Canções sobre afetos de educação para a cidadania, da autoria de António José Ferreira
Canções sobre afetos e emoções são instrumentos importantes para o desenvolvimento da inteligência emocional na infância. Na brincadeira cantada, melodia, o ritmo e jogo proporcionam um canal para as crianças identificarem, nomearem e expressarem sentimentos complexos, como alegria, tristeza, raiva ou medo, antes mesmo de dominarem plenamente a linguagem verbal.
Ao cantar sobre “estar feliz” ou “sentir saudade”, a criança valida as suas emoções, percebendo que são experiências humanas universais. Esta prática contribui para a autorregulação emocional, pois ritmos calmos podem tranquilizar, enquanto letras sobre superação constroem a resiliência.
Além disso, a música fortalece a empatia. Ao ouvir canções que descrevem os sentimentos dos outros, as crianças desenvolvem a capacidade de se conectar e de responder de forma mais sensível, promovendo o desenvolvimento social e a construção de vínculos afetivos e seguros.
Meu pai foi à loja
[ António José Ferreira ]
Meu pai foi à loja
que vende animais.
Havia coelhos
e outros que tais.
Meu pai quis comprar-me
um lindo coelho.
O pelo é branco,
o olho vermelho.
Levou-o p’ra casa,
deixou na gaiola.
– Eu quero mostrá-lo
aos colegas da escola.
Eu faço-lhe festas
e dou-lhe ração.
Que fofo e querido
o coelho anão!
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
O que importa é o que sinto,
o que importa é o que sou.
Pormenor é a cor da pele
ou o carro em que vou.
O que importa é o que amo
e a forma como dou.
Não te foques no que visto
nem no peso em que estou.
O que importa é o que tento
P’ra mudar o que falhou.
Se és rápido, é bom;
devagar também lá vou.
O que importa é o teu abraço,
o que importa é o sorriso,
é estares mesmo ao lado
com o afeto que eu preciso.
Crianças na escola, foto Freepik
Olha aquele cachorrinho
[ António José Ferreira ]
Olha aquele cachorrinho
tão bonito e brincalhão.
Vamos ver quem ele quer
que o leve p’ra adoção.
Cachorrinho!
As crianças estão numa roda. O professor escolhe um entre voluntários com dedo levantado. O escolhido irá para o meio, e será um cachorrinho a fazer cenas de cão juvenil. Quando as crianças chamam: “Cachorrinho”, ela olha todas as crianças e aponta uma. Essa criança deve dizer uma pequena frase sobre cachorrinhos. Se a frase lhe agradar, encontrou nova casa. O jogo prossegue com menos duas crianças em jogo, com novo animal de estimação, que pode ser previamente destinado pela direita.
Os valores importantes
[ António José Ferreira ]
Os valores importantes
são a ajuda ao amigo,
escutar com atenção
quem está a falar comigo.
Os valores importantes
não são roupa ou dinheiro,
mas cumprir bem as tarefas,
ser honesto e verdadeiro.
Os valores importantes
são respeitar os seus pais
e tratar bem os amigos
incluindo os animais.
As rimas são ferramentas pedagógicas que aproveitam a musicalidade e o ritmo da linguagem para facilitar a memorização. Ao associar a palavra do sentido à sua função e órgão, a rima cria um vínculo auditivo forte e duradouro. A natureza lúdica e rítmica das rimas torna a aprendizagem dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar, e até conceitos como propriocepção) mais divertida e envolvente, transformando a aquisição de vocabulário e o conhecimento sobre o corpo humano numa brincadeira.
A sentir
[ António José Ferreira ]
A sentir,
a cheirar,
que tens bom olfato
vais mostrar.
A tocar,
a apalpar,
que és bom no tacto
vais mostrar.
A comer,
a mascar,
mostra que lá que tens
bom paladar.
A olhar,
a piscar,
mostra a visão
para o teu par.
A ouvir, a escutar,
Que és bom de ouvido
vais mostrar.
MUSICATIVIDADES
1. O professor diz uma frase e todos repetem.
2. As crianças fazem gestos relacionados com o sentido respetivo enquanto o professor marca o ritmo (titi tá titi tá tiritiri titi titi tá, ou equivalente).
Recursos musicais Meloteca para a infância
Na escola dizia
[ António José Ferreira ]
Na escola dizia
um dia
o Edgar:
o sentido da visão
está no meu olhar.
Na escola dizia
um dia
a Beatriz:
o sentido do olfato
está no meu nariz.
Na escola dizia
um dia
o João:
o sentido do tato
está na minha mão.
Na escola dizia
um dia
o Rodrigo:
o sentido da audição
está no meu ouvido.
Na escola dizia
um dia
a Gracinda:
o sentido do paladar
está na minha língua.
Sinto com a minha pele
Sinto com a minha pele,
se me fazes um miminho.
Há quem diga que é o tato,
mas eu sei que é carinho.
Sinto com a minha língua
se um chupa me quer’s dar:
faz bem à nossa amizade
e é doce ao paladar.
Sinto com o meu nariz
quando sou o cozinheiro.
Há quem diga que é olfato
e quem diga apenas cheiro.
Sinto com os meus ouvidos
quando é linda a canção:
inda antes de eu nascer
já tivera uma audição.
Sinto também com olhos
que até chegam a brilhar.
Há quem diga que é visão,
mas eu sei que é gostar.
Tenho olhos
[ António José Ferreira ]
Tenho olhos pequeninos,
mas sou muito bom a ver;
tenho boca pequenina
mas sou ótimo a comer.
Tenho dedos pequeninos,
mas sou bom a escrever;
tenho pernas pequeninas
mas sou rápido a correr.
Tenho nariz pequenino
mas sou ótimo a cheirar;
tenho dedos pequeninos
mas sou ótimo a pintar.
Tenho braços pequeninos
mas sou ótimo a abraçar;
tenho dois pés pequeninos
mas sou bom a caminhar.
Tenho lábios pequeninos
mas sou muito bom a rir;
tenho pernas pequeninas
mas sou rápido a fugir.
Tenho língua pequenina
mas sou ótimo a falar;
tenho duas mãos pequenas
mas sou ótimo a tocar.
Depois de apresentado o texto, o professor diz o primeiro verso de cada dueto e a turma, ou uma criança só, responde com o segundo. Poderão dizer uma ação diferentes da que o professor propôs, desde que faça sentido.
Recursos musicais Meloteca para a infância
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/sentidos-bebe-e-mae.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-10 23:27:022025-10-26 20:42:58Canções dos sentidos
As brincadeiras cantadas são uma ferramenta lúdica e essencial para o conhecimento do corpo na infância. Ao aliar a música ao movimento, como em “Cabeça, ombro, joelho e pé”, a criança constrói ativamente o seu esquema corporal de forma integrada. O ritmo e a melodia facilitam a memorização das partes do corpo, transformando a aprendizagem numa experiência prazerosa. A repetição dos gestos, sincronizada com a canção, desenvolve a coordenação motora ampla, a lateralidade e a consciência espacial, ou seja, a criança aprende a situar-se no espaço e a controlar os seus movimentos.
Cabeça, tronco e membros
[ António José Ferreira ]
Cabeça, tronco e membros,
com música é que é!
Abana todo o corpo,
o braço, a mão, o pé!
Cabeça, tronco e membros,
ai que bom que será:
abana todo o corpo,
mexe-te todo já.
Cabeça, tronco e membros,
que gira esta cantiga:
uma mão na testa,
a outra na barriga.
Cabeça, tronco e membros,
o ritmo está perfeito:
ponho uma mão nas costas,
a outra está ao peito.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de mexer e de dançar.
Vai um dia ao Baile,
baila, baila com o par.
Deixa lá o fémur:
– Como é que vai andar?
É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de sonhar e de pensar.
Vai um dia à China
de avião com o seu par.
Deixa lá o crânio:
– Como é que vai pensar?
É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de correr e de saltar.
Vai à maratona
com desejo de ganhar.
Deixa lá a rótula:
– Como vai continuar?
É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de comer um bom jantar.
Vai a um restaurante
muito fino à beira-mar.
Deixa lá a mandíbula:
– Como é que vai mastigar?
1. O professor recita de dois em dois versos e as crianças repetem; diz uma quadra e as crianças repetem.
3. Diz depois as quadras seguidas e as crianças movem-se pela sala realçando o osso referido.
Eu fui ao senhor doutor
Eu fui ao senhor doutor,
eu fui ao senhor doutor,
que me disse que eu tenho um tique,
que me disse que eu tenho um tique,
eu tenho um tique,
eu tenho um tique,
tique tique,
tique tique.
[ Dando estalos com ambas as mãos, ou piscar o olho. ]
Eu fui ao Senhor doutor (2 v.)
que mandou mexer as pernas… (2 v.)
Eu tenho um tique (2v.)
tique tique. (2v.)
… mexer a anca… … mexa os braços… … mexa os ombros… … mexer a cabeça…
Acumulam-se os gestos.
MUSICATIVIDADES
O professor recita de forma expressiva e as crianças repetem e fazem gestos cumulativos.
Músculos! Músculos! [ Atividade ]
[ António José Ferreira ]
Músculos! Músculos!
São mais de seiscentos:
É o que diz a anatomia!
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Nem os membros eu mexia.
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Nem sequer me sentaria.
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Como é que eu me ria?
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Como é que me aquecia?
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Nem falava nem comia!
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Em pé não aguentaria.
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
O esqueleto cairia!
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Como é que eu pintaria?
Músculos! Músculos!
Se não os tivesse,
Como é que eu escreveria?
Músculos [ Bola ]
[ António José Ferreira ]
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu jogaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu fintaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu chutaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu passaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu defendia?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Nem a bola lançaria.
Tocando guizeira
Músculos [ Desporto ]
[ António José Ferreira ]
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu marcharia?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que eu correria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Que troféus levantaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Que flexões é que eu faria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Que combates venceria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Nem a taça ergueria!
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/tocando-guizeira.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 15:32:422025-10-26 21:39:16Canções do corpo
Baile mandado para crianças adaptado por António José Ferreira
O Baile mandado é uma forma tradicional e participativa de dança popular portuguesa que se destaca pela presença de uma figura central: o mandador. Esta dança é frequentemente realizada em roda por pares (homens e mulheres) e é comum em diversas regiões, com especial destaque para o Algarve e o Alentejo.
A principal característica é a execução de movimentos e figuras coreográficas por comando vocal. Enquanto a música (muitas vezes tocada ao acordeão, ferrinhos e outros instrumentos tradicionais) anima os participantes, o mandador grita ou canta os “mandos” que os pares devem seguir imediatamente, como “rodar à direita”, “meia volta” ou “mudar de par”.
Isto transforma o Baile num jogo social dinâmico que exige atenção, destreza e coordenação de grupo. Os mandos, por vezes, são acompanhados de quadras humorísticas ou jocosas, que aumentam a animação e o espírito de improvisação e comunidade entre os bailadores. É um reflexo da cultura popular que valoriza a interação e a capacidade de resposta espontânea.
Na Reciclanda, o Baile mandado adaptado a crianças em ambiente escolar e as canções do tipo “O rei manda” unem-se para promover atitudes e valores de cidadania.
Siga a roda, siga o Baile.
Quem é bom encontra par.
Vamos lá mexer os pés,
Vamos todos a bailar.
Instrumental
Já ‘stava parada a roda,
Mas falou o mandador.
Dá estalos com os dedos,
Mostra lá o teu valor.
Instrumental
À direita tu andaste,
À direita ela andou.
Vamos lá pela esquerda
E ninguém se enganou.
Instrumental
Dá um passo para a frente
outro passo para trás.
Baila com muita elegância,
Mostra lá do que és capaz!
Instrumental
Vamos levantar as mãos,
Bater palmas sem parar.
É tão bela a nossa dança
Mas está quase a acabar.
A atividade é inspirada nos bailes mandados tradicionais de Portugal, em que a dança é mandada por um mandador. Pelo meio são introduzidas quadras humorísticas que nem sempre têm a ver com a dança. Entre cada estrofe o professor improvisa em instrumento (quanto mais não seja, um tambor).
Podem-se criar outras quadras para crianças que estejam na sala de aula com a sua disposição habitual.
Grupo Folclórico de Faro, foto DiariOnline
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Expressão e documento da vida, sentimentos, aspirações e afectos do nosso povo, a canção portuguesa faz parte do património espiritual da nação portuguesa. Mais do que qualquer outra manifestação do nosso temperamento, da nossa cultura, ou das nossas capacidades criadoras, ela nos define e integra na nossa realidade psicológica e social.
Canções promotoras de segurança na escola e em casa, da autoria de António José Ferreira
Cuidado com a tesoura
Cuidado com a tesoura
para ninguém se cortar.
Também na sala de aula
devemos saber estar.
Cuidado com os agrafos
para ninguém se picar.
Também na sala de aula
devemos saber estar.
[ António José Ferreira ]
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Tem cuidado, ó colega,
sê uma pessoa prudente:
nunca brinques na estrada,
p’ra não teres um acidente.
Caminhar é pelo passeio
e passar na passadeira.
Nos sinais, passa no verde,
na estrada, vai pela beira.
Tem cuidado, ó colega,
quando em casa tu estás,
com facas e detergentes,
com o fogo e com o gás.
Tem cuidado, ó colega
e não mexas nas tomadas,
nem sequer nos aparelhos
quando as mãos estão molhadas.
[ António José Ferreira ]
MUSICATIVIDADES
1. O professor diz uma quadra e incentiva as crianças a memorizarem.
2. Todos dizem cada quadra, repetindo, se o professor considerar necessário, enquanto percutem um ostinato (titi tá, mão direita na perna direita, mão esquerda na perna esquerda, mão direita no tórax do lado esquerdo).
Tesouras, foto Freepik
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/tesouras-ft-freepik.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-03 10:32:342024-10-26 21:20:54Canções de segurança
Canções promotoras de atitudes adequadas em sala de aula e na escola em geral da autoria de António José Ferreira
O sucesso escolar na infância depende de um conjunto de atitudes não cognitivas que são tão cruciais quanto o intelecto:
Assiduidade e pontualidade: o hábito de estar presente e de só faltar por razão de força maior.
Concentração e atenção: a capacidade de focar numa tarefa.
Disciplina e persistência: o hábito de praticar e não desistir perante dificuldades.
Autoconfiança e autoestima: a crença na capacidade de aprender.
Socialização e cooperação: saber interagir, ouvir e trabalhar em grupo.
Memória e raciocínio lógico: habilidades de organização mental para a aprendizagem.
A Música é um poderoso catalisador para estas atitudes.
Concentração e memória:
Aprender uma melodia ou um instrumento exige atenção plena e treino da memória sequencial, transferindo essa habilidade para outras matérias.
Disciplina e persistência:
A prática regular de um instrumento ou a participação em ensaios de um coro ensinam o valor do esforço contínuo e da paciência.
Autoconfiança:
O sucesso ao tocar uma peça ou a atuação em público aumentam a autoestima e a segurança emocional.
Socialização:
Tocar em grupo ou num coro fomenta o respeito mútuo, a escuta ativa e o trabalho colaborativo, atitudes indispensáveis para um ambiente escolar produtivo.
Chegar a horas à Escola
Chegar a horas à Escola,
saber estar e ouvir,
manter a sala arrumada,
ser prestável e sorrir…
Cuidar bem dos instrumentos
p’ra não caírem ao chão
tocá-los com cuidadinho,
sem perder a pulsação.
[ António José Ferreira ]
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Falar sempre é que não
pois não se aprende a lição.
Levantar o dedo, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Ter a mesa suja não
que é uma grande confusão.
Manter limpa a sala, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Brigar c’os amigos, não,
que até perdes a razão.
Ser prestável, isso sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim!
Chamar nomes é que não…
Achas que é educação?
Delicado, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Fazer troça é que não,
que o colega é como irmão.
Ajudá-lo, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
[ António José Ferreira ]
Uso as mãos para tocar
Uso as mãos para tocar,
nunca para magoar.
Uso-as para acenar
nunca para arranhar.
Uso os pés p’ra caminhar,
Nunca para estragar.
Uso-os para ir e vir,
Nunca para agredir.
Uso as pernas para jogar,
Nunca para rasteirar.
Uso a boca p’ra falar,
Nunca para ameaçar.
Alunos que sabem a resposta, foto Freepik
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/alunos-que-sabem-a-resposta-ft-freepik.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 20:31:522025-10-27 16:39:30Canções para o sucesso
Brincadeiras cantadas sobre Estudo do Meio, meios de transporte e mobilidade sustentável de António José Ferreira
Em Educação para a Cidadania e para o Ambiente, canções lúdicas promovem a cooperação, a mobilidade sustentável, a literacia financeira, o respeito por regras e a inclusão. Para o conhecimento dos meios de transporte, músicas ritmadas facilitam a nomeação e a distinção entre transportes aéreos, terrestres e marítimos. O jogo cantado permite imitar os movimentos e sons, ligando o conceito abstrato à ação corporal e à imaginação. Este envolvimento motor e sensorial assegura uma aprendizagem mais eficaz e divertida sobre o mundo que rodeia a criança.
Se vais sair de carro
Se vais sair de carro,
conduz com atenção.
Não queiras pagar multas
ou ir para a prisão.
Vai sempre com cuidado,
e sê muito prudente.
Velocidade a mais
é causa de acidente.
De mota ou automóvel,
conduz pela direita
e para no vermelho,
o p’rigo está à espreita.
Cuidado co’a bebida
se fores conduzir.
As regras e os sinais,
são mesmo p’ra cumprir.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Meu pai acabou o curso
No ano dois mil e um.
Pianista, toca a solo,
Como el’ não há nenhum.
Encontrou uma cantora
No ano dois mil e dois.
Duo de canto e piano
Quiseram formar depois.
Juntou-se um oboísta
No ano dois mil e três.
Meu pai também toca agora
em trio com um francês.
Conheceu uma flautista
No ano dois mil e quatro.
Tem agora o seu quarteto
E até toca no Teatro.
Um trompista entrou no grupo
No ano dois mil e cinco.
São agora um quinteto
E tocam com muito afinco.
Juntou-se um contrabaixista
No ano dois mil e seis.
O sexteto é tão famoso
que até toca para reis.
Entrou uma trompetista
No ano dois mil e sete.
O septeto é conhecido
Mais por causa da trompete.
Juntou-se um baterista
No ano dois mil e oito.
O octeto é famoso,
E o baterista afoito.
Juntou-se uma trombonista
No ano dois mil e nove.
O noneto até tem
crítica que o aprove.
Juntou-se um saxofonista
No ano dois mil e dez.
Decateto, toca em clubes,
Em igrejas e em sés.
MUSICATIVIDADE
Conforme a indicação oral do professor, as crianças organizam-se como intérpretes solistas (solo) ou em duo, trio, quarteto, quinteto, sexteto, septeto, octeto, noneto, decateto. O professor vai improvisando em instrumento de percussão (ou outro). Crianças vai entrando para o agrupamento do professor por ordem alfabética e conforme a quadra fale de intérprete no masculino ou no feminino, e fazem de conta que tocam um instrumento.
No grupo da percussão
No grupo da percussão,
há um reque a raspar
e um bombo divertido
passa o tempo a rufar.
No grupo da percussão
há maracas a abanar
e um triângulo de ferro
que gosta de tilintar.
No grupo da percussão
há pratos a entrechocar.
Quando martelar o gongo,
toda a gente vai notar.
No grupo da percussão
clavas estão a tocar
e um lindo pau-de-chuva
o Inverno quer imitar.
MUSICATIVIDADES
Se possível, usam-se os instrumentos referidos, convencionais ou reciclados.
Em forma de jogo, o professor determina 3 locais com a respetiva categoria de instrumentos, eventualmente com arcos de cores diferentes.
Sopro
Corda
Percussão
Tecla
Pele
No exterior ou em sala ampla, as crianças estão dispersas à distância adequada. Recitam ou cantam uma ou mais estrofes. Quando o professor diz “Percussão!”, ou “Sopro”, todos procuram entrar (ou pelo menos colocar um pé) no arco respetivo. E assim sucessivamente. O último a chegar (ou os que não conseguirem) perdem uma de sete vidas previamente dadas a todas as crianças.
O professor pode também dizer verbos como “soprar”, “percutir”, “bater”, “raspar”, dedilhar”, as crianças deslocam-se para o arco respetivo. Ou dizer instrumentos da respetiva categoria (bombo em peles; flauta em sopro; piano em tecla; reco-reco em percussão.
reco-reco didático, Lenga 2022
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/07/reco-reco-didatico-lenga-2022.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-07-02 12:11:142022-07-06 15:41:54Canções de instrumentos
Textos sobre música e instrumentos de António José Ferreira
A música e a exploração de instrumentos são fundamentais para o desenvolvimento global da criança. Desde cedo, a música estimula o desenvolvimento cerebral, melhorando as conexões neuronais e impulsionando a memória, a concentração e o raciocínio lógico, o que se reflete positivamente na aprendizagem de matemática e línguas. O contacto com instrumentos, mesmo os de percussão mais simples, é crucial para a coordenação motora fina e grossa, o equilíbrio e o sentido rítmico. Emocionalmente, a música e a prática instrumental oferecem às crianças um meio de expressão de sentimentos e uma via para gerir a ansiedade. A educação musical não visa apenas formar músicos, mas desenvolver cidadãos mais sensíveis, criativos e com um vasto leque de competências para a vida.
Era um baterista
Era um baterista,
Punha-se a tocar:
Taca taca tum
Taca taca tchã!
MUSICATIVIDADES
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. As crianças atentam na figuração seguinte:
5. Uma linha longa representa uma pulsação, som longo, se assim quiseres chamar-lhe; no tempo de uma pulsação cabem duas linhas curtas (divisão da pulsação).
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Fazer música contigo
dá-me grandes alegrias.
Torna a escola divertida,
faz felizes os meus dias.
Meu amigo toca a solo
Meu amigo toca a solo
E assim gosta de tocar.
Todo o dia ele pratica
P’ra ser espetacular.
Eu queria fazer duo
C’o colega preferido
Para darmos um concerto
E tu ver’s que é divertido!
MUSATIVIDADE
O professor diz os versos, dois a dois, e a turma repete; depois uma quadra e, finalmente as duas quadras.
Quando, no fim das quadras, o professor disser “solo”, “duo”, “trio” ou “quarteto”, as crianças organizam-se como intérpretes a solo (separadas), ou em duo, trio, quarteto. Enquanto o professor não mudar, as crianças fazem de conta que tocam um instrumento no agrupamento respetivo.
Ao formar o grupo, as crianças não correm a abraçar os colegas mas procuram formar o grupo musical tocando como se estivessem em palco. Quando um agrupamento já está completo, não pode receber mais músicos, nem pode haver mudanças. As crianças que ficarem sem agrupamento perdem uma vida.
Ricardo Silva e Vânia Moreira, 2013
Muito se canta
Adaptações rítmicas e variações sobre a expressão antiga “Muito bem se canta na Sé, uns sentados, outros de pé”
Muito se canta
e toca na sé,
uns sentadinhos
e outros em pé.
Muito se canta
e toca no Porto.
Música triste,
talvez para um morto.
Muito se canta
e toca em Lisboa,
música má
e música boa.
Muito se canta
e toca em Pombal,
uns muito bem
e outros bem mal.
Muito se canta
e toca em Viana,
música sacra
e outra profana.
Muito se canta
e toca em Marvão
velhas cantigas
só para os que estão.
Muito se canta
e toca em Cinfães.
Quem desafina
irrita os cães.
Muito se canta
e toca em Leiria:
ora é tristeza,
ora alegria.
António José Ferreira
Música mexida
Música mexida,
Música maluca,
Música que toco
Com as mãos na darabuca.
Música tocada,
Música vocal,
Música que lembra
Um momento especial.
Música do mundo,
Música amiga,
Música que faço
Quando canto uma cantiga.
Música em concerto,
Música na rua,
Festa na aldeia
Ou serenata à luz da lua.
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/vania-moreira_ricardo-silva-02082013.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 14:11:582025-10-26 21:33:03Canções sobre música
Rimas com ritmo da autoria de António José Ferreira
Ajudei a minha avó
[ António José Ferreira ]
Ajudei a minha avó
a fazer o pão de ló.
Ajudei o meu avô
a desmontar o robô.
Ajudei a minha mãe,
a levar pastéis de Belém.
Ajudei o meu pai,
a pesquisar sobre o Havai.
Ajudei a minha tia
a cortar a melancia.
Ajudei o meu tio
a levar peixe do rio.
Ajudei a minha irmã
a descascar a maçã.
Ajudei o meu irmão
a dar banho ao seu cão.
Ajudei a minha prima
a fazer a sua rima.
Ajudei o meu primo
a subir até ao cimo.
Ritmo para acompanhamento: mãos alternadas na beira da mesa + mãos alternadas nas pernas. Indicado para o Dia Internacional da Família.
Com boa azeitona
Transformação
[ António José Ferreira ]
Com boa azeitona da oliveira,
meu pai fez azeite de primeira.
A preparar polpa de tomate,
à minha mãezinha ninguém bate.
Com o grão de trigo da seara,
fez o meu avô farinha clara.
Com morangos frescos do pomar,
a avó fez compota p’ra lanchar.
Com cachos de uvas Moscatel,
farei vinho doce como o mel.
Indicado para o conhecimento de algumas profissões e o dia 1 de maio (Dia do Trabalhador) e o conhecimento da transformação na indústria e na agricultura.
De vermelho foi a rosa
[ António José Ferreira ]
De vermelho foi a rosa,
perfumada e vaidosa.
Quis vestir-se o céu de azul
e levou calor para o sul.
Foi castanho o ouriço
para ser o mais castiço.
Vestiu a neve de branco
e pintou jardim e banco.
[ Estações do ano ]
Quis ser muito verde o prado
e ficou almofadado.
Disse o pinto amarelo:
– Digam lá se não sou belo?
Nas sílabas sublinhadas na primeira estrofe (e nas outras quadras, do mesmo modo): mão esquerda na beira da mesa; palma direita nas costas da esquerda; mão esquerda na beira da mesa; mão direita na perna direita.
Encontrei um lindo búzio
[ António José Ferreira ]
Encontrei um lindo búzio
Que uso para ouvir o mar.
Quando o colo ao ouvido,
sou marujo no alto mar.
Com um búzio verdadeiro ou reciclado as crianças ficam em silêncio para ouvir ondas. Depois dizem o poema, alternado declamação e silêncio.
Gosto de ouvir
Sons
[ António José Ferreira ]
Gosto de ouvir
o galo a cantar,
som tão poderoso
para me acordar.
Gosto de ouvir
o cuco a cantar,
som tão musical
para passear.
Gosto de ouvir
as ondas do mar,
som tão agradável
para relaxar.
Não gosto de ouvir
carros a apitar,
som desagradável
a evitar.
Enquanto um grupo recita, outro cria uma sonoplastia para o texto (com onomatopeias ou recorrendo a objetos).
Mãe é fofa, sabe acarinhar
[ António José Ferreira ]
Mãe é fofa, sabe acarinhar;
mãe é atenta, sabe escutar;
mãe é esperta, sabe ensinar;
mãe é mãe; tem sempre algo p’ra dar!
Verso a verso, de dois em dois, a estrofe completa, a turma memoriza o texto. Voluntários dizedores sobem ao estrado da sala para declamar, com expressividade.
No Dias das Bruxas
[ António José Ferreira ]
No Dias das Bruxas
bater o dente;
no Magusto,
castanha quente;
no Natal,
dar um presente;
no fim de ano,
ser diferente.
no São João,
dançar a gente.
no aniversário
‘star contente.
(Esqueci o Carnaval?
Ele nunca leva a mal.)
As crianças estão sentadas à mesa. Nas sílabas que rimam em “en”, as mãos abertas batem na beira da mesa e em seguida, fechadas, batem nas pernas.
Ordenou o deus Saturno
[ António José Ferreira ]
Ordenou o deus Saturno
Que tu toques um noturno.
Ordenou o deus Plutão
Que tu faças percussão.
Ordenou o deus Neptuno
Que tu sejas bom aluno.
Ordenou o deus Vulcano
Que tu vás tocar piano.
Mandou a deusa Lucina
Que tu toques concertina.
Ordenou a deusa Minerva
Que te deites sobre a erva.
Ordenou a deusa Ceres
Que imites as mulheres.
Ordenou a deusa Vesta
Que tu durmas uma sesta.
Ordenou o deus Baco
Que tu faças um buraco.
Ordenou o deus Cupido
Que tomes um comprimido.
Ordenou a deusa Terra
Que caminhes pela serra.
Ordenou a Proserpina
Que pratiques ocarina.
Ordenou o deus Marte
Que apresentes o estandarte.
Ordenou a deusa Diana
Que toques flauta de cana.
O professor seleciona as rimas adequadas para determinada aula. Depois de dizer tudo, diz o primeiro verso e a turma, um grupo ou uma criança, responde com o segundo. Em seguida, diz, expressivamente, seguindo a declamação de quatro ou oito compassos de percussão improvisada enquanto as crianças, em pé, representam a ação referida pelo professor.
Ouve o som da savana
[ António José Ferreira ]
Ouve o som da savana,
O grito da selva,
O canto do mar!
Cuida bem do planeta,
É teu, é nosso,
Há que o salvar!
Vê o encanto da fonte,
O curso do rio
Da serra ao mar.
Olha as cores da serra,
As aves em festa,
O sol a brilhar.
Segue o voo do cuco,
O tigre correndo,
O peixe a nadar.
Olha para os filhotes
E isso já basta
P’ra te encantar.
Tantas são as espécies
Que estão em risco
De se extinguir.
Temos de fazer algo
Para salvá-las
Há que intervir!
Indicado para o Dia Internacional do Ambiente (5 de junho), o Dia do Animal (4 de outubro) e educação para a cidadania.
Pai é forte: sabe apoiar
[ António José Ferreira ]
Pai é forte: sabe apoiar;
pai é meigo: sabe abraçar;
pai é rico: sabe o que dar:
pai é pai, quem o pode igualar?
O meu pai é meu amigo.
Ele joga e brinca comigo.
Indicado para o Dia do Pai (19 de março). Depois de memorizarem o texto, dizedores voluntários vão à frente da sala declamar o poema.
Passa, passa
[ António José Ferreira ]
Passa, passa, caracol,
Passa, passa, carapaça!
Tem cuidado com o sol
Para não haver desgraça.
As crianças aprendem a quadra tornando-se ótimos dizedores, com expressividade, em andamento moderado. Como o caracol anda lentamente, o exercício será as crianças dizerem a quadra num andamento uniformemente lento, sem parar.
Roda, roda, rodopia
[ António José Ferreira ]
Roda, roda, rodopia,
Roda, roda meu pião.
Roda, roda, rodopia,
Mostra que és um campeão.
Cada criança tem uma tampa de azeitonas que no centro seja um pouco mais baixa que nas bordas. Com as duas mãos, as crianças fazem o “pião” rodopiar, com um só impulso. O pião que se aguentar mais tempo é o vencedor.
Se eu fosse uma fruteira
Nomes coletivos
[ António José Ferreira ]
Se eu fosse uma fruteira,
queria-te no meu pomar.
Se eu fosse uma oliveira,
queria-te no meu olival.
Se eu fosse um castanheiro,
queria-te no meu souto.
Se eu fosse um sobreiro,
queria-te no meu montado.
Se eu fosse um camelo,
queria-te na minha cáfila.
Se eu fosse um bisonte,
queria-te na minha manada.
Se eu fosse um porco,
queria-te na minha vara.
Se eu fosse uma ovelha,
queria-te no meu rebanho.
Se eu fosse um cão,
queria-te na minha matilha.
Se eu fosse peixe,
queria-te no meu cardume.
Se eu fosse um pintainho,
queria-te na minha ninhada.
Se eu fosse uma formiga,
queria-te no meu formigueiro.
Se eu fosse cabra,
Queria-te na minha cabrada.
Se eu fosse uma pomba
queria-te no meu bando.
Se eu fosse um livro,
queria-te na minha biblioteca.
Se eu fosse uma carta,
queria-te no meu baralho.
Se eu fosse abelha,
queria-te no meu enxame.
Se eu fosse uma estrela,
queria-te na minha constelação.
Se eu fosse uma casa,
queria-te no meu casario.
Se eu fosse um foguete,
queria-te na minha girândola.
Como sou aluno,
adoro ter-te na turma.
Depois de dizer todos os duetos, o professor joga com as crianças dizendo o primeiro verso, devendo as crianças responder com o segundo.
Serra, serra, carpinteiro
António José Ferreira
Serra, serra, carpinteiro
P’ra fazeres uma porta.
Tem cuidado e vê bem
Para que não fique torta.
1. O professor diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e as crianças repetem.
2. Diz uma quadra toda e a turma repete.
3. Cada criança diz a quadra na sua vez, com acompanhamento rítmico pelo professor; quem não conseguir, nomeia um colega para o acompanhar.
4. Com reco-recos, todos representam o movimento da serra e escutam o som.
Sou pirata aventureiro
[ António José Ferreira ]
Sou pirata aventureiro
e adoro o cheiro a mar.
Sei usar a minha espada,
defender e atacar.
Tem o céu muitas estrelas,
outras tantas tem o mar.
São espécies coloridas
que ultrapassam o milhar.
Depois de aprenderem as quadras, o professor dá duas espadas de material reutilizado que não tenha riscos para a segurança das crianças. As duas primeiras a memorizarem e dizerem, vão lutar cuidadosamente com espadas.
Um bom livro
[ António José Ferreira ]
Um bom livro é um amigo
Que está sempre ao meu lado.
Aconselha-me e indica
O que é apropriado.
Um bom livro é um presente
Que está sempre comigo.
Com os seus ensinamentos
Eu estudo e consigo.
Texto indicado para o Dia do Livro Português (26 de março), ou Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril).
Veio o setembro
[ António José Ferreira ]
Veio o setembro
como pintor;
pinta as folhas
com muita cor.
Veio o setembro
com muita uva.
Para os campos
manda a chuva.
Veio o setembro
cheio de vento:
movem-se as nuvens
no céu cinzento.
Veio o setembro
com muito sono.
Foi-se o verão,
viva o outono!
Texto criado para o tempo de regresso às aulas e o início do outono.
Veste roupa adequada
[ António José Ferreira ]
Veste roupa adequada,
não te faça mal o sol.
Se há neve ou geada
usa sempre cachecol.
Não te faça mal o frio,
não te faça mal o vento.
Se a casa está gelada,
liga o aquecimento.
Não te faça mal a água
quando molhas os teus pés.
Usas botas ou galochas?
Que prudente que tu és!
Texto indicado para o inverno. Uma sugestão de acompanhamento rítmico é marcar a pulsação com pés alternados no chão, o que também ajuda a aquecer os pés.
Verão quente
[ António José Ferreira ]
Verão quente,
muita gente
ou na praia ou a nadar.
Muito sol,
caracol
no meu prato é um manjar.
Canta o gaio,
o papagaio,
o meu, voa se ventar.
Grandes dias,
alegrias
e histórias p’ra contar!
Alternadamente, dedos da mão esquerda na mesa; punho direito na beira da mesa, alternadamente, nas sílbas sublinhadas da primeira estrofe e, nas outras, de forma semelhante. Indicado para o mês de junho.
A maneira de búzio
https://www.lenga.pt/wp-content/uploads/2022/06/buzio-faz-de-conta.jpg400400António Ferreirahttp://lenga.pt/wp-content/uploads/2022/05/lenga-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-06-30 10:36:462022-07-05 18:25:21Ritmo e Poesia