Canções do esqueleto

Crianças do 1º Ciclo em brincadeira de comboio

Canções do esqueleto

Aprender os ossos do esqueleto humano a brincar é uma estratégia de ensino eficaz para crianças. A importância das brincadeiras cantadas para aprender os nomes dos ossos do esqueleto humano reside na forma como o cérebro processa e retém informações.

É um esqueleto

É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de mexer e de dançar.
Vai um dia ao Baile,
baila, baila com o par.
Deixa lá o fémur:
– Como é que vai andar?

É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de sonhar e de pensar.
Vai um dia à China
de avião com o seu par.
Deixa lá o crânio:
– Como é que vai pensar?

É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de correr e de saltar.
Vai à maratona
com desejo de ganhar.
Deixa lá a rótula:
– Como vai continuar?

É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de comer um bom jantar.
Vai a um restaurante
muito fino à beira-mar.
Deixa lá a mandíbula:
– Como é que vai mastigar?

António José Ferreira

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.

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António José Ferreira:
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Crianças do 1º Ciclo em brincadeira de comboio

Crianças do 1º Ciclo em brincadeira de comboio

Quando o relógio bate à uma

Esta brincadeira cantada pode ser realizada tanto em casa como na escola, no 1º Ciclo (1º-3º anos) e na educação pré-escolar.

Duas ou três crianças estão em casa na sala, deitados no chão com os olhos fechados, em condições de higiene adequadas. O professor (ou criança competente) é uma espécie de mandador. Aos verbos que diz, às crianças respondem com ações, umas em movimento, outras paradas. O refrão Tumba lacatumba tumba ta acompanhado com percussão permite prolongar as ações. Para tornar a atividade mais interessante é em geral conveniente apagar as luzes. No início e no fim, dizem (ou cantam) a onomatopeia tiquetaque.

Tiquetaque tiquetaque
tiquetaque tiquetaque.

1. Quando o relógio bate à uma,
os esqueletos saem da tumba.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

2. Quando o relógio bate às duas,
os esqueletos andam nas ruas. [ ou assustam ]

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

3. Quando o relógio bate às três,
os esqueletos jogam xadrez. [ou comem no chinês ]

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às quatro,
os esqueletos fazem teatro.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às cinco,
os esqueletos compram um brinco.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às seis,
os esqueletos imitam os reis. [ ou comem pastéis ]

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às sete,
os esqueletos tocam trompete. [ ou põe a babete; ou comem esparguete ]

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às oito,
os esqueletos fazem biscoito.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às nove,
os esqueletos vêem se chove.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às dez,
os esqueletos lavam os pés.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às onze,
os esqueletos correm para o bronze.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às doze,
os esqueletos comem a dose.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate à uma
os esqueletos voltam à tumba.

Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.

[ Adaptação de António José Ferreira ]

Variante

Tumba lacatumba tumba ta. (2v)

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Relógio antigo

Aprender os ossos a brincar

Aprender os ossos a brincar é uma estratégia de ensino eficaz para crianças. A importância das brincadeiras cantadas para aprender os nomes dos ossos do esqueleto humano reside na forma como o cérebro processa e retém informações.

Aqui estão os pontos-chave que explicam por que essa abordagem funciona tão bem:

1. Facilitação da memória (mnemónica)

O cérebro humano é programado para lembrar padrões, ritmos e melodias com muito mais facilidade do que listas de palavras secas.

Ritmo e repetição:

A música utiliza o ritmo e a repetição, que são ferramentas mnemónicas poderosas. É o mesmo princípio que nos faz lembrar letras de músicas que não ouvimos há anos, ou o canto do alfabeto. Tentar memorizar “crânio, clavícula, úmero, rádio, ulna, fêmur, tíbia, fíbula” é difícil. Cantá-los numa melodia simples torna a sequência memorável.

2. Aprendizagem multissensorial e cinestésica

Aprender os ossos não é apenas saber os nomes; é saber onde eles estão. As brincadeiras cantadas quase sempre envolvem ação.

Conexão corpo-mente:

Ao cantar “o meu fêmur está na coxa” e ao mesmo tempo tocar na coxa, a criança cria uma ligação física e neurológica direta entre o termo abstrato (“fêmur”) e a sua localização concreta no próprio corpo.

Aprendizagem ativa (Cinestésica):

As crianças, especialmente as mais novas, aprendem “fazendo”. O movimento (dançar, apontar, tocar) solidifica a aprendizagem de uma forma que a leitura passiva não consegue. O clássico “Cabeça, ombro, joelho e pé” é o exemplo perfeito disto, embora se foque em partes do corpo e não especificamente em ossos.

3. Empenho e motivação

Aprender a anatomia pode ser um tópico visto como “chato” ou “difícil”.

O lúdico:

A brincadeira remove a pressão do “estudo”. A criança está focada na diversão, na música e no movimento. A aprendizagem torna-se um subproduto agradável da atividade, em vez de um objetivo árduo.

Foco e atenção:

Uma canção cativante mantém a atenção da criança por muito mais tempo do que uma aula expositiva tradicional.

4. Redução da ansiedade e aumento da confiança

Termos científicos como “clavícula” ou “falanges” podem ser intimidantes.

Ambiente de baixa pressão:

Um contexto de brincadeira reduz o medo de errar. Se a criança errar a letra ou o gesto, ela simplesmente continua a cantar e a dançar, corrigindo-se naturalmente na próxima repetição.

Acessibilidade:

A música torna esta terminologia complexa acessível e menos “estranha”, normalizando as palavras.

5. Contextualização e associação

Uma canção fornece uma estrutura e um contexto para os nomes. Os ossos não são apenas uma lista aleatória; eles estão ligados numa sequência lógica (muitas vezes de cima para baixo, como na música “O Esqueleto”).