Canções do esqueleto
Canções do esqueleto
Aprender os ossos do esqueleto humano a brincar é uma estratégia de ensino eficaz para crianças. A importância das brincadeiras cantadas para aprender os nomes dos ossos do esqueleto humano reside na forma como o cérebro processa e retém informações.
É um esqueleto
É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de mexer e de dançar.
Vai um dia ao Baile,
baila, baila com o par.
Deixa lá o fémur:
– Como é que vai andar?
É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de sonhar e de pensar.
Vai um dia à China
de avião com o seu par.
Deixa lá o crânio:
– Como é que vai pensar?
É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de correr e de saltar.
Vai à maratona
com desejo de ganhar.
Deixa lá a rótula:
– Como vai continuar?
É um esqueleto –
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de comer um bom jantar.
Vai a um restaurante
muito fino à beira-mar.
Deixa lá a mandíbula:
– Como é que vai mastigar?
António José Ferreira
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Apresenta-se nas áreas da educação e da sustentabilidade em festivais.
Saiba mais na Reciclanda e contacte-nos:
António José Ferreira:
962 942 759
Conheça e adquira recursos originais a preços simbólicos na Loja Meloteca.
Quando o relógio bate à uma
Esta brincadeira cantada pode ser realizada tanto em casa como na escola, no 1º Ciclo (1º-3º anos) e na educação pré-escolar.
Duas ou três crianças estão em casa na sala, deitados no chão com os olhos fechados, em condições de higiene adequadas. O professor (ou criança competente) é uma espécie de mandador. Aos verbos que diz, às crianças respondem com ações, umas em movimento, outras paradas. O refrão Tumba lacatumba tumba ta acompanhado com percussão permite prolongar as ações. Para tornar a atividade mais interessante é em geral conveniente apagar as luzes. No início e no fim, dizem (ou cantam) a onomatopeia tiquetaque.
Tiquetaque tiquetaque
tiquetaque tiquetaque.
1. Quando o relógio bate à uma,
os esqueletos saem da tumba.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
2. Quando o relógio bate às duas,
os esqueletos andam nas ruas. [ ou assustam ]
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
3. Quando o relógio bate às três,
os esqueletos jogam xadrez. [ou comem no chinês ]
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às quatro,
os esqueletos fazem teatro.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às cinco,
os esqueletos compram um brinco.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às seis,
os esqueletos imitam os reis. [ ou comem pastéis ]
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às sete,
os esqueletos tocam trompete. [ ou põe a babete; ou comem esparguete ]
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às oito,
os esqueletos fazem biscoito.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às nove,
os esqueletos vêem se chove.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às dez,
os esqueletos lavam os pés.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às onze,
os esqueletos correm para o bronze.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate às doze,
os esqueletos comem a dose.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
Quando o relógio bate à uma
os esqueletos voltam à tumba.
Tumba latumba latumbabá.
Tumba latumba latumbabá.
[ Adaptação de António José Ferreira ]
Variante
Tumba lacatumba tumba ta. (2v)
Explore e adquira edições Meloteca AQUI.

Relógio antigo
Aprender os ossos a brincar
Aprender os ossos a brincar é uma estratégia de ensino eficaz para crianças. A importância das brincadeiras cantadas para aprender os nomes dos ossos do esqueleto humano reside na forma como o cérebro processa e retém informações.
Aqui estão os pontos-chave que explicam por que essa abordagem funciona tão bem:
1. Facilitação da memória (mnemónica)
O cérebro humano é programado para lembrar padrões, ritmos e melodias com muito mais facilidade do que listas de palavras secas.
Ritmo e repetição:
A música utiliza o ritmo e a repetição, que são ferramentas mnemónicas poderosas. É o mesmo princípio que nos faz lembrar letras de músicas que não ouvimos há anos, ou o canto do alfabeto. Tentar memorizar “crânio, clavícula, úmero, rádio, ulna, fêmur, tíbia, fíbula” é difícil. Cantá-los numa melodia simples torna a sequência memorável.
2. Aprendizagem multissensorial e cinestésica
Aprender os ossos não é apenas saber os nomes; é saber onde eles estão. As brincadeiras cantadas quase sempre envolvem ação.
Conexão corpo-mente:
Ao cantar “o meu fêmur está na coxa” e ao mesmo tempo tocar na coxa, a criança cria uma ligação física e neurológica direta entre o termo abstrato (“fêmur”) e a sua localização concreta no próprio corpo.
Aprendizagem ativa (Cinestésica):
As crianças, especialmente as mais novas, aprendem “fazendo”. O movimento (dançar, apontar, tocar) solidifica a aprendizagem de uma forma que a leitura passiva não consegue. O clássico “Cabeça, ombro, joelho e pé” é o exemplo perfeito disto, embora se foque em partes do corpo e não especificamente em ossos.
3. Empenho e motivação
Aprender a anatomia pode ser um tópico visto como “chato” ou “difícil”.
O lúdico:
A brincadeira remove a pressão do “estudo”. A criança está focada na diversão, na música e no movimento. A aprendizagem torna-se um subproduto agradável da atividade, em vez de um objetivo árduo.
Foco e atenção:
Uma canção cativante mantém a atenção da criança por muito mais tempo do que uma aula expositiva tradicional.
4. Redução da ansiedade e aumento da confiança
Termos científicos como “clavícula” ou “falanges” podem ser intimidantes.
Ambiente de baixa pressão:
Um contexto de brincadeira reduz o medo de errar. Se a criança errar a letra ou o gesto, ela simplesmente continua a cantar e a dançar, corrigindo-se naturalmente na próxima repetição.
Acessibilidade:
A música torna esta terminologia complexa acessível e menos “estranha”, normalizando as palavras.
5. Contextualização e associação
Uma canção fornece uma estrutura e um contexto para os nomes. Os ossos não são apenas uma lista aleatória; eles estão ligados numa sequência lógica (muitas vezes de cima para baixo, como na música “O Esqueleto”).











