Canções de gentileza
Canções de gentileza
A aprendizagem da gentileza na infância é crucial para o desenvolvimento de indivíduos socialmente competentes e emocionalmente equilibrados. A gentileza é a manifestação de empatia e respeito pelo próximo e por si próprio.
Ao praticar atos de bondade, as crianças desenvolvem a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo sentimentos e necessidades alheias. Esta habilidade é fundamental para a construção de relacionamentos saudáveis e duradouros, melhorando o convívio em casa, na escola e na comunidade.
Além de beneficiar os outros, a gentileza tem um impacto positivo no bem-estar emocional da própria criança, promovendo um maior sentimento de pertença, melhor autoestima e felicidade. Ajuda a reduzir conflitos e a resolver problemas de forma pacífica e cooperativa, contribuindo para uma sociedade mais harmoniosa e solidária.
A gentileza é, sobretudo, um valor que se aprende pelo exemplo dos adultos. Ao modelar comportamentos gentis, os pais e educadores fornecem às crianças as ferramentas essenciais para que elas se tornem jovens e adultos atenciosos, responsáveis e dispostos a fazer do mundo um lugar melhor.
Amigo do amigo
Quem é amigo do Simão,
é amigo do seu cão.
Quem é amigo do Renato,
é amigo do seu gato.
Quem é amigo da Maria
é amigo da sua tia.
Quem é amiga da Joana
é amiga da sua mana.
Quem é amigo da Emília,
é amigo da sua família.
Amigos
Os amigos se ajudam,
cada um como que tem:
ora dando o bom dia,
ora só com querer bem.
Das palavras fiz poema,
do poema fiz canção,
para dar-te aquele abraço
que me sai do coração.
Eu comprei um carro novo
p’ra levar-te a passear.
Vamos conhecer a serra
e depois a beira-mar.
Dia da Amizade: 30 de julho
Dia de São Valentim (dos Namorados, da Amizade, dos Afetos): 14 de fevereiro
Catrapás
Catrapás, catrapás.
– Não à guerra, sim à paz!
Catrapés, catrapés.
– Mostra-me o bom que tu és!
Catrapis, catrapis.
– Sou feliz se és feliz!
Catrapós, catrapós.
– Ama e cuida dos avós!
Catrapus, catrapus.
– Para mim és uma luz.
Com as mãos
Com as mãos
Se guia e conduz.
Com as mãos
Se amassa o pão.
Com as mãos
Se acende uma luz.
Com as mãos
Se ajuda o irmão.
Com as mãos
Se dá um aperto.
Com as mãos
Se faz poesia.
Com as mãos
se faz um enxerto.
Com as mãos
Se acena e guia.
António José Ferreira, baseado no poema “As mãos” de Manuel Alegre ]
Comboio da delicadeza
Vem comigo no comboio
que se chama Alegria.
Quando chegas à escola,
de manhã, dizes “Bom dia!”
Vem comigo no comboio
Que se chama Educação.
Diz palavras delicadas
E evita o calão.
Vem comigo no comboio
onde vai o Professor.
Quando queres uma coisa
deves pedir “Por favor!”
Vem comigo no comboio
do menino educado.
Fará toda a diferença
tu dizeres “Obrigado!”
Vem comigo no comboio
Para o Desenvolvimento.
É melhor seres delicado
Do que seres violento.
Vem comigo no comboio
Da Sustentabilidade.
Equilíbrio no consumo
Dá-te mais felicidade.
António José Ferreira ]
Dentro de nós
Dentro de mim,
dentro de ti,
dentro de nós
existe Alguém.
Eu sou assim,
tu és assim,
diferentes,
e ainda bem.
Todos dif’rentes, todos iguais,
diferentes e iguais.
A escola é minha,
a escola é tua,
a escola é
de todos nós.
A trabalhar,
a estudar,
toda a gente
fica a ganhar.
Isabel Carneiro ]
Lojas
Fazes-me um favor?
Vai à peixaria.
E eu comprei sardinhas
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à frutaria.
E eu comprei laranjas
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à padaria.
E eu comprei regueifa
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à confeitaria.
E eu comprei bolinhos
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à pizzaria.
E eu comprei a pizza
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à charcutaria.
E eu comprei fiambre
como a mãe queria.
Fazes-me um favor?
Vai à retrosaria.
E eu comprei as linhas
como a mãe queria.
António José Ferreira ]
Mágicas palavras
Mágicas palavras
que dão alegria,
quando amanhece
digo “Olá! Bom dia!”
Mágicas palavras,
boas de dizer:
digo “por favor”,
se algo quero ter.
Mágicas palavras,
boas de dizer:
digo “com licença”,
se um arroto der.
Mágicas palavras,
boas de dizer:
“olá!”, “boa tarde”
a quem estiver.
Mágicas palavras,
boas de dizer:
“muito obrigado”
para agradecer.
Mágicas palavras
boas de dizer:
“perdão”, ou “desculpe”,
se asneira fizer.
Mágicas palavras,
que deves lembrar:
digo “Boa noite!”
antes de deitar.
São palavras doces
que uso dia a dia.
Fico mais contente
como por magia.
António José Ferreira
Mãos
Uso as mãos para tocar,
nunca para magoar.
Uso as mãos para acenar
nunca para arranhar.
Uso os pés p’ra caminhar,
Nunca p’ra pontapear.
Uso os pés p’ra ir e vir,
Nunca para agredir.
Uso as pernas para jogar,
Nunca para rasteirar.
Uso a boca p’ra falar,
Nunca para ameaçar.
António José Ferreira ]
Mulher
Hoje é dia da grande mulher
que ensina, que escreve ou canta,
e que esteja ela onde estiver
nos apoia, acarinha e levanta.
Hoje é dia da mãe e da mana,
da madrinha, da avó e da tia,
da Matilde, da Bruna e da Ana,
da Filipa, da Inês, da Sofia.
Hoje é dia da minha professora,
da doutora e da cabeleireira,
da flautista e da compositora,
da autarca e da cozinheira.
António José Ferreira ]
Músculos gentis
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
nem sequer eu te sorria.
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
nem sequer saudaria.
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
nem sequer acenaria.
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
que abraços eu daria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
como é que te ajudaria?
Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
gargalhadas não daria!
No teu lugar
Imagino o que sentes,
ponho-me no teu lugar
p’ra saber o melhor modo
de te poder ajudar.
Imagino como estás
Mesmo que tu não mo digas
E escolho entre as palavras
As que são tuas amigas.
António José Ferreira ]
Nomes coletivos
Se eu fosse um músico,
queria-te na minha orquestra.
Se eu fosse um cantor,
queria-te no meu coro.
Se eu fosse um sino,
queria-te no meu carrilhão.
Se eu fosse uma tecla,
queria-te no meu teclado.
Se eu fosse um disco,
queria-te na minha discoteca.
Se eu fosse uma corda
Queria-te no meu encordoamento.
Se eu fosse um soldado,
queria-te no meu batalhão.
Se eu fosse pescador,
Queria-te na minha companha.
Se eu fosse um navio,
queria-te na minha armada.
Se eu fosse um avião,
queria-te na minha esquadrilha.
Se eu fosse um ator,
queria-te no meu elenco.
Se eu fosse um poeta,
queria-te na minha plêiade.
Se eu fosse uma ilha,
queria-te no meu arquipélago.
Se eu fosse uma serra,
queria-te na minha cordilheira.
António José Ferreira ]
Peixe-palhaço
Peixe-palhaço,
‘stás a nadar.
Quem é que escolhes
p’ta te adotar.
É quem tiver
Tempo p’ra de mim cuidar
E precisa de dinheiro
Para me alimentar.
António José Ferreira ]
Saber estar na escola
Distraído é que não,
pois não se aprende a lição.
Ser atento, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Falar sempre é que não
pois não se aprende a lição.
Levantar o dedo, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Ter a mesa suja não
que isso faz-me confusão.
Manter limpa a sala, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Brigar c’os amigos, não,
que até perdes a razão.
Ser prestável, isso sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim!
Chamar nomes é que não,
ou serás tu malcriadão?
Educado, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
Fazer troça é que não,
que o colega é como irmão.
Ajudá-lo, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.
António José Ferreira ]
Singular e plural
Singular é apenas um,
é ser tão especial
como o Dia da Criança,
a Páscoa, o Carnaval.
Singular é ser o amigo,
dizer palavra certa,
o beijo de boa noite,
o rádio que te desperta.
Singular é coisa rara,
singular é ser um só
como o sorriso da mãe
ou o bolo da avó.
Singular é não ter “s”
colado ao nosso artigo,
ser colega de escola,
ser a amiga, ser o amigo.
Um presente é singular,
mais do que um já é plural:
prendas, bolas e brinquedos,
e enfeites de Natal.
Um disfarce é singular,
singular é o Carnaval;
mascarados e caretos,
serpentinas é plural.
António José Ferreira ]
Tu
Tu és forte:
sabes apoiar;
tu és meigo:
sabes abraçar;
tu és rico:
sabes o que dar:
tu és tu,
quem te pode igualar?
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