Propostas para bebés

Bebé tocando

Propostas musicais pais e educadores realizarem com bebés

[ António José Ferreira ]

Segundo Piaget, no estádio sensório-motor (0-2 anos) o pensamento é concreto e confinado aos esquemas de acção. Tem como características o primado dos sentidos, a experiência imediata e a inteligência prática.

SAUDAÇÃO MUSICAL
0-36 meses

A investigação sobre o cérebro conclui que os bebés no seio materno já conseguem distinguir o som das vozes humanas.
Muitas das saudações mais musicais que a pessoa recebe ao longo da vida acontecem nos primeiros meses e anos. Os adultos tendem naturalmente a colocar mais carga emotiva na saudação. Esta pode ser feita através de uma melodia improvisada:

Olá, ó Lia, olá,
Olá, bebé, olá!
Olá, ó Lia, olá,
Sorri para a mamã!

Pode ser acompanhado por palmas, com toque nos braços e mãos do bebé. Este exprime-se e comunica cada vez melhor, estando muito atento ao que se passa à sua volta. A saudação pode ir variando desde que o bebé nasce até aos 3 anos, até se tornar uma proposta musical com resposta da criança. Um jogo de palmas simples é possível e vantajoso a partir dos 24 meses (palmas com palmas da criança, palmas próprias).

MÚSICA SUAVE
0-3 meses

É vantajoso ter na creche e no quarto do bebé um leitor com música instrumental suave, canções de embalar, música clássica (Mozart, por exemplo). Música com carácter rítmico regular e melodias que se repetem são calmantes na medida em que se aproximam mais do tipo de som ouvido no seio materno, algo semelhante ao som de uma máquina de lavar roupa.

Desde que nasce, o bebé apercebe-se do discurso, chora e revela algumas respostas aos sons. A etapa pré-linguística do desenvolvimento da linguagem vai do nascimento até aos nove/dez meses e caracteriza-se pela emissão de sons (não palavras). Com 1,5 a 3 meses, arrulha e dá gargalhadas.

TONS DE VOZ DIFERENCIADOS
0-3 meses

Ouvir os mesmos sons e outros sons diferenciados é um factor de continuidade e enriquecimento na vida do bebé. Quando um bebé ouve sons mais fortes, o seu ritmo cardíaco aumenta, sentindo-se feliz e divertido; quando o tom de voz é suave e doce, o bebé sente-se confortável e satisfeito. Os educadores enriquecem o bebé se cantarem a mesma canção em intensidades, alturas e timbres diferentes.

Aos 3 meses, o bebé brinca com os sons da fala, e dos 3 aos 6 meses, produz sons consonantes, tentando igualar o que ouve (guinchos, murmúrios, sons vocálicos, como “ahhh!”.

GRAVAÇÕES DO BEBÉ
3-6 meses

Os educadores podem gravar, com telemóvel, o palrar do bebé, verificando a reação do bebé ao ouvir os próprios sons. A gravação pode acompanhar o seu crescimento, tornando-se mais tarde um documento precioso e divertido.

BALANÇO
3-6 meses

Balancear e embalar favorecem o gatinhar e andar futuros. Além de serem divertidos para o bebé, os movimentos balanceados têm um papel importante na aquisição do equilíbrio que é fundamental para aprender a andar. O balanço pode ser feito em lugares e de modos diferentes, no colo, sobre a barriga, segurando-o sempre de modo a não cair. Pode cantar-se a rima de balancear:

Tão balalão,
cabeça de cão,
orelhas de gato,
não tem coração.

SONS DO MEIO
3-6 meses

As experiências musicais aumentam a aptidão para raciocínio e as ciências matemáticas. Gravar sons da natureza ou utilizar sons gravados e mostrar imagens correspondentes às crianças, pode ser interessante; mas os educadores devem ter consciência de que nesta fase os próprios objetos do dia-a-dia podem ser valorizados nas suas potencialidades: algo que cai, a chuva na vidraça, a pessoa que bate à porta.

SONS VARIADOS
6-9 meses

A consciência auditiva adquire-se com a idade, os estímulos e a experiência. É conveniente expor o bebé a sons variados e ajudá-lo a descobrir paulatinamente o corpo. Imitar o zumbido da abelha, dar estalidos com a língua com a boca mais ou menos aberta, imitar o som do vento, ou o cavalo a galope, levam o bebé imitar o adulto. Não vai conseguir imitar, mas cresce num ambiente em que o experimentar é algo de natural.

O LUGAR DO SOM
6-9 meses

Os jogos auditivos contribuem para o estabelecer de conexões no cérebro. Com duas pessoas, pode-se colocar na sala e mudar de sítio um pequeno rádio, um sintetizador de brincar ou outro instrumento. Enquanto um adulto, por exemplo, está com um bebé, o outro toca num lugar e noutro, ou desloca-se com o rádio ou instrumento. Verifique a reação do bebé, e pergunte-lhe: “onde está a música?” Se ele se tiver voltado para o lugar certo, merece palmas. À medida que o bebé cresce, aumenta-se o grau de dificuldade do jogo.

TAMBOR
6-9 meses

O desenvolvimento do cérebro é estimulado pela utilização de certos músculos ligados à motricidade. Além de ser uma actividade divertida, agarrar coisas como a baqueta e bater no tambor é importante para a coordenação motora. O bebé será induzido a bater com a baqueta no tambor ou no chão: o adulto exemplifica e deixa o bebé fazer. Pode acompanhar uma canção tradicional com um pauzinho, ou improvisar:

Meu amor, meu amor,
vamos lá tocar tambor.

O educador pode encontrar soluções alternativas e ecológicas à falta de tambores convencionais. Há bidões e frascos de champô ou detergente que são ótimos para o efeito. Deve ter-se em conta que não haja risco de o bebé se magoar com o instrumento.

MÚSICA E MOVIMENTO
6-9 meses

O movimento aliado à Música estimula ambos os lados do cérebro. O adulto circula pela sala cantando, por exemplo:

O balão do João
sobe, sobe pelo ar.
‘Stá feliz o petiz
a cantarolar.

Quando disser as palavras “sobe, sobe pelo ar”, o educador eleva um bebé, descendo-o em seguida, e faz o mesmo com os outros.

CANÇÕES DE EMBALAR
6-9 meses

O palrar, o olhar e o sorrir contribuem para o estabelecimento de laços mais fortes entre o bebé e o adulto. Mesmo que os educadores não sejam dotados de técnica vocal, a suavidade do canto acalma os bebés e aumenta a ligação afectiva. Antes de adormecerem, cante-lhes canções de embalar como “Brilha, brilha lá no céu”. Sobre esta música pode criar novos textos do género:

Dorme, dorme, meu bebé,
Dorme, dorme, ó meu bem.
O papá está contigo,
a mamã está também.

CANTO, MOVIMENTO, FALA
6-9 meses

A exposição da criança à música quando está ainda no seio materno dá-lhe um maior potencial de aprendizagem. Crianças privadas de experiências de linguagem terão mais dificuldade num discurso fluente e num bom domínio da língua em adulto. O objetivo não é que o bebé consiga entender as palavras, mas iniciá-lo num processo de ensino/aprendizagem. Sem as entender, ele vai gostar de ouvir as palavras cantadas. Se a canção tiver uma palavra mais conhecida do bebé, pode realçar-se cantando mais forte. Podem também dizer se as palavras, mantendo o ritmo, em registos grave e agudo.

Pelos 9 ou 10 meses, o bebé compreende o seu nome e as palavras “sim” e “não”. Imita sons sem compreender o seu significado. Usa gestos para comunicar, como abanar a cabeça para sim ou não. Já balbucia, juntando consoante e vogal (ma, ou mama).

SIM, SIM, NÃO, NÃO
9-10 meses

Em especial nesta fase, o adulto canta:

Sim, sim,
não, não,
Põe na minha
a tua mão.
Não, não,
sim sim,
olha agora
para mim!

OUVIR CONVERSAS
9-12 meses

Apresentar sons, texturas e sensações continua a ser fundamental para o desenvolvimento do bebé, e isso passa também pelas conversas. Pausas entre as frases e segmentos de frase ajudam os bebés a concentrar-se nos sons da língua. A experiência auditiva é determinante da qualidade da linguagem futura.

Tal como as conversas dos adultos, os diálogos dos desenhos animados, o conto e canto das estórias, têm um lugar importante no processo de aprendizagem da criança, que tentará muitas vezes imitar os sons. As ligações afetivas e familiares são muito importantes.

CANTO NO BANHO
9-12 meses

Um ambiente rico em linguagem oral e variedade sonora gera maiores aptidões linguísticas e musicais. Enquanto o adulto dá banho ao bebé, diverte-se e diverte a criança cantando, por exemplo, uma lengalenga ou canção adequada:

Pelo muro acima
vai uma formiga,
uma mão na testa
outra na barriga.

Pelo muro abaixo
vai um escaravelho
uma mão na testa,
outra no joelho.

Ao dizer “muro acima”, o adulto sobe com a mão pelo braço do bebé acima, e o inverso quando disser “pelo muro abaixo”. Pode cantar outras canções que falem da água.

UM BARQUINHO
9-12 meses

O equilíbrio da pessoa depende muito do amor e do carinho vivido nos primeiros anos. Quando der banho ao bebé na banheira, sente-o, mantendo-o seguro. Movimente-o para a frente e para trás de forma ritmada, cantando-lhe uma canção relacionada com o tema da água, por exemplo:

Um barquinho ligeiro andava,
ligeirinho andava no mar.

A nuvem passou,
o mar se agitou,
o vento a soprar
e os barcos a virar.

Vem a onda,
baloiça o barquinho
e o barquinho
faz “tchape” no mar.

Quando disser “tchape”, chapinhe na água.

ANDAMENTOS
9-12 meses

As experiências rítmicas e musicais precoces melhoram o raciocínio espacio temporal e geram maior aptidão para conceitos matemáticos. Os bebés estão sentados no chão, sobre uma manta. O educador dá-lhes uma baqueta, uma colher de pau ou uma clava. Cante uma canção, “As pombinhas da Cat’rina”, por exemplo. Acompanhe a canção tocando. Incentive o bebé a fazer o mesmo, variando o andamento, mais rápido e mais lento.

CANÇÃO COM VARIAÇÕES
9-12 meses

Certos jogos infantis com movimento são exercícios neurológicos que ajudam a criança a assimilar padrões linguísticos e a adquirir capacidades motoras. Além dos sons que pode fazer com a boca, a criança desenvolve a sua aptidão linguística se ouvir canções tradicionais que, além disso, beneficiam a criança em termos de integração no grupo, no Infantário e, futuramente, na Escola.

Cantar com matizes diferentes, forte e piano, em registo mais grave e mais agudo, com figurações rítmicas diferentes, ajudará o bebé a desenvolver a sua capacidade linguística e musical.

PALAVRAS EM DESTAQUE
9-12 meses

Os recém-nascidos têm muitos genes e sinapses que os tornam aptos para a aprendizagem da Música. O educador senta os bebé e senta-se também, voltado para eles. Canta uma canção e realça uma palavra batendo palmas:

Bate palmas, ó Gonçalo,
toda a gente bate.

Quando diz o nome de um bebé, agarra-lhe as mãos e bate palmas.

SENTIMENTOS
9-12 meses

A fala, a leitura de estórias e o canto têm efeitos muito benéficos na criança. Cantar representando sentimentos e sensações ajudará a criança a exprimir-se mais facilmente.

Eu sou tão feliz
porque estás comigo.
Tu és tão feliz
porque estou contigo.

Eu fico tão triste
quando não estás.
Tu ficas tão triste
quando eu não estou.

Acompanhe a canção com gestos diferentes que exprimam a alegria ou a tristeza, e também o “eu” e o “tu”.

SONS LINGUÍSTICOS
9-12 meses

Sons de intensidade forte captam mais a atenção da criança e o falar pausado facilita a distinção das palavras. Repetir sons que o bebé começa a dizer cedo, como p, m, b, d, g ou outros, juntando-lhes vogais ajuda o bebé a criar bases linguísticas para uma expressão verbal fluente. É vantajoso cantar frases ou estrofes que realcem esses sons. Outra actividade poderá consistir em cantar com os sons que o bebé faz (pá), sobre melodias conhecidas.

O vocabulário passivo desenvolve-se mais rapidamente que o vocabulário activo. Entre os 10 e os 14 meses, aparecem as primeiras palavras identificáveis, pela forma e pelo significado (nome para algo).

SONS (MAIS OU MENOS) AGRADÁVEIS
12-15 meses

Há sons que podem assustar os bebés. À medida que a criança toma consciência deles, fica mais tranquila, percebendo que o “tic-tac” de um relógio de sala, uma torneira aberta, o ranger de uma porta, o rádio a tocar não são coisas más. O pai, a mãe, o educador podem dar o exemplo de criar sons e o bebé pode achar interessante e fazer o mesmo, como fechar e abrir a porta de um armário que range, agarrando a chave ou o puxador.

CANTAR POR TUDO E POR NADA
12-15 meses

Em termos gerais, quanto mais precoce é o estímulo musical sobre o bebé, mais probabilidades há de a criança ter potencial para a música. Pode cantar para chamar o bebé, para lhe pedir um objeto, desenvolvendo a sua sensibilidade artística, mesmo que improvise com duas ou três notas, utilizando intervalos de oitava, sexta, terceira, quarta, segunda.

Aos 13 meses, o bebé compreende a função simbólica do nomear, isto é, compreende que uma palavra representa um objecto ou um acontecimento. Usa gestos representacionais (como levar uma chávena vazia à boca; levantar os braços para mostrar que quer colo) e aos 14 meses, usa gestos simbólicos, como soprar para significar “quente”.

PERCUSSÃO COM PALMAS
12-15 meses

Bata um pequeno ritmo com a mão direita na palma ou nas costas da mão
esquerda, ou vice-versa. Coloque em seguida a sua palma, mão ou braço diante do bebé de modo que ele possa bater como lhe agradar. Volte a percutir e espere a reação dele. É provável que bata com ambas as mãos e se ria de contente. Pode fazer o jogo de percussão utilizando também um pandeiro ou outro membranofone.

Entre os 10 e os 18 meses, o bebé diz palavras simples, a “holofrase” palavra que transmite uma ideia completa.

BRINQUEDOS MUSICAIS
15-18 meses

A variedade dos sons a que o bebé é exposto desenvolve a sua capacidade auditiva. Pegando num brinquedo de que o bebé goste, incentive a criança a imitar o objeto que ele representa, tenha em si música ou não. Se é um carro, imite o seu som, e faça o mesmo com o cão, o gato ou as bonecas.
Improvise melodicamente, transportando o bebé:

Pi pi pi,
Estou cansado de estar aqui.
Pi pi pi,
Vou de carro levar-te ali.

LÍNGUAS
15-18 meses

Quando a criança ouve sons de uma língua e sons de uma língua diferente, criam-se conexões nervosas no cérebro do bebé. Assim, está a proporcionar-se à criança um ambiente propício à aprendizagem das línguas. O professor de Música e educador pode cantar pequenas frases em diferentes línguas, como a saudação “Olá” em diversas línguas:

Olá, Joana! Olá!
Hello!
Bonjour!

ONOMATOPEIAS
15-18 meses

O cérebro tem uma grande capacidade para armazenar informações mas precisa de ser estimulado. Ouvir Vozes de animais e imitá-los incrementa o início da linguagem. Mostre livros ilustrados sobre animais ou apresente imagens do computador, e diga os seus sons característicos, associando visão e audição. A criança beneficia também com a exposição a fontes sonoras diferentes, mecânicas e naturais.

VOZES DIFERENTES
18-21 meses

Desde muito cedo, os bebés distinguem uma língua de outra e começam a atenção às palavras. O bebé está em evolução e vai falando cada vez melhor. A ligação dos circuitos cerebrais beneficia com experiências ricas e diversificadas na primeira infância. Conversar e cantar em tons de voz diferentes incentiva a capacidade linguística e musical dos bebés. O adulto canta normalmente uma canção; em seguida, canta a mesma canção em registo agudo, em registo grave, com voz suave, com voz forte, com voz nasalada. A criança responde e interage cada vez melhor, podendo já utilizar nesta fase cerca de 100 palavras.

CLÁSSICOS SEMPRE
18-21 meses

Ouvir (e mesmo dançar ao som de) música clássica nos primeiros anos de vida é uma actividade que fortalece os circuitos cerebrais mais tarde utilizados nas matemáticas e tarefas racionalmente complexas. Uma valsa “Danúbio Azul” de Strauss favorecerá a dança, o “Carnaval dos animais” de Camille Saint-Saëns representa vários animais através de instrumentos, o “Quebra-nozes” de Tchaikovsky é adequado para encenações. Ver bailados clássicos e desenhos animados musicais como “A flauta mágica” beneficia o bebé em vários aspetos.

À ESCUTA
18-21 meses

A exposição a uma variedade grande de estímulos sensoriais possibilita uma maior flexibilidade para a aprendizagem. A vivência precoce é muito importante: os sons e as cores, os pássaros e os cães, os grilos e as cigarras, as fontes e regatos, o vento nas folhas das árvores, os chocalhos das ovelhas, o cacarejar da galinha, o ruído métrico das máquinas, o som do relógio e do automóvel, o ritmo da poesia. Sendo cada vez mais fácil a gravação com telemóvel e o acesso à rede, os educadores podem fazer jogos de audição sobre animais domésticos e fontes sonoras do quotidiano.

Entre os 16 e os 24 meses, o bebé apresenta grande capacidade para nomear, e aprende muitas palavras novas (expandindo o vocabulário rapidamente, de 50 a 400. Utiliza verbos e adjectivos. Entre os 18 e os 24 meses, diz a primeira frase em discurso telegráfico: junta duas palavras para expressar uma ideia, como “carro cair”. Aos 20 meses, utiliza poucos gestos e nomeia mais objectos. Aos 24 meses, usa muitas frases de duas palavras. Já não balbucia, e quer falar. Dos dois aos três anos de idade, há um aumento exponencial do vocabulário, sobretudo de nomes, embora também comece a usar verbos, alguns adjectivos e advérbios. A criança começa a empregar verbos auxiliares como “ter” e “ser”, utiliza preposições e apresenta uma fala compreensível, inclusive para pessoas fora de seu meio familiar. A criança diz o nome e idade, expressa palavras de duas ou mais sílabas e reconhece os objectos conforme a sua utilidade.

CANTAR NOMES COMUNS
21-24 meses

A audição diversificada de sons incrementa a expressão verbal.
O educador senta-se com o bebé. Canta uma frase pequenina sobre um objeto que a criança pode tocar, por exemplo:

Paula, Paulinha,
agarra a bonequinha.

Diz palavra “bonequinha” isolada da frase. O bebé agarra a boneca. Em seguida, passe a outros objetos.

No estádio pré-operatório de Piaget (2-7 anos), o pensamento é de tipo representacional, intuitivo, não lógico, marcado pela fantasia, aspetos observados, centrado nos pormenores e ainda sem reversibilidade.

JOGO DAS ESCONDIDAS MUSICAL
30-33 meses

O educador pega num instrumento ou brinquedo sonoro de que a criança goste muito. Afasta-se (não muito) com o objeto e faz com que ele toque. A criança será motivada a encontrá-lo. Pode fazê-lo algumas vezes enquanto o interesse se mantiver e ele possa seguir o som do brinquedo. Outra maneira de fazer é tapar os olhos da criança (se ela o permitir) e movimentar o brinquedo sonoro à sua volta para que tente descobrir de onde vem o som.

A aprendizagem e interacção com os outros estão intimamente ligadas aos estímulos recebidos nos primeiros anos de vida. Entre os 20/30 meses, desenvolve a sintaxe (regras para juntar frases): artigos (o/a, um/uma); proposições (no/na, em); conjunções (e, mas); plurais, terminações e tempo passado dos verbos.

Aos 30 meses, aprende novas palavras quase todos os dias: fala combinando três ou mais palavras, com erros gramaticais. Aos 3 anos, diz até 1000 palavras (80% inteligíveis).

SEI UMA PEQUENA ESTÓRIA
33-36 meses

O professor improvisa sobre a canção:

Sei uma pequena estória
que [ a educadora/avó ] me ensinou:
era uma vez um gato:
já a estória acabou.

Esta canção pode ser utilizada como jogo em que as crianças fazem gestos (abrir livro, apontar com a mão, bigodes do gato, fechar livro). Quando uma criança é nomeada, o educador faz uma pausa para realçar o nome e interagir, e depois continua.

Bebé tocando

Bebé tocando

BIBLIOGRAFIA

JACKIE SILBERG, Brincadeiras para bebés. Jogos simples que os ajudam a aprender. Pergaminho 2005, 1 ed.
ID., 125 Brincadeiras para estimular o cérebro da criança de 1 a 3 anos. Editora Ground s. d.

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