As canções de estátua são dinâmicas musicais de enorme valor pedagógico na infância, concentrando-se no desenvolvimento do autocontrolo e da escuta atenta.
A sua importância reside na exigência de que a criança passe de um estado de movimento intenso (dança) para uma imobilidade total (“estátua”) no momento exato em que a música para. Este exercício melhora a capacidade de inibição motora, um pilar das funções executivas.
Além do mais, a atividade estimula a concentração e a escuta ativa, pois a criança deve monitorizar continuamente o som para saber o momento de parar. Promove a consciência corporal e a criatividade (ao escolher a pose da estátua, quando as regras do jogo o permitem) num contexto lúdico. É uma ferramenta eficaz para regular a energia da sala, trabalhando a disciplina de forma divertida e auto-regulada.
Canções de estátua da autoria de António José Ferreira
Baila, baila
Fazer música na escola
é uma grande diversão.
Baila, baila com o par,
faz-te bem ao coração.
Canção de estátua, EB Fernando Guedes, Lenga 2022
MUSATIVIDADE
O professor diz dois versos, depois a quadra inteira e as crianças repetem, até saberem ambas as quadras.
As crianças estão num espaço amplo em pares, com as mãos levantadas à maneira do malhão, dando meias voltas e batendo os pés no chão.
As crianças cantam com uma melodia original simples.
Depois o professor improvisa quatro compassos em tambor ou clavas. Enquanto o professor toca as crianças dançam. O professor muito forte o último compasso e as crianças “congelam”.
A última a parar os movimentos perde uma de três vidas dadas previamente a todos. A quem fica sem vida, resta uma hipótese: que um colega lhe dê uma vida.
O som me leva
[ António José Ferreira ]
1. O som me leva,
faz-me dançar,
seja sozinho
ou com o par!
A dançar
É bom viver.
Vou com a música
sem o saber.
MUSATIVIDADE
As crianças cantam e dançam.
Quando o professor ou uma criança indicada bate com a baqueta num bombo um padrão rítmico combinado, todos ficam como estátuas;
se em vez desse fizer outro, também combinado, as crianças dão um salto.
Indicada para o dia 29 de abril, Dia Mundial da Dança
No recreio colocam-se algumas cadeiras em círculo, de costas para dentro. As crianças em pé, junto à sua cadeira, dizem (ou cantam) uma quadra, acompanhada pelo gestor do jogo com um tambor, alternando andamento rápido com andamento lento ou moderado. Quando o gestor de jogo bate um padrão combinado, o grupo tenta sentar-se. Quem ficou sem cadeira sai do jogo, e tira-se uma cadeira, ajustando as outras.
A cadeira está livre
A cadeira está livre,
logo vai ‘star ocupada
E o último a sentar-se
perderá esta jogada!
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz a quadra toda e a turma repete.
3. A quadra pode ser cantada de improviso pelo professor, ou com duas notas, ou até em “recto tono” (com uma nota só).
4. As crianças dispersam-se pela sala, e põem todas as cadeiras em posição de receber alguém para se sentar.
5. Depois, o professor apresenta um padrão rítmico que será a “senha” para as crianças se poderem sentar. O último a sentar-se na jogada senta-se e fica fora de jogo.
6. Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que:
quem empurrar; quem falar; quem guinchar; perde o jogo e vai sentar-se.
7. O jogo vai ficando com cada vez menos jogadores.
Bailarinos
Quero ser um bailarino,
vou aprender a dançar.
E já posso ir ao Baile,
se quiseres ser meu par.
Dançar dá saúde
É tão bom para a saúde
ouvir música e dançar!
Dança e mexe o corpo todo,
dança só, se não tens par.
Esta dança é divertida
Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!
• O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Diz a quadra toda e a turma repete
• Se necessário, para manter a ordem e evitar empurrões, o professor estabelece desde o início que quem empurrar, quem falar, quem guinchar, perde o jogo e vai sentar-se.
• As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
• As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
• As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
• O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando
espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
• Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
• O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.
Muitas vezes eu dancei
Muitas vezes eu dancei
outras tantas vou dançar.
Esta dança das cadeiras
é mesmo espetacular!
Ó Raquel Alvim
Ó Raquel Alvim,
ó Raquel Alvão.
Já não há cadeiras,
sentem-se no chão.
As cadeiras estão dispostas de modo que as crianças possam sentar-se facilmente sem se magoarem. Quando o professor diz as quadras, é obrigatório as crianças estarem em movimento pela sala, dizendo-as também. Quando o professor percute um padrão muito rápido, combinado com a turma, todos se sentam rapidamente. O último fica de fora na jogada seguinte. Embora sejam raros, os apelidos existem.
Jogo de cadeiras, EB1 Arnelas, Vila Nova de Gaia, Lenga 2022
Quem vai ao mar
Quem vai ao mar,
perde o lugar.
Quem vai ao vento,
perde o assento.
Quem vai à feira,
perde a cadeira.
Quem vai ao vinho,
perde o banquinho.
Sente o som
Esta dança é divertida
e é tão fácil de aprender!
Basta tu sentir’s o som
para o corpo se mexer!
Tanto aqui dancei
[ António José Ferreira ]
Tanto já aqui dancei,
tenho muito p’ra dançar.
Vou bailar em outra terra
se me derem um lugar.
MUSATIVIDADE
O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
Diz a quadra toda e a turma repete.
O professor estabelece desde o início que quem empurrar, falar ou guinchar perde o jogo e senta-se.
As crianças estão na sala, em pé, junto à sua cadeira.
As cadeiras são ajustadas de modo a facilitar o ato de sentar.
As crianças dizem (ou cantam) a quadra, acompanhada pelo professor com um tambor.
O professor diz “Vai!” e as crianças movem-se pela sala, dançando espontaneamente de acordo com a improvisação em percussão do professor.
Quando o professor termina, as crianças sentam-se, não podendo repetir a mesma cadeira.
O último a sentar-se fica fora de jogo na jogada seguinte.
O valor pedagógico da brincadeira
Apesar de ser uma brincadeira simples, a popular dança das cadeiras carrega um valor pedagógico e social significativo, especialmente no desenvolvimento infantil. Vai muito além da simples diversão, trabalhando diversas competências e habilidades.
Valor pedagógico
O jogo contribui para o desenvolvimento integral da criança em várias frentes:
Desenvolvimento motor:
Agilidade e coordenação:
As crianças precisam de se mover (andar, dançar, correr) à volta das cadeiras e sentar-se rapidamente quando a música para, o que exige agilidade, equilíbrio e coordenação motora.
Consciência corporal e espacial:
É preciso ter noção do próprio corpo, do espaço ocupado pelas cadeiras e pelos outros participantes, para se movimentar sem esbarrar e localizar uma cadeira vazia.
Capacidade de reação:
A brincadeira estimula o reflexo e a prontidão para agir imediatamente ao estímulo auditivo (a paragem da música).
Desenvolvimento cognitivo:
Atenção e concentração:
Os participantes devem manter-se atentos simultaneamente à música, ao movimento e à disposição das cadeiras.
Percepção auditiva:
A habilidade de ouvir atentamente e distinguir quando a música para é central no jogo.
Noção de ritmo:
A parte da “dança” permite explorar o ritmo musical através do movimento corporal.
Tomada de decisão e estratégia:
Embora simples, a criança precisa decidir rapidamente para qual cadeira ir, calculando a distância e a concorrência.
Compreensão de Regras:
A dança das cadeiras possui regras claras (andar enquanto a música toca, sentar quando para, quem fica sem cadeira sai). Participar ensina a criança a compreender, aceitar e seguir normas estabelecidas para o funcionamento de uma atividade coletiva.
Valor Social
Socialmente, a brincadeira é uma ferramenta poderosa para o aprendizado da convivência:
Socialização e interação:
É uma atividade coletiva que promove a interação, a diversão partilhada e pode ajudar a “quebrar o gelo” entre crianças que não se conhecem bem.
Gestão de emoções e frustração:
Na versão tradicional (competitiva), a eliminação é inevitável. Isso coloca a criança perante a frustração de perder. Aprender a lidar com essa emoção, a não desistir de brincar e a parabenizar quem ganha é uma lição social valiosa.
Ensina sobre o ganhar e o perder de forma lúdica.
Respeito mútuo:
Para que a brincadeira funcione sem conflitos, é fundamental o respeito pelo espaço e pelo corpo do outro (não empurrar, não puxar).
Competição vs. cooperação (Versão cooperativa):
Versão tradicional:
Fomenta a competição saudável, onde cada um busca o seu lugar.
Versão cooperativa:
Existe uma variação muito rica onde, a cada paragem da música, retira-se uma cadeira, mas ninguém é eliminado. O desafio passa a ser o grupo conseguir que todos se sentem (ou pelo menos toquem) nas cadeiras restantes, exigindo ajuda mútua, partilha de espaço (sentar no colo, apoiar-se) e pensamento criativo. Esta versão anula a exclusão e foca na solidariedade, trabalho em equipa e inclusão.
Os jogos Reciclanda usam lengalengas que desenvolvem competências linguísticas e musicais.
Em suma, a dança das cadeiras é uma atividade pedagógica completa que, sob a aparência de um simples jogo, desenvolve capacidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais fundamentais.
Recursos musicais Meloteca para a infância
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/jogo-de-cadeiras-eb1-arnelas-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 12:43:072026-04-17 15:31:07Canções de cadeira
Canções para testar e promover a atenção e concentração
As brincadeiras cantadas que estimulam a atenção na infância são ferramentas pedagógicas indispensáveis, pois o ato de cantar e jogar requer um esforço cognitivo que treina e consolida esta função executiva essencial.
A sua importância reside primeiramente na capacidade de exigir a escuta ativa. Canções que requerem mudanças abruptas de movimento, a identificação de um sinal sonoro específico, ou a mudança de letras forçam a criança a focar-se, inibindo as distrações. Esta concentração seletiva é um precursor vital para o sucesso escolar.
Além disso, a estrutura rítmica e repetitiva da música funciona como um andaime para a atenção sustentada. O envolvimento emocional e lúdico da canção retém o interesse da criança por mais tempo do que a instrução verbal simples, permitindo a prática prolongada da concentração.
Estas brincadeiras também desenvolvem a atenção dividida em jogos que requerem cantar e executar uma ação simultaneamente. Ao treinar o cérebro para processar vários estímulos sensoriais em simultâneo, as dinâmicas otimizam a capacidade da criança de gerir as complexidades de ambientes de aprendizagem com múltiplos estímulos.
Toco eu
Toco eu.
Tocas tu.
Toco eu e tu.
Toca tu,
toca tu.
Toca tu e tu e tu!
Variantes para improvisar na tonalidade, melhorar o desempenho rítmico, desenvolver a capacidade de improvisação dos alunos,
fazer jogos de atenção e concentração com toda a turma:
1. Toca tu!
2. Toca toca toca tu!
3. Toco eu e tu!
4. Toco, toco eu, toca, toca tu!
Cada criança tem um instrumento reutilizado de percussão direta, umas clavas de cabo de vassoura (de madeira), um balde de plástico percutido com baqueta feita de pau com borracha (ou tecido na ponta). De acordo com indicações do professor, as crianças percutem com instrumento ou palma, na pulsação, em tu.
O professor pode prever dois ou quatro compassos para algumas crianças. Deve ser claro na execução e na indicação de quem tocará.
Bloco sonoro reutilizado percutido por cana de bambu
Vamos parar e escutar
1. Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir o colega a tocar.
2. Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir as meninas a tocar.
3. Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir os rapazes a tocar.
4. Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir toda a turma a tocar.
MUSATIVIDADE
Cada criança tem um instrumento. A turma canta ou recita com expressividade. Depois, o professor canta e todos escutam; quando para, toca o João, e a criança ou crianças que solicitar, durante 8 compassos binários.
Vamos tocar já
MUCATIVIDADE
As crianças podem estar sentadas nas cadeiras, ou organizadas à frente de costas voltadas para o quadro, como se estivessem num palco.
O professor diz:
Vamos tocar JÁ!
Ou
Todos tocam JÁ!
Os alunos só tocam no “já” (uma pulsação).
Dirá variantes e os alunos continuam a tocar no JÁ, tempo de perceber a célula rítmica que o professor está a fazer, se é lento ou rápido:
Tocar JÁ!
O professor pode dizer a mesma frase com ritmos diferentes:
Titi titi TÁ! Tá tá tá tá TÁ! Ti Tá ti tá-á TÁ!
Em seguida, o professor substitui as frases por células rítmicas tocadas num instrumento, ou percussão na mesa ou no corpo.
Finalmente, o professor pode acrescentar um elemento à frase:
Vamos tocar já,
nunca deixes p’ra amanhã!
Com géstica adequada, o professor pode dar a entrada/conclusão para as crianças produzirem sons de várias formas, forte ou piano, lento ou rápido, acelerando ou retardando.
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/bloco-sonoro-reciclado-com-cana.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-07 15:57:162026-04-17 09:17:57Canções de atenção
Canções inspiradas nos bailes mandados e “O rei manda” em que o texto manda realizar determinadas ações
As brincadeiras cantadas do tipo “O Rei Manda” são de extrema importância pedagógica na infância por serem ferramentas diretas no desenvolvimento das funções executivas, nomeadamente o controlo inibitório e a atenção seletiva.
O cerne destas dinâmicas é a regra de que a criança só deve executar a ordem quando esta é precedida pela frase mágica, como “O Rei manda…” ou “O amigo pede”. Esta condição exige que a criança pare e pense antes de agir, treinando o seu cérebro para inibir a resposta imediata. O impulso natural é seguir a instrução, mas a criança deve resistir a fazê-lo se a frase de comando estiver ausente, sendo este um treino crucial do autocontrolo.
Em termos de atenção, o jogo exige uma escuta atenta e sustentada para identificar a palavra-chave no fluxo contínuo de instruções. A criança aprende a focar-se no que é relevante (a frase de comando) e a ignorar o que é irrelevante, melhorando a capacidade de concentração e de discriminação auditiva.
Além disso, a componente lúdica e a autoridade temporária do “Rei” promovem o respeito pelas regras e a liderança rotativa quando as crianças assumem o papel de comando. A rapidez do jogo também desenvolve a coordenação motora e a agilidade mental, tornando-o um exercício holístico e divertido de disciplina e controlo cognitivo.
A tipologia do jogo Reciclanda tem inúmeras possibilidades, incluindo dança e percussão com diversos instrumentos. Promove a autonomia e a criatividade. Abre-se a diferentes frases de comando. Convoca a empatia em vez de insistir na autoridade.
Ali vai ao pé coxinho
António José Ferreira
Ali vai o Rui Coxinho,
A andar devagarinho.
Já comprou uma bengala
Mas ‘inda não sabe usá-la.
Enquanto o professor declama, a turma anda ao pé coxinho. Aquele que não se aguentar, passa a fazer parte do coro com o professor.
Damos meia volta
António José Ferreira
Damos meia volta,
Damos outra vez!
Passos à direita:
Um, dois três!
Acerta o passo Inês!
Jogo de roda
As crianças estão numa roda. Um voluntário diz a quadra e as crianças fazem o que o texto manda.
Depois diz um nome da roda, e será esse a mandar no Baile. Pode mandar dar passos à direita ou à esquerda, para a frente ou para trás.
Fica atento
António José Ferreira
Fica atento, muito atento,
Ao que o teu amigo diz.
Se fizeres o que pede
Também tu és mais feliz!
Pede o amigo Rodrigo
Que lhe coces o umbigo.
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede-te a Beatriz
Que ponhas um ar feliz!
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede o amigo Simão
Que cantes uma canção!
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede o amigo Gonçalo
Que tu cantes como o galo!
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede-te a amiga Teresa
Que faças ritmo à mesa.
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede o amigo Simão
Que faças uma flexão.
Instrumental + toque de alerta à escuta
O professor diz forte e expressivamente as rimas e durante 4 ou 4 pulsações improvisa em tambor, tempo durante o qual as crianças cumprem a ordem dada. Para parar a ação e alertar para nova ordem, percute um padrão rápido e curto, como “tríolotá”, podendo mesmo dizer em vez de percutir.
Não, sim
Trad., adapt. AJF
Não, sim, então,
tocas tu, tu não.
Um dois três quatro.
Vais tocar no teatro.
Lengalenga de seleção
Ó colega, estás no meio
Adapt. António José Ferreira
Ó colega, estás no meio
a dançar e a bailar!
Vem à roda escolher
quem sirva para teu par,
que dance muito bem
com graça e com jeitinho.
Atenção! Vai começar
a dança do corridinho.
La la la la la,
la la la la la,
la la la la la,
la la la la la.
Quando começa a roda, está uma criança no meio. No final da 2ª quadra, a criança escolhe um par e dançam em La la lá. A primeira ocupa o lugar da que entrou, e assim sucessivamente. Enquanto cantam “La la la la”, dançam as duas de mãos dadas, ao som da música. As quadras são cantadas com música simples, com três ou quatro notas, e acompanhamento de percussão (tambor).
O rei manda
António José Ferreira
O rei mandava,
o rei mandou.
Ao pé coxinho!
Alguém falhou?
O rei mandava,
o rei mandou.
Ao pé coxinho!
E alguém ganhou!
As crianças estão num espaço amplo, ou mesmo na sala de aula. Quando o professor diz o texto todos o acompanham, declamando com expressividade. Enquanto ele improvisa com tambor o mesmo número de pulsações, as crianças andam ao pé coxinho. O primeiro que não se aguentar num só pé, passa ele a ser o mandador; e assim sucessivamente. Cada criança não pode mandar mais do que uma vez.
O Rui tem 1 só martelo
António José Ferreira
O Rui tem 1 só martelo.
Um martelo tem o Rui.
E trabalha. Ui, ui!
E trabalha. Ui, ui!
O Rui tem agora dois.
Dois martelos tem o Rui.
E trabalha. Ui, ui!
E trabalha. Ui, ui!
O Rui tem agora três.
Três martelos tem o Rui.
E trabalha. Ui, ui!
E trabalha. Ui, ui!
O Rui tem agora quatro.
Quatro martelos tem o Rui.
E trabalha. Ui, ui!
E trabalha. Ui, ui!
O Rui tem agora cinco.
Cinco martelos tem o Rui.
E trabalha. Ui, ui!
E trabalha. Ui, ui!
Descansa um bocado, ó Rui.
Em cada estrofe, os versos dizem-se seguidos, sem pausas pelo meio. Quando se refere um ou dois martelos, as crianças “martelam” com um punho; aos três e quatro, acrescentam os pés; ao quinto martelo, “martelam” com a cabeça. No fim as crianças relaxar o corpo e descansam.
Depois de o professor dizer com expressividade e com espetáculo, um voluntário pode fazer esse papel, enquanto os outros mexem as partes do corpo referidas.
Pode cantar-se improvisando uma melodia simples, com duas, três ou quatro notas: (fá lá sol, por exemplo, terminando em fá.
O treinador manda
António José Ferreira
Fica atento, muito atento,
Ao que o treinador te diz.
Se fizeres o que manda
Também tu és mais feliz!
Pede o treinador Edgar
Que ponhas a saltar.
Instrumental + toque de alerta à escuta
Pede o treinador Gonçalo
Que tu montes a cavalo.
Instrumental + toque de alerta à escuta
Manda o treinador Edmar
Que te ponhas a lutar!
Instrumental + toque de alerta à escuta
Manda o professor Anacleto
Que digas o alfabeto!
Instrumental + toque de alerta à escuta
O professor diz forte e expressivamente as rimas e durante 4 ou 8 pulsações improvisa em tambor, tempo durante o qual as crianças cumprem a ordem dada. Para parar a ação e alertar para nova ordem, percute um padrão rápido e curto, como “tríolotá”, podendo mesmo trizer em vez de percutir.
As crianças estão numa roda. O professor nomeia uma criança e diz:
“Serra, serra, serrador! Quantas tábuas tu serraste?”.
A criança diz um número, e conta no sentido dos ponteiros do relógio, a partir do colega da direita. O que coincidir com o número que ele disse, recomeça, nomeando um colega. Para fazer de serrador, a criança pode usar um reco-reco de tachas imitando o ato de serrar.
Tenho uma casa
Lengalenga de selecção
Trad., adapt. AJF
Tenho uma casa
Com duas chaminés
E vários tapetes
P’ra limpar os pés.
Tenho duas portas
Para fazer trus-trus
E várias janelas
Para entrar a luz.
Jogo rítmico de copos (2º/3º)
Tá tá tá shiu
1. A mão direita agarra o o fundo do copo.
2. A esquerda bate os dedos na beira da mesa.
3. A direita passa o copo ao colega da direita e, simultaneamente, o pé direito bate no chão.
Voa como a borboleta
António José Ferreira
Voo como borboleta,
Salto como o canguru,
Ando como a preguiça.
E agora fazes tu.
O professor diz a quadra e as crianças fazem os gestos.
Nado como um golfinho,
Voo como um marabu,
Salto como um macaco.
E agora fazes tu.
Depois de o professor dizer a quadra, os alunos fazem as ações relacionadas, enquanto o professor improvisa em percussão.
Crianças com direita levantada
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/criancas-com-bracos-levantados-ft-freepik.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-03 10:45:192026-04-18 17:32:04Canções que mandam
Além de as canções serem conveniente para apresentações no final de ano letivo ou de ciclo, a importância de hinos e canções sobre a escola na infância é significativa, atuando como poderosos veículos de pedagogia afetiva e cidadania institucional.
Em termos de cidadania, as canções são fundamentais para o desenvolvimento do sentimento de pertença e identidade. Ao cantar um hino ou uma canção sobre a escola, as crianças reforçam o seu vínculo com a comunidade educativa, aprendendo a valorizar o espaço, as pessoas e as regras que regem o seu convívio. Cantar com acompanhamento de instrumentos didáticos ou reutilizados inculca, de forma lúdica, os princípios de respeito, solidariedade e responsabilidade cívica dentro do contexto escolar.
Pedagogicamente, as canções sobre a escola usam a força mnemónica da música para fixar valores e rotinas. Servem para celebrar a alegria de aprender, tornando o ambiente educativo mais acolhedor. Além disso, a prática coletiva do canto melhora a escuta ativa, a coordenação de grupo e a disciplina, preparando as crianças para a participação em atividades comunitárias e para a compreensão de que a sua voz contribui para a harmonia do todo. Transformam a escola num espaço cultural e cívico onde os valores são cantados e sentidos.
Escola amiga
Escola minha amiga ajuda-me a crescer. Já faço tantas coisas, muitas mais vou fazer.
Com todos os amigos a brincar aprendi. Nos livros, nas estórias, quanto já descobri.
Bate o Verão à porta, leva-me a passear. Quero ouvir as cigarras e as ondas do mar.
António José Ferreira ]
Quando estou na minha escola
[ António José Ferreira ]
Quando estou na minha escola, gosto muito de aprender, de ouvir os professores e o que têm para dizer.
Gosto de estar c’os amigos que me ajudam a crescer. Eu respeito. Eles respeitam – é assim que deve ser.
Falo com os meus amigos e escrevo em Português. Sei dizer tão bem “Hello!” que até pareço inglês.
Gosto de estudar História: já sei quem foi o Marquês. E domino bem a bola co’a cabeça e com os pés.
Eu já sei fazer as contas de somar e subtrair; sei como é boa e bonita a palavra dividir.
Ao fazer o meu desenho já me estou a divertir. A aprender Estudo do Meio quanto posso descobrir!
Gosto de contar estórias com princesas de encantar. Leio fábulas e contos e até sei representar.
Quando me for desta escola que saudades eu vou ter. Vou levá-la no meu peito e continuar a crescer.
Sei falar [ Final de Ano ]
Sei falar contigo e escrever em Português, sei dizer “Hello” como se fosse mesmo inglês. Sei fazer as contas de somar e subtrair. Sei como é bonita a palavra dividir.
Refrão: Sei que é muito bom estar aqui: minha vida não é igual sem ti.
Sei fazer ginástica e jogo futebol, sei que há planetas e outros astros como o sol. Sei alguns estilos e figuras musicais, sei que ser amigo vale ainda muito mais.
Sei contar estórias com princesas de encantar, sei dizer os rios que a correr vão para o mar. Sei pintar as flores e arbustos do jardim, sei o que é a urze, o loureiro, o alecrim.
António José Ferreira ]
Uma bruxinha [ Halloween ]
Uma bruxinha andava a varrer com uma lata no rabo a bater. Quanto mais a bruxa varria, mais a lata no rabo batia.
Uma bruxinha andava a voar, porque adorava a vassoura montar. Quanto mais a bruxa voava, mais a vassoura cansada ficava.
Uma bruxinha ‘stava a cozinhar, com a colher a mexer o jantar. Quanto mais a bruxa mexia, mais o cheiro do tacho saía.
António José Ferreira ]
Criança na sala de aula
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2020/04/crianca-na-sala-de-aula.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-16 18:14:352026-04-17 09:18:43Canções sobre a Escola