Literacia Financeira

Cidadania e empreendedorismo

A educação para a cidadania, a literacia financeira e o empreendedorismo pode fazer-se através do brincar. Poemas, lengalengas e provérbios podem ser acompanhados com percussão, em pares, ou com instrumentos feitos de objetos reutilizados. O diálogo e debate ajuda os alunos a raciocinar, interagir e resolver dificuldades.

Indicação especial:
31 de outubro (Dia Mundial da Poupança)

Como gerir o orçamento familiar

O Zé tem dificuldades. A Prudência aconselha.

– Diz-me lá como se poupa,
não me quero endividar.
– É preciso fazer contas
e ser bom a trabalhar!

– Aprendi a fazer contas.
Como é isso de poupar?
– Anda mais de bicicleta,
deixa o carro a descansar.

– Diz- me lá como se gere
com a renda a aumentar.
– Vê se aumentas a receita,
ou se há algo onde cortar.

– A comida está tão cara.
Onde é que isto vai chegar?
– Não abuses das doçuras.
Salgadinhos? Nem pensar?

– A bebida está tão cara.
Onde é que isto vai parar.
– Bebe água ou refresco.
Vinhos caros, nem pensar!

– Tenho de pedir dinheiro
que um Mercedes vou comprar.
– Compra um carro acessível.
Não te deixes deslumbrar!

– Gosto de ir ao restaurante
c’os amigos almoçar.
– Faz em casa o almoço
Sapateira? Nem pensar!

– Já o dinheiro encolheu,
‘inda o mês sta a começar.
– Ricos lanches no café?
Come em casa, vais gostar.

– Inscrevi-me no Ginásio,
ando mesmo a precisar.
– Porque não cuidar da horta?
O planeta vai ganhar.

– Quero ir à Disneylândia,
tenho vindo a adiar.
– Pensa nas prioridades,
antes de o realizar.

– Para a Champions, o Benfica
vai ao Mónaco jogar.
– Vais a um jogo ao estrangeiro
e depois tens de poupar?

– Vou de férias às Bahamas
se o Banco me emprestar.
Ir de férias para as Bahamas?
Não estás a exagerar?

António José Ferreira

Descrição:

Vários adultos/alunos colocam questões. Os dois primeiros versos são dúvidas são ditos por voluntários; a Dra. Prudência (um pequeno coro) responde (com alguns excessos, ou não).

Literacia Financeira

Dia Mundial da Poupança: 31 de outubro

Vamos todos trabalhar
para melhorar a vida.
Fazer sempre bem as contas
no comer e na bebida.

Desperdícios e excessos
prejudicam o ambiente.
Ao fazer a escolha certa,
estou a ser inteligente.

Se soubermos reciclar
preservamos o futuro,
mas, se não houver bom senso,
o caminho vai ser duro.

Para um jogo que eu adoro
já guardei algum dinheiro.
Se me derem uma nota,
ponho-a no mealheiro.

Há um livro interessante
em que ando a pensar.
Vou gerir minhas poupanças
para um dia o comprar.

Vamos lá poupar

Vamos lá poupar,
pensa no ambiente.
Faz a escolha certa,
sê inteligente.

Vamos reciclar,
pensa no futuro.
Se não o fizeres
vai ser bem mais duro.

Vamos trabalhar
e ganhar a vida.
Fazer bem as contas
ao comprar comida.

Para ter um jogo
já guardei dinheiro.
Se me derem notas,
vão para o mealheiro.

António José Ferreira

Dinâmica

Depois de recitar ou cantar as quadras, a turma debate opções de vida sustentável, como alimentação saudável, transportes ecológicos e andar a pé.

O professor entrega a crianças paus reutilizado feito de cana ou de cabo de vassoura (a simular guiador de mota ou bicicleta ou trotinete) e tampas de balde de azeitona que fazem de volante de automóvel ou autocarro. Voluntários são peões prudentes que usam passadeiras, onde têm prioridade. Enquanto um pequeno grupo canta uma quadra, os ciclistas e peões circulam dando atenção ao outro, respeitando o sinal STOP e evitando choques.

Os quatro cantos da sala são áreas de negócio a brincar: uma padaria, uma livraria, um supermercado e uma farmácia, por exemplo. As crianças podem parar e adquirir produtos, pequenos objetos reutilizados, e imitam gestos de adultos em transações comerciais, pagando em numerário ou com cartão.

Provérbios aumentados

O saber não ocupa lugar.
Há que aprender a gerir e a poupar.

Provérbios, ditados populares ou adágios são expressões de saber anónimo em forma de frase curta e fácil de memorizar. Comuns em muitas culturas há milhares de anos, são veículos de transmissão de conhecimentos. (Na verdade, há lugares que só se ocupam com saber).

Água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.
Se tens algo a conquistar,
não desistas de lutar.

A persistência é fundamental para se conseguir algo significativo. As dificuldades são um teste aos projetos e à perseverança. Muitas vezes, os sonhos só se alcançam com dinheiro, embora o dinheiro não garanta a felicidade. (Na verdade, a água mole pode furar a pedra, mas a ação é bem lenta).

Quem não tem cão
caça com gato.
Quem não tem garfo,
come do prato.

A necessidade leva a criar os meios para alcançar objetivos. Há que recorrer a instrumentos alternativos ou criá-los, em vez de desistir. A escola que não tem tambores tradicionais caros pode reutilizar baldes e arranjar baquetas. (Na verdade, caçar com gato é muito improvável).

A necessidade aguça o engenho.

A urgência leva pessoas a criarem soluções  inovadores que resolvem a dificuldade do momento e se tornam importantes para a humanidade. A criação de instrumentos e brinquedos com materiais reutilizados desenvolve a criatividade e aumenta os recursos preservando o ambiente. (Na verdade, a necessidade aguça o engenho em quem tenha disponibilidade para isso).

Cada macaco no seu galho.
Diz, se és capaz, eu nunca falho.

Cada um deve preocupar-se com o que lhe diz respeito, não interferindo com a vida dos outros. Em contexto profissional cada um não se deve intrometer em assuntos que não são da sua alçada ou para os quais não está preparado. (Na verdade, nenhum macaco não está sempre no mesmo galho).

Diz-me com quem andas,
dir-te-ei quem és.

As pessoas de quem nos rodeamos influenciam o nosso comportamento e o que os outros pensam de nós. (Na verdade, também nós podemos influenciar positivamente quem nos rodeia, e não se pode agir com receio do que os outros pensarão, mas com base em valores e convicções).

A cavalo dado,
não se olha o dente.

Ao recebermos uma oferta, é gentil mostrar satisfação mesmo que não seja do seu total agrado. Há objetos, livros e brinquedos que, não sendo novos podem ser muito úteis.

No poupar é que está o ganho.

Por mais rendimentos que receba, se não tiver o hábito de colocar uma percentagem de lado, não conseguirá aumentar a sua fortuna nem acautelar imprevistos como crises ou doença. Aforrar ajuda a construir um fundo de emergência e permite que o dinheiro cresça com o tempo.

O dinheiro não cai do céu.

Para obter rendimentos é preciso trabalhar. Sem esforço é quase impossível aumentar os bens pessoais, e mesmo trabalhando, muitas vezes não é fácil, tendo em conta os gastos com habitação, alimentação e transportes. É pedagógico educar os mais jovens com a noção de que os pais se sacrificam e trabalham: por vezes, não é possível terem certos jogos, brinquedos ou roupas caras.

Grão a grão, enche a galinha o papo.
Moeda a moeda, enche-se o mealheiro.

Com paciência, criatividade e trabalho, é possível juntar dinheiro e criar a sua almofada financeira. (Na verdade, a galinha só enche o papo se procurar os grãos, seja na horta ou na capoeira).

Não gastes o que não tens.
Não contes com o ovo no cu da galinha.

Não se pode contar com aquilo que ainda não se concretizou. É sensato viver tendo em conta as possibilidades financeiras, evitando o sobre-endividamento. Só desta forma se gere bem o orçamento familiar.

Não coloques todos os ovos no mesmo cesto.

Em termos de finanças, é importante diversificar os investimentos. É arriscado concentrar todos os recursos num único produto. Ao diversificar os investimentos, os riscos são mais reduzidos.

Mais vale tarde que nunca.

Nunca é demasiado tarde para começar a poupar, principalmente para a reforma. O mesmo se aplica à importância de persistir para alcançar os objetivos e de lutar pelos seus sonhos. Ou simplesmente dedicar-se aos estudos, ser solidário, ser gentil.

Quem não arrisca não petisca.

Embora seja importante diversificar os investimentos e colocar uma percentagem do aforro em produtos seguros, os investidores que sabem arrisca têm mais hipóteses de conseguir rendimentos superiores.

Fonte: Santander

Aprendizagens em Educação para a Cidadania

  • Compreender a importância da poupança e os seus objetivos.
  • Reconhecer a importância da tomada de decisão e a necessidade de fazer escolhas que impliquem ganhos ou perdas.
  • Relacionar contas bancárias e meios de pagamento.
  • Distinguir necessidades de desejos e rendimentos de despesas.
  • Identificar atividades de empreendedorismo.
Dinheiro

Dinheiro

Ações
  • Leitura de histórias que permitam explorar atitudes e comportamentos sobre os temas em questão.
  • Dramatizações que permitam explorar atitudes e comportamentos.
  • Situações de jogos alusivos aos temas.

ENEC

Promover a aquisição de conhecimentos, capacidades, valores e atitudes no domínio financeiro e utilizá-los para tomar decisões informadas sobre recursos financeiros, orçamento, poupança e investimento, fomentando o espírito de iniciativa, a criação de valor, a proatividade, a curiosidade, a perseverança para alcançar objetivos, a ética e a responsabilidade social, no sentido de preparar as crianças e os jovens para enfrentarem desafios económicos e sociais do mundo contemporâneo. (ENEC, 5)

Democracia e Instituições Políticas

Abril Florido

Poema cantável

Antes do Abril glorioso
não é livre a opinião.
Quem discorda do governo,
seu destino é a prisão.

Antes do Abril heroico,
o governo é ditadura.
Livros, discos e canções
são sujeitos à censura.

Refrão

Abril, tempo inesquecível,
Primavera da alegria,
Como pode alguém esquecer
a flor da democracia?

Antes do Abril triunfante
não é livre a mulher
de votar ou de sair
do país, se assim quiser.

Antes do Abril memorável,
ser livre é tarefa dura.
Quem é contra o regime
é sujeito a tortura.

Antes do Abril inspirado
vão rapazes para a guerra.
Ficam as mães a rezar
p’ra que voltem sãos à terra.

Antes do Abril histórico
muitos saem do País
procurando condições
para uma vida feliz.

Antes do Abril desejado
o povo até mete dó.
Portugal tem um império
mas, de facto, está só.

Antes do Abril luminoso
há o Zeca, há o Adriano,
e outros músicos que lutam
por um mundo mais humano.

Antes do Abril radiante
há atraso e pobreza.
Falta roupa e conforto,
falta a comida à mesa.

Antes do Abril cantado
tem a PIDE o poder
de matar, de censurar,
de interrogar e prender.

Antes do Abril dos cravos
há a guerra colonial
que nas antigas colónias
deixa o seu rasto mortal.

Antes do Abril sonhado
é sonho a democracia.
E a revolução da paz
enche as ruas de alegria.

Porque há sonhos por cumprir,
injustiça e corrupção,
luta o mais puro Abril
com as armas da canção.

No país e em todo o mundo,
ai que falta que Abril faz!
Que as armas se convertam
e os povos vivam em paz!

Tenho Abril na minha voz,
tenho Abril no coração.
E as palavras que eu canto,
canto-as com emoção.

Enquadramento

Assegurar que as crianças e os jovens conheçam as instituições democráticas nacionais, regionais e locais e sejam capazes de refletir sobre cidadania ativa, democracia, ética e integridade na governança democrática, bem como debater o papel internacional de Portugal, nomeadamente na União Europeia, num contexto de globalização e interdependência, assumindo a sua participação ativa na co-construção de um mundo. pacífico e livre. (ENEC, 5)

Aprendizagens essenciais

Reconhecer o interesse e as necessidades dos outros na tomada de decisões coletivas.

Perceber a necessidade de regras de ação individual e
coletiva e do seu cumprimento.

Identificar comportamentos de integridade e de corrupção.

Valorizar a importância da paz e da não-violência no convívio diário.

Identificar os órgãos de soberania consagrados na Constituição da República Portuguesa e os princípios e os valores constitucionais em que assenta a democracia.

Conhecer as forças e os serviços de segurança existentes em Portugal e o seu papel na preservação da segurança e do bem-estar das populações.

Conhecer, na comunidade local, as principais estruturas de representação do poder político e a sua importância.

Ações

Situação com jogos, nomeadamente que impliquem fazer escolhas.

Dramatizações baseadas em histórias que permitam explorar emoções, sentimentos, atitudes e comportamentos dos personagens.

Situações de diálogo e de escuta sobre o que as crianças dizem, apoiando a explicitação das suas ideias.

Ilustração e pequenos textos.

Educação para a Cidadania

A Educação para a Cidadania e a Educação para o Desenvolvimento ocupam um lugar destacado na criação de conteúdos pedagógicos da Meloteca. A Reciclanda veio realçar os recreios enquanto espaço divertido de socialização. Promove a reutilização de materiais em instrumentos e brinquedos, cria poemas recitados ou cantados, reformula dinâmicas, valoriza o papel lúdico e pedagógico das Atividades de Enriquecimento Curricular.

Jogos rítmicos de mãos em pares são ferramentas sem custos e grandes benefícios em termos do desenvolvimento motor, cognitivo e socio-emocional. Sem necessidade de materiais além das mãos para percutir e a voz para dizer ou cantar lengalengas, as crianças podem fazer espontaneamente os jogos de palmas no recreio.

Escola de cidadania

Quando estou na minha escola,
gosto muito de aprender,
de ouvir os professores
e o que têm para dizer.

Gosto de estar c’os amigos
que me ajudam a crescer.
Eu respeito. Eles respeitam
– é assim que deve ser.

Falo com os meus amigos
e escrevo em Português.
Sei dizer tão bem “Hello!”
que até pareço inglês.

Eu já sei fazer as contas
de somar e subtrair;
sei como é boa e bonita
a palavra dividir.

Igualdade de género

Dia Internacional da Mulher: 8 de março

Hoje é dia da grande mulher
que ensina, que escreve ou canta,
e que esteja ela onde estiver
nos apoia, acarinha e levanta.

Hoje é dia da mãe e da mana,
da madrinha, da avó e da tia,
da Matilde, da Bruna e da Ana,
da Filipa, da Inês, da Sofia.

Hoje é dia da minha professora,
da doutora e da cabeleireira,
da flautista e da compositora,
da autarca e da cozinheira.

Ritmo

Ritmo é alegria,
ritmo é educação.
Ritmo é poesia,
ritmo é diversão.

Ritmo é fantasia,
ritmo é criação.
Ritmo é cidadania,
ritmo é dedicação.

Ritmo é euforia,
ritmo é atenção.
Ritmo é harmonia,
ritmo é coração.

Ritmo é magia,
ritmo é percussão.
Ritmo é bateria,
ritmo é interação.

António José Ferreira

cantilena para jogo de copos e roda de ritmo

Atividade

Inspirando-se na estrutura dada, a turma escolhe palavras que ajudam a definir e a promover cidadania e a diversão em grupo. À volta da mesa ou em roda, no chão, passam copos reutilizados (tampas de amaciador da roupa) declamando a quadra criada.

Cidadania e reutilização

A preservação do ambiente é um aspeto crucial em Educação para a Cidadania e uma questão fundamental para todos. A reutilização torna-se mais aliciante quando dela saem resultados lúdicos e artísticos. Vistos com olhos de criatividade e sustentabilidade, muitos objetos à nossa volta deixam de se tornar um problema para se tornar um recurso. Há inúmeros pequenos brinquedos e instrumentos laváveis, seguros e fáceis de fazer com materiais reutilizados.

A cooperação entre professores, educadores, animadores, auxiliares, alunos, pais e comunidade em geral potencia resultados excelentes e mensuráveis. A reutilização pode mexer com todos os itens de Educação para a Cidadania e ajudar de uma forma ativa, interativa e apelativa a assimilar valores.

Os instrumentos musicais contribuem para o desenvolvimento global da criança, com ou sem necessidades especiais. Uma sábia reutilização musical é inclusiva. Muitos instrumentos, jogos e brinquedos feitos de objetos reutilizados, adequados a pessoas com deficiência, são igualmente apelativos para todos. A reutilização, a percussão e cantilenas simples do mundo contribuem para incluir alunos provenientes de outros países, aproximando a família da escola e de outras instituições.

Com instrumentos didáticos convencionais, instrumentos tradicionais do mundo e instrumentos reutilizados professores, alunos e a comunidade em geral depara-se com a riqueza do mundo. O instrumentário global é uma metáfora da humanidade em harmonia. Além disso, as técnicas de construção de instrumentos em muitos países tornam-se inspiradoras para a construção de novos instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. O artesanato e a reutilização desafiam-se mutuamente e ajudam a criar novas soluções.

Valorizar a reutilização contribui para que as crianças comecem a cultivar a criatividade como forma de estar na vida e de solucionar problemas.

Educação para a Cidadania na ENEC

A Educação para a Cidadania assume um papel determinante na resposta aos desafios complexos, diversificados e dinâmicos das sociedades contemporâneas. Ela contribui para a formação de cidadãos responsáveis, autónomos, solidários e conscientes dos seus direitos e deveres, exercidos num ambiente de respeito, diálogo e pluralismo, sustentados nos valores democráticos e nos Direitos Humanos. Face aos desafios atuais, nomeadamente a emergência da inteligência artificial, a saúde mental e o bem-estar dos jovens, as desigualdades socioeconómicas, a sustentabilidade climática e a preservação da biodiversidade, as migrações e a mobilidade internacional, a Educação tem a responsabilidade de promover uma cidadania informada, que potencie a participação cívica. (ENEC, p. 3)

Crianças

Crianças, Freepik

Educação para a Cidadania é uma responsabilidade de todos na escola e deve estar apoiada numa abordagem que envolva alunos, docentes, famílias e comunidade, na sala de aula, na cultura da escola e na relação com a comunidade, beneficiando de:

  • práticas sustentadas no tempo e não de meras intervenções pontuais;
  • integração no currículo, nas atividades letivas e não-letivas, nas práticas diárias da vida escolar e sua articulação com a comunidade;
  • práticas educativas promotoras da inclusão, apoiadas no desenvolvimento profissional contínuo dos docentes;
  • envolvimento de alunos em metodologias ativas (nomeadamente, ações de voluntariado), oferecendo oportunidades de desenvolvimento de competências pessoais e sociais;
  • integração nas políticas e práticas de uma escola democrática, envolvendo toda a comunidade escolar;
  • promoção do bem-estar e da saúde individual e coletiva;
  • envolvimento no trabalho, em parceria com as famílias e as comunidades;
  • alinhamento com as especificidades de crianças e jovens e com as prioridades da comunidade educativa;
  • apoio na monitorização e avaliação de forma a garantir a efetividade e a participação, com base em indicadores de qualidade previamente definidos.

Para o desenvolvimento da sua Estratégia de Educação para a Cidadania, as escolas podem estabelecer parcerias com entidades externas, desde que em estreita colaboração com as famílias (pais e encarregados de educação), através das suas estruturas de representação. (ENEC, p. 8-9)

Reutilizo e jogo

Objetos para jogos, cantados ou não, feitos de materiais reutilizados

Jogos com diversos materiais

Canas

  • Jogo dito africano em roda em que cada criança agarra com a mão esquerda a sua cana, na vertical, e a larga para se dirigir pela direita à cana seguinte; ou com dois alunos de cada vez a eliminar até à final.
  • Jogo da pesca em que cada criança ou equipa deve “pescar” com uma cana o maior número possível de objetos que estão a poluir “a água do rio”.
  • Jogo de transporte no cachaço em que os jogadores levam a cana sem lhe tocar com as mãos, de uma linha de partida até à meta.
  • Jogo de transporte num dedo, individual ou por equipas, de uma linha de partida até à meta, ou para ver quem matem a cana mais tempo.
  • Jogo de transporte em pares de braço dado, com a cana sobre os pés direitos.

O jogo pode ser feito com varas, cabos de vassoura gasta ou tubos de eletricidade brancos.

Tampas de balde

  • Jogo do disco entre duas equipas (vermelha e verde) em que cada um, na sua vez, numa linha, lança uma tampa em direção a à linha de meta.
  • Jogo do chapéu em que cada criança procura aguentar o chapéu na cabeça o tempo que lhe for possível até haver um só vencedor.
  • Jogo de malabarismo em que, entoada uma canção ou lengalenga, cada participante lança a sua tampa sem a deixar cair, de acordo com as indicações do gestor do jogo.
  • Jogo da tartaruga, com os participantes a transportarem a tampa/carapaça sem deixar cair de um ponto de partida até à meta.
  • Jogo do caracol, com os jogadores a levarem a sua tampa/concha de uma linha de partida até à meta.

As crianças sugerem jogos diversos que o animador aceitará de acordo com o potencial e as características da tampa.

Bola

  • Jogo de passa palavra com bola de futebol para dizer vocabulário temático
  • Jogo do berlinde ou pequena bola em tampa de balde de azeitonas, a rodar ou a direcionar para um buraco ao centro.
  • Jogo do paspicá (tá tá tá chiu) com bola de basquetebol
  • Jogo do tiquetaque em que o professor faz o pêndulo com uma corda e uma bola na extremidade: com os pés em cima de duas cadeiras, as crianças devem passar sem serem tocadas pela bola.

Corda

  • Salto à corda grande, presa a um poste, para avaliar desempenho de resistência
  • Jogo de força de titãs, que podem ser indivíduos ou grupos

Sacos de asa grande

  • Corrida de sacos de compras com asa grande, podendo fazer-se competição em pares ou em estafeta, por equipas.

Aros

  • Com aros de bicicleta, jogo por equipas, em forma de estafeta, com jogadores a conduzirem o aro com a mão ou com um pauzinho.

Pião

  • Lançamento de objetos que giram sobre si mesmos em que o tempo é cronometrado, vencendo o último a parar.

Diversos objetos com capacidade para girar em torno de si mesmos são potenciais piões aos quais se pode associar uma canção e desenvolver competências matemáticas através de contagem e soma de pontos ganhos.

Piões base de CD

Piões base de CD

Piões de tampa

Piões de tampa

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Tampas de choque, ou piões originais

Gargalos

  • Jogo do vai e vem, competição entre jogadores para verificar quem consegue mais lançamentos bem sucedidos, de acordo com o comando do gestor de jogo.

Gargalos de garrafão com ou sem pega podem ser utilizados como instrumento percussivo ou como objeto lúdico aos pares, para lançar uma bola e recebê-la do par. Com uma pequena bola ou tampa presa por um fio torna-se um outro brinquedo muito interessante e promotor de competências em termos de psicomotricidade.

Gargalos de garrafão

Gargalos de garrafão

Gargalo de garrafa e bola

Gargalo de garrafa e bola

Taças

  • Jogo de baliza a baliza na mesa, com as extremidades de uma mesa retangular a funcionarem com balizas e a taça a servir para mandar e defender uma bola ou tampa.
Taças para jogo

Taças para jogo

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Loja Meloteca

Aceda à Loja Meloteca.  Adquira recursos em formato digital em versões pedagógicas enriquecidas, e o “Brincar Azul”, livro com 700 jogos que promovem a educação para a cidadania, a sensibilização ambiental, a reforma dos recreios e o sucesso escolar.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Reutilizo maracas

Idiofones de agitamento feitos de materiais reutilizados

Com diferentes nomes nos países de língua portuguesa e no mundo,  maraca é dos instrumentos de percussão mais fáceis de fazer.

Basta encontrar um recipiente que se enquadre bem na mão, colocar sementes dentro, fechar e agitar. Também chamada maracá, bapo, maracaxá ou xuatê,  este idiofone de agitamento é constituído por uma esfera, cilindro ou oval (plástico, cabaça, madeira) com sementes secas, grãos, arroz ou pedrinhas, e uma pega. São com frequência tocadas aos pares, cada mão agitando a sua maraca.

O instrumento é típico das danças latino-americanas. É chamado asson ou tcha-tcha no Haiti, alfandoque, carangano ou geraza na Colômbia, nasisi no Panamá e sonajas no México, bapo ou carcaxa no Brasil, chinchin na Guatemala, dadoo na Venezuela, huada no Chile e maruga em Cuba. Em tupi-guarani, o maracá é o instrumento musical mais difundido entre as tribos indígenas no Brasil.

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca de encaixe

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca de enroscar

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca cilíndrica

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca de tampinhas

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca de enroscar

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca dupla

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Queres-queres

maracas

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraquita

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Maraca de garrafinha

Maraca de tampas

Maraca de tampas

Maraca bicolor

Maraca bicolor

Maraca em forma de lâmpada

Maraca em forma de lâmpada

Maraca de cabo pino de bowling

Maraca de cabo pino de bowling

Muitas maracas podem fazer-se com materiais reutilizados. Podem ser duplas, feitas de dois frascos plásticos de fruta Compal ou de leite UCAL unidos por um parafuso entre as tampas; de cabo, que consiste num recipiente oval ou cilíndrico com sementes dentro, sacudido para a frente em cima e em baixo; de maracas de garrafinhas de plástico transparentes com meias tampas de plástico cortadas ao meio e as metades cortadas em três com tesoura de poda. Podem ser pequenas marcas de formatos e cores diversas.

Loja Meloteca

Aceda à Loja Meloteca.  Adquira recursos em formato digital em versões pedagógicas enriquecidas, e o “Brincar Azul”, livro com 700 jogos que promovem a educação para a cidadania, a sensibilização ambiental, a reforma dos recreios e o sucesso escolar.

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Brincar Azul, Reciclanda 2026

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Veja mais no Pinterest Meloteca.

Reutilizo e agito

A criação de instrumentos musicais a partir de objetos reutilizados oferece uma série de vantagens. Em termos ambientais, a prática é altamente sustentável, pois desvia resíduos dos aterros sanitários, reduzindo o impacto ambiental e a exploração de novos recursos.

Em termos pedagógicos, incentiva a inovação e o pensamento “fora da caixa”. O processo de construção estimula o desenvolvimento motor, a concentração, o ritmo e a criatividade, transformando o “lixo” em algo valioso e funcional.

Em termos económicos, torna a música mais acessível. Instrumentos feitos de materiais reaproveitados são opções de baixo custo, promovendo a inclusão e a formação musical em comunidades com menos recursos, provando que a arte pode florescer com criatividade e sustentabilidade. Em termos organológicos, favorece a criação de instrumentos com timbres, cores e formatos diferentes do convencional.

Articuladas entre si, Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca são sítios cada vez mais próximos dos municípios e agrupamentos de escolas, dando contributos originais nas áreas de educação para a cidadania, educação ambiental, animação dos recreios e literacia ligada à música.

Chavelhaconjunto de chaves velhas entrelaçadas.

Cacho de tampinhas

Cacho de tampinhas com gargalo

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cacho de tampinhas com pega

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cacho de tampinhas com pega

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Círculo de caricas

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cacho de tampinhas com tampa

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cacho de tampinhas com pega

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cacho de tampinhas com pega

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Reciclo e chincalho

Chincalhos constituídos basicamente por um cabo que pode ser um frasco ou garrafinha transparente ou colorida, furado, como as tampas, com pirógrafo. Um arame curvado nas extremidades atravessa o cabo/frasco e tampas em número adequado de cada lado do frasco. O arame deve ter o adequado espaço de entrechoque das tampas: se for demasiado pequeno o som é muito fraco; se for muito grande, o instrumento é pouco eficaz.

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Articuladas entre si, Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca são sítios cada vez mais próximos dos municípios e agrupamentos de escolas, dando contributos originais nas áreas de educação para a cidadania, educação ambiental, animação dos recreios e literacia ligada à música.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone feitos de objetos reutilizados

Tiquetocas transparente

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados, chincalhete

Chincalhete

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone feitos de objetos reutilizados

chincalho tiquetocas transparente

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone feitos de objetos reutilizados

Frasco chincalhante

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Concolher

Pandeireta de caricas

pandeireta de caricas

Chincalho de pega

chincalho de pega

Chincalho de cabo

chincalho de cabo

Chincalho interior

chincalho interior

Os instrumentos e objetos sonoros são uma mais-valia para Música nas AEC, inclusive a adaptada. Com experimentação, pesquisa e conhecimento os objetos ganham novas funcionalidades.  Reutilizando materiais, desenvolve-se a criatividade, a música melhora e o ambiente agradece.

Queres-queres, idiofone de agitamento e concussão reutilizado, inspirado no kes-kes ou kosika africanos; dois pequenos recipientes esféricos ou ovais com sementes, ligados por um fio.

Marteletes, instrumento de percussão constituído por cana perfurada e arame ou pauzinho de espetada de 5 cm de comprimento com conta (ou tampas) nas pontas;

Tiquetocas, idiofone de percussão indireta formado por tubo de plástico perfurado ou uma cana, atravessados por pauzinho com tampas;

chincalho em Y, com arame vazando tampas metálicas.

Chincalhetes, com cana ou pau, parafuso e tampinhas furadas a entrechocar;

Ratatacas, tipo de chincalho.

Reutilizo e raspo

Idiofones de raspagem feitos de materiais reutilizados

A criação de reco-recos a partir de objetos reutilizados oferece uma série de vantagens. Em termos ambientais, a prática é altamente sustentável, pois desvia resíduos dos aterros sanitários, reduzindo o impacto ambiental e a exploração de novos recursos. Em termos pedagógicos, incentiva a inovação e o pensamento “fora da caixa”. O processo de construção estimula o desenvolvimento motor, a concentração, o ritmo e a criatividade, transformando o “lixo” em algo valioso e funcional.

Em termos económicos, torna a música mais acessível. Instrumentos feitos de materiais reaproveitados são opções de baixo custo, promovendo a inclusão e a formação musical em comunidades com menos recursos, provando que a arte pode florescer com criatividade e sustentabilidade. Em termos organológicos, favorece a criação de instrumentos com timbres, cores e formatos diferentes do convencional.

reco-reco é um idiofone de raspagem que se apresenta com formas muito variadas. O recurso a numerosos objetos reutilizados enriquece as soluções de criações alternativas. Uma vara de madeira mais fina (bastão) a raspar uma vara mais grossa com saliências é uma das formas mais generalizadas do instrumento. Mas há reco-recos de plástico, madeira, de bambu, de metal e mistos. Pode ser uma barra sólida ou tubo com ranhuras longitudinais na superfície.

É tocado de forma rítmica e pode ser utilizado para marcar o ritmo da música ou para criar efeitos sonoros.

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados, reques

Reque rodante

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone de raspagem feitos de objetos reutilizados

Reque de lego

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone de raspagem feitos de objetos reutilizados

Reque de tubo corrugado

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone de raspagem feitos de objetos reutilizados

Reque de serrilhas

Instrumentos musicais Meloteca do tipo idiofone de raspagem feitos de objetos reutilizados

Reque de mola

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados, reques

Reque de frasco corrugado

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Reque de tubo corrugado

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Reque de bambu

Genebres é outro tipo de idiofone de raspagem, feito de pequenos paus ligados por fio. Encontra-se em Portugal e Espanha. Pode ser feito também de ossos, em vez de paus ou canas.

Serviço Educativo

Articuladas entre si, Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca são sítios cada vez mais próximos dos municípios e agrupamentos de escolas, apresentando contributos originais nas áreas de educação para a cidadania, educação ambiental, animação dos recreios e literacia ligada à música.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Reciclo e choco

Idiofones reciclados de entrechocar

A incorporação de instrumentos reutilizados de percussão direta, de choque e de entrechoque na infância representa uma estratégia pedagógica que une a exploração sonora à consciência ecológica. Ao transformar em fontes sonoras objetos do quotidiano como latas, paus, frascos, garrafas, tampas ou pedaços de madeira, a criança deixa de ser apenas uma consumidora de brinquedos para se tornar uma criadora de ferramentas artísticas.

Os instrumentos de percussão direta, como os tambores de lata, permitem à criança explorar a relação entre a força física e a intensidade do volume, desenvolvendo o controlo motor e a perceção rítmica básica.

Os instrumentos os de entrechoque (como duas colheres de metal ou duas metades de casca de coco que batem uma na outra), exigem uma coordenação bimanual refinada. Este movimento de aproximar dois corpos para produzir um estalido ou um som seco é fundamental para a estruturação do esquema corporal e para o desenvolvimento da motricidade fina.

Além dos benefícios motores, esta prática estimula a curiosidade científica. Ao experimentar diferentes materiais, a criança aprende sobre densidade, textura, timbre e ressonância de forma empírica. O uso de materiais reutilizados instiga ainda o pensamento divergente, provando que a música não depende de recursos caros, mas sim da criatividade.

A abordagem lúdica fomenta a autonomia e a autoestima, enquanto a prática coletiva destes sons promove a escuta ativa e a harmonia social.

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Tampas de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Tábulas de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Pratilhos de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Flores de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Colheres de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Tampas de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Cocos de choque

Tinguechás, duas latas ligadas por um fio.

Reciclanda

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Reciclo metais

A criação de instrumentos musicais a partir de objetos reutilizados oferece diversas vantagens. Em termos ambientais, a prática é altamente sustentável, desviando resíduos dos aterros sanitários, reduzindo o impacto ambiental e permitindo a exploração de novos recursos.

Em termos pedagógicos, incentiva a inovação e o pensamento “fora da caixa”. O processo de construção estimula o desenvolvimento motor, a concentração, o ritmo e a criatividade, transformando o “lixo” em algo valioso e funcional.

Em termos económicos, torna a música mais acessível. Instrumentos feitos de materiais reaproveitados são opções de baixo custo, promovendo a inclusão e a formação musical em comunidades com menos recursos, provando que a arte pode florescer com criatividade e sustentabilidade. Em termos organológicos, favorece a criação de instrumentos com timbres, cores e formatos diferentes do convencional.

Idiofones de metal feitos de materiais reutilizados

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Sineta

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados, metal

Ferrinho

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Pratilhos de choque

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Crótalos de tampa

Pequeno instrumento feito de materiais reutilizados

Tamborito

Agogô de tampas de dois ou três tamanhos diferentes.

Pratilhos de choque, pequenos pratos feitos de tampas metálicas ou plásticas com pega de rolha de champanhe presa à tampa por parafuso.

Tinguechás, duas latas ligadas por um fio.

Sinetas, de candeeiro.

Triângulos de verguinha e outros ferros, segurado por conta e fio de pesca.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

Serviço Educativo

Articuladas entre si, Lenga, Reciclanda e Loja Meloteca são sítios cada vez mais próximos dos municípios e agrupamentos de escolas, dando contributos originais nas áreas de educação para a cidadania, educação ambiental, animação dos recreios e literacia ligada à música.