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Recreios sem materiais

Brincadeiras que prescindem de objetos

O brincar não é, antes de mais, uma teoria, mas prática, corpo, descoberta, reutilização, tradição,  criatividade, iniciativa e cooperação.

A forma mais elementar de promover o recreio é promover brincadeiras que as crianças podem fazer sem a existência de qualquer recurso material.

A promoção de recreios dinâmicos através de atividades que prescindem de recursos materiais é uma estratégia fundamental para estimular a autonomia e a criatividade. Ao utilizar apenas o corpo, a voz e a imaginação, as crianças transformam o espaço escolar num laboratório de competências sociais e motoras, onde a simplicidade dos meios contrasta com a riqueza das aprendizagens obtidas.

Jogos de dedos, enigmas, imitação, estátua, enlaçamento, inibição e ritmo com as mãos em pares ou roda, trabalham a motricidade fina e a coordenação oculo-manual, exigindo uma perceção detalhada do movimento e do toque. Já atividades de grande amplitude, como corridas diversas, saltos e a caçadinha, fortalecem a estabilidade física e a resistência. Nestes jogos, a orientação espacial é constantemente testada, obrigando a criança a mapear o terreno e a antecipar trajetórias para alcançar o sucesso no jogo.

As dinâmicas de imitação, organismos e o macaquinho do chinês introduzem a componente da inibição e do controlo impulsivo. A criança deve gerir o seu corpo com precisão, parando ou movendo-se sob comando, o que desenvolve uma estratégia de atenção redobrada. Por outro lado, a audição vendada, os enigmas e a passagem de mensagens focam-se na acuidade sensorial e na descodificação de sinais, promovendo a concentração e a escuta ativa.

Jogo de mãos em pares

Jogo de mãos em pares

Intercâmbio família-escola

O envolvimento da família na promoção de recreios ativos constitui uma extensão vital do projeto educativo, transformando o ambiente doméstico num espaço de continuidade lúdica e aprendizagem. Quando a escola incentiva jogos que prescindem de recursos materiais, está a oferecer às famílias ferramentas acessíveis que reforçam os laços afetivos e combatem o sedentarismo, provando que o tempo de qualidade não depende de dispositivos tecnológicos, mas da interação direta.

Neste ecossistema, as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e a Associação de Pais assumem um papel insubstituível. As AEC funcionam como o laboratório onde estas dinâmicas são experimentadas e aperfeiçoadas, dotando os alunos de um repertório de jogos que eles próprios transportam para casa. Por outro lado, a Associação de Pais atua como a ponte de comunicação e motivação, sensibilizando os encarregados de educação para a importância da estratégia do brincar no desenvolvimento da perceção motora e cognitiva dos seus filhos.

A prática destes jogos em família exige uma orientação conjunta, onde pais e filhos partilham regras e objetivos, fortalecendo a estabilidade emocional e a confiança mútua. Ao manter o foco na simplicidade e no movimento, a comunidade educativa garante que a criança cresça num ambiente coerente, onde o prazer de brincar é valorizado em todos os contextos de vida.

Exterior, interior

A versatilidade de atividades que prescindem de recursos materiais ou que utilizam o próprio corpo e a voz revela-se uma vantagem estratégica inestimável perante as contingências climatéricas. Em dias de chuva e mau tempo, a transição destas dinâmicas para espaços interiores garante que o ritmo de desenvolvimento e a energia das crianças não sejam interrompidos.

A exequibilidade em recintos fechados permite trabalhar a perceção auditiva e a acuidade sensorial de forma mais controlada, aproveitando o silêncio e a proximidade do grupo. Esta adaptação ao espaço interior exige uma nova orientação espacial e o domínio do corpo, promovendo a estabilidade emocional num contexto onde o confinamento poderia, de outra forma, gerar ansiedade ou agitação.

Além disso, a estratégia de transformar o interior num espaço de jogo dinâmico reforça a ideia de que a criatividade não está dependente do cenário exterior. As crianças aprendem a reinventar o seu meio envolvente, mantendo o espírito lúdico e a coesão social mesmo sob condições adversas.

Mão não dominante

A valorização da mão não dominante no contexto educativo é uma estratégia pedagógica de elevada eficácia, pois atua tanto no plano do desenvolvimento neurológico como no da justiça social. Ao desafiar os alunos dextros a executar tarefas com a mão esquerda, estimula-se a plasticidade cerebral e a ativação de hemisférios menos solicitados, promovendo uma perceção corporal mais equilibrada e o desenvolvimento de competências motoras finas que habitualmente permanecem latentes.

Simultaneamente, a prática é um motor de inclusão para os esquerdinos. Ao integrar atividades ambidestras, a escola valida a lateralidade natural destes alunos, eliminando o estigma de “dificuldade” e transformando a sua característica numa oportunidade de aprendizagem para todos. Este exercício de empatia motora exige uma estratégia de adaptação constante, onde cada criança deve repensar a sua orientação espacial e a força aplicada nos movimentos, gerando uma maior consciência sobre as barreiras físicas enfrentadas por quem vive num mundo desenhado para dextros.

O esforço necessário para coordenar o lado não dominante fortalece a estabilidade e o controlo inibitório. A criança é obrigada a manter um foco redobrado na tarefa, o que potencia a concentração e a resiliência perante a frustração inicial.

Tipos de jogos

  • Agrupamentos
  • Audição vendada
  • Barqueiro
  • Caçadinha
  • Corridas diversas
  • Dedos matemáticos
  • Enlaçamento de mãos
  • Enigmas criativos
  • Imitação
  • Inibição
  • Lateralidade
  • Macaquinho de chinês
  • Mensagem
  • Organismos em par e grupos
  • Ritmo com mãos
  • Saltos de animais
Recreio sem materiais

Recreio sem materiais

Trilogia de portais do brincar musical

Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca constituem uma trilogia de portais de serviço educativo. Promovendo o brincar sustentável, inclusivo e musical, são a maior plataforma do género no País. Visitada nos 5 continentes, a Meloteca promove a economia circular, inspirando a criação de instrumentos, objetos multissensoriais, brinquedos e jogos. Educa para a Cidadania e promove a literacia com a rima e o ritmo das literaturas de tradição oral. A Reciclanda apresenta-se de Norte a Sul na forma de livro, instalação, residência, oficina, laboratório e conferência. Foi convidada pela presidente da Associação de Docentes de Educação Especial para o Congresso Internacional “Educação Inclusiva” (2026) em Lisboa, onde se apresenta durante três dias com uma inovadora instalação e laboratório.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Loja Meloteca

Aceda à Loja Meloteca. Adquira recursos em formato digital em versões pedagógicas enriquecidas, e o “Brincar Azul”, livro com 700 jogos que promovem a educação para a cidadania, a sensibilização ambiental, a reforma dos recreios e o sucesso escolar.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincadeiras de bomba

Brincadeiras musicais de bomba para crianças do 1º Ciclo

Bomba, olha a bomba

Bomba, olha a bomba,
olha a bomba, bomba, bomba.
Tem cuidado que ela explode.
Olha a bomba, bomba… Já!

[ António José Ferreira

O objetivo do jogo é passar pela bomba (bola) sem que esta acerte em qualquer parte do corpo. O professor está no meio com uma bola presa na ponta de uma corda e fá-la andar à sua volta. As crianças estão à volta e, para não serem atingidas, devem saltar no momento certo e à altura correta por cima da “bomba”. Sempre que a bomba acertar “explode” e a criança que a fez “explodir” sai do jogo. (Sílvia Faria)

Jogo da bomba, professora Sílvia Faria em Avintes

Jogo da bomba, professora Sílvia Faria em Avintes, 2019

Bomba

Bomba, una bomba,
una bomba, bomba, bomba.
Ten cuidado porque explota.
Una bomba explota… ya!

A versão em Espanhol foi criada no contexto de inclusão de uma criança vinda da Venezuela que não sabia ainda falar Português.

Em alternativa à bola na ponta da corda, mais divertida mas mais difícil de fazer, faz-se o jogo com uma bola leve e fofa. E já, as crianças dispostas em círculo à distância adequada passam a “granada” que só explode se cair ao chão. Quem passa, deve passar amigavelmente de forma que o colega consiga agarrar. Se mesmo assim, quem recebe deixa cair perde uma de sete vidas dadas pelo professor no início. Enquanto passam, a turma conta de 10 em 10. Conseguir chegar às centenas será uma vitória coletiva da turma ou do grupo.

Proposta B

Uma delas tem a bomba (pode ser o Bomb dos Angry Birds, ou uma bola adequada). Todos se podem mexer, exceto o que tem a bomba. Se a bomba tocar numa criança, passa ela a ter a bomba. Se não acertar, continua. Não vale acertar na cara.

Atividade musical inspirada em jogo que a professora Sílvia Faria realizava na EB 1 de Cabanões com bola presa na ponta de uma corda que ela mesma preparou.

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.

Canções de barqueiro

Brincadeiras musicais de barqueiro

As canções de barqueiro, como a popular brincadeira “Bom barqueiro”, são tesouros pedagógicos que incidem profundamente na cidadania e na valorização do recreio.

Em termos de cidadania, estas dinâmicas ensinam a complexidade da tomada de decisão e as suas consequências sociais. O cerne do jogo é a escolha entre dois grupos (“maçã ou morango”, por exemplo), obrigando a criança a escolher um lado e a aceitar o resultado. Este processo ensina sobre a polarização (formação de grupos), a lealdade e a responsabilidade da decisão. O momento de capturar a criança que “passa” desenvolve a negociação e o entendimento de regras e turnos, essenciais para a convivência democrática.

Na valorização do recreio, estas canções transformam um espaço aberto num palco de interação complexa e organizada. A música e a ação física promovem a cooperação, a liderança (dos barqueiros) e a participação de grupo. São jogos tradicionais que resgatam o valor da cultura popular e o prazer do movimento sincronizado. Ao exigir escuta ativa e concentração para a sequência da canção e a coordenação dos movimentos, o recreio torna-se um laboratório de habilidades sociais, motoras e cognitivas, elevando o seu estatuto para além de um simples tempo livre.

Ao entrar no barco

– Ao entrar no barco,
Disse-me o barqueiro:

– São 80 euros.
Dê-me o dinheiro.

– Tome 1, tome 2, tome 3…

[ Recriada por António José Ferreira ]

Recitada ou cantada, a lengalenga precede o salto à corda.

A voz e o corpo da criança, bem como os objetos do seu quotidiano, são os recursos privilegiados para o desenvolvimento musical neste ciclo de ensino. As atividades musicais deverão ser exploradas a partir dos elementos musicais de melodia, harmonia, ritmo, pulsação, divisão, métrica, dinâmica, textura, forma e timbre.” (Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo).

Além dos benefícios já referidos, a atividade desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

Jogo do Barqueiro, professora Sílvia Faria, EB de Cabanões

Jogo do Barqueiro, professora Sílvia Faria, EB de Cabanões

Bom barqueiro

As crianças dispõem-se em coluna de cinco a doze elementos, apoiando os braços nos ombros da criança da frente. A primeira criança da coluna é a mãe. Fora da coluna, duas crianças, que fazem de barqueiros, colocam-se uma em frente da outra, com os braços levantados, e as mãos dadas, formando uma ponte ou arco. Atribuem a cada uma um nome, combinado entre si sem os outros escutarem: um nome de fruta (banana ou laranja), flor (rosa ou jacinto), cor (vermelho ou azul), instrumento (violino ou guitarra). As outras crianças passam em coluna, por baixo da ponte dos barqueiros, enquanto cantam:

“Bom barqueiro, bom barqueiro,
deixai-me passar,
tenho filhos pequeninos,
não os posso criar”.

Os dois barqueiros respondem, cantando:

“Passarás, passarás,
mas algum ficará,
se não for o da frente,
há-de ser o de trás”.

Em “trás”, os braços baixam e prendem a criança que está aí nesse momento, por cima dos ombros em “trás”. Os barqueiros perguntam à criança presa, em voz baixa, qual dos nomes (anteriormente combinados por eles) e ela escolhe, não mencionando, qual o barqueiro correspondente a cada nome. Consoante a escolha, a criança vai para trás do barqueiro, correspondente ao nome que ele escolheu. O jogo continua, até que todas as crianças da coluna se coloquem atrás dos barqueiros, formando dois grupos. Ganha o barqueiro que tiver mais passageiros.

[ Tradicional ]

Que linda falua

1. Que linda falua
que lá vem, lá vem.
É uma falua
que vem de Belém!

2. Eu peço ao barqueiro
que deixe passar,
que eu tenho filhinhos,
ai, p’ra sustentar.

3. Então passará,
mas alguém ficará.
Se não for a mãe,
ai, um filho será.

MUSATIVIDADE

Em espaço amplo e sem obstáculos, duas das crianças ficam à parte e escolhem, sem que as outras oiçam, um nome para si; pode ser o nome de um animal, de um fruto ou planta, de um país, de uma flor, de um instrumento musical ou de outra coisa familiar a todos.

Estes dois jogadores dão as mãos e elevam-nas, formando um arco. Os restantes fazem uma fila e dirigem-se para o “arco” cantando a canção. Quando passam por baixo do “arco”, fica lá a última criança da fila. As crianças que formam o arco dizem à que ficou retida para escolher um dos nomes que elas escolheram para si (pode ser, por exemplo, “ananás” e “morango”). Esta criança coloca-se atrás da criança que tiver o nome que ela escolheu. Quando todas as crianças estiverem atrás de um dos elementos do arco, formam-se dois grupos. De seguida faz-se um risco no chão, a dividir os grupos. Todos dão as mãos, ficando os líderes (o “arco”) de cada um dos grupos de mãos dadas sobre a linha separadora. A um sinal, todas as crianças puxam na direção do seu grupo. Perde o grupo que, puxado pelo outro, ultrapassar o risco.

Quero ir à outra margem

[ António José Ferreira ]

– Quero ir à outra margem
Visitar minha afilhada.
– A viagem é barata:
Não lhe custa mesmo nada.

– Quero ir à outra banda
Visitar a minha prima.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma rima!

– Quero ir à outra banda
P’ra ver a minha madrinha.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma adivinha.

Quero ir à outra banda
Visitar a minha mãe.
– A viagem é barata.
Basta-lhe que cante bem!

Quero ir à outra banda
Visitar a minha avó.
– A viagem é barata.
Custa-lhe uma nota só!

– Quero ir à outra banda
Visitar o meu avô.
– A viagem é barata:
Faz de conta que és robô!

– Quero ir à outra margem
P’ra ver o meu padrinho.
– A viagem é barata:
Só lhe custa um carinho.

– Quero ir à outra margem
Para ver o meu irmão.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma canção.

– Quero ir à outra margem
Visitar o afilhado.
– A viagem é barata:
Só lhe custa um ditado.

Canção para passar à outra margem, do tipo “Bom Barqueiro”. O passageiro diz os dois primeiros versos de uma quadra à sua escolha e o bilheteiro deixa passar ou não conforme disser bem ou mal. Se disser mal volta para a fila.

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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Jogos de agrupar

Canções de agrupar e jogar

Brincadeiras musicais de formar grupos para crianças do 1º Ciclo

Cálculo mental e grupo

Convidei os meus amigos
que já tocam tamborim
p’ra tocarmos em concerto
no coreto do jardim.

Num espaço amplo, as crianças dispersam-se. O dinamizador grita formações musicais (solo, duo, trio, quarteto, quinteto) ou, para um desafio matemático, operações de cálculo mental (como 10-7 ou 2×2). No instante em que a palavra ou operação é enunciada, as crianças reorganizam-se em grupos com esse número de elementos. Uma vez formado o grupo, não são permitidas trocas.

A atividade trabalha a agilidade de reação, o cálculo mental e a literacia.

Eu sou músico

Eu sou músico e preciso
de mais alguns elementos
que queiram dar espetáculo
e formar agrupamentos.

Duo!

Quarteto!

Solo!

Quinteto!

Duo!

Sexteto!

Solo!

Decateto!

Noneto!

Solo!

Octeto!

No exterior ou num espaço interior amplo, as crianças estão dispersas nem muito nem demasiado perto umas das outras. Depois de cantarem ou recitarem, o professor diz uma formação musical, ou solo (músicos a atuarem sozinhos). As crianças têm de se organizar devidamente. Quando um grupo está formado, não pode haver alterações. Quem não conseguir integrar um agrupamento não é excluída do jogo mas perde uma de sete vidas que previamente são dadas a todas as crianças.

Fica muito atento

Fica muito atento
e ouve o padrão.
Para cada ritmo,
sua formação!

As crianças estão dispersas, nem muito distantes nem demasiado próximas, e recitam ou cantam a quadra. Quando o professor percute dois sons (titi, duas semínimas, por exemplo) as crianças agrupam-se em duos. Se toca uma semínima só (tá), atuam a solo. Se toca uma tercina (tríola), formam trios. Se o padrão rítmico é titi titi (quatro colcheias), as crianças formam quartetos. Se toca 4 colcheias seguidas de semínima (titi titi tá) as crianças juntam-se em quintetos. Se toca duas tercinas (tríola tríola) formam-se sextetos. Quando um grupo está formado, não pode haver alterações. Quem não conseguir integrar um agrupamento não é excluída do jogo mas perde uma de sete vidas que previamente são dadas a todas as crianças.

Olhem para os arcos

Olhem para os arcos,
Vamos lá pensar!
Números e cores
têm algo a indicar.

Vamos lá!
Toca a agrupar!
Vê lá se consegues
um grupo integrar!

Já!

Jogo de formar conjuntos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Jogo de formar conjuntos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

O objetivo do jogo é formar conjuntos o mais rápido possível, seguindo as instruções. Os conjuntos podem variar segundo o número e género. No início é estipulado que os arcos amarelos correspondem às raparigas e que os arcos vermelhos correspondem aos rapazes. As instruções são dadas pelo levantamento dos arcos, assim se for levantado um arco vermelho e dois amarelos as crianças têm de formar grupos com um menino e duas meninas. Após formarem os conjuntos sentam-se para poder ser verificado se os conjuntos estão corretos. (Sílvia Faria)

Saiba mais AQUI!

Recursos musicais Meloteca para a infância

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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A Meloteca (com a Loja Meloteca, Lenga e Reciclanda) tem vindo a criar brincadeiras para o desenvolvimento global da criança, pensadas desde o início para o Pré-Escolar e 1º Ciclo, em especial no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular. Com a Reciclanda, a Educação para a Cidadania e a urgência de uma dos recreios impulsionou a criação de dinâmicas sustentáveis que facilitam a socialização e contribuem para o sucesso escolar. Os jogos Meloteca incluem atividade, sustentabilidade, criatividade, inclusão, diversão e socialização.

Canções ativas

Brincadeiras musicais para crianças do 1º Ciclo e Jardim de Infância

Centopeia, centopeia

Centopeia, centopeia,
Tem cem pés, tem cem patinhas.
Entra nesta centopeia,
Mexe os pés, usa as mãozinhas.

1. A centopeia é o nome popular de um pequeno predador que se alimenta de vermes e caracóis e cuja picada pode provocar dores.
2. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
3. Diz uma quadra toda e a turma repete.
4. Cada criança diz a quadra na sua vez; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
5. Depois de apresentada a centopeia, o professor nomeia uma criança para ser a
cabeça, que estará em pé vagueando pela sala. No fim da quadra, a cabeça toca no colega mais próximo, que colocará as mãos sobre os ombros da colega.
6. Continuam os dois pela sala, e a criança da frente, toca em outro colega, e assim sucessivamente.
7. A dinâmica terminará quando todas as crianças do grupo estiverem incluídas na “centopeia”. ]

Nesta loja musical

Dinâmica para crianças

Nesta loja musical
compre o que lhe agradar:
instrumentos que entrechocam
e outros que são de agitar.

Vai gostar de percutir
e os amigos de escutar,
instrumentos que se batem
e outros que são de raspar.

MUSATIVIDADE

Um aluno competente no conhecimento de instrumentos musicais será nomeado como vendedor da loja. Depois de cantadas ou recitadas as quadras, as crianças aproximam-se da loja de instrumentos e dizem:

– Venho comprar instrumentos.
– Que instrumento é que quer? – responde o vendedor.

Se a criança diz um instrumento que consta entre os de percussão (maraca, chincalho, sino, clavas, reco-reco, pratos, caixa chinesa, bloco de dois sons), o vendedor diz-lhe que fica encomendado e que será enviado na semana seguinte. Pede a morada ao cliente e faz de conta que a escreve num papel. Se o instrumento não constar entre os instrumentos de percussão, o comprador vai casa sem compras.

Criam-se quadras que falam de instrumentos de corda ou de sopro, e o processo é semelhante.

Dinâmica baseada num jogo apresentado por Mafalda Machado, do 3º ano, da EB1 de Igreja 1, Sandim (Vila Nova de Gaia), intitulado “Comprador de fruta”

Prato de choque

Prato de choque

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Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

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Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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Jogos de Funções

Canções e jogos com funções determinadas a realizar em momentos lúdicos diversos

Números e funções

[ António José Ferreira ]

Para cada número
há um movimento.
Já que tens ouvido,
fica bem atento!

O jogo das funções consiste no seguinte: são atribuídas funções (movimentos) a números, podendo ir até ao número 5 ou até ao número 10. Cada número tem uma função ao ser solicitado um determinado número as crianças terão que executar a função correspondente. Quem se enganar – ou o último a executar o movimento – sai do jogo. (Sílvia Faria)

Em alternativa, quem se enganar ou for o último perde uma de 3 vidas.

O professor combina com os alunos e, quando diz um dos números seguintes, as crianças

1 – dão um aperto de mão a um colega só.

2 – batem uma vez palmas com palmas de um colega.

3 – fazem grupos de três.

4 – põe as mãos no chão como se fossem quadrúpedes.

5 – fazem de conta que põem um brinco num colega.

Uno

[ António José Ferreira ]

Uno!

Uno, due!

Uno, due, tre!

Uno, due, tre, quattro!

Uno, due, tre, quattro, cinque!

Uno, due, tre, quattro, cinque, sei!

Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette!

Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto!

Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto, nove!

Uno, due, tre, quattro, cinque, se, sette, otto, nove, dieci!

MUSATIVIDADE

Cada número em italiano é cantado com duas notas, lá e mi (colcheias) no caso dos dissílabos; lá, quando é monossílabo.

Cada número tem uma função.

Uno – o número 1 é representado pelo indicador direito que lembra o corno do unicórnio

Due – o número 2 é representado por dois dedos da mão direita lembrando os 2 cornos do boi

Tre – o número 3 é representado pelos três dedos centrais da mão direita lembrando um tridente

Quattro – o número 4 é representado pelos dedos da mão direita exceto o polegar lembrando quatro pés da mesa

Cinque – o número 5 é representado pelos cinco dedos da mão direita

Sei – o número 6 é representado pelo indicador a apontar o crânio a lembrar que sei coisas

Sette – o número 7 é representado pelo gesto de lançar uma seta.

Otto – o número 8 é representado pela mão atrás da orelha direita lembrando otorrino e ouvido (nada tem a ver com otto)

Nove – o número 9 é representado pelos dedos enlaçados a lembrar um

Dieci – o número 10 é representado pelas duas mãos lado a lado, com os 10 dedos abertos

O professor canta pausadamente, fazendo uma pausa entre cada sequência.

Mão vista frontal aberta, foto Freepik

Mão vista frontal aberta, foto Freepik

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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Canções de lencinho

Canções para o jogo do lencinho a realizar em momentos lúdicos diversos

As brincadeiras cantadas do tipo lencinho são cruciais para o desenvolvimento global na infância, atuando nas dimensões motora, cognitiva e social.

Desenvolvimento motor e cognitivo:

A estrutura do jogo, que envolve uma roda de crianças sentadas e uma correndo por fora, exige uma combinação de agilidade, velocidade de reação e coordenação motora. A criança que corre deve ter uma perceção temporal apurada para saber quando soltar o lenço, e a criança escolhida deve reagir rapidamente para iniciar a perseguição. Este processo melhora as funções executivas, como a inibição motora (ficar sentado em silêncio) e a atenção sustentada (escutar a canção e o movimento).

Desenvolvimento social e emocional:

A canção estabelece um ritmo e um ritual de grupo, promovendo o sentimento de pertença e a cooperação. A brincadeira ensina de forma lúdica a lidar com a escolha (ser o próximo a correr), a expectativa (a espera do lenço) e a competição saudável (a corrida). É um exercício valioso para aprender a seguir regras, a respeitar a vez e a gerir a energia em grupo. O aspeto circular e inclusivo garante que todas as crianças, sentadas e participando no canto, se sintam parte da dinâmica.

Corre e foge com o lenço

Corre e foge com o lenço,
mas evita o adversário.
Um pontinho é muito bom,
dois é extraordinário!

[ António José Ferreira ]

Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia

Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia

O objetivo deste jogo é marcar o número máximo de pontos para que alguma das equipas seja a vencedora. Cada equipa encontra-se no extremo oposto do terreno. O juiz coloca-se no meio do terreno, com o lenço na mão e chama um número. Cada jogador tem um número atribuído. O jogador correspondente de cada equipa corre em direção ao lenço e tenta apanhá-lo. Neste caso, verificam-se as seguintes hipóteses:

  • Se fugir com o lenço para o campo da sua equipa, sem ser tocado pelo adversário, marca um ponto.
  • Se fugir para o campo da equipa adversária, sem ser tocado, marca dois pontos.
  • Se fugir mas for tocado pelo adversário é atribuído um ponto ao adversário.

Sílvia Faria

Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia

Jogo do lencinho entre equipas, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões, Vila Nova de Gaia

O lencinho vai na mão

O lencinho vai na mão,
olha se ele cai ou não.
O lencinho está a passar.
Onde é que ele vai ficar?

As crianças posicionam-se em roda, com as mãos atrás das costas (podem estar de pé ou sentados, dependendo da idade).
Enquanto todos cantam, uma das crianças corre à volta da roda com o lenço na mão. As crianças que estão em roda não podem olhar para trás. Num determinado momento, a criança que tem o lenço deixa-o cair de forma discreta atrás de um colega. Logo que se aperceba que tem o lenço atrás de si, a criança põe-se a correr na tentativa de apanhar o colega, o que deverá acontecer antes deste ocupar o lugar vago. Se a criança que deixou cair o lenço for apanhada, vai para o centro da roda onde fica de cócoras

Passou o lencinho

Passou o lencinho.
Será que passou?
A mão do colega
O lenço lançou?

Lançou-o ou não?
Já vamos saber.
Agarra o lenço
E põe-te a correr.

Jogo do lencinho, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria 2019

Jogo do lencinho, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria 2019

Vai correndo o lindo anel

[ T. Nogueira ]

Vai correndo o lindo anel,
corre, voa, sem parar.
Onde está, onde se encontra?
Quem o pode adivinhar?!

Quem o pode adivinhar,
se é que não adivinhou?
Onde para o lindo anel
que da minha mão voou?!

As crianças estão numa roda. Uma das crianças tem um lenço com um anel. Enquanto as crianças da roda cantam, uma criança anda no exterior. Quando deixa o lenço com o anel, a criança dirige-se em direção ao lugar onde se encontra a criança atrás de quem se encontra o anel. Se chegar primeiro, o outro vai para o meio, como “galinha choca”.

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Canções de localização

Dinâmicas musicais de localização, concentração, movimento e catalogação

As dinâmicas musicais (cantadas ou acompanhadas e instrumentos) são cruciais na infância por ativarem simultaneamente várias áreas de desenvolvimento.

Arrumar a casa

[ António José Ferreira ]

Arrumar a tua casa,
arrumar a tua mesa
é estares preparado
a trabalhar com destreza.

JOGO

A casa é composta por 4 divisões (4 arcos de 4 cores diferentes). Cada grupo de crianças tem à sua responsabilidade uma divisão. O jogo inicia-se com a casa toda desarrumada com um indeterminado número de objetos (papéis de 4 cores diferentes, as mesma cores que os arcos) desarrumados e fora do sítio. O objetivo é arrumar a casa, ou seja, cada grupo de crianças terá de apanhar o objeto da cor da sua divisão e colocá-lo no seu arco. Após apanharem todos os objetos da sua divisão e os colocarem no seu arco a equipa senta-se à volta do seu arco. A equipa mais rápida é a vencedora. (Sílvia Faria)

Depois de cantada ou recitada a quadra, o professor toca uma padrão rítmico combinado em tambor ou outro instrumento e as equipas começam a arrumar. Quando a primeira equipa acaba, toca “Tá” (um som), Titi (dois sons) na segunda; Tríola (três) na terceira; e Tirititi (quatro) na quarta.

Em alternativa, a cada arco corresponde uma categoria de instrumentos: cordofones (de corda), aerofones (de sopro), membranofones (de pele), idiofones (é o próprio corpo que vibra, como a caixa chinesa, ou o prato suspenso, a maraca, ou o reco-reco). Em vez de usarem cores, as crianças arrumam papeis com imagens de instrumentos. Podem ser fotocopiadas para o jogo ou recortes de jornais ou revistas.

Jogo de arrumar a casa, Cabanões, professora Sílvia Faria, 10/01/2019

Jogo de arrumar a casa, Cabanões, professora Sílvia Faria, 10/01/2019

Ora vou ao Porto

Ora vou ao Porto,
ora vou a Gaia.
Vou num dia à serra,
no outro vou à praia.

No exterior, de preferência, o professor atribui a quatro lugares os seguintes destinos, ou outros, de Norte a Sul:

Braga!
Porto!
Coimbra!
Lisboa!

Ou

Viana!
Aveiro!
Setúbal!
Faro!

  • As crianças começam por estar relativamente próximas do professor mas com espaço entre elas para não se atrapalharem na atividade. Depois de cantarem, o professor diz, alto e bom som uma das quatro cidades, percutindo em tambor.
  • O último a chegar ao destino (em cada jogada) perde uma de 7 vidas virtuais dadas a todos no início.
  • Nas primeiras vezes é provável que o professor diga uma cidade onde as crianças já se encontram e alguns distraídos ainda se movam.

Ribatejo, Alentejo, Algarve

No chão há duas linhas, marcando três regiões tendo em conta a orientação dos pontos cardeais.

Os jogadores começam no espaço do Algarve, a Sul. O espaço entre as linhas Alentejo e o último é do Ribatejo. O dinamizador do jogo diz uma das três palavras, podendo repeti-las, e os jogadores dão um salto para o espaço referido.

Pode dizer também uma cidade (Faro, Évora, Santarém). Da mesma forma se faz o jogo com uma linha, que representa o rio, e as cidades Porto/Gaia, Lisboa/Almada e outras em situação semelhante.

A atividade desenvolve a agilidade de decisão, a literacia geográfica e a coordenação de saltos.

Terra mar: salto geográfico

Ora vou à serra,
ora vou ao mar,
mas aprendo muito
só de viajar!

O jogo exige apenas um risco ou uma corda no chão, que dividem a terra e o mar. Todos começam do lado da terra. Quando o dinamizador do jogo diz uma das palavras, podendo repeti-las, os jogadores saltam para a área correta.

No Algarve, pode-se usar também as palavras Sotavento, do lado onde o sol nasce, e Barlavento (onde o sol se põe). Ou Norte (do lado esquerdo de quem vê o sol a nascer) e Sul (do lado direito de quem vê o sol a nascer).

Podem usar-se cidades “separadas” por rios: Porto/Gaia; ou Lisboa/Almada. Ou: rio e margens, com duas linhas, e tantas variantes que em cada região é possível descobrir.

A atividade desenvolve a orientação espacial, a velocidade de reação e a literatura geográfica.

António José Ferreira

Porto, Gaia e o rio Douro, créditos António José Ferreira, 2022

Porto, Gaia e o rio Douro, créditos António José Ferreira, 2022

Localização e orientação espacial:

Atividades que pedem à criança para se mover e interagir com o espaço ajudam a construir o esquema corporal e a perceção espacial. O som pode servir de guia, reforçando a lateralidade e a noção de localização.

Concentração e escuta ativa:

Seguir uma melodia, um ritmo ou a letra de uma canção exige um esforço sustentado de atenção. As dinâmicas musicais treinam a concentração, a capacidade de inibir distrações e a escuta ativa – competências essenciais para a aprendizagem formal.

Movimento e expressão corporal:

O movimento inerente às dinâmicas desenvolve a coordenação motora, o equilíbrio e o controlo do corpo. Permite a expressão de emoções e sentimentos de forma não verbal, fundamental para a saúde mental.

Catalogação (organização cognitiva):

Canções de categorização ajudam as crianças a catalogar e a sequenciar informações. A música oferece uma estrutura rítmica que organiza o pensamento, ensinando a classificar o mundo e a criar ordem mentalmente.

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

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