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Salto à corda e desenvolvimento global
SALTO À CORDA EM GRANDE

Atividade física, música e desenvolvimento

Nos dois anos em que fui professor de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular na Escola de Cabanões, a Sílvia Faria punha-se nos momentos lúdicos a dar à corda e muitas crianças faziam fila para saltar.

Com uma grande disponibilidade, ela prendia uma corda ao poste de uma baliza e era um regalo ver as crianças a competirem para conseguir o seu máximo pessoal. A solução era simples e barata, mas eu nunca a tinha visto. Houve na escola um miúdo que chegou a saltar 400 vezes, o que me impressionou vivamente. A Sílvia acabou por deixar as AEC para trabalhar no ensino público como docente de educação especial. A seguir veio a pandemia que complicou ainda mais a atividade física das crianças.

Não seria uma pequena revolução em termos de saúde e desenvolvimento global se em todas as escolas, no recreio houvesse alguém a dar a corda para os que livremente quisessem saltar? Há falta de recursos humanos nas escolas, mas nas AEC muito se pode fazer. Há muitas escolas que têm cordas individuais mas esta forma de promover o salto e a atividade física é muito mais aliciante.

Depois da pandemia, encontrei na praia dos pescadores de Espinho várias cordas num amontoado de lixo quando fui com a família ver a recolha das redes com peixe da pesca por arrasto. Reciclei e tenho várias cordas. Com uma delas, faço nos tempos lúdicos o que a Sílvia fazia.

Sucesso é quando uma criança dá 270 saltos seguidos. Mas também quando uma criança com doença rara (que nem um salto dava) já consegue 20 saltos. Quando uma criança obesa se esforça. Quando professoras também querem saltar. Quando crianças em pares ultrapassam 50 saltos. Quando uma criança de 4 anos dá 20 saltos. Ou quando uma criança conta ao professor titular a sua proeza.

Para o salto à corda criei e adaptei várias quadras e pequenas canções como:

Entra no jogo,
faz o que gostas:
mão na barriga,
outra nas costas.

Salta à corda:
só te faz bem!
Torna-te atleta,
chega aos cem!

Enquanto cantam e e contam, as crianças desenvolvem competências em Português, na Matemática e mesmo no Inglês. Desenvolvem-se a nível motor e sócio-afetivo. Aprendem a respeitar e a esperar a vez. Estimulam os colegas com dificuldade.

Há quadras que acompanham os saltos estão relacionadas com animais cuja locomoção inclui saltos. E assim as crianças refletem e assimilam conteúdos de Estudo do Meio, sem disso se aperceberem.

Em casa, as famílias também podem fazer muito pelo desenvolvimento global se promoverem, como outros jogos obviamente, o salto à corda. É um remédio para o sedentarismo que muitas vezes toma conta de adultos e crianças e aproxima pais e filhos.

António José Ferreira

08 de dezembro de 2022

Salto à corda e desenvolvimento global

Salto à corda e desenvolvimento global da criança

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Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa

Canções para dar saltos aliando música e atividade física, da autoria de António José Ferreira

A cabrinha saltou

À distância adequada umas das outras, as crianças recitam ou cantam:

A cabrinha saltou
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha saltou
e agora não tem medo.

A cabrinha desceu
não tremeram os seus pés.
Cabrinha, cabrinha,
que brava que tu és.

Em “saltou”, as crianças saltam, em “desceu” as crianças saltam baixando um pouco a cabeça. Para desenvolver outras competências, “cabrinha” será para as meninas, “cabrito” para os rapazes e “rebanho” para todos.

Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa

Cabra preta de Montesinho, créditos TerRa

De estatura mediana, com pelagem preta ou castanha muito escura, pelos curtos, muitas vezes brilhantes, a Cabra Preta de Montesinho deve o seu nome oficial ao Parque Natural de Montesinho, um símbolo importante da região. Em pastoreio de percurso, as cabras obtêm alimento nas zonas mais elevadas e pobres prestando um excelente serviço de ecossistema na limpeza de matos e consequente diminuição do risco de incêndio. (TerRa)

Dá um salto, cigarrinha

– Dá um salto, cigarrinha,
E outro salto na pastagem.
Dá maneira que tu saltas
Será rápida a viagem.

Com um tambor, o professor percute com precisão na última sílaba tónica de cada verso e as crianças saltam caindo com pés fixos no chão. Quem mexer os pés depois do salto, perde a jogada.

Salta uma, saltam duas

Salta uma, saltam duas,
três castanhas a estalar.
Dá-me uma, dá-me duas,
dá-me outra p’rò meu par.

Há cinco crianças junto ao quadro, com os pés sobre uma linha reta imaginária.

A primeira a contar da esquerda salta quando o professor disser: “salta U”, a segunda em “saltam DU”; a terceira, “três casTA”; a quarta, “A”; a quinta, “staLAR”. O ritmo aplica-se à estrofe seguinte, da mesma forma ou da direita para a esquerda.

Um, dois, três

1. Um, dois, três,
vou saltar outra vez.

2. Um, dois, três,
para a frente, outra vez.

3. Um, dois, três,
para trás, outra vez.

4. Um, dois, três,
para o lado, outra vez.

5. Um, dois, três,
c’os dois pés outra vez.

6. Um, dois, três,
pé coxinho, outra vez.

7. Um, dois, três,
comprimento, outra vez.

Uma pipoca a estourar

[ Tradicional do Brasil ]

Uma pipoca a estourar numa panela,
vem logo outra e começa a responder.
Aí começa um tremendo falatório
e já ninguém se consegue entender.

Refrão:
É tal o ploc, (pulo para a frente)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para trás)
É tal o ploc, (2 pulinhos para a direita)
plo-ploc ploc ploc. (2 pulinhos para a esquerda)

Em alternativa, os saltinhos podem representar-se:

com as mãos dadas normalmente;
de braço dado;
com as mãos nas pernas dos colegas da esquerda e da direita;
com a direita passando pela frente do peito e agarrando a direita do colega
da esquerda; e a esquerda agarrando a direita do colega da direita.
No solo, as crianças podem fazer sons com a boca representando as pipocas;
no refrão podem saltar espontaneamente, ou livremente mas na pulsação, ou seguidas.

METODOLOGIA

O professor canta fazendo e todos fazem e cantam. Depois o professor canta um dueto, aleatoriamente, e todos fazem o mesmo. Aponta uma criança, que terá de proceder do mesmo modo, e assim sucessivamente.

Veja mais AQUI:

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Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia

Brincadeiras cantadas com chapéu da autoria de António José Ferreira

Béu, béu

[ Tradicional/adapt. António José Ferreira ]

Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for novo, trá-lo cá,
Se for velho deixa-o lá.

Béu béu, vai ao céu,
Vai buscar-me um chapéu.
Se for lindo, trá-lo cá,
Se for feio deixa-o lá.

MUSICATIVIDADES
1. Sentadas à mesa, as crianças escutam com atenção e dizem as quadras; depois ouvem o professor cantar com uma nota só e imitam-no; ou declamam.
2. Quem estiver a cooperar e já consegue dizer recebe do professor uma tampa de balde de azeitonas, circular, de plástico. Cada criança vai ganhando o seu chapéu, merecendo-o com as atitudes.
3. Quando todos souberem, as crianças põem o chapéu na cabeça. Se o deixarem cair, só o podem colocar na cabeça novamente na jogada seguinte.
4. Quando o professor vê que é conveniente, as crianças dispersam-se pela sala, com o “chapéu” na cabeça e andam sem agarrar. Quem o deixa cair senta-se e ficam em jogo os que não deixam o chapéu cair.

O meu chapéu não tem bicos

[ Adapt. António José Ferreira ]

O meu chapéu não tem bicos,
Não tem bicos o meu chapéu.
Se ele tivesse alguns bicos,
O chapéu não era meu.

O meu chapéu é redondo,
É redondo o meu chapéu.
Se ele não fosse redondo,
O chapéu não era meu.

MUSICATIVIDADE

O professor professor entrega a cada criança uma tampa circular reutilizada, de balde de azeitonas (ou outro).

As crianças memorizam o texto e cantam, com a melodia conhecida de “O meu chapéu tem três bicos.

Para que as crianças não se distraiam com a tampa ao cantar, o professor estabelece, para isso o tempo próprio para o fazer. As crianças colocam-se em pé atrás da sua cadeira em sala de aula. Só poderão colocar na cabeça quando o professor disser: “preparar” (colocar na cabeça), “largar” (deixar de apoiar com as mãos), “partir” (sair do seu lugar e ir andando sem deixar cair ao chão. Para controlar o tempo da jogada, o professor pode improvisar durante 8 compassos. Quem mantiver o chapéu durante esse tempo, ganha um ponto (ou 10, se a turma já for competente com as somas de dezenas).

Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia

Brincadeira de chapéu, EB1 Igreja 1, Sandim, Vila Nova de Gaia

Se quiseres ir à praia

[ António José Ferreira ]

Se quiseres ir à praia,
não te esqueças de lavar
um boné ou um chapéu
e o protetor solar.

MUSICATIVIDADE

As crianças cantam ou recitam de forma expressiva. Cada uma tem uma tampa de balde de azeitona ou tremoço. Quando o professor diz espaçadamente “preparar, largar partir”, as crianças colocam a tampa/chapéu na cabeça e movem-se de uma área (casa) para outra designada praia. Quem deixar cair três vezes o chapéu fica impedido de ir à praia. Os que mais aproveitam a praia são os que chegarem primeiro.

Saiba mais AQUI!

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Jogo de passagem de caneta, EB 1 de Igreja 1, Sandim

Brincadeiras musicais de salto à corda para crianças do 1º Ciclo e Jardim de Infância, algumas tradicionais outras da autoria de António José Ferreira

A caneta passa

A caneta passa
e eu fico a pensar
qual será a rima
que eu vou apresentar!

[ António José Ferreira ]

Em roda, as crianças passam uma caneta gasta sem bico enquanto recitam ou cantam a quadra. Um elemento competente exterior à roda toca um padrão rítmico previamente combinado, ou diz “Já!”, ou “Tu!” A criança que nesse momento segura a caneta diz diz uma rima. Se calhar duas vezes ao mesmo jogador, será o seguinte a dizer o instrumento. Para facilitar, as crianças podem usar rimas com base no seu nome:

O meu nome é Joana
e toco flauta de cana!

Jogo de passagem de caneta, EB 1 de Igreja 1, Sandim

Jogo de passagem de caneta, EB 1 de Igreja 1, Sandim

A maraca passa

A maraca passa
e eu fico a pensar
qual é o instrumento
que eu gostava de tocar!

[ António José Ferreira ]

Em roda, as crianças passam uma maraca enquanto recitam ou cantam a quadra. Um elemento competente exterior à roda toca um padrão rítmico previamente combinado, ou diz “Já!”, ou “Tu!” A criança que nesse momento segura a maraca diz um instrumento que gostaria de tocar (pode ser verdade ou não). Se calhar duas vezes ao mesmo jogador, será o seguinte a dizer o instrumento.

A Rita agarra a rolha

A Rita agarra
a rolha na rua,
o rato rói
a rolha da Rita.

MUSICATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para ajudar.
4. As crianças organizam-se numa roda, ou à volta de uma mesa.
5. Cada criança tem uma rolha de cortiça de espumante na mão esquerda, aberta e com a palma para cima.
6. À ordem do professor, cada criança leva a mão direita à sua esquerda e agarra a rolha, colocando-a na esquerda do colega da direita.
7. Os gestos sucedem-se mecanicamente, sem perder a pulsação.
8. Quando o grupo estiver competente na passagem das rolhas, diz-se o trava-línguas com passagem da rolha em simultâneo.

Passa o micro, colega

Passa o micro, colega,
põe-te ó colega a pensar.
Tens de cantar como artista
quando o micro chegar!

Em roda, as crianças passam um objeto com formato semelhante ao de um microfone enquanto recitam ou cantam a quadra. Um elemento competente exterior à roda toca um padrão rítmico previamente combinado, ou diz “Já!”, ou “Tu!” A criança que nesse momento segura o micro canta o refrão de uma canção da escola ou do seu artista favorito. Se calhar duas vezes ao mesmo jogador, será o seguinte a cantar.

Jogo do microfone, EB1 de Arnelas, Vila Nova de Gaia, 2022

Jogo do microfone, EB1 de Arnelas, Vila Nova de Gaia, 2022

Tenho uma maraca

Tenho uma maraca
e a quem vou dá-la.
Vai ser para alguém
que quiser tocá-la.

MUSICATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. O professor apresenta a maraca mais fácil de fazer: um recipiente que tem a surpresa dos ovos Kinder, com um pouco de arroz lá dentro. Tem um som suave, e serve perfeitamente para o jogo.
4. A maraca anda de mão em mão. No final das duas quadras, o colega que tem a maraca oferece-a a um colega, que experimenta a sonoridade de forma criativa. E a dinâmica continua.

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Jogo de formar conjuntos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Brincadeiras musicais de formar grupos para crianças do 1º Ciclo

Eu sou músico

Eu sou músico e preciso
de mais alguns elementos
que queiram dar espetáculo
e formar agrupamentos.

Duo!

Quarteto!

Solo!

Quinteto!

Duo!

Sexteto!

Solo!

Decateto!

Noneto!

Solo!

Octeto!

No exterior ou num espaço interior amplo, as crianças estão dispersas nem muito nem demasiado perto umas das outras. Depois de cantarem ou recitarem, o professor diz uma formação musical, ou solo (músicos a atuarem sozinhos). As crianças têm de se organizar devidamente. Quando um grupo está formado, não pode haver alterações. Quem não conseguir integrar um agrupamento não é excluída do jogo mas perde uma de sete vidas que previamente são dadas a todas as crianças.

Fica muito atento

Fica muito atento
e ouve o padrão.
Para cada ritmo,
sua formação!

As crianças estão dispersas, nem muito distantes nem demasiado próximas, e recitam ou cantam a quadra. Quando o professor percute dois sons (titi, duas semínimas, por exemplo) as crianças agrupam-se em duos. Se toca uma semínima só (tá), atuam a solo. Se toca uma tercina (tríola), formam trios. Se o padrão rítmico é titi titi (quatro colcheias), as crianças formam quartetos. Se toca 4 colcheias seguidas de semínima (titi titi tá) as crianças juntam-se em quintetos. Se toca duas tercinas (tríola tríola) formam-se sextetos. Quando um grupo está formado, não pode haver alterações. Quem não conseguir integrar um agrupamento não é excluída do jogo mas perde uma de sete vidas que previamente são dadas a todas as crianças.

Olhem para os arcos

Olhem para os arcos,
Vamos lá pensar!
Números e cores
têm algo a indicar.

Vamos lá!
Toca a agrupar!
Vê lá se consegues
um grupo integrar!

Já!

Jogo de formar conjuntos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Jogo de formar conjuntos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

O objetivo do jogo é formar conjuntos o mais rápido possível, seguindo as instruções. Os conjuntos podem variar segundo o número e género. No início é estipulado que os arcos amarelos correspondem às raparigas e que os arcos vermelhos correspondem aos rapazes. As instruções são dadas pelo levantamento dos arcos, assim se for levantado um arco vermelho e dois amarelos as crianças têm de formar grupos com um menino e duas meninas. Após formarem os conjuntos sentam-se para poder ser verificado se os conjuntos estão corretos. (Sílvia Faria)

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Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos

No leito do rio há pedras

No leito do rio há pedras
para chegar ao outro lado.
Salto sem cair ao rio
para não ficar molhado.

No leito do rio há poldras
para chegar ao outro lado.
A passagem é antiga
e passá-la é arriscado.

[ António José Ferreira ]

MUSICATIVIDADE

A turma é dividida em duas equipas que terão de saltar de arco em arco (dentro e não fora ou em cima do arco). Agem como se os arcos  fossem pedras colocadas no leito de um rio para a passagem de pessoas de um lado para o outro (poldras). Entre as duas margens há duas pontes com igual número de pedras/arcos. Será vencedora a equipa que mais rapidamente colocar todos os seus elementos na outra margem, sendo que aquele que tocar no arco ou fora dele ao saltar é obrigado a recuar ao arco anterior. A distância entre arcos é doseada conforme as idades e competências médias da turma.

A travessia das linhas de água pelo sistema de poldras, blocos de pedra fincados verticalmente no leito, permitindo vencer a água, e a corrente, passando de bloco em bloco até á margem contrária, é um sistema arcaico, perigoso e de uso limitado. Foi por estas razões vulgarmente utilizado em passagens secundárias. No entanto, o comprimento invulgar, cerca de cinquenta metros, da linha de blocos, maioritariamente provenientes de elementos arquitectónicos de época romana, e o seu elevado número, quarenta e três, no rio Pônsul (Idanha-a-Nova) conferem-lhe uma singularidade digna de nota. A travessia do rio a vau, neste ponto, parece em todo o caso ser muito antiga. Não se podendo, por ora, relacionar com a estrutura viária romana, é quase certo que integrou na época medieval, e períodos posteriores, itinerários para ocidente, nomeadamente, para Idanha-a-Nova e Castelo Branco. (CMIN)

Poldras do rio Pônsul, Idanha-a-Nova

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Jogo com arcos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Jogos com arcos a realizar em momentos lúdicos diversos

Pulsação, pulsação

[ António José Ferreira ]

Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais saltar.

Pulsação, pulsação
é o som do coração.
É o bater, o pulsar,
é assim que vais andar.

Num espaço amplo, o professor organiza um percurso de arcos, próximos ou um pouco afastados, em linha curva ou reta. As crianças cantam com melodia simples. Depois, enquanto um grupo canta, uma criança salta ou caminha de modo que os pés batam no chão a tempo, na pulsação, nas sílabas sublinhadas. Quem saltam fora de tempo perde uma de sete vidas.

Jogo da professora Sílvia Faria, Cabanões 2019

Jogo da professora Sílvia Faria, Cabanões 2019

Trabalhas em equipa

Trabalhas em equipa?
Já és um vencedor.
Vais superar obstáculos
seja lá onde for.

[ António José Ferreira ]

Travessia

Jogo com arcos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Jogo com arcos, EB1 de Cabanões, professora Sílvia Faria

Divide-se a turma por equipas, com cerca de 5 elementos. O número de arcos é igual ao número de elementos mais um.  Os arcos estão disposto no chão em “fila”. Cada equipa tem à sua frente os seus arcos. Os alunos saltam de forma sucessiva, ocupando cada aluno um arco. Quando o primeiro saltador ocupa o último arco, significa que o primeiro arco ficou disponível. Assim, sem saírem dos respetivos arcos, o último aluno pega no primeiro arco que se encontra atras de si e passa-o ao colega da frente, que por sua vez passará ao colega da frente. Ao chegar ao primeiro, este coloco-o no chão à sua frente  e salta para ele e todos os colegas de equipa saltam para o arco seguinte. Repetindo todo o processo até chegar à meta. (Sílvia Faria).

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Jogo do chefe, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões 2019

Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas promotoras de imitação

Eu imito

[ António José Ferreira ]

Eu imito, tu imitas,
É assim a tradição.
Que me importa que me chamem
Macaco de imitação?

Eu imito, tu imitas,
Tanto se aprende assim!
Abre bem os teus ouvidos
E olha agora para mim.

Eu imito, tu imitas.
Quem é que nunca imitou?
Olha-me com atenção
P’ra saberes quem eu sou.

MUSICATIVIDADES
1. O professor diz dois versos e as crianças repetem.
2. O professor diz uma quadra e as crianças repetem.
3. O professor diz as duas quadras e as crianças repetem, em andamento moderado e, finalmente mais rápido.
4. Uma criança competente marca a pulsação ou o compasso.
5. À frente, um voluntário faz gestos relativos a animais, a profissões, a músicos, e a turma imita-o, enquanto recita o texto.
6. O voluntário nomeia outro voluntário que esteja disponível com o dedo no ar.

Macaco rindo

Macaco rindo

RISADAS E GARGALHADAS

Por vezes, uma pessoa dá uma boa gargalhada e, mesmo sem saber o motivo, colega ri-se também. Investigadores descobriram que macacos da espécie Theropithecus gelada (gelada, ou macaco-de-coração-em-sangue) imitam os companheiros quando fazem uma expressão facial semelhante à risada. A imitação utilizada como dinâmica tem muitas vantagens em termos de desenvolvimento socio-afetivo. Além da gargalhada, as crianças podem propor outras expressões não verbais a serem imitadas pela turma.

Recursos musicais Meloteca para a infância

Recursos musicais Meloteca para a infância

Neste grupo há um chefe

[ António José Ferreira ]

Este grupo tem um chefe
bem difícil de achar.
Veja, senhor detetive,
se o consegue encontrar.

Se preferir uma opção mais brincalhona do tipo trava-línguas:

Este grupo tem um chefe
bem difícil de achar.
Vá, detete-o, detetive,
se o consegue detetar!

Numa roda de crianças é escolhida uma, aleatoriamente, que será o detetive. O detetive tentará descobrir quem é o chefe do grupo. Após a escolha do detetive, este terá de ir para um local sem possibilidade de visualizar o grupo. Neste momento é escolhido, também aleatoriamente, o chefe. O detetive é chamado e entra para o centro da roda. O jogo começa com o chefe a comandar o grupo realizando vários movimentos que o restante grupo copia. O jogo termina quando o detetive descobre o chefe ou passado um determinado período de tempo (2’). (Sílvia Faria)

Jogo do chefe, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões 2019

Jogo do chefe, professora Sílvia Faria, EB1 de Cabanões 2019

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Brincadeira musical na EB1 de Igreja 1, Sandim

Canções e brincadeiras recitadas ou cantadas sobre a selva e os animais da autoria de António José Ferreira.

ENTRE OS ANIMAIS DA SELVA

Entre os animais da selva
há um lobo a uivar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.

Entre os animais da selva
há um macaco a coçar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.

Entre os animais da selva
há uma cobra a assobiar;
será rei dos animais
quem melhor a imitar.

MUSICATIVIDADES
1. Crianças fazem de animais da selva (lobo, macaco, cobra) enquanto os colegas recitam.
2. As crianças imitam, na sua vez, o animal referido; o que for melhor recebe uma pandeireta que lhe é colocada na cabeça até novo rei ser nomeado.

SALTA O LOBO E A RAPOSA

Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salto o gato, o leopardo,
salta a pulga e saltas tu.

Salta a chita e o lemur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre,
Salta a chita e a impala!

Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.

MUSICATIVIDADES
O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem. Depois dizem a quadra inteira.
No exterior, o professor organiza a turma em equipas como o mesmo número de jogadores.
Entre uma linha de partida e uma linha de chegada, as crianças têm de saltar o mais longe possível. Mas devem cair com os pés “colados” ao chão, na última sílaba tónica de cada verso. O professor ajuda com tambor. A equipa que levar mais jogadores à meta ganha.

Brincadeira musical na EB1 de Igreja 1, Sandim

Brincadeira musical na EB1 de Igreja 1, Sandim

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Brincadeira Cantada

Características dos recursos Meloteca

Ao longo de duas décadas António José Ferreira tem criado conteúdos musicais para crianças, conteúdos que deram origem a aulas, formações e recursos da Loja Meloteca e a artigos da plataforma Lenga.

Algumas características e intencionalidades se destacam:

  • Tradinovação (diálogo entre a tradição e a novidade)
  • Ludicidade (caráter de jogo inerente ao próprio conceito de música)
  • Inclusividade (atenção às crianças com dificuldades ou necessidades especiais)
  • Curricularidade (articulação entre música e conteúdos do currículo)
  • Criatividade (abertura criação e à atividade)
  • Cidadania (utilização da música para assimilar valores sociais)
  • Reutilização (recurso a objetos sonoros e instrumentos reutilizados)

OBJETOS

Canções de copos:

Exemplo:

“Copo copo jericopo,
Jericopo copo cá.
Bebe sumo de morango,
Pera e maracujá.“

As crianças estão à volta de uma mesa, ou sentadas no chão se o espaço o permitir, cada uma com um copo de plástico reutilizado à sua frente, tampa de amaciador da roupa, por exemplo. Cada criança agarra mecanicamente o seu copo e passa-o ao colega (com a mão direita ao colega da direita; ou com a mão esquerda ao colega da esquerda).

Canções de cadeiras:

Exemplo:

“Gri gri gri, estou cansado de cantar aqui.
Gri, gri, gri, vou agora cantar ali.”

O professor ou um voluntário cantam em andamentos diversos enquanto as crianças se movem pela sala, depois de as cadeiras estarem em posição que facilite o sentar. Quando percute em tambor tiri tiri tá, ou tríola tá, as crianças sentam-se numa cadeira disponível, não podendo sentar-se duas vezes na mesma cadeira.

Canções de corda:

Exemplo:

“A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
Do mês de janeiro.

Janeiro, 1; fevereiro, 2; março, 3…

Recitada ou cantada, a lengalenga acompanha o salto à corda. Na falta de mais cordas, uma criança pode saltar individualmente enquanto os outros aguardam a sua vez cantando ou recitando; com uma corda presa a um ferro e um adulto a lançar a corda; ou com duas crianças a lançar a corda e uma ou mais crianças a saltar. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, o conhecimento do Estudo do Meio e da Matemática. Estas brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.” (Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo). A música contribui para o desenvolvimento psicomotor.

Canções de bola:

Exemplo:

“Roda a bola, roda, rola,
No recreio da escola.”

As crianças estão num círculo, sentadas no chão. Enquanto cantam com uma melodia simples de duas notas, ou declamam, a bola (tipo futebol), vai rolando no sentido dos ponteiros do relógio, ou em sentido contrário. Cada criança só pode tocar com a mão na bola uma vez. Pode ser feito em casa com uma criança e um familiar, sentados nas pontas da mesa. Neste caso, cada jogador terá de mandar a bola a rolar no sentido da ponta. Se a bola fora para o lado, o jogador entrega um ponto ao adversário. Se o jogador não conseguir agarrar a bola mandado pelo adversário, perde um ponto. Podem jogar até 5, ou 10.

Canções de mãos:

Exemplo:

“Puni puni, palmi, palmi, puni puni costi, costi.
Puni palmi puni costi. Puni palmi costi.”

Com termos portugueses alatinados, foi recriada uma brincadeira de mãos em pares que se pode cantar com pequena melodia, ou em reto tono, ou a duas vozes em reto tono. Com punho de lados de lado com punhos do colega, palmas com palmas e costas das mãos com as costas das mãos.

AÇÕES

Canções de imitação:

Exemplo:

“Quem quiser dançar melhor
Vai a casa da Bianca.
Ela pula, ela roda,
Ela mexe bem a anca.”

Com base numa dança brasileira, foram criadas diferentes quadras com nomes de crianças da turma. À frente da turma, um voluntário dança de forma criativa e os colegas imitam.

Canções de representação:

Exemplo:

“O pai manda sair da cama.
Fai quello che dice papà.
A mãe manda lavar a cara.
Fai quello che dice mamma.”

O adulto diz ou canta as frases, uma em Português, outra depois em Italiano, e o grupo faz os gestos de rotina diária correspondentes. Este texto/canção ajuda a desenvolver o jogo simbólico e explorar/educar em rotinas diárias.

Canções de saudação:

Exemplo:

“Olá, boa tarde,
olá, meu amigo.
Vamos lá cantar,
depois vou jogar contigo.”

As crianças cantam enquanto passam a palma (a direita bate na esquerda do colega da direita, ou vice-versa). O que recebe a palma no momento em que termina a canção, dirá outra ação (“depois vou brincar contigo”, por exemplo, apontando um colega). A dinâmica promove boas práticas de gentileza, exprime afetos e permite ao adulto conhecer as relações interpessoais no grupo.

Canções de salto:

Exemplo:

“A cabrinha saltou
Para cima do rochedo.
A cabrinha saltou
E até perdeu o medo.
A cabrinha saltou
Não tremeram os seus pés.
Cabrinha, que brava que tu és.”

Este é exemplo perfeito da importância da observação na criação musical e pedagógica, de uma cabrinha que vi efetivamente em cima do telhado de uma casa em ruinas. Há uma versão que fala de telhado, esta de rochedo. As crianças estão dispersas num espaço amplo mas próximas do professor. A atividade pode fazer-se na própria sala de aula, com menos sucesso e mais cuidados. Quando o professor canta ou recita e percute em tambor, as crianças dão um salto, o mais longe possível, mas sem cair. Se o professor disser “cabrinha”, saltam as meninas; se dizer “cabrito”, saltam os rapazes; se dizer o nome comum coletivo “cabrada”, saltam todas as crianças. O professor pode percutir de várias formas que determinarão os saltos das crianças: na última sílaba tónica de cada verso; ou na sílaba tónica dos nomes comuns; ou nas formas verbais no pretérito perfeito. Desta forma, as crianças estão a assimilar noções de nome comum, masculino e feminino, e nome comum coletivo.

Canção de comboio:

Exemplo:

“Vem comigo no comboio
que se chama Alegria.
Quando chegas à escola,
de manhã, dizes “Bom dia!”.

A quadra, que é uma forma poética popular embora tenha sido utilizada por grandes poetas, recorre à redondilha maior, rima ABCB, apelo ao movimento e à cidadania. Nesse comboio da cidadania, entram outras palavras essenciais de cortesia (obrigado, por favor, desculpa, com licença). Além disso, a ideia de comboio permite uma atividade interessante em que uma criança fará de locomotiva e as crianças entram para o comboio, em determinadas estações.

Canções de caçada:

Exemplo:

“Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.

1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.”

Estas quadras permitem jogos com caçadinhas que ajudam a assimilar noções de presa/predador, o conhecimento dos animais selvagens, promover o respeito pela natureza, e desenvolver a psicomotricidade.

Canções de passe:

Exemplo:

“- Fui ao saco das amêndoas
Que a minha avó me deu.
Eu tirei uma dezena,
minha mãe apareceu!
Tirei uma, tirei duas… tirei dez.
– Que gulosa (o) que tu és, filha(o)!!!

Em roda, as crianças dizem passando uma saqueta. Quando esta para, na mão de uma criança, as outras dizem: “- Que guloso que tu és! (ou “Que gulosa”, conforme o caso!)”

Canções de palpite:

Exemplo:

“A aveleira deu um fruto
Que eu apanhei do chão.
‘Stá na esquerda ou na direita?
Adivinha qual a mão!”

Um jogador tem uma avelã. Colocando as mãos atrás das costas, passa de uma para a outra. O parceiro tenta acertar na mão apontado ou dizendo: “a tua direita”, ou “a tua esquerda”. Esta dinâmica é especialmente indicada para o mês de dezembro, mas pode ser realizada em qualquer mês. É propícia para experienciar frutos secos e assimilar a noção de direita/esquerda.

Canções de bomba:

Exemplo:

“Bomba, olha a bomba,
Olha a bomba, bomba, bomba.
Tem cuidado, tem cuidado,
Tem cuidado, dado, dado.
Ela explode, ela explode,
Ela explode, plode, plode! Arrebenta, arrebenta,
Arrebenta, benta, benta.”

As crianças estão dispersas por um espaço amplo. Uma delas tem a bomba (pode ser o Bomb dos Angry Birds, ou uma bola adequada). Todos se podem mexer, exceto o que tem a bomba. Se a bomba tocar numa criança, passa ela a ter a bomba. Se não acertar, continua. Não vale acertar na cara.

Canções de atleta:

Exemplo:

“Salto eu, saltas tu
Para vermos quem mais salta.
Não sou eu,
Não és tu.
Quem mais salta é o canguru.”

As crianças estão lado a lado, numa linha de partida. Quando percute, os jogadores saltam o mais longe possível em direção à linha de chegada. Quando saltam, ficam com os pés “colados” ao chão. Quem mexer os pés, fica fora da jogada. Ganha quem primeiro alcançar a meta. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências na área do Português. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências nas áreas do Português e do Estudo do Meio.

Canções de centro:

Exemplo:

“Olha aquele cachorrinho
Tão bonito e brincalhão.
Vamos ver quem ele quer
Que o leve p’ra adoção.

Cachorrinho!”

As crianças estão numa roda. O professor escolhe um entre voluntários com dedo levantado. O escolhido irá para o meio, e será um cachorrinho a fazer cenas de cão juvenil. Quando as crianças chamam: “Cachorrinho”, ela olha todas as crianças e aponta uma. Essa criança deve dizer uma pequena frase sobre cachorrinhos. Se a frase lhe agradar, encontrou nova casa. O jogo prossegue com menos duas crianças em jogo, com novo animal de estimação, que pode ser previamente destinado pela direita.

Canções de embarque:

Exemplo:

– Quero ir à outra banda
Visitar a minha amiga.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma cantiga!

– Quero ir à outra margem
Visitar a namorada.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma piada.

Há uma criança que faz de bilheteiro. As outras crianças estão na fila para comprar bilhete. O passageiro diz os dois primeiros versos de uma quadra à sua escolha e o bilheteiro deixa passar ou não conforme disser bem ou mal.

Canções de barqueiro:

As crianças dispõem-se em coluna de cinco a doze elementos, apoiando os braços nos ombros da criança da frente. A primeira criança da coluna é a mãe. Fora da coluna, duas crianças, que fazem de barqueiros, colocam-se uma em frente da outra, com os braços levantados, e as mãos dadas, formando uma ponte ou arco. Atribuem a cada uma um nome, combinado entre si sem os outros escutarem: um nome de fruta (banana ou laranja), flor (rosa ou jacinto), cor (vermelho ou azul), instrumento (violino ou guitarra). As outras crianças passam em coluna, por baixo da ponte dos barqueiros, enquanto cantam:

“Bom barqueiro, bom barqueiro,
deixai-me passar,
tenho filhos pequeninos,
não os posso criar”.

Os dois barqueiros respondem, cantando:

“Passarás, passarás,
mas algum ficará,
se não for o da frente,
há-de ser o de trás”.

Em “trás”, os braços baixam e prendem a criança que está aí nesse momento, por cima dos ombros em “trás”. Os barqueiros perguntam à criança presa, em voz baixa, qual dos nomes (anteriormente combinados por eles) e ela escolhe, não mencionando, qual o barqueiro correspondente a cada nome. Consoante a escolha, a criança vai para trás do barqueiro, correspondente ao nome que ele escolheu. O jogo continua, até que todas as crianças da coluna se coloquem atrás dos barqueiros, formando dois grupos. Ganha o barqueiro que tiver mais passageiros.

TEMAS

Canções de pássaros:

Exemplo:

“Tem coragem, passarinho,
Salta agora do teu ninho.
Tem cuidado c’o gatinho,
Como faz o teu paizinho.”

As crianças aprendem a cantar ou recitar o texto. Depois o professor executa e percute na última sílaba tónica de cada verso e as crianças saltam como o pássaro juvenil que aprende a voar. As crianças estão no recreio, aleatoriamente, a uma distância umas das outras que lhes permita saltar sem pisar colegas. Podem estar na sala de aula e passar um passarinho de peluche (ou Angry Bird) a um colega que esteja pronto para receber. Quem passar mal ou deixar cair fica fora de jogo.

Canções de ciência:

Exemplo:

“É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de mexer e de dançar.
Vai um dia ao Baile,
baila, baila com o par.
Deixa lá o fémur:
– Como é que vai andar?”

Depois de aprenderem alguns ossos principais do esqueleto, as crianças movem-se de acordo com o texto.

Canções de profissão:

Exemplo:

“Olá, bom dia,
Ó Senhor Doutor.
Veja o meu ouvido
Que tenho uma dor.”

As crianças estão sentadas aos pares, sendo uma o médico, outra o paciente. Quando o professor canta, com um ou mais voluntários, as crianças estão atentas. Quando o professor improvisa em percussão – durante 8 compassos – , doente e médico falam baixo, como se estivessem num consultório médico. (Testa . Olhos . Ouvidos . Nariz . Garganta . Dentes . Peito . Costas . Barriga . Perna . Pé).

ESTRATÉGIAS

Canções de ritmo com bola:

Exemplo:

“Bate forte, bate a bola
no recreio da escola.
Bate forte contra o chão
Para seres campeão.”

Roda de percussão:

Exemplo:

“Coscia, mano; coscia, mano; coscia, coscia mano.
Coxa, palma; coxa, palma; coxa, coxa, palma.
Apri, chiudi; apri, chiudi; apri, apri chiudi.
Abre, fecha; abre, fecha; abre, abre, fecha.
(Abre: palmas com palmas dos colegas) (Fecha: palmas).”

Esta canção com partes do corpo em Italiano promove a percussão corporal, individualmente e em grupo.

Sílabas percussivas:

Exemplo:

01. Tacho (tá sh)
02. Tic tac (tá tá)
03. Toca tu! (titi tá)
04. Toca toca toca tu! (titi titi titi tá)
05. Tiqui taca (tá tá tá tá)
06. Rápido toco! (tríola titi )
07. Rápido vou! (tríola tá)
08. Toca, Sofia! (tá titi tá tá )
09. Rápido, Cândida! Rápido Rui! (tríola, tríola tríola tá)
10. Tu cá! Tu lá! (ti tá tá tái)

Indicações percussivas: “Tu cá! Tu lá!” são palavras que permitem fazer jogos rítmicos com percussão corporal ou instrumentos, ou dar saltos, ou fazer movimento livre na sala, em andamentos e intensidades diferentes. Estas pequenas frases percussivas permitem assimilar conteúdos do currículo como a rima, os monossílabos, os pronomes pessoais, o singular e o plural, mantendo o caráter de brincadeira.

António José Ferreira

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Brincadeira Cantada

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