Baile mandado para crianças adaptado por António José Ferreira
O Baile mandado é uma forma tradicional e participativa de dança popular portuguesa que se destaca pela presença de uma figura central: o mandador. Esta dança é frequentemente realizada em roda por pares (homens e mulheres) e é comum em diversas regiões, com especial destaque para o Algarve e o Alentejo.
A principal característica é a execução de movimentos e figuras coreográficas por comando vocal. Enquanto a música (muitas vezes tocada ao acordeão, ferrinhos e outros instrumentos tradicionais) anima os participantes, o mandador grita ou canta os “mandos” que os pares devem seguir imediatamente, como “rodar à direita”, “meia volta” ou “mudar de par”.
Isto transforma o Baile num jogo social dinâmico que exige atenção, destreza e coordenação de grupo. Os mandos, por vezes, são acompanhados de quadras humorísticas ou jocosas, que aumentam a animação e o espírito de improvisação e comunidade entre os bailadores. É um reflexo da cultura popular que valoriza a interação e a capacidade de resposta espontânea.
Na Reciclanda, o Baile mandado adaptado a crianças em ambiente escolar e as canções do tipo “O rei manda” unem-se para promover atitudes e valores de cidadania.
Siga a roda, siga o Baile.
Quem bem baila encontra par.
Vamos lá mexer os pés,
Vamos todos a bailar.
Instrumental
Já ‘stava parada a roda,
Mas falou o mandador.
Dá estalos com os dedos,
Mostra lá o teu valor.
Instrumental
À direita tu andaste,
À direita ela andou.
Vamos lá pela esquerda
E ninguém se enganou.
Instrumental
Dá um passo para a frente
outro passo para trás.
Baila com muita elegância,
Mostra lá do que és capaz!
Instrumental
Vamos levantar as mãos,
Bater palmas sem parar.
É tão bela a nossa dança
Mas está quase a acabar.
A atividade é inspirada nos bailes mandados tradicionais de Portugal, em que a dança é mandada por um mandador. Pelo meio são introduzidas quadras humorísticas que nem sempre têm a ver com a dança. Entre cada estrofe o professor improvisa em instrumento (quanto mais não seja, um tambor).
Podem-se criar outras quadras para crianças que estejam na sala de aula com a sua disposição habitual.
Grupo Folclórico de Faro, foto DiariOnline
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Expressão e documento da vida, sentimentos, aspirações e afectos do nosso povo, a canção portuguesa faz parte do património espiritual da nação portuguesa. Mais do que qualquer outra manifestação do nosso temperamento, da nossa cultura, ou das nossas capacidades criadoras, ela nos define e integra na nossa realidade psicológica e social.
Canções promotoras de atitudes adequadas em sala de aula e na escola em geral
O sucesso escolar na infância depende de um conjunto de atitudes não cognitivas que são cruciais:
Assiduidade e pontualidade: o hábito de estar presente e de só faltar por razão de força maior.
Concentração e atenção: a capacidade de focar numa tarefa.
Disciplina e persistência: o hábito de praticar e não desistir perante dificuldades.
Autoconfiança e autoestima: a crença na capacidade de aprender.
Socialização e cooperação: saber interagir, ouvir e trabalhar em grupo.
Memória e raciocínio lógico: habilidades de organização mental para a aprendizagem.
A Música é um poderoso catalisador para estas atitudes.
Concentração e memória:
Aprender uma melodia ou um instrumento exige atenção plena e treino da memória sequencial, transferindo essa habilidade para outras matérias.
Disciplina e persistência:
A prática regular de um instrumento ou a participação em ensaios de um coro ensinam o valor do esforço contínuo e da paciência.
Autoconfiança:
O sucesso ao tocar uma peça ou a atuação em público aumentam a autoestima e a segurança emocional.
Socialização:
Tocar em grupo ou num coro fomenta o respeito mútuo, a escuta ativa e o trabalho colaborativo, atitudes indispensáveis para um ambiente escolar produtivo.
Chegar a horas à Escola
Chegar a horas à Escola,
saber estar e ouvir,
manter a sala arrumada,
ser prestável e sorrir…
Cuidar bem dos instrumentos
p’ra não caírem ao chão
tocá-los com cuidadinho,
sem perder a pulsação.
[ António José Ferreira ]
Falar sempre é que não
Falar sempre é que não
pois não se aprende a lição.
Levantar o dedo, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Ter a mesa suja não
que é uma grande confusão.
Manter limpa a sala, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Brigar c’os amigos, não,
que até perdes a razão.
Ser prestável, isso sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim!
Chamar nomes é que não…
Achas que é educação?
Delicado, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Fazer troça é que não,
que o colega é como irmão.
Ajudá-lo, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
[ António José Ferreira ]
Uso as mãos para tocar
Uso as mãos para tocar,
nunca para magoar.
Uso-as para acenar
nunca para arranhar.
Uso os pés p’ra caminhar,
Nunca para estragar.
Uso-os para ir e vir,
Nunca para agredir.
Uso as pernas para jogar,
Nunca para rasteirar.
Uso a boca p’ra falar,
Nunca para ameaçar.
Alunos que sabem a resposta, foto Freepik
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/alunos-que-sabem-a-resposta-ft-freepik.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 20:31:522026-04-17 08:32:59Canções para o sucesso
Brincadeiras cantadas sobre Estudo do Meio, meios de transporte e mobilidade sustentável
Em Educação para a Cidadania e para o Ambiente, canções lúdicas promovem a cooperação, a mobilidade sustentável, a literacia financeira, o respeito por regras e a inclusão. Para o conhecimento dos meios de transporte, músicas ritmadas facilitam a nomeação e a distinção entre transportes aéreos, terrestres e marítimos. O jogo cantado permite imitar os movimentos e sons, ligando o conceito abstrato à ação corporal e à imaginação. Este envolvimento motor e sensorial assegura uma aprendizagem mais eficaz e divertida sobre o mundo que rodeia a criança.
Se vais sair de carro
Se vais sair de carro,
conduz com atenção.
Não queiras pagar multas
ou ir para a prisão.
Vai sempre com cuidado,
e sê muito prudente.
Velocidade a mais
é causa de acidente.
De mota ou automóvel,
conduz pela direita
e para no vermelho,
o p’rigo está à espreita.
Cuidado co’a bebida
se fores conduzir.
As regras e os sinais,
são mesmo p’ra cumprir.
Vou de bicicleta
Vou de bicicleta
se tenho vagar.
Vou de autocarro
se quero poupar.
Vou de comboio
para relaxar.
Vou de metro
na cidade andar.
Vou de automóvel
c’o pai a guiar.
Vou de navio
em pleno alto mar.
Vou de veleiro
se souber nadar.
Vou de mota de água
para praticar.
A nado não vou eu,
posso não me aguentar.
Vou de avião
p’ra longe chegar.
Vou de helicóptero
se não enjoar.
Vou de foguetão
para alunar.
De foguetão
volto para aterrar.
Comboio, CP
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
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https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/comboio-cp.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 12:21:432026-04-17 08:34:18Canções de transportes
Lá vai ele
a tocar pelo caminho,
muito alegre e divertido,
o cavaquinho.
Quatro cordas
muito finas
a tocar pelas praças,
nas esquinas
e também nas romarias,
nas feiras
e folias.
Quatro cordas pequeninas
fazem a dança,
a festança
do Algarve até ao Minho.
Aí vem ele, o cavaquinho
José Jorge Letria
É importante que desde cedo as crianças oiçam e declamem poesia, com enormes benefícios para a sua dicção, memória, vocabulário e expressividade. Se a criança não consegue dizer ou memorizar todas as estrofes, cada estrofe pode ser dita num estrado por um pequeno grupo.
Júlio Pereira e o cavaquinho
Nascido em Cascais, em 1951, José Jorge Letria é ficcionista, jornalista, poeta e dramaturgo. Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas. Foi premiado em Portugal e no estrangeiro, com destaque para dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra.
Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado, em 1997, com a Ordem da Liberdade.
É mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais pela UAL e pós-graduado em Jornalismo Internacional. Doutorou-se com distinção em Ciências da Comunicação no ISCTE, em Setembro de 2017.
É presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC.
É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Sugestões
O professor escreve o poema no quadro ou mostra-o no quadro interativo e resume a biografia do autor. Mostra uma imagem e eventualmente um vídeo que apresente as características do cavaquinho.
Depois declama expressivamente o poema. Pede um ou mais voluntários para recitar e no final a turma nomeia uma criança para o prémio “Declamador”.
Toca, toca pandeirinho
Toca toca pandeirinho
toca toca pandeireta
das cantigas que tu tocas
uma é branca a outra é preta.
Uma chora de tristeza
outra salta de alegria
toca toca pandeirinho
seja noite ou seja dia.
Toca toca pandeirinho
toca toca violão
que o teu toque às vezes toca
tal e qual um coração.
Coração é como um sino
toca certo toca fundo
toca toca pandeirinho
nas voltinhas deste mundo.
Toca toca pandeirinho
toca toca pianola
toca livre em toda a parte
não te prendas na gaiola.
Na gaiola morre o canto
e o tocar do tocador
toca toca pandeirinho
toca toca meu amor.
José Fanha
Ouvir e declamar poesia desde cedo reveste-se de enormes benefícios para a criança, para a fala, expressividade, criatividade, vocabulário e autoestima.
pandeiro
José Manuel Krusse Fanha Vicente é um arquiteto, poeta, formador, divulgador, escritor de literatura infanto-juvenil português. Nasceu em Lisboa, a 19 de fevereiro de 1951. É mestre na área de Educação e Leitura pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e doutorando na área História da Educação e da Cultura Escrita na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UL. É sócio da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Portuguesa de Autores.
Escreveu e publicou numerosas obras poéticas [cantigas da dúvida e do perguntar (1970)], ficção [Alfredo Keil – A Pátria acima de tudo (2015)], literatura infanto-juvenil [cantigas e cantigos” (2004); cantigas e cantigos para formigas e formigos (2010)], teatro [O trombone, encenação de Maria Henrique, com Jorge Mourato e Rui Quintas em 2002]. Aqui são referidas apenas as de temática musical.
Sugestões
O professor apresenta à turma um pandeiro e declama o poema, descrevendo sumariamente o autor José Fanha.
Cada criança tem um pandeiro, pandeireta ou um instrumento de percussão reutilizado.
O professor declama a primeira quadra marcando o compasso, depois a pulsação, e todos o imitam.
Percute um ostinato recitando outra quadra e a turma imita-o.
Finalmente, cada um diz individualmente com o seu próprio acompanhamento, podendo eventualmente criar um ostinato diferente.
No grupo da percussão
No grupo da percussão,
há um reque a raspar
e um bombo divertido
passa o tempo a rufar.
No grupo da percussão
há maracas a abanar
e um triângulo de ferro
que gosta de tilintar.
No grupo da percussão
há pratos a entrechocar.
Quando martelar o gongo,
toda a gente vai notar.
No grupo da percussão
clavas estão a tocar
e um lindo pau-de-chuva
o Inverno quer imitar.
Sugestões
Se possível, usam-se os instrumentos referidos, convencionais ou reciclados.
Em forma de jogo, o professor determina 3 locais com a respetiva categoria de instrumentos, eventualmente com arcos de cores diferentes.
Sopro
Corda
Percussão
Tecla
Pele
No exterior ou em sala ampla, as crianças estão dispersas à distância adequada. Recitam ou cantam uma ou mais estrofes. Quando o professor diz “Percussão!”, ou “Sopro”, todos procuram entrar (ou pelo menos colocar um pé) no arco respetivo. E assim sucessivamente. O último a chegar (ou os que não conseguirem) perdem uma de sete vidas previamente dadas a todas as crianças.
O professor pode também dizer verbos como “soprar”, “percutir”, “bater”, “raspar”, dedilhar”, as crianças deslocam-se para o arco respetivo. Ou dizer instrumentos da respetiva categoria (bombo em peles; flauta em sopro; piano em tecla; reco-reco em percussão.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2020/06/julio-pereira-cavaquinho.jpeg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 12:11:142026-04-29 11:07:17Canções de instrumentos
A música e a exploração de instrumentos são fundamentais para o desenvolvimento global da criança. Desde cedo, a música estimula o desenvolvimento cerebral, melhorando as conexões neuronais e impulsionando a memória, a concentração e o raciocínio lógico, o que se reflete positivamente na aprendizagem de matemática e línguas. O contacto com instrumentos, mesmo os de percussão mais simples, é crucial para a coordenação motora fina e grossa, o equilíbrio e o sentido rítmico. Emocionalmente, a música e a prática instrumental oferecem às crianças um meio de expressão de sentimentos e uma via para gerir a ansiedade. A educação musical não visa apenas formar músicos, mas desenvolver cidadãos mais sensíveis, criativos e com um vasto leque de competências para a vida.
Era um baterista
Era um baterista,
Punha-se a tocar:
Taca taca tum
Taca taca tchã!
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. As crianças atentam na figuração seguinte:
5. Uma linha longa representa uma pulsação, som longo, se assim quiseres chamar-lhe; no tempo de uma pulsação cabem duas linhas curtas (divisão da pulsação).
Fazer música contigo
Fazer música contigo
dá-me grandes alegrias.
Torna a escola divertida,
faz felizes os meus dias.
Meu amigo toca a solo
Meu amigo toca a solo
E assim gosta de tocar.
Todo o dia ele pratica
P’ra ser espetacular.
Eu queria fazer duo
C’o colega preferido
Para darmos um concerto
E tu ver’s que é divertido!
MUSATIVIDADE
O professor diz os versos, dois a dois, e a turma repete; depois uma quadra e, finalmente as duas quadras.
Quando, no fim das quadras, o professor disser “solo”, “duo”, “trio” ou “quarteto”, as crianças organizam-se como intérpretes a solo (separadas), ou em duo, trio, quarteto. Enquanto o professor não mudar, as crianças fazem de conta que tocam um instrumento no agrupamento respetivo.
Ao formar o grupo, as crianças não correm a abraçar os colegas mas procuram formar o grupo musical tocando como se estivessem em palco. Quando um agrupamento já está completo, não pode receber mais músicos, nem pode haver mudanças. As crianças que ficarem sem agrupamento perdem uma vida.
Ricardo Silva e Vânia Moreira, 2013
Muito se canta
Adaptações rítmicas e variações sobre a expressão antiga “Muito bem se canta na Sé, uns sentados, outros de pé”
Muito se canta
e toca na sé,
uns sentadinhos
e outros em pé.
Muito se canta
e toca no Porto.
Música triste,
talvez para um morto.
Muito se canta
e toca em Lisboa,
música má
e música boa.
Muito se canta
e toca em Pombal,
uns muito bem
e outros bem mal.
Muito se canta
e toca em Viana,
música sacra
e outra profana.
Muito se canta
e toca em Marvão
velhas cantigas
só para os que estão.
Muito se canta
e toca em Cinfães.
Quem desafina
irrita os cães.
Muito se canta
e toca em Leiria:
ora é tristeza,
ora alegria.
António José Ferreira
Música mexida
Música mexida,
Música maluca,
Música que toco
Com as mãos na darabuca.
Música tocada,
Música vocal,
Música que lembra
Um momento especial.
Música do mundo,
Música amiga,
Música que faço
Quando canto uma cantiga.
Música em concerto,
Música na rua,
Festa na aldeia
Ou serenata à luz da lua.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/vania-moreira_ricardo-silva-02082013.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 14:11:582026-04-17 08:35:39Canções sobre música
Ritmo para acompanhamento: mãos alternadas na beira da mesa + mãos alternadas nas pernas. Indicado para o Dia Internacional da Família.
Com boa azeitona
Transformação [ António José Ferreira ]
Com boa azeitona da oliveira, meu pai fez azeite de primeira.
A preparar polpa de tomate, à minha mãezinha ninguém bate.
Com o grão de trigo da seara, fez o meu avô farinha clara.
Com morangos frescos do pomar, a avó fez compota p’ra lanchar.
Com cachos de uvas Moscatel, farei vinho doce como o mel.
Indicado para o conhecimento de algumas profissões e o dia 1 de maio (Dia do Trabalhador) e o conhecimento da transformação na indústria e na agricultura.
De vermelho foi a rosa
[ António José Ferreira ]
De vermelho foi a rosa, perfumada e vaidosa.
Quis vestir-se o céu de azul e levou calor para o sul.
Foi castanho o ouriço para ser o mais castiço.
Vestiu a neve de branco e pintou jardim e banco.
[ Estações do ano ]
Quis ser muito verde o prado e ficou almofadado.
Disse o pinto amarelo: – Digam lá se não sou belo?
Nas sílabas sublinhadas na primeira estrofe (e nas outras quadras, do mesmo modo): mão esquerda na beira da mesa; palma direita nas costas da esquerda; mão esquerda na beira da mesa; mão direita na perna direita.
Encontrei um lindo búzio
[ António José Ferreira ]
Encontrei um lindo búzio Que uso para ouvir o mar. Quando o colo ao ouvido, sou marujo no alto mar.
Com um búzio verdadeiro ou reciclado as crianças ficam em silêncio para ouvir ondas. Depois dizem o poema, alternado declamação e silêncio.
Gosto de ouvir
Sons [ António José Ferreira ]
Gosto de ouvir o galo a cantar, som tão poderoso para me acordar.
Gosto de ouvir o cuco a cantar, som tão musical para passear.
Gosto de ouvir as ondas do mar, som tão agradável para relaxar.
Não gosto de ouvir carros a apitar, som desagradável a evitar.
Enquanto um grupo recita, outro cria uma sonoplastia para o texto (com onomatopeias ou recorrendo a objetos).
Mãe é fofa, sabe acarinhar
[ António José Ferreira ]
Mãe é fofa, sabe acarinhar; mãe é atenta, sabe escutar; mãe é esperta, sabe ensinar; mãe é mãe; tem sempre algo p’ra dar!
Verso a verso, de dois em dois, a estrofe completa, a turma memoriza o texto. Voluntários dizedores sobem ao estrado da sala para declamar, com expressividade.
No Dias das Bruxas
[ António José Ferreira ]
No Dias das Bruxas bater o dente; no Magusto, castanha quente; no Natal, dar um presente; no fim de ano, ser diferente. no São João, dançar a gente, no aniversário ‘star contente. (Esqueci o Carnaval? Ele nunca leva a mal.)
As crianças estão sentadas à mesa. Nas sílabas que rimam em “en”, as mãos abertas batem na beira da mesa e em seguida, fechadas, batem nas pernas.
Ouve o som da savana
[ António José Ferreira ]
Ouve o som da savana, O grito da selva, O canto do mar! Cuida bem do planeta, É teu, é nosso, Há que o salvar!
Vê o encanto da fonte, O curso do rio Da serra ao mar. Olha as cores da serra, As aves em festa, O sol a brilhar.
Segue o voo do cuco, O tigre correndo, O peixe a nadar. Olha para os filhotes E isso já basta P’ra te encantar.
Tantas são as espécies Que estão em risco De se extinguir. Temos de fazer algo Para salvá-las Há que intervir!
Indicado para o Dia Internacional do Ambiente (5 de junho), o Dia do Animal (4 de outubro) e educação para a cidadania.
Pai é forte: sabe apoiar
[ António José Ferreira ]
Pai é forte: sabe apoiar; pai é meigo: sabe abraçar; pai é rico: sabe o que dar: pai é pai, quem o pode igualar?
O meu pai é meu amigo. Ele joga e brinca comigo.
Indicado para o Dia do Pai (19 de março).
Depois de memorizarem o texto, dizedores voluntários vão à frente da sala declamar o poema.
Passa, passa
[ António José Ferreira ]
Passa, passa, caracol, Passa, passa, carapaça! Tem cuidado com o sol Para não haver desgraça.
As crianças aprendem a quadra tornando-se ótimos dizedores, com expressividade, em andamento moderado. Como o caracol anda lentamente, o exercício será as crianças dizerem a quadra num andamento uniformemente lento, sem parar.
Rimar não custa
Não custa nada fazer uma rima: joga com a prima.
Não custa nada rimar com geleia. É uma boa ideia.
Não custa nada rimar com cantiga: canta se és amiga.
Não custa nada rimar com cadela: é brincar com ela.
Não custa nada rimar com o cão: é dar-lhe ração.
Não custa nada rimar com o gato: é encher-lhe o prato.
Não custa nada rimar com cavalo: é saber montá-lo.
Não custa nada rimar com o burro: é não ser casmurro.
Não custa nada rimar com o galo: basta alimentá-lo.
Não custa nada rimar com galinha: é fazer canjinha.
António José Ferreira ]
Roda, roda, rodopia
[ António José Ferreira ]
Roda, roda, rodopia, Roda, roda meu pião. Roda, roda, rodopia, Mostra que és um campeão.
Cada criança tem uma tampa de azeitonas que no centro seja um pouco mais baixa que nas bordas. Com as duas mãos, as crianças fazem o “pião” rodopiar, com um só impulso. O pião que se aguentar mais tempo é o vencedor.
Se eu fosse uma fruteira
Nomes coletivos
[ António José Ferreira ]
Se eu fosse uma fruteira, queria-te no meu pomar.
Se eu fosse uma oliveira, queria-te no meu olival.
Se eu fosse um castanheiro, queria-te no meu souto.
Se eu fosse um sobreiro, queria-te no meu montado.
Se eu fosse um camelo, queria-te na minha cáfila.
Se eu fosse um bisonte, queria-te na minha manada.
Se eu fosse um porco, queria-te na minha vara.
Se eu fosse uma ovelha, queria-te no meu rebanho.
Se eu fosse um cão, queria-te na minha matilha.
Se eu fosse peixe, queria-te no meu cardume.
Se eu fosse um pintainho, queria-te na minha ninhada.
Se eu fosse uma formiga, queria-te no meu formigueiro.
Se eu fosse cabra, queria-te na minha cabrada.
Se eu fosse uma pomba queria-te no meu bando.
Se eu fosse um livro, queria-te na minha biblioteca.
Se eu fosse uma carta, queria-te no meu baralho.
Se eu fosse abelha, queria-te no meu enxame.
Se eu fosse uma estrela, queria-te na minha constelação.
Se eu fosse uma casa, queria-te no meu casario.
Se eu fosse um foguete, queria-te na minha girândola.
Como sou aluno, adoro ter-te na turma.
Depois de dizer todos os duetos, o professor joga com as crianças dizendo o primeiro verso, devendo as crianças responder com o segundo.
Serra, serra, carpinteiro
António José Ferreira
Serra, serra, carpinteiro P’ra fazeres uma porta. Tem cuidado e vê bem Para que não fique torta.
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. Com reco-recos, todos representam o movimento da serra e escutam o som.
Sou pirata aventureiro
[ António José Ferreira ]
Sou pirata aventureiro e adoro o cheiro a mar. Sei usar a minha espada, defender e atacar.
Tem o céu muitas estrelas, outras tantas tem o mar. São espécies coloridas que ultrapassam o milhar.
Depois de aprenderem as quadras, o professor dá duas espadas de material reutilizado que não tenha riscos para a segurança das crianças. As duas primeiras a memorizarem e dizerem, vão lutar cuidadosamente com espadas.
Um bom livro
[ António José Ferreira ]
Um bom livro é um amigo Que está sempre ao meu lado. Aconselha-me e indica O que é apropriado.
Um bom livro é um presente Que está sempre comigo. Com os seus ensinamentos Eu estudo e consigo.
Texto indicado para o Dia do Livro Português (26 de março), ou Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril).
Veio o setembro
[ António José Ferreira ]
Veio o setembro como pintor; pinta as folhas com muita cor.
Veio o setembro com muita uva. Para os campos manda a chuva.
Veio o setembro cheio de vento: movem-se as nuvens no céu cinzento.
Veio o setembro com muito sono. Foi-se o verão, viva o outono!
Texto criado para o tempo de regresso às aulas e o início do outono.
Veste roupa adequada
[ António José Ferreira ]
Veste roupa adequada, não te faça mal o sol. Se há neve ou geada usa sempre cachecol.
Não te faça mal o frio, não te faça mal o vento. Se a casa está gelada, liga o aquecimento.
Não te faça mal a água quando molhas os teus pés. Usas botas ou galochas? Que prudente que tu és!
Texto indicado para o inverno. Uma sugestão de acompanhamento rítmico é marcar a pulsação com pés alternados no chão, o que também ajuda a aquecer os pés.
Verão quente
[ António José Ferreira ]
Verão quente, muita gente ou na praia ou a nadar.
Muito sol, caracol no meu prato é um manjar.
Canta o gaio, o papagaio, o meu, voa se ventar.
Grandes dias, alegrias e histórias p’ra contar!
Alternadamente, dedos da mão esquerda na mesa; punho direito na beira da mesa, alternadamente, nas sílbas sublinhadas da primeira estrofe e, nas outras, de forma semelhante. Indicado para o mês de junho.
A maneira de búzio
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/buzio-faz-de-conta.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 10:36:462026-04-18 21:36:00Ritmo e Poesia
Quadras e brincadeiras cantadas ou recitadas da autoria de António José Ferreira
CAI A CHUVA
Cai a chuva lá de cima
E o tempo está frio.
Já as ruas se alagam
e até transborda o rio.
MUSICATIVIDADES
1. O professor diz a quadra com expressividade e as crianças imitam.
2. Quem já sabe de cor, sem se enganar?
3. Se alguém tem dificuldade, escolhe um colega para ajudar e dizer juntamente.
4. As crianças recebem do professor uma tampa de plástico (de baldes de azeitona, por exemplo).
5. As que primeiro aprendem a rima recebem primeiro o “chapéu de chuva” e começam a mover-se pela sala.
6. Com a tampa sustentada pelo polegar (ou na cabeça) movem-se na sala no andamento que o professor imprimir, sem deixar cair e sem chocar com os colegas.
CANTO À BEIRA-MAR
Canto à beira-mar
junto ao pinhal.
Que bom respirar
ar com cheiro a sal!
Se aperta o calor
quando é Verão,
sombra e frescura
ótimas serão.
Numa bela mata
se o fogo lavrar,
sombra e frescura
irão acabar.
Matas e florestas
vamos proteger
para haver saúde,
riqueza e prazer.
MUSICATIVIDADES
1. O professor diz dois versos e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra e as crianças repetem.
3. Enquanto as crianças recitam, marcam a pulsação com pequenas pedras do mar ou pinhocras (pinhas abertas que friccionam).
CHOVE AGORA, CHOVE LOGO
Chove agora, chove logo,
está o vento a soprar!
Olho p’la minha janela,
quero ver o sol brilhar!
É inverno, está frio,
está quase a nevar.
Aproveito ainda um pouco
p’ra no pátio brincar.
MUSICATIVIDADES
1. O professor lê dois versos e as crianças repetem.
2. Lê uma quadra e a turma repete.
3. Lê o texto todo e as crianças fazem gestos.
4. As crianças estão numa roda. Uma criança tem um pau de chuva que toca durante uma quadra, passando então ao colega do lado (da esquerda ou da direita, conforme o professor estabelecer.
QUANDO AS NUVENS SÃO ESCURAS
Quando as nuvens são escuras
Um sinal me estão a dar:
Minha capa e guarda-chuva
Eu preciso de levar.
Olho as nuvens carregadas
E percebo o seu aviso:
– Leva capa e carapuço!
Não te molhes, tem juízo!
[ António José Ferreira ]
MUSICATIVIDADES
1. As crianças estão em círculo, ou à volta de uma mesa, ou sentadas no chão se o conforto do espaço o permitir.
2. O professor diz lentamente um verso e todos repetem. Depois outro, e assim sucessivamente.
3. O professor tem uma vara (de vassoura, reutilizada, por exemplo) e entrega-a a uma criança.
4. De forma mecânica, sem perder a pulsação, a criança que tem a vara, passa-a ao colega, no sentido dos ponteiros do relógio, ou em sentido contrário.
5. Se necessário, voltam a fazer-se exercícios prévios e dá-se mais atenção a quem tem dificuldades.
Chuva
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/chuva.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-01 23:06:302025-12-10 16:46:20Canções do tempo
Canções que fomentam a coordenação e trabalho em equipa da autoria de António José Ferreira
As brincadeiras cantadas e cooperativas com balão são ótimas ferramentas pedagógicas na infância, promovendo o desenvolvimento global. O balão, pela sua leveza e imprevisibilidade, desafia a coordenação motora ampla e a perceção espacial, exigindo que as crianças se movimentem, pontapeiem, cabeceiem, saltem e ajustem o corpo com rapidez.
A vertente cooperativa é crucial: jogos de não deixar o balão cair (usando o sopro, as mãos ou em duplas) eliminam a competição e ensinam a colaboração e a interdependência. As crianças aprendem que o sucesso depende do esforço conjunto, desenvolvendo a empatia, o respeito pelo ritmo do outro e a comunicação para definirem estratégias em equipa.
Com canto, a brincadeira estimula a sensibilidade auditiva e o desenvolvimento cognitivo. As cantigas dão um suporte estruturado e afetivo à atividade, tornando a aprendizagem de regras e a socialização mais divertida e memorável, essenciais para construir relações interpessoais saudáveis.
Eu soprei no meu balão
Eu soprei no meu balão
E ele ficou cheio de ar.
Toca leve com a mão
Para ao chão não ir parar.
[ António José Ferreira ]
MUSATIVIDADE
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
O professor nomeia três chefes, que vão escolher a sua equipa. Depois de formados os grupos, os elementos de cada equipa devem colocar-se à distância conveniente.
Cada criança deve manter-se em silêncio e os pés colados ao chão. Recitada ou cantada a quadra, por todos, o chefe da equipa lança o balão com leveza e a equipa deve trabalhar de forma adequada para não cair ao chão (podendo usar de cada vez uma só mão). Enquanto isso, o professor improvisa um número certo de compassos.
Os grupos vencedores de acordo com as regras ganham 1 ponto. Começa-se nova jogada.
No ar anda um balão
No ar anda um balão
A teimar em ir para o chão.
Se alguém o deixar ir
Deste jogo vai sair.
[ António José Ferreira ]
MUSATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. O professor nomeia três chefes, que vão escolher a sua equipa.
5. Depois de formados os grupos, cada equipa deve colocar-se à distância conveniente. Cada criança deve manter-se em silêncio e os pés colados ao chão.
6. Recitada ou cantada a quadra, por todos, o chefe da equipa lança o balão com leveza e a equipa deve trabalhar de forma adequada para não cair ao chão (podendo usar de cada vez uma só mão).
7. Enquanto isso, o professor improvisa um número certo de compassos. Os grupos vencedores de acordo com as regras ganham 1 ponto. Começa-se nova jogada.
Dinâmica do balão, EB1 de Arnelas, Lenga 2022
O balão do João
O balão do João
sobe, sobe, pelo ar.
Está feliz, o petiz,
a cantarolar.
A turma lança e mantém um balão no ar. Em jogo de cidadania e coordenação grupal, cada um a dar apenas um toque de cada vez e a procurar que todos participem, sem que nenhum fique para trás.
Tenho um balão
Tenho um balão.
Deu-mo o meu irmão.
Jogo com a mão,
não deixo cair ao chão.
Tenho um balão
Com a forma de um pão.
Estou com atenção,
não quero perdê-lo, não!
[ António José Ferreira ]
Em pares, canta-se e cada elemento passa o balão ao parceiro dando um toque amigável de modo a fazerem o maior número de trocas possível.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais. Promove edições, instalações, exposições, formações, residências, oficinas.
Brincar Azul, Reciclanda 2026
Na Loja Meloteca saiba mais sobre edições em formato digital ou em papel.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/cancao-do-balao-eb1-arnelas-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-24 21:11:152026-04-17 08:25:16Canções de balão