem regras claras de cooperação e competição saudável. Os momentos de fuga promovem a solidariedade entre o grupo, enquanto o “caçador” exerce a liderança do jogo. A brincadeira de caçadinha transforma a energia natural da criança num exercício estruturado de movimento, raciocínio e interação social. O jogo é ainda mais rico quando as crianças sugerem predadores e presas para a jogada seguinte.
Animais da selva
Animais da selva
têm de se cuidar.
Há um inimigo
pronto pr’a atacar.
Foge, ó gazela,
corre sem parar.
Vem aí o tigre
para te apanhar!
Foge!
Enquanto o grupo grande canta, um pequeno grupo faz sons da natureza. Ao ar livre, é designada uma área protegida, onde as gazelas estarão seguras, durante 20 segundos, e nomeado um predador. Depois de cantarem, o professor diz “Foge!”. O predador tentará caçar uma presa para se alimentar e alimentar a família. Quem for caçado perde a vida e o jogo, e vai para um local à parte. Durante a caçada, o professor pode improvisar em tambor. Os amigos de uma presa que está a ser atacada podem tentar distrair o predador. Oportunamente o professor toca a reunir as crianças à sua volta, com um som forte previamente combinado, e nomeia outra criança como novo predador. O novo predador pode escolher ser um predador diferente, mas tem de conhecer a respetiva dieta alimentar. Se quiser ser puma tem de saber de que se alimentam os pumas. O professor pode ajudar, e o aluno pode recolher mais informações em casa.
As apanhadinhas são indicadas para o Dia Mundial do Animal, 4 de outubro; Dia Internacional da Vida Selvagem, 3 de março; Dia Nacional do Mar, 16 de novembro (se forem marinhos).
A raposa e os coelhos
Ai que cauda tão vistosa!
Ai que lindo o focinho!
É decerto uma raposa
procurando coelhinho.
Fox!
A brincadeira musical da raposa faz sentido num espaço amplo ou, sobretudo, ao ar livre. Seja no 1º Ciclo ou no Jardim de Infância, as crianças vivenciam em jogo as relações de predador/presa na natureza e brincam com isso fazendo de conta.
O gestor do diz diz ou canta e a turma imita-o. Pode-se cantar com uma melodia simples, conhecida ou inventada; ou pode-se declamar simplesmente de uma forma expressiva e com ritmo. Depois, as crianças dispersam-se, mantendo uma distância de um metro.
Uma criança (ou duas) fará de raposa; as outras serão galinhas e coelhos. Há um local (galinheiro) para onde as galinhas poderão fugir e a raposa não conseguirá caçá-las. Outro local será a toca, onde os coelhos estarão em segurança.
O gestor do jogo explica que a raposa também come ratos, escaravelhos, ouriços, perdizes e lagartixas. Se alguém quiser, pode representar esses animais. Movem-se num espaço designado por “monte”. Para confundir e atrapalhar a raposa, uma criança fará de dono, podendo mesmo defender as galinhas.
Quando o professor disser “Fox”!, começa a caçada. Enquanto o professor improvisar, em tambor de mão, a raposa pode caçar. As presas que foram apanhadas ficam fora da jogada. Quando terminar, dando um toque de regresso assertivo no tambor, combinado com a turma, termina a caçada e as crianças voltam aos seus lugares. A raposa cessante nomeia nova raposa, e assim sucessivamente.
Jogo musical de caçadinha ao ar livre
Ai que cauda tão vistosa!
Ai que lindo o focinho!
É decerto uma raposa
Procurando coelhinho.
Fox!
A brincadeira musical da raposa faz sentido num espaço amplo ou, sobretudo, ao ar livre. Seja no 1º Ciclo ou no Jardim de Infância, as crianças vivenciam em jogo as relações de predador/presa na natureza e brincam com isso fazendo de conta.
O educador ou professor diz um verso e as crianças repetem; depois dois versos; finalmente, a quadra inteira. Fox, raposa em Inglês, será a palavra que dará início à caçada. Pode-se cantar com uma melodia simples, conhecida ou inventada; ou pode-se declamar simplesmente de uma forma expressiva e com ritmo. Depois, as crianças dispersam-se, mantendo uma distância de um metro.
Uma criança (ou duas) fará de raposa; as outras serão galinhas e coelhos. Há um local (galinheiro) para onde as galinhas poderão fugir e a raposa não conseguirá caçá-las. Outro local será a toca, onde os coelhos estarão em segurança.
O adulto explica que a raposa também come ratos, escaravelhos, ouriços, perdizes e lagartixas. Se alguém quiser, pode representar esses animais. Movem-se num espaço designado por “monte”.
Para confundir e atrapalhar a raposa, uma criança fará de “criança”, e não será atacada, podendo mesmo defender as galinhas.
Quando o professor disser “Fox”!, começa a caçada. Enquanto o professor improvisar, em tambor de mão, a raposa pode caçar. As presas que foram apanhadas ficam fora da jogada. Quando terminar, dando um toque de regresso assertivo no tambor, combinado com a turma, termina a caçada e as crianças voltam aos seus lugares. A raposa cessante nomeia nova raposa, e assim sucessivamente.
[ Este jogo, indicado para o Dia do Animal, 4 de outubro, ajuda a assimilar e desenvolver competências de Estudo do Meio, ao longo do ano. ]
Raposa
Animais da selva
Se és um animal da selva
tu precisas de saber
como deves atacar,
como podes defender.
Caça na savana
Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.
1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.
2. Fujam búfalo e gazela,
Corram, corram sem parar.
A correr há uma leoa
Que vos quer para o jantar.
3. Foge hiena, foge gnu,
Corre, corre sem parar.
A correr vai um leão
Pronto p’ra te devorar.
Uma criança faz de predador, as outras de presas. Há no recreio uma área protegida aonde o predador não consegue chegar. O predador só ataca quando o professor tocar um padrão rítmico combinado com a turma. Quando der o toque de fim de caçada todos voltam junto do professor e é escolhido um novo predador.
Coiote
Fica atento, ó veado,
Vós também, cobra e bezerro.
Andam por aí chacais:
Distração é um grande erro!
Comem carne, comem peixe,
Comem fruta os coiotes.
Caçam alces e ovelhas
Para si e p’ra os filhotes.
Depois de as crianças aprenderem a quadra/canção, um grupo executa, enquanto o outro participa na “caçada”. Animais muito atentos e rápidos, os coiotes usam a visão e audição para caçar. Têm preferência por coelhos, veados, alces, pássaros, cobras, lagartos, peixes, ovelhas, bezerros. Voluntários representam estas presas, enquanto outros fazem de coiotes, num espaço amplo mas devidamente limitado. Enquanto o grupo canta, decorre a “caça”. Se dois veados conseguirem juntar-se, costas com costas e com as mãos a representar a armação, o coiote não pode vencê-los. Quando o professor percute um padrão ritmo que funciona como senha, o coro para e a caçada acaba também. Os papéis de presa e predador mudam na jogada seguinte.
Falcão e lebres
Elas movem-se entre as ervas
A comer com atenção
P’ra não serem apanhadas
pelas garras de um falcão.
É curtinha a sua cauda,
As orelhas são compridas.
Tornam-se muito velozes
Sempre que são perseguidas.
Em espaço amplo, o professor diz a adivinha e verifica se alguém descobre a solução (lebre, parecida mas maior do que o coelho). O professor nomeia uma criança para fazer de predador (falcão) enquanto todos os outros farão de presas de um mesmo habitat. As presas podem refugiar-se num lugar (toca) previamente marcado como seguro e inacessível ao predador mas, para isso, têm de ser rápidas a chegar lá.
Foge, foge, ó coelho
A raposa e os coelhos
Foge, foge, ó coelho,
refugia-te na toca.
Anda aí uma raposa
que corre como uma louca.
[ António José Ferreira ]
Metade do grupo de crianças são “tocas” espalhadas por espaço amplo, com as pernas abertas. Os “coelhos” estão voltados para uma parede ou muro. Quando o professor dá sinal, os “coelhos” correm para a “toca”, colocando-se no chão entre as pernas de um colega. Logo a seguir, a “raposa”, nomeada previamente, persegue os coelhos, à voz do professor. O coelho que não conseguir uma toca pode ser apanhado pela raposa, perdendo. No fim de cada jogada, cada coelho que está em jogo passa a toca e cada toca passa a coelho. (Sílvia Faria)
Alguns animais da selva
Comem erva, outros não.
Quem come erva tem cuidado
Com o tigre e o leão.
O leão é tão veloz,
Ágil e inteligente.
Quando pensas que está longe,
Aparece de repente!
O professor nomeia uma criança para fazer de predador enquanto todos os outros farão de presas de um mesmo habitat. As presas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro e inacessível ao predador mas, para isso, têm de ser rápidas a chegar lá. Quando o professor acaba de cantar e diz “Foge!”, o leão ataca e as presas tentam chegar ao local seguro. Estas podem também jogar com a sua agilidade na fuga se sabem que são mais rápidas do que o predador (a vida é feita de riscos). O professor verifica quem são os alunos mais ágeis e que arriscam mais. Sem deixar a caçadinha prolongar-se, o professor nomeia, depois, outro predador.
Lobo
Logo que nasci eu era
cego, surdo, dependente;
só depois saí da toca
para me tornar valente.
Como ovelha, javali,
Alce, lebre e veado.
Para uma caçadinha
Estou sempre preparado.
O professor nomeia o predador (lobo) e todos os outros podem escolher entre veado, alce, javali, coelho, lebre, ovelha. De preferência é o predador a cantar ou dizer as quadras com expressividade e intensidade. No fim das quadras, começa a caçada. Se conseguirem, as presas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro para elas e inacessível ao lobo. Em seguida, sem deixar a caçadinha prolongar-se, o professor nomeia outra criança para fazer de lobo.
Pesca no mar
Fica atento, salmonete,
Tu também, ó bacalhau!
Fujam, cherne e corvina,
Peixe galo e carapau.
Ainda por aí um barco,
Anda à pesca da dourada.
Fica alerta cantarilha,
Tu também, ó peixe espada.
Fica atento, ó goraz,
Fica atento, ó linguado.
Se na rede tu caíres,
Vão levar-te para o mercado.
Há uma área que funciona como mar. As crianças designadas peixes podem andar nesse espaço, mas com cuidado. Uma criança faz de pescador. Se este lhes tocar, são pescadas e ficam fora de jogo.
Pesca no rio
Fujam carpa e enguia,
Fujam barbo e salmão.
Há um pescador à espreita
Para vos deitar a mão.
Fujam sável, peixe-gato,
E boga do Guadiana.
Há um pescador na margem
A pescar co’a sua cana.
Fica atento, ó bordalo!
Nada de morder o isco!
Há pescador à espera
de tornar-te um petisco.
Depois de as crianças aprenderem as quadras/canção, um grupo executa-a com acompanhamento de tambor – como apoio, sem cobrir as vozes, enquanto o outro participa na “pesca” de rio. Voluntários representam peixes referidos na cantilena, e uma ou mais crianças representam o “pescador”. Este encontra-se na “margem” e não pode entrar na água do rio mas tem um anzol, que é uma bola leve e maleável. Quando atingir um colega (“peixe”) nas costas ou na barriga, conseguiu “pescá-lo”. O espaço deve ser amplo mas devidamente limitado, de preferência no exterior. Enquanto o grupo canta, decorre a “pesca”; quando o professor toca um padrão rítmico combinado, que funciona como senha, acabou. Os papéis mudam na jogada seguinte.
Predador e presas
Predador é o que caça,
Presa é o que é caçado.
Se eu fosse um crocodilo
Já te tinha devorado.
Predador é o que caça,
Presa é a que foi comida.
Anda sempre com cuidado
Se é que tens amor à vida.
Num espaço amplo, o professor nomeia um predador (crocodilo do Nilo) e todos os outros são zebras. Estas podem refugiar-se num lugar previamente marcado como seguro para zebras e inacessível ao crocodilo. Depois de o crocodilo apanhar uma presa, o professor toca um padrão rítmico rápido e forte, de regresso, e nomeia outro predador. Não se deve deixar a caçadinha prolongar-se, para evitar o cansaço e permitir que todos possam fazer de predador.
Puma
Atenção, veado e lince,
Fujam alce e carneiro.
Anda por aí um puma,
Rápido e sorrateiro!
Répteis, aves, peixe, insetos,
Também estão na sua lista.
Estejam muito, muito atentos
Que ele é oportunista.
Depois de as crianças aprenderem as quadras/canção, um grupo executa com acompanhamento de tambor – como apoio, sem cobrir as vozes – enquanto o outro participa na “caçadinha”. Voluntários representam presas referidas na cantilena, e uma ou mais crianças representam o “puma” (animal que também tem o nome de onça parda). O espaço deve ser amplo mas devidamente limitado, de preferência no exterior. Enquanto o grupo canta, decorre a “caçada”; quando o professor toca um padrão rítmico combinado, que funciona como senha, acabou a caçada. Se dois alces ou veados se juntarem, costas com costas e com as mãos a representar as armações, o puma não pode vencê-los. Os papéis de presa e predador mudam na jogada seguinte.
Rebanho e o lobo
O Rebanho das ovelhas
Segue sempre o seu pastor.
Tem cuidado com o lobo
Que é um grande predador!
As crianças estão dispersas num espaço amplo, de preferência ao ar livre, não muito longe do professor. Uma criança fará de pastor, com um cajado maleável que não magoe. Outra criança fará de cão-pastor (cão da Serra da Estrela ou cão da Serra de Aires, raças portuguesas). Quando o cão se aproxima, o cão e o pastor reúnem o rebanho. Se o cão tocar no lobo, ele perde e acaba a jogada; e o mesmo acontece com o pastor. Se o lobo agarrar o pulso de uma criança, ganha uma ovelha para o jantar.
Se nasceste na savana
Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.
1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.
2. Fujam búfalo e gazela,
Corram, corram sem parar.
A correr há uma leoa
Que vos quer para o jantar.
3. Foge hiena, foge gnu,
Corre, corre sem parar.
A correr vai um leão
Pronto p’ra te devorar.
4. … Foge, foge ó gazela…
5. Foge, foge, javali…
Indicado para o Dia Mundial do Animal, 4 de outubro; e Dia Internacional da Vida Selvagem, 3 de março.
Uma criança faz de predador, as outras de presas. Há no recreio uma área protegida aonde o predador não consegue chegar. O predador só ataca quando o professor tocar um padrão rítmico combinado com a turma. Quando der o toque de fim de caçada todos voltam junto do professor e é escolhido um novo predador.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/raposa-vermelha-creditos-rudmer-zwerver-shutterstock.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-06 17:14:102026-04-17 15:38:34Canções de caçada
Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas sobre a selva e os animais da autoria de António José Ferreira
A Meloteca (com a Loja Meloteca, Lenga e Reciclanda) tem vindo a criar brincadeiras para o desenvolvimento global da criança, pensadas desde o início para o Pré-Escolar e 1º Ciclo, em especial no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular. Com a Reciclanda, a Educação para a Cidadania e a urgência de uma dos recreios impulsionou a criação de dinâmicas sustentáveis que facilitam a socialização e contribuem para o sucesso escolar. Os jogos Meloteca incluem atividade, sustentabilidade, criatividade, inclusão, diversão e socialização.
ENTRE OS ANIMAIS DA SELVA
Entre os animais da selva
há um lobo a uivar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.
Entre os animais da selva
há um macaco a coçar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.
Entre os animais da selva
há uma cobra a assobiar;
será rei dos animais
quem melhor a imitar.
MUSICATIVIDADES
1. Crianças fazem de animais da selva (lobo, macaco, cobra) enquanto os colegas recitam.
2. As crianças imitam, na sua vez, o animal referido; o que for melhor recebe uma pandeireta que lhe é colocada na cabeça até novo rei ser nomeado.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salto o gato, o leopardo,
salta a pulga e saltas tu.
Salta a chita e o lemur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre,
Salta a chita e a impala!
Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.
MUSICATIVIDADES
O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Depois dizem a quadra inteira.
No exterior, o professor organiza a turma em equipas como o mesmo número de jogadores.
Entre uma linha de partida e uma linha de chegada, as crianças têm de saltar o mais longe possível. Mas devem cair com os pés “colados” ao chão, na última sílaba tónica de cada verso. O professor ajuda com tambor. A equipa que levar mais jogadores à meta ganha.
Brincadeira musical na EB1 de Igreja 1, Sandim
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/brincadeira-musical-eb-1-igreja-sandim-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 11:18:532026-04-17 13:13:57Jogos da selva