Canções de instrumentos

Júlio Pereira e o cavaquinho

Canções sobre instrumentos

Lá vai ele a tocar

[ Cavaquinho ]

Lá vai ele
a tocar pelo caminho,
muito alegre e divertido,
o cavaquinho.

Quatro cordas
muito finas
a tocar pelas praças,
nas esquinas
e também nas romarias,
nas feiras
e folias.

Quatro cordas pequeninas
fazem a dança,
a festança
do Algarve até ao Minho.
Aí vem ele, o cavaquinho

José Jorge Letria

É importante que desde cedo as crianças oiçam e declamem poesia, com enormes benefícios para a sua dicção, memória, vocabulário e expressividade. Se a criança não consegue dizer ou memorizar todas as estrofes, cada estrofe pode ser dita num estrado por um pequeno grupo.

Júlio Pereira e o cavaquinho

Júlio Pereira e o cavaquinho

Nascido em Cascais, em 1951, José Jorge Letria é ficcionista, jornalista, poeta e dramaturgo. Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas. Foi premiado em Portugal e no estrangeiro, com destaque para dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra.

Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado, em 1997, com a Ordem da Liberdade.

É mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais pela UAL e pós-graduado em Jornalismo Internacional. Doutorou-se com distinção em Ciências da Comunicação no ISCTE, em Setembro de 2017.

É presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC.

É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.

Sugestões

O professor escreve o poema no quadro ou mostra-o no quadro interativo e resume a biografia do autor. Mostra uma imagem e eventualmente um vídeo que apresente as características do cavaquinho.

Depois declama expressivamente o poema. Pede um ou mais voluntários para recitar e no final a turma nomeia uma criança para o prémio “Declamador”.

Toca, toca pandeirinho

Toca toca pandeirinho
toca toca pandeireta
das cantigas que tu tocas
uma é branca a outra é preta.

Uma chora de tristeza
outra salta de alegria
toca toca pandeirinho
seja noite ou seja dia.

Toca toca pandeirinho
toca toca violão
que o teu toque às vezes toca
tal e qual um coração.

Coração é como um sino
toca certo toca fundo
toca toca pandeirinho
nas voltinhas deste mundo.

Toca toca pandeirinho
toca toca pianola
toca livre em toda a parte
não te prendas na gaiola.

Na gaiola morre o canto
e o tocar do tocador
toca toca pandeirinho
toca toca meu amor.

José Fanha

Ouvir e declamar poesia desde cedo reveste-se de enormes benefícios para a criança, para a fala, expressividade, criatividade, vocabulário e autoestima.

Pandeiro

pandeiro

José Manuel Krusse Fanha Vicente é um arquiteto, poeta, formador, divulgador, escritor de literatura infanto-juvenil português. Nasceu em Lisboa, a 19 de fevereiro de 1951. É mestre na área de Educação e Leitura pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e doutorando na área História da Educação e da Cultura Escrita na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UL. É sócio da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Portuguesa de Autores.

Escreveu e publicou numerosas obras poéticas [cantigas da dúvida e do perguntar (1970)], ficção [Alfredo Keil – A Pátria acima de tudo (2015)], literatura infanto-juvenil [cantigas e cantigos” (2004); cantigas e cantigos para formigas e formigos (2010)], teatro [O trombone, encenação de Maria Henrique, com Jorge Mourato e Rui Quintas em 2002]. Aqui são referidas apenas as de temática musical.

Sugestões

  • O professor apresenta à turma um pandeiro e declama o poema, descrevendo sumariamente o autor José Fanha.
  • Cada criança tem um pandeiro, pandeireta ou um instrumento de percussão reutilizado.
  • O professor declama a primeira quadra marcando o compasso, depois a pulsação, e todos o imitam.
  • Percute um ostinato recitando outra quadra e a turma imita-o.
  • Finalmente, cada um diz individualmente com o seu próprio acompanhamento, podendo eventualmente criar um ostinato diferente.

No grupo da percussão

No grupo da percussão,
há um reque a raspar
e um bombo divertido
passa o tempo a rufar.

No grupo da percussão
maracas a abanar
e um triângulo de ferro
que gosta de tilintar.

No grupo da percussão
há pratos a entrechocar.
Quando martelar o gongo,
toda a gente vai notar.

No grupo da percussão
clavas estão a tocar
e um lindo pau-de-chuva
o Inverno quer imitar.

Sugestões

Se possível, usam-se os instrumentos referidos, convencionais ou reciclados.

Em forma de jogo, o professor determina 3 locais com a respetiva categoria de instrumentos, eventualmente com arcos de cores diferentes.

Sopro

Corda

Percussão

Tecla

Pele

No exterior ou em sala ampla, as crianças estão dispersas à distância adequada. Recitam ou cantam uma ou mais estrofes. Quando o professor diz “Percussão!”, ou “Sopro”, todos procuram entrar (ou pelo menos colocar um pé) no arco respetivo. E assim sucessivamente. O último a chegar (ou os que não conseguirem) perdem uma de sete vidas previamente dadas a todas as crianças.

O professor pode também dizer verbos como “soprar”, “percutir”, “bater”, “raspar”, dedilhar”, as crianças deslocam-se para o arco respetivo. Ou dizer instrumentos da respetiva categoria (bombo em peles; flauta em sopro; piano em tecla; reco-reco em percussão.