Canções de cadeira
Dança das cadeiras
Jogos de cadeira são ações de cidadania.
Dança das cadeiras e recreio ativo
No recreio colocam-se algumas cadeiras em círculo, de costas para dentro. As crianças em pé, junto à sua cadeira, dizem (ou cantam) uma quadra, acompanhada pelo gestor do jogo com um tambor, alternando andamento rápido com andamento lento ou moderado. Quando o gestor de jogo bate um padrão combinado, o grupo tenta sentar-se. Quem ficou sem cadeira sai do jogo, e tira-se uma cadeira, ajustando as outras.
A cadeira está livre
A cadeira está livre,
logo vai ‘star ocupada
E o último a sentar-se
perderá esta jogada!
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz a quadra toda e a turma repete.
3. A quadra pode ser cantada de improviso pelo professor, ou com duas notas, ou até em “recto tono” (com uma nota só).
4. As crianças dispersam-se pela sala, e põem todas as cadeiras em posição de receber alguém para se sentar.
5. Depois, o professor apresenta um padrão rítmico que será a “senha” para as crianças se poderem sentar. O último a sentar-se na jogada senta-se e fica fora de jogo.
6. Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que:
quem empurrar; quem falar; quem guinchar; perde o jogo e vai sentar-se.
7. O jogo vai ficando com cada vez menos jogadores.
Bailarinos
Quero ser um bailarino,
vou aprender a dançar.
E já posso ir ao Baile,
se quiseres ser meu par.
Dançar dá saúde
É tão bom para a saúde
ouvir música e dançar!
Dança e mexe o corpo todo,
dança só, se não tens par.
Esta dança é divertida
Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!
• O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Diz a quadra toda e a turma repete
• Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que quem empurrar, quem falar, quem guinchar, perde o jogo e vai sentar-se.
• As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
• As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
• As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
• O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando
espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
• Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
• O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.
Muitas vezes eu dancei
Muitas vezes eu dancei
outras tantas vou dançar.
Esta dança das cadeiras
é mesmo espetacular!
Ó Raquel Alvim
Ó Raquel Alvim,
ó Raquel Alvão.
Já não há cadeiras,
sentem-se no chão.
As cadeiras estão dispostas de modo que as crianças possam sentar-se facilmente sem se magoarem. Quando o professor diz as quadras, é obrigatório as crianças estarem em movimento pela sala, dizendo-as também. Quando o professor percute um padrão muito rápido, combinado com a turma, todos se sentam rapidamente. O último fica de fora na jogada seguinte. Embora sejam raros, os apelidos existem.
Quem vai ao mar
Quem vai ao mar,
perde o lugar.
Quem vai ao vento,
perde o assento.
Quem vai à feira,
perde a cadeira.
Quem vai ao vinho,
perde o banquinho.
Sente o som
Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!
Tanto aqui dancei
[ António José Ferreira ]
Tanto já aqui dancei,
tenho muito p’ra dançar.
Vou bailar em outra terra
se me derem um lugar.
MUSATIVIDADE
- O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
- Diz a quadra toda e a turma repete.
- O professor estabelece desde o início que quem empurrar, falar ou guinchar perde o jogo e senta-se.
- As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
- As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
- As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
- O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
- Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
- O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.
O valor pedagógico da brincadeira
Apesar de ser uma brincadeira simples, a popular dança das cadeiras carrega um valor pedagógico e social significativo, especialmente no desenvolvimento infantil. Vai muito além da simples diversão, trabalhando diversas competências e habilidades.
Valor pedagógico
O jogo contribui para o desenvolvimento integral da criança em várias frentes:
Desenvolvimento motor:
Agilidade e coordenação:
As crianças precisam de se mover (andar, dançar, correr) à volta das cadeiras e sentar-se rapidamente quando a música para, o que exige agilidade, equilíbrio e coordenação motora.
Consciência corporal e espacial:
É preciso ter noção do próprio corpo, do espaço ocupado pelas cadeiras e pelos outros participantes, para se movimentar sem esbarrar e localizar uma cadeira vazia.
Capacidade de reação:
A brincadeira estimula o reflexo e a prontidão para agir imediatamente ao estímulo auditivo (a paragem da música).
Desenvolvimento cognitivo:
Atenção e concentração:
Os participantes devem manter-se atentos simultaneamente à música, ao movimento e à disposição das cadeiras.
Percepção auditiva:
A habilidade de ouvir atentamente e distinguir quando a música para é central no jogo.
Noção de ritmo:
A parte da “dança” permite explorar o ritmo musical através do movimento corporal.
Tomada de decisão e estratégia:
Embora simples, a criança precisa decidir rapidamente para qual cadeira ir, calculando a distância e a concorrência.
Compreensão de Regras:
A dança das cadeiras possui regras claras (andar enquanto a música toca, sentar quando para, quem fica sem cadeira sai). Participar ensina a criança a compreender, aceitar e seguir normas estabelecidas para o funcionamento de uma atividade coletiva.
Valor Social
Socialmente, a brincadeira é uma ferramenta poderosa para o aprendizado da convivência:
Socialização e interação:
É uma atividade coletiva que promove a interação, a diversão partilhada e pode ajudar a “quebrar o gelo” entre crianças que não se conhecem bem.
Gestão de emoções e frustração:
Na versão tradicional (competitiva), a eliminação é inevitável. Isso coloca a criança perante a frustração de perder. Aprender a lidar com essa emoção, a não desistir de brincar e a parabenizar quem ganha é uma lição social valiosa.
Ensina sobre o ganhar e o perder de forma lúdica.
Respeito mútuo:
Para que a brincadeira funcione sem conflitos, é fundamental o respeito pelo espaço e pelo corpo do outro (não empurrar, não puxar).
Competição vs. cooperação (Versão cooperativa):
Versão tradicional:
Fomenta a competição saudável, onde cada um busca o seu lugar.
Versão cooperativa:
Existe uma variação muito rica onde, a cada paragem da música, retira-se uma cadeira, mas ninguém é eliminado. O desafio passa a ser o grupo conseguir que todos se sentem (ou pelo menos toquem) nas cadeiras restantes, exigindo ajuda mútua, partilha de espaço (sentar no colo, apoiar-se) e pensamento criativo. Esta versão anula a exclusão e foca na solidariedade, trabalho em equipa e inclusão.
Os jogos Reciclanda usam lengalengas que desenvolvem competências linguísticas e musicais.
Em suma, a dança das cadeiras é uma atividade pedagógica completa que, sob a aparência de um simples jogo, desenvolve capacidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais fundamentais.
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.











